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Rússia ataca Ucrânia; EUA e Irã trocam ataques e Trump ameaça instalação nuclear

Rússia ataca Ucrânia; EUA e Irã trocam ataques e Trump ameaça instalação nuclear

Ataques russos voltaram a atingir diferentes pontos da Ucrânia, incluindo Kamianske, enquanto Kiev se prepara para a chegada de enviados americanos que devem discutir o fim da guerra. Ao mesmo tempo, as tensões no Oriente Médio aumentam com ataques envolvendo forças dos Estados Unidos e do Irã, ameaças contra uma instalação subterrânea próxima a Natanz e questionamentos sobre os objetivos da guerra.

Neste vídeo, os acontecimentos passam pela guerra entre Rússia e Ucrânia, pelas preocupações dentro da OTAN sobre um possível conflito prolongado com Moscou e pela escalada entre Estados Unidos e Irã.

Assista ao vídeo completo acima.

O vídeo aborda os principais acontecimentos envolvendo Rússia, Ucrânia, OTAN, Estados Unidos e Irã.

Resumo dos temas abordados

  • A Rússia mantém ataques contra a Ucrânia enquanto enviados dos Estados Unidos se preparam para discutir o fim da guerra.
  • Planejadores de defesa ligados à OTAN demonstram preocupação com a capacidade europeia de sustentar um conflito prolongado.
  • Forças americanas e iranianas realizam ataques em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.
  • Donald Trump volta a ameaçar uma instalação subterrânea próxima ao complexo nuclear de Natanz.
  • Disputas no Pentágono e questionamentos sobre os objetivos da estratégia americana no Irã também aparecem no centro do conflito.

Rússia mantém ataques contra a Ucrânia

Durante as últimas 24 horas, ataques russos resultaram na morte de pelo menos sete pessoas e deixaram pelo menos 51 feridas em toda a Ucrânia.

Segundo a Força Aérea, a Rússia lançou mísseis balísticos e 167 drones contra a Ucrânia durante a madrugada. As defesas aéreas abateram ou neutralizaram 128 drones russos. Mísseis e drones atingiram 23 locais.

O governador de Dnipropetrovsk, Oleksandr Hanzha, disse que a Rússia atacou a cidade de Kamianske, matando cinco pessoas e ferindo outras cinco.

Os ataques ocorrem enquanto os enviados especiais dos Estados Unidos Steve Witkoff e o sogro de Trump chegam a Moscou e devem estar em Kiev para discutir o fim da guerra.

Segundo a agência de notícias Interfax, Putin ordenou uma suspensão de três dias dos ataques à capital ucraniana.

Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia atacou deliberadamente os aeroportos de Kiev e Boryspil antes da visita planejada dos enviados dos Estados Unidos. Segundo Zelensky, o Aeroporto Internacional de Kiev e o Aeroporto Internacional de Boryspil estavam sendo considerados como possíveis pontos de chegada.

O Ministério da Defesa russo, por sua vez, informou que realizou um ataque com drone Geran contra uma instalação em Dnepropetrovsk que produzia drones de longo alcance para ataques contra alvos dentro da Rússia.

O ministério russo também relatou que suas forças tomaram o controle de Kurtovka, na região de Donetsk. Segundo o ministério, as operações teriam sido executadas por unidades do agrupamento Sul durante operações ofensivas na área de Slavyansk-Kramatorsk.

OTAN e Rússia: preocupação com uma guerra prolongada

Planejadores de defesa que trabalham com a OTAN temem que, caso uma guerra com a Rússia eclodisse, a Europa não conseguiria sustentar uma guerra de desgaste prolongada devido à falta de prontidão da população para o conflito.

A preocupação foi apresentada em uma conferência sobre o futuro da coordenação militar europeia. O pessimismo também reflete o temor de que a Rússia possa estar vencendo uma chamada guerra híbrida com a Europa.

Autoridades da área da Defesa, falando em um fórum convocado pela Conferência de Segurança de Munique, disseram que o público europeu pode não estar disposto a tolerar uma guerra prolongada, levando a OTAN a concentrar seus planos em um conflito relativamente rápido.

Também foram apresentadas preocupações sobre a dificuldade de convencer eleitores europeus a aceitar cortes em gastos com bem-estar social para financiar a defesa.

As declarações refletem ainda preocupações sobre a chamada guerra híbrida com a Rússia e seus possíveis reflexos políticos na Europa.

Estados Unidos e Irã trocam ataques

Veículos de comunicação iranianos relataram que um petroleiro iraniano foi atingido por forças americanas perto da Ilha de Kharg, próximo ao Estreito de Ormuz.

O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que forças americanas atacaram três petroleiros iranianos. Um dos navios estava perto da Ilha de Kharg, onde fica o principal centro de exportação de petróleo do Irã.

Segundo o Comando Central, os ataques ocorreram depois de uma ação iraniana contra dois navios de guerra americanos. De acordo com os militares dos Estados Unidos, a Guarda Revolucionária lançou mísseis balísticos que atingiram um porta-aviões e um destróier da Marinha americana.

O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central, afirmou que a resposta americana tinha como objetivo transmitir uma mensagem à Guarda Revolucionária.

A agência iraniana Tasnim também informou que quatro mísseis americanos atingiram um petroleiro na área de ancoragem de Kharg. Fontes locais citadas pela agência disseram que ninguém ficou ferido e que a tripulação estava deixando o navio.

O Comando Central informou que nenhum militar dos Estados Unidos ficou ferido.

Trump volta a ameaçar instalação subterrânea próxima a Natanz

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos podem atacar a chamada Montanha da Picareta, no Irã. O local fica ao lado do complexo de enriquecimento de Natanz e abriga uma instalação subterrânea fortemente protegida.

A Montanha da Picareta é conhecida no Irã como Kuh-e Kolang Gaz La. O local fica na província de Isfahan, cerca de 220 quilômetros ao sul de Teerã e a aproximadamente dois quilômetros da instalação de enriquecimento de Natanz.

Relatórios da inteligência americana indicam que a instalação foi escavada dentro da montanha, sob centenas de metros de rocha granítica sólida. Acredita-se que as principais câmaras estejam pelo menos 100 metros abaixo da superfície.

Alguns analistas ocidentais especulam que a montanha foi preparada para abrigar uma instalação de enriquecimento não declarada. O Instituto para a Ciência e Segurança Internacional avalia que a instalação ainda está sendo construída e não está funcionando.

O Irã afirma que desenvolve apenas um programa de energia nuclear e que não pretende construir uma arma nuclear.

A instalação permaneceu intacta durante os ataques americanos contra Fordow, Natanz e Isfahan no fim da guerra de 12 dias entre Israel e Irã. No conflito atual, o Instituto para a Ciência e Segurança Internacional registrou apenas a destruição de um veículo perto de um monte de entulho.

Em julho, o Wall Street Journal informou que Israel havia repassado informações da inteligência americana indicando que milhares de centrífugas foram levadas para dentro da instalação no fim do ano passado. Os Estados Unidos não confirmaram essa informação.

Em março, a Agência Internacional de Energia Atômica confirmou novos danos nos prédios de entrada da instalação subterrânea de enriquecimento de Natanz, mas não detectou impacto adicional na própria instalação subterrânea.

Pentágono e os questionamentos sobre a estratégia americana

A guerra também ocorre em meio a novas disputas envolvendo o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth.

As disputas internas voltaram à tona com a renúncia do secretário do Exército, enquanto surgiram informações sobre promoções que teriam sido bloqueadas e sobre resistência do alto comando militar aos longos períodos que forças americanas estão passando no Oriente Médio.

O Pentágono rejeita qualquer descrição de desordem e afirma que sugestões de que o Departamento de Defesa esteja em desordem durante a gestão de Hegseth são completamente infundadas.

O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, também criticou Hegseth e pediu que Trump demita o secretário de Defesa.

Hegseth prolongou os destacamentos militares americanos no Oriente Médio até meados do próximo ano. Os Estados Unidos mantêm atualmente cerca de 50 mil militares e 19 navios de guerra na região, e parte dessas forças está sendo utilizada para manter um bloqueio naval contra o Irã.

Comandantes responsáveis por outras regiões apresentaram objeções formais. Eles argumentaram que manter tantas forças no Oriente Médio por um período prolongado poderia deixar os Estados Unidos sem condições de cumprir compromissos em outras partes do mundo, além de aumentar o desgaste dos militares.

Kevin Carroll, ex-coronel do Exército e ex-oficial de inteligência militar, questionou qual é a estratégia americana e qual é o centro de gravidade do inimigo que os Estados Unidos estão tentando atingir.

Nate Swanson, pesquisador sênior do Atlantic Council e ex-conselheiro da Casa Branca e do Departamento de Estado para assuntos relacionados ao Irã, afirmou que a decisão de manter as forças americanas na região por mais tempo demonstra a adoção de uma política de bloqueio econômico prolongado.

Assista ao vídeo completo

Os acontecimentos envolvendo Ucrânia, Rússia, OTAN, Estados Unidos, Irã e o Pentágono são apresentados no vídeo completo.

Assistir no YouTube

Perguntas frequentes

Quantos drones a Rússia lançou contra a Ucrânia?

Segundo a Força Aérea, a Rússia lançou 167 drones durante a madrugada. As defesas aéreas abateram ou neutralizaram 128 drones russos.

O que aconteceu em Kamianske?

Segundo o governador de Dnipropetrovsk, Oleksandr Hanzha, um ataque russo contra Kamianske matou cinco pessoas e feriu outras cinco.

O que aconteceu perto da Ilha de Kharg?

O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que forças americanas atacaram três petroleiros iranianos. Um deles estava próximo à Ilha de Kharg, onde fica o principal centro de exportação de petróleo do Irã.

O que é a Montanha da Picareta citada por Trump?

A Montanha da Picareta é conhecida no Irã como Kuh-e Kolang Gaz La. O local fica na província de Isfahan, próximo à instalação de enriquecimento de Natanz, e abriga uma instalação subterrânea fortemente protegida.

Quantos militares americanos estão no Oriente Médio?

Segundo as informações apresentadas no vídeo, os Estados Unidos mantêm atualmente cerca de 50 mil militares e 19 navios de guerra na região.

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