Ucrânia ataca Sibéria a 2.500 km; Rússia lança drones a jato
Por Professor Arão Alves | História em Gotas |
O governador da região russa de Omsk confirmou que um centro logístico foi atingido por um drone ucraniano. A cidade fica na Sibéria, a cerca de 2.500 quilômetros da fronteira. O canal ucraniano de monitoramento Exilenova Plus também apresentou relatos de ataques contra uma fábrica petroquímica e um armazém da Ozon.
Na Ucrânia, a Força Aérea informou o lançamento de 126 drones russos, incluindo 61 movidos a jato. A Administração Militar de Kiev confirmou que um drone atingiu um prédio no distrito de Obolon e provocou um incêndio.
Esses acontecimentos abrem a edição de 24 de outubro do História em Gotas. Em 9 minutos e 13 segundos, o vídeo também acompanha a fala de Marco Rubio sobre o Donbas, os ataques reivindicados pelos houthis contra alvos sauditas e os confrontos que provocaram a fuga de pelo menos 10 mil pessoas da Etiópia para o Quênia.
Omsk: ataques na Sibéria e incêndio em petroquímica
Segundo o Exilenova Plus, um ataque ucraniano provocou um incêndio na petroquímica Omsky Kauchuk, apresentada na edição como uma das maiores instalações desse setor na Rússia.
A empresa responsável pela fábrica informa que a unidade produz borracha sintética, produtos de síntese orgânica e um aditivo utilizado no refino da gasolina. O canal de monitoramento também atribui à instalação uma ligação com a cadeia russa de fornecimento de combustível para foguetes, incluindo o míssil balístico Iskander.
O Exilenova Plus relatou ainda que um armazém da Ozon foi atingido. Separadamente, o governador Vitaliy Khotsenko confirmou que a região sofreu um ataque de drones ucranianos e que um centro logístico foi atingido. Ele disse que os funcionários foram retirados imediatamente e que equipes de emergência trabalhavam no local.
O vídeo apresenta essas informações com suas respectivas fontes: os relatos sobre a petroquímica e a identificação do armazém como pertencente à Ozon vêm do canal de monitoramento; o governador confirmou o ataque ao centro logístico.
Rússia lança 126 drones, incluindo 61 a jato
A Força Aérea ucraniana informou que os russos lançaram 126 drones durante a madrugada, dos quais 61 eram movidos a jato. Segundo a mesma fonte, as defesas ucranianas conseguiram neutralizar 101 drones, incluindo 50 a jato.
Os números de lançamentos e de neutralizações correspondem a grupos diferentes. O balanço não permite concluir automaticamente que todos os drones que não aparecem entre os neutralizados atingiram seus alvos.
A Administração Militar de Kiev informou que um drone atingiu um prédio no distrito de Obolon e provocou um incêndio. O relato específico desse impacto não identifica o drone como um dos modelos movidos a jato.
Os balanços de autoridades locais apresentados na edição contabilizam quatro pessoas mortas e 78 feridas na Ucrânia no último dia. O vídeo também acompanha ocorrências em Chernihiv, Kramatorsk, Sloviansk, Dnipro e Sumy.
Em Sumy, a administração militar regional informou 40 ataques contra 25 localidades e um alerta aéreo que permaneceu em vigor por mais de 18 horas.
Rubio coloca o Donbas no centro da discussão
Em entrevista à India Today, Marco Rubio apresentou a guerra como uma disputa pela região do Donbas, no leste da Ucrânia. A edição acompanha essa declaração e a leitura sobre o que ela pode sinalizar para a posição de Trump em uma próxima rodada de negociações.
O vídeo também aborda a mudança de postura do governo Trump em relação à Rússia, com referência à suspensão de sanções e à compra de diesel russo.
Houthis reivindicam ataques contra petróleo e aeroportos sauditas
No Oriente Médio, os houthis disseram ter lançado ataques contra instalações petrolíferas e aeroportos da Arábia Saudita. O porta-voz militar Yahya Saree citou alvos como uma instalação da Aramco em Yanbu, a refinaria de Rabigh, estações de bombeamento e o Oleoduto Leste-Oeste.
A lista apresentada pelo grupo também inclui aeroportos em Riade e Dammam, um aeroporto em Najran e uma base aérea em Khamis Mushait.
No momento da gravação, não havia confirmação imediata das autoridades sauditas sobre os resultados desses ataques. Também não estava claro se os projéteis haviam atingido os alvos reivindicados ou se tinham sido interceptados.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita disse ter destruído dois mísseis balísticos lançados em direção a Yanbu e Taif. Já o governo do Iêmen, apoiado pelos sauditas, informou o lançamento de três mísseis contra instalações da guarda costeira em Aden.
Etiópia: confrontos e fuga de pelo menos 10 mil pessoas
Fontes ouvidas pela AFP disseram que confrontos entre forças das regiões de Somali e Oromia deixaram mortos no sul da Etiópia. Os combates começaram após o hasteamento de uma bandeira regional somali em Moyale, perto da fronteira com o Quênia.
Malik Adan, que trabalha para a Cruz Vermelha no Quênia, informou à emissora NTV que pelo menos 10 mil pessoas fugiram dos combates na fronteira para o território queniano. A AFP afirmou não ter conseguido verificar de forma independente o número de vítimas dos confrontos.
A edição também apresenta o contexto dos conflitos em Oromia e Amhara, a retomada dos confrontos em Tigray e as preocupações provocadas pelas divergências diplomáticas entre Etiópia e Eritreia.
Comentários
Postar um comentário