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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Questões multidisciplinares - Questões com gabarito comentado




1. (Unesp 2012)

 

Se me mostrarem um único ser vivo que não tenha ancestral, minha teoria poderá ser enterrada.

(Charles Darwin)
Sobre essa frase, afirmou-se que:

I. Contrapõe-se ao criacionismo religioso.
II. Contrapõe-se ao essencialismo de Platão, segundo o qual todas as espécies têm uma essência fixa e eterna.
III. Sugere uma possibilidade que, se comprovada, poderia refutar a hipótese evolutiva darwiniana.
IV. Propõe que as espécies atuais evoluíram a partir da modificação de espécies ancestrais, não aparentadas entre si.
V. Nega a existência de espécies extintas, que não deixaram descendentes.

É correto o que se afirma em
a) IV, apenas.   
b) II e III, apenas.   
c) III e IV, apenas.   
d) I, II e III, apenas.   
e) I, II, III, IV e V.   


Resposta:

[D]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Biologia]
A teoria evolucionista de Charles Darwin propõe que as espécies evoluíram a partir de modificações de ancestrais aparentados entre si. As espécies extintas deixaram descendentes que formaram as espécies atuais.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Filosofia]
Na frase do enunciado, Darwin evoca, de maneira irônica, a possibilidade de sua teoria poder estar errada. Para ele, a ancestralidade é uma característica comum a todas as espécies de seres vivos, que, por isso, são considerados como sendo aparentados entre si, mesmo que através de um ancestral longínquo. Vale ressaltar que sua teoria da Evolução contraria tanto o criacionismo religioso quanto o essencialismo platônico ao desconsiderar a existência de espécies únicas e diferentes entre si em essência.



  
2. (Enem PPL 2012)  Assentado, portanto, que a Escritura, em muitas passagens, não apenas admite, mas necessita de exposições diferentes do significado aparente das palavras, parece-me que, nas discussões naturais, deveria ser deixada em último lugar.

GALILEI, G. Carta a Benedetto Castelli. In: Ciência e fé: cartas de Galileu sobre o acordo do sistema copernicano com a Bíblia. São Paulo: Unesp, 2009. (adaptado) 


O texto, extraído da carta escrita por Galileu (1564-1642) cerca de trinta anos antes de sua condenação pelo Tribunal do Santo Oficio, discute a relação entre ciência e fé, problemática cara no século XVII. A declaração de Galileu defende que  
a) a bíblia, por registrar literalmente a palavra divina, apresenta a verdade dos fatos naturais, tornando-se guia para a ciência.    
b) o significado aparente daquilo que é lido acerca da natureza na bíblia constitui uma referência primeira.    
c) as diferentes exposições quanto ao significado das palavras bíblicas devem evitar confrontos com os dogmas da Igreja.    
d) a bíblia deve receber uma interpretação literal porque, desse modo, não será desviada a verdade natural.    
e) os intérpretes precisam propor, para as passagens bíblicas, sentidos que ultrapassem o significado imediato das palavras.   


Resposta:

[E]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Filosofia]
Galileu era não só um sujeito capaz da mais convincente retórica, como também um sujeito capaz das afirmações mais difíceis. Perante o forte discurso religioso – forte, porém inapropriado para a ciência –, Galileu cumpriu a delicada tarefa de afirmar uma ciência nova baseada puramente na matemática, distante da fé e de qualquer autoridade que não fosse a experiência.

“E talvez tenha ocorrido em Siena o efetivo pronunciamento do famoso Eppur si muove. Vejamos que história é essa. Segundo dois livros de meados do século XVIII, logo depois de abjurar, Galileu teria dito “E, no entanto, se move”, referindo-se ao movimento da Terra que acabara de renegar. Os estudiosos sempre acharam esse rompante impossível, ou porque não haveria testemunhas favoráveis para registrá-lo ou porque Galileu saberia das terríveis consequências de tal gesto, se fosse percebido por um inquisidor. Porém, o restauro em 1911 de um quadro espanhol de 1643, no qual aparece inscrita aquela frase, mostra que a história quase certamente já era divulgada com Galileu ainda vivo. E é bastante possível que ele tenha altiva e jocosamente pronunciado tal afirmação numa das recepções de Picolomini”. (P. R. Mariconda & J. Vasconcelos. Galileu – e a nova Física. In Coleção Imortais da ciência. São Paulo: Odysseus Editora, 2006, p. 184)

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]
Galileu e suas ideias desafiaram a Igreja Católica e seus dogmas na época do Renascimento, propondo uma observação do mundo baseada em caracteres matemáticos e astronômicos e não mais religiosos. A passagem da questão ressalta que, para ele, a Bíblia pode ser interpretada de diferentes maneiras e que, para a observação da natureza, ela não tem valor nenhum.




TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
“O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros. O que se crê senhor dos demais não deixa de ser mais escravo do que eles. (...) A ordem social, porém, é um direito sagrado que serve de base a todos os outros. (...) Haverá sempre uma grande diferença entre subjugar uma multidão e reger uma sociedade. Sejam homens isolados, quantos possam ser submetidos sucessivamente a um só, e não verei nisso senão um senhor e escravos, de modo algum considerando-os um povo e seu chefe. Trata-se, caso se queira, de uma agregação, mas não de uma associação; nela não existe bem público, nem corpo político.”

(Jean-Jacques Rousseau, Do Contrato Social. [1762]. São Paulo: Ed. Abril, 1973, p. 28,36.)


3. (Unicamp 2012)  Sobre Do Contrato Social, publicado em 1762, e seu autor, é correto afirmar que:
a) Rousseau, um dos grandes autores do Iluminismo, defende a necessidade de o Estado francês substituir os impostos por contratos comerciais com os cidadãos.   
b) A obra inspirou os ideais da Revolução Francesa, ao explicar o nascimento da sociedade pelo contrato social e pregar a soberania do povo.   
c) Rousseau defendia a necessidade de o homem voltar a seu estado natural, para assim garantir a sobrevivência da sociedade.   
d) O livro, inspirado pelos acontecimentos da Independência Americana, chegou a ser proibido e queimado em solo francês.   


Resposta:

[B]

Rousseau, um dos teóricos mais importantes do Iluminismo, apresenta uma teoria baseada no contrato social entre os homens e na igualdade natural entre todos eles. Seu pensamento apresenta uma crítica ao Antigo Regime, inspirando ideais que culminaram na Revolução Francesa.



  
4. (Enem PPL 2012)  O homem natural é tudo para si mesmo; é a unidade numérica, o inteiro absoluto, que só se relaciona consigo mesmo ou com seu semelhante. O homem civil é apenas uma unidade fracionária que se liga ao denominador, e cujo valor está em sua relação com o todo, que é o corpo social. As boas instituições sociais são as que melhor sabem desnaturar o homem, retirar-lhe sua existência absoluta para dar-lhe uma relativa, e transferir o eu para a unidade comum, de sorte que cada particular não se julgue mais como tal, e sim como uma parte da unidade, e só seja percebido no todo.


ROUSSEAU, J. J. Emílio ou da Educação. São Paulo: Martins Fontes, 1999.



A visão de Rousseau em relação à natureza humana, conforme expressa o texto, diz que  
a) o homem civil é formado a partir do desvio de sua própria natureza.    
b) as instituições sociais formam o homem de acordo com a sua essência natural.   
c) o homem civil é um todo no corpo social, pois as instituições sociais dependem dele.    
d) o homem é forçado a sair da natureza para se tornar absoluto.    
e) as instituições sociais expressam a natureza humana, pois o homem é um ser político.   


Resposta:

[A]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia]
Somente a alternativa [A] está correta. O homem civil, segundo o texto de Rousseau, corresponde àquele que, desviando de sua própria natureza, se torna um indivíduo relacional à comunidade política.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Filosofia]
Se fizéssemos um exercício de completa abstração e pensássemos unicamente a partir do ponto de vista do “homem natural”, então poderíamos dizer que a sua “transformação” em homem civil seja um desvio. Porém, Rousseau não dá a entender que tal passagem para a vida civil seja simplesmente um artifício, um desvio da rota natural. Segundo um trecho de sua obra, Contrato Social, a passagem é inevitável para a própria conservação do homem e, portanto, um tanto natural, isto é, ela se cria pelo movimento da própria natureza do homem.

“Esse estado primitivo não pode mais subsistir, e o gênero humano pereceria se não mudasse sua maneira de ser. Ora, como é impossível aos homens engendrar novas forças, mas apenas unir e dirigir as existentes, não lhes resta outro meio para se conservarem senão formar, por agregação, uma soma de forças que possa vencer a resistência, pô-los em movimento por um único móbil e fazê-los agir em concerto”. (J-J. Rousseau. Contrato social. In Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED-PR, 2009, p. 602).



  
5. (Unesp 2012)  Regulamentação publicada nesta segunda-feira, no Diário Oficial do Município do Rio, determina que as crianças e adolescentes apreendidos nas chamadas cracolândias fiquem internados para tratamento médico, mesmo contra a vontade deles ou dos familiares. Os jovens, segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), só receberão alta quando estiverem livres do vício. A “internação compulsória” vale somente para aqueles que, na avaliação de um especialista, estiverem com dependência química. Ainda de acordo com a resolução, todas as crianças e adolescentes que forem acolhidos à noite, “independente de estarem ou não sob a influência do uso de drogas”, não poderão sair do abrigo até o dia seguinte.

(www.estadao.com.br, 30.05.2012. Adaptado.)

As justificativas apresentadas neste texto para legitimar a “internação compulsória” de usuários de drogas são norteadas por:
a) princípios filosóficos baseados no livre-arbítrio e na autonomia individual.   
b) valores de natureza religiosa fundamentados na preservação da vida.   
c) valores éticos associados ao direito absoluto à liberdade da pessoa humana.   
d) realização prévia de consultas públicas sobre a internação obrigatória.   
e) critérios médicos relacionados à distinção entre saúde e patologia.   


Resposta:

[E]

Interessante questão. A tomada de decisão a respeito da “internação compulsória” não é baseada em princípios filosóficos ou valores religiosos. O principal aliado para a tomada dessa decisão política é o saber médico que passa a definir o que é normal e o que é patológico. Esse é um dos principais saberes com o qual o poder está relacionado na sociedade contemporânea.



  
6. (Unesp 2012)  Cada cultura tem suas virtudes, seus vícios, seus conhecimentos, seus modos de vida, seus erros, suas ilusões. Na nossa atual era planetária, o mais importante é cada nação aspirar a integrar aquilo que as outras têm de melhor, e a buscar a simbiose do melhor de todas as culturas. A França deve ser considerada em sua história não somente segundo os ideais de Liberdade-Igualdade-Fraternidade promulgados por sua Revolução, mas também segundo o comportamento de uma potência que, como seus vizinhos europeus, praticou durante séculos a escravidão em massa, e em sua colonização oprimiu povos e negou suas aspirações à emancipação. Há uma barbárie europeia cuja cultura produziu o colonialismo e os totalitarismos fascistas, nazistas, comunistas. Devemos considerar uma cultura não somente segundo seus nobres ideais, mas também segundo sua maneira de camuflar sua barbárie sob esses ideais.

(Edgard Morin. Le Monde, 08.02.2012. Adaptado.)

No texto citado, o pensador contemporâneo Edgard Morin desenvolve
a) reflexões elogiosas acerca das consequências do etnocentrismo ocidental sobre outras culturas.   
b) um ponto de vista idealista sobre a expansão dos ideais da Revolução Francesa na história.   
c) argumentos que defendem o isolamento como forma de proteção dos valores culturais.   
d) uma reflexão crítica acerca do contato entre a cultura ocidental e outras culturas na história.   
e) uma defesa do caráter absoluto dos valores culturais da Revolução Francesa.   


Resposta:

[D]

A alternativa [D] é a única correta. Morin propõe uma análise crítica das culturas contemporâneas. Segundo ele, elas não devem ser analisadas somente por seus valores, mas também por aquilo que produziram e pelas barbáries que permitiram. É a partir dessa análise que cada nação deve buscar integrar aquilo que as outras possuem de melhor.



  
7. (Unesp 2012)  Se um governo quer reduzir o índice de abortos e o risco para as mulheres em idade reprodutiva, não deveria proibi-los, nem restringir demais os casos em que é permitido. Um estudo publicado em “The Lancet” revela que o índice de abortos é menor nos países com leis mais permissivas, e é maior onde a intervenção é ilegal ou muito limitada. “Aprovar leis restritivas não reduz o índice de abortos”, afirma Gilda Sedgh (Instituto Guttmacher, Nova York), líder do estudo, “mas sim aumenta a morte de mulheres”. “Condenar, estigmatizar e criminalizar o aborto são estratégias cruéis e falidas”, afirma Richard Horton, diretor de “The Lancet”. “É preciso investir mais em planejamento familiar”, pediu a pesquisadora, que assina o estudo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os seis autores concluem que “as leis restritivas não estão associadas a taxas menores de abortos”. Por exemplo, o sul da África, onde a África do Sul, que o legalizou em 1997, é dominante, tem a taxa mais baixa do continente.

(http://noticias.uol.com.br, 22.01.2012. Adaptado.)

Na reportagem, o tema do aborto é tratado sob um ponto de vista
a) fundamentalista-religioso, defendendo a validade de sua proibição por motivos morais.   
b) político-ideológico, assumindo um viés ateu e materialista sobre essa questão.   
c) econômico, considerando as despesas estatais na área da saúde pública em todo o mundo.   
d) filosófico-feminista, defendendo a autonomia da mulher na relação com o próprio corpo.   
e) estatístico, analisando a ineficácia das restrições legais que proíbem o aborto.   


Resposta:

[E]

Somente a alternativa [E] está correta. Ainda que todas as outras alternativas apresentem formas plausíveis de se analisar o tema do aborto, nessa reportagem ele é analisado especificamente sob o prisma estatístico.



  
8. (Ueg 2012)  Leia o trecho abaixo.

“Quando a cidade sepulta no anonimato os seus tipos de rua, é sinal que o humanismo desapareceu das esquinas e o tempo/relógio passou a controlar a vida de seus habitantes. [...]. Goiânia cresceu. Sepultou seus tipos de rua, atropelados na pressa dos automóveis”.

TELES, José Mendonça. Crônicas de Goiânia. Goiânia: Kelps, 2005. p. 65-66.

O trecho acima tematiza o crescimento de Goiânia e relaciona desaparecimento do humanismo e velocidade dos automóveis ao tempo controlado da população. Considerando as leituras de base sociológica e geográfica acerca do espaço urbano, é correto afirmar:
a) o crescimento de Goiânia significou a formação de uma moderna cidade capitalista, marcada pelo predomínio do controle do tempo e pela primazia dos automóveis nas ruas.   
b) o crescimento de Goiânia significou uma mudança cultural que mescla rural e urbano, mantendo o predomínio de valores humanos.   
c) Goiânia cresceu e tornou-se uma cidade moderna, por isso mudou o nome de suas ruas para o nome de figuras folclóricas e populares, com o intuito de preservar a memória da cidade.   
d) Goiânia cresceu por causa do processo de expansão da indústria automobilística, da construção civil e da intervenção estatal.    


Resposta:

[A]

A questão trata do processo de modernização da cidade de Goiânia. Acompanhando a fluidez da sociedade contemporânea, a cidade tornou-se um local de circulação de automóveis, desumanizando suas ruas e sendo guiada pelo tempo da lógica de produção capitalista.

Análise das alternativas:
a) CORRETA – O texto indica o crescimento da cidade de Goiânia imprimindo a dinâmica do espaço produtivo, onde o tráfego se traduz como o conceito da circulação do setor produtivo e o anonimato das ruas, como a perda da importância dos valores humanos.
b) INCORRETA – A afirmativa se contrapõe ao texto do enunciado, que demonstra com o conceito de anonimato das ruas a perda dos valores humanos.
c) INCORRETA – O texto não faz referência à mudança dos nomes das ruas.
d) INCORRETA – O texto não faz referência às causas do crescimento da cidade.



  
9. (Uem 2012)  O mapa é uma visão reduzida de parte ou de toda a superfície terrestre. A partir dessa relação de grandeza, apresenta-se a escala. Com relação à escala, assinale o que for correto.
01) Os mapas podem apresentar dois tipos de escala: a escala numérica, que é representada por uma fração, e a escala gráfica, que é uma linha graduada na qual se indica a relação entre a distância real e as distâncias representadas no mapa.   
02) Em um mapa com escala de 1:3 000 000, a distância em linha reta entre as cidades de Maringá e de Cascavel é 72 mm. Essa distância em linha reta, no real, corresponde a 216 km.   
04) Pode-se afirmar que, quanto maior a razão da escala, maior é a área mapeada. Sendo assim, o mapa-múndi, numa escala de 1:5 000 000, por exemplo, possui a maior escala, pois abarca toda a superfície terrestre.   
08) Em um mapa, uma fazenda, “A”, é representada por um retângulo de 5 cm por 8 cm. Nesse mesmo mapa, uma outra fazenda, “B”, é representada por um retângulo de 2,5 cm por 4 cm. Logo, a área da fazenda “A” é 2 vezes maior que a área da fazenda “B”.   
16) Escala é a relação entre o tamanho do fato geográfico representado no mapa e o seu tamanho real na superfície terrestre.   






  
10. (Ufba 2012)

 

Considerando-se os dados apresentados no gráfico e os conhecimentos sobre a evolução tecnológica, o crescimento, a distribuição e os principais movimentos migratórios da população mundial, é correto afirmar:
01) A população avançou lentamente, com a evolução da espécie — há, aproximadamente, duzentos mil anos —, porém, a partir do surgimento da agricultura e da domesticação dos animais — promovendo o aumento de grãos e o suporte animal —, o crescimento populacional aumentou, apesar dos altos índices de mortalidade.   
02) A Revolução Industrial estava em pleno curso, com alta produtividade, transportes mais rápidos e a população mundial atingia um bilhão de habitantes, quando Thomas Malthus alertou para a desarmonia entre o crescimento populacional e a falta de alimentos.   
04) O século XIX, conhecido pelos avanços na educação e na saúde, ficou marcado pela queda da mortalidade infantil e pelas conquistas da medicina, acelerando, assim, o crescimento da população até os dias atuais.   
08) A Ásia é, atualmente, o continente mais populoso do planeta, a África tem as maiores taxas de crescimento demográfico, e os países ricos da Europa apresentam um envelhecimento da população.   
16) As projeções estatísticas das últimas décadas apontam para uma redução dos movimentos migratórios, principalmente por causa da globalização e da diminuição dos conflitos.   
32) O Brasil possui baixa densidade demográfica, mas a população está muito mal distribuída pelo território, havendo maior concentração na faixa litorânea, adentrando-se especialmente na Região Sudeste.   


Resposta:

01 + 02 + 08 + 32 = 43.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Geografia]

As afirmações corretas são [01], [02], [08] e [32], perfazendo 43 pontos. As afirmações incorretas são:
[04] As maiores quedas das taxas de mortalidade, inclusive a infantil, aconteceram a partir do século XX com os avanços nos setores de saúde (novos medicamentos e atendimentos médico-hospitalar).
[16] Com a globalização da economia e a permanência de numerosos conflitos em várias regiões do mundo, houve um aumento dos fluxos migratórios internacionais nas últimas décadas.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]

O gráfico mostra, numa visão cronológica, informações relevantes quanto ao desenvolvimento tecnológico e o crescimento populacional. As alternativas [01], [02], [08] e [32] são as únicas que apresentam informações corretas dentro desse contexto. A alternativa [04] está incorreta, pois os descobrimentos realizados no século XX, e não XIX, potencializaram os efeitos da tecnologia, principalmente na área da saúde, promovendo inovações fundamentais.
Com o avanço cada vez maior do capitalismo, fortalecido pelo fenômeno da globalização, os movimentos migratórios se intensificaram nas últimas décadas, sendo também impulsionados pelos crescentes conflitos, como, por exemplo, no Oriente Médio. Nesse contexto, a alternativa [16] também está incorreta.



  
11. (Enem PPL 2012)

 

A figura representada por Charles Chaplin critica o modelo de produção do início do século XX, nos Estados Unidos da América, que se espalhou por diversos países e setores da economia e teve como resultado  
a) a subordinação do trabalhador à máquina, levando o homem a desenvolver um trabalho repetitivo.    
b) a ampliação da capacidade criativa e da polivalência funcional para cada homem em seu posto de trabalho.    
c) a organização do trabalho, que possibilitou ao trabalhador o controle sobre a mecanização do processo de produção.    
d) o rápido declínio do absenteísmo, o grande aumento da produção conjugado com a diminuição das áreas de estoque.    
e) as novas técnicas de produção, que provocaram ganhos de produtividade, repassados aos trabalhadores como forma de eliminar as greves.   


Resposta:

[A]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia]
No filme Tempos Modernos, Charles Chaplin retrata o trabalho em uma fábrica de modelo fordista-taylorista. Nesse modelo, o trabalhador tem seu ofício subordinado ao andamento da máquina, tendo que realizar uma atividade repetitiva e alienante. Como resultado disso, muitas pessoas adoecem ou se revoltam devido às precárias condições de trabalho.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]
A mecanização do trabalho, iniciada na Primeira Revolução e consolidada na Segunda, gerou uma série de críticas sociais (inclusive a mostrada no filme em questão). Segundo Marx, essa mecanização, baseada na divisão do trabalho, geraria a alienação do proletariado, uma vez que colocaria o trabalhador num trabalho repetitivo, em apenas uma etapa da produção, o afastando do resultado final do seu trabalho.



  
12. (Ufpb 2012)  Karl Marx e Friedrich Engels afirmaram no Manifesto do Partido Comunista (1848) que [...]“a burguesia submeteu o campo à cidade. Criou cidades enormes, aumentou tremendamente a população urbana em relação à rural, arrancando assim contingentes consideráveis da população do embrutecimento da vida rural”.

Disponível em: . Acesso em: 09 ago. 2011.

Sobre essas transformações históricas e sociais, identifique as afirmativas corretas.
(     )  A revolução urbana promovida pelos comerciantes propiciou o ressurgimento das cidades.  
(     )  A expulsão dos camponeses de suas terras criou a primeira geração de operários de fábrica.  
(     )  A reordenação demográfica ocorrida nas cidades gerou o crescimento populacional nas áreas rurais.  
(     )  A dispersão da população urbana foi substituída pela concentração populacional no campo.  
(     )  A urbanização e a industrialização das cidades permitiram o surgimento das metrópoles.  


Resposta:

V – V – F – F – V.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]
A revolução comercial e urbana foi um fenômeno do final da Idade Média, com a dinamização das feiras e dos burgos e, desde então, houve maior crescimento das populações urbanas. No século XVIII a revolução industrial se aproveitou da disponibilidade de mão de obra barata, devido ao êxodo rural promovido pelos cercamentos.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia]
A consolidação do capitalismo passa pelo crescimento das cidades. Com o surgimento da burguesia e da indústria, a produção se tornou majoritariamente industrial. Nessa indústria, surge o trabalhador operário, que é o ex-camponês destituído de sua terra e que migrou para a cidade para poder sobreviver. 

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