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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Revolução Industrial - questões discursivas com gabarito comentado











1.   O avanço tecnológico das últimas décadas deu origem a setores muito sofisticados do ponto de vista técnico, tais como a microeletrônica, a biotecnologia, a robótica etc. Eles integram a chamada fábrica global, determinando uma nova distribuição espacial das indústrias, cujas características atendem, em última análise, à lógica do lucro.

Com relação aos fatores determinantes da teoria de localização industrial, responda:

a) Identifique os fatores que foram fundamentais para a localização industrial na primeira e na terceira Revolução Industrial.
b) Explique o significado do termo “fábrica global”.


Resposta:

a) A Primeira Revolução Industrial de um lado depende de capital acumulado, existência de minérios em abundância como o ferro e o manganês (custo do transporte, distâncias e quantidade) e fontes de energia. De outro lado um mercado consumidor com poder aquisitivo e mão de obra abundante são importantes.
A Terceira Revolução Industrial ocorre sobre novas bases. Energia elétrica, informatização, integração pesquisa – tecnologia, terceirização, Toyotismo (just in time), automação e robotização. Os avanços tecnológicos ocorrem em áreas como microeletrônica, nanotecnologia, biotecnologia, química fina entre outras. São aspectos que favorecem a acumulação flexível com desconcentração espacial.

b) Trata-se de um novo modelo produtivo com base na desconcentração espacial das atividades; distribuição do processo produtivo de bens por diferentes lugares. A sede administrativa da empresa é num dado país e sua linha de produção é em outro. A transnacionalização, por exemplo, pode ter um carro global. Projeto, administração e captação financeira num certo país; produção de autopeças em outro; carroceria e motores num terceiro e montagem num quarto país.



  
2.   Viver numa grande cidade implica o reconhecimento de múltiplos sinais. Trata-se de uma atividade do olhar, de uma identificação visual, de um saber adquirido, portanto. Se o olhar do transeunte, que fixa fortuitamente uma mulher bonita e viúva ou um grupo de moças voltando do trabalho, pressupõe um conhecimento da cor do luto e das vestimentas operárias, também o olhar do assaltante ou o do policial, buscando ambos a sua presa, implica um conhecimento específico da cidade.

Maria Stella Bresciani, Londres e Paris no século XIX: o espetáculo da pobreza. São Paulo: Brasiliense, 1982, p.16. Adaptado.

O texto mostra como o forte crescimento territorial e demográfico de algumas cidades europeias, no século XIX, redefiniu formas de convivência e sociabilidade de seus habitantes as quais, em alguns casos, persistem até hoje.
a) Cite e explique dois motivos do crescimento de cidades como Londres e Paris, no século XIX.
b) Indique e analise uma característica, dentre as mencionadas no texto, que se faça presente em grandes cidades atuais.


Resposta:

     O principal motivo de crescimento dessas duas cidades foi a industrialização, bastante acentuada no decorrer do século XIX, apesar da revolução industrial na Inglaterra ter-se iniciado no século anterior. A segunda metade do século XIX foi marcada pela 2ª Revolução Industrial, que promoveu não apenas as novas tecnologias, mas também um aumento significativo do número de fábricas e, portanto, de postos de trabalho. A segunda causa é a crise no setor agrário, colocado em segundo plano pelos governantes e burguesia dessas nações e que sofreu a interferência do processo de mecanização, principalmente nas últimas décadas do século, provocando desemprego entre os camponeses que, em um primeiro momento, tendiam a migrar para as grandes cidades.

     No trecho: “(...) o olhar do assaltante ou o do policial, buscando ambos, a sua presa (...)”, podemos observar uma situação cada vez mais comum nas grandes cidades, marcadas pelo banditismo e pela organização da criminalidade, com aumento constante da violência urbana em praticamente todas as grandes metrópoles brasileiras, que tem como contrapartida a “ação policial” e a preocupação da sociedade civil.
      
      
      
  
3.   A paz não passa de um engodo, de uma quimera, de um sonho fugaz; a indústria tornou-se o suplício dos povos, depois que uma ilha de piratas [refere-se à Inglaterra] bloqueia as comunicações (...) e transforma suas fábricas e oficinas em viveiros de mendigos.

(Charles Fourier. Théorie des quatre mouvements (1808), in OEuvres complètes. Paris: Anthropos, vol. I, 1978, citado por Elias Thomé Saliba. As utopias românticas. São Paulo: Estação Liberdade, 2003.)

O fragmento, escrito em 1808, mostra a visão de Charles Fourier acerca do nascimento das fábricas. Explique
a) por que o autor chama as fábricas de “viveiros de mendigos”.
b) o que leva o autor a afirmar que a Inglaterra “bloqueia as comunicações”.


Resposta:

a) Nas fábricas dos primeiros tempos da Revolução Industrial, os operários trabalhavam em precárias condições, devido às longas jornadas de trabalho em ambiente em insalubre, sujeitos a acidentes e a castigos físicos e em troca de salários insignificantes.

b) A afirmação de Charles Fourier de que a Inglaterra “bloqueia as comunicações”, remete, no contexto em que se deu, à hegemonia inglesa no comércio internacional, condição que a Inglaterra ostentava desde o século XVII e que foi consolidada com a Revolução Industrial no século XVIII.



  
4.   Em Sheffield, cidade famosa pela produção de tesouras, foices, facas e navalhas, 769 metalúrgicos enviaram petição ao Parlamento em 1789 contra o comércio de escravos.

"[...] sendo os artigos de cutelaria enviados em grandes quantidades para a costa da África a título de pagamento por escravos, supõe-se que os interesses de seus peticionários possam ser prejudicados se tal comércio for abolido. Mas, uma vez que seus peticionários sempre compreenderam que os nativos da África nutrem grande aversão pela escravidão no exterior, consideram o caso das nações africanas como se considerassem o seu próprio."
            (Adaptado de HOCHSCHILD, Adam. "Bury the Chains". Boston: Houghton Miffflin, 2004.)

De acordo com uma visão recorrente na historiografia, a Inglaterra teria abolido o tráfico de escravos para suas colônias em 1807 com o objetivo de ampliar o mercado para seus produtos industrializados.
Explique de que maneira o trecho acima questiona essa visão.


Resposta:

Ao se referir a trabalhadores que se posicionavam contra uma atividade - o tráfico de escravos - que absorvia bens por eles produzidos e que, além disso, ajudava a garantir os seus empregos, o texto destacado questiona frontalmente a ideia de que o abolicionismo inglês visava ampliar o mercado para as indústrias britânicas.



  
5.   Durante o século XVIII, na Europa, constituíram-se dois polos dinâmicos: um de dimensão cultural, representado pela França, e outro de dimensão econômica, representado pela Inglaterra.
Descreva aspectos referentes ao
a) primeiro polo.
b) segundo polo.


Resposta:

a) A França foi , no século XVIII, o centro de difusão dos ideais liberais contrários ao então vigente Antigo Regime e que inspiraram as chamadas revoluções burguesas. As ideias liberais tinham por fundamento a filosofia iluminista, cujos princípios mais relevantes eram a defesa da razão como único caminho para o conhecimento e a defesa da liberdade e da igualdade de direitos.

b) A Inglaterra era, no século XVIII, o principal centro dinâmico do capitalismo. O país foi o berço da Revolução Industrial, importante processo que desencadeou inúmeras transformações econômicas, sociais, políticas e culturais em dimensões mundiais, verificadas a partir do século XIX, promovendo a consolidação do capitalismo.



  
6.   "A Revolução Industrial assinala a mais radical transformação da vida humana já registrada em documentos. Durante um breve período ela coincidiu com a história de um único país, a Grã-Bretanha. Assim, toda uma economia mundial foi edificada com base na Grã-Bretanha, ou antes, em torno desse país. (...) Houve um momento na história do mundo em que a Grã-Bretanha podia ser descrita como sua única oficina mecânica, seu único importador e exportador em grande escala, seu único transportador, seu único país imperialista e quase que seu único investidor estrangeiro; e, por esse motivo, sua única potência naval e o único país que possuía uma verdadeira política mundial. Grande parte desse monopólio devia-se simplesmente à solidão do pioneiro, soberano de tudo quanto se ocupa por causa da ausência de outros ocupantes."
            (Eric J. Hobsbawm. "Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo". Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1983, p.9)

Tendo como referência o texto anterior:
a) Explique dois fatores que contribuíram para que a Inglaterra tenha experimentado a "solidão do pioneiro" no processo de Revolução Industrial.
b) Identifique duas mudanças ocorridas na sociedade inglesa do século XIX que exemplifiquem a afirmativa do autor de que "a Revolução Industrial assinala a mais radical transformação da vida humana já registrada em documentos".


Resposta:

a) O aluno deverá explicar dois dentre os fatores a seguir: a acumulação de capital entre os séculos XVI e XVIII por parte da burguesia e da gentry nas atividades agrícolas, comerciais e manufatureiras; a existência de uma massa de mão de obra disponível, barata e farta resultante dos cercamentos dos campos, para ser utilizada nas primeiras fábricas; a existência de mercados produtores de matérias-primas e de mercados consumidores para os produtos industrializados ingleses, decorrência de seu grande poderio naval e comercial, que permitiu à Inglaterra formar um dos maiores impérios coloniais da época moderna; a abundância, em seu território, de jazidas de ferro e carvão, matérias-primas fundamentais para a construção das máquinas e para a produção de energia; os interesses da burguesia estavam representados na política do Estado inglês desde a Revolução Gloriosa.

b) O aluno poderá identificar duas dentre as seguintes mudanças: a crescente urbanização; o aumento demográfico, devido, em parte, às modificações nas técnicas agrícolas; o início do movimento de resistência dos trabalhadores, como o Ludismo e o Cartismo, em função das péssimas condições de trabalho e de vida naquela época; o desenvolvimento da produção em massa e a maior divisão do trabalho; a formulação de políticas econômicas liberais e industriais; o início da organização do movimento operário com o surgimento das tradeunions; o surgimento de novas teorias sociais, como o Socialismo e o anarquismo.



  
7.   No turbilhão da primeira era industrial, o nacionalismo tornou-se o principal meio pelo qual o governo podia garantir a unidade da população. Conforme encorajado pelos Estados Europeus, o nacionalismo implicava convencer a população de que ela devia sentir-se agressivamente orgulhosa do país em que vivia. Da metade do século XIX em diante, a febre nacionalista infiltrou-se em todas as formas culturais europeias, afetando a educação, as artes e a literatura. (traduzido e adaptado de Paul Greenhalgh, Ephemeral Vistas: the Expositions Universelles, Great Exhibitions and World's Fairs. Manchester: Manchester University Press, 1988, p. 112-3).

a) Caracterize a primeira era industrial, iniciada em fins do século XVIII.
b) A partir do texto, explique quais as características do nacionalismo?
c) De que forma o sentimento nacional foi expresso na literatura brasileira do mesmo período?


Resposta:

a) Designada como "Primeira Revolução Industrial", a primeira fase da industrialização caracterizou-se pelo desenvolvimento do sistema de produção fabril na Inglaterra, pela utilização do  vapor, do carvão e do ferro e a pela modernização da indústria têxtil.

b) Valorização da unidade política e cultural de uma nação, acrescida da exaltação do sentimento nacional e de propósitos militaristas e expansionistas.

c) Com a exaltação do índio nas obras de José Alencar e Gonçalves Dias.



  
8.   Leia com atenção:

"Para [o] pensamento movido pela crença do poder criador do trabalho organizado, a presença da máquina definiu de uma vez por todas a fábrica como o lugar da superação das barreiras da própria condição humana. 'A invenção da máquina (...)', escrevia Engels em 1844, 'deu lugar como é sobejamente conhecido a uma Revolução Industrial, que transformou toda a sociedade civil'".
            Edgar de Decca. "O nascimento das fábricas". São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 9

"Os dejetos são parte significativa dos ciclos da natureza e da economia, há sempre perda de matéria ou energia. A industrialização acrescenta às variáveis quantidade/tipo a consideração da escala. A sociedade (pós-industrial) avançada, desenvolvida, gera dejetos evidentemente industriais (subprodutos dos processos das fábricas) e modifica também o lixo doméstico: antes quase que exclusivamente orgânico, tem atualmente outros componentes, sobretudo inorgânicos".
            Raphael T. V. Barros. "Resíduos Sólidos e Meio Ambiente". In SEMINÁRIO SP, 1993

"De uns tempos para cá, um novo tipo de lixo acumula problemas para o meio ambiente: o lixo eletrônico. São computadores, telefones celulares, televisores e outros tantos aparelhos e componentes que, por falta de destino apropriado, são incinerados e depositados em aterros sanitários. Estima-se que até 2004 cerca de 315 milhões de microcomputadores serão descartados, 850 mil dos quais no Brasil".
            Revista TEMA. Serpro, no 160. Março, 2002, ano XXVI

Desde o final do século XVIII, com o surgimento do modelo de fábrica inglês, a industrialização foi associada à ideia de progresso. No decorrer do século XX, a fábrica obteve sucessos impressionantes, tanto no volume e na diversidade da produção, quanto no aperfeiçoamento tecnológico que atingiu.
O pós 2a Guerra Mundial tornou-se, dessa forma, uma espécie de idade de ouro para as sociedades modernas capitalistas da Europa Ocidental e para os EUA, desdobrando-se, particularmente no meio urbano, na chamada sociedade de consumo.
No final do século XX, porém, começou-se a perceber e a criticar um outro lado do desenvolvimento associado ao consumo: a imensa quantidade de resíduos gerados por esse modelo industrial e os problemas que provocava.

Redija uma dissertação sobre os "dois lados" desse modelo de sociedade, levando em conta:

- as condições que facilitaram a ocorrência da "Revolução Industrial" na Inglaterra do século XVIII e as novas formas de organização social que a fábrica trouxe;
- alguns dos avanços tecnológicos mais notáveis dos séculos XIX e XX, que aumentaram o potencial produtivo dessa sociedade;
- a velocidade dos avanços tecnológicos (que produz o que o geógrafo Milton Santos chamou de "tecnologia perecível") em comparação com as formas hoje desenvolvidas para acondicionar os resíduos e, assim, diminuir os efeitos ambientais provocados por eles.


Resposta:

A Revolução Industrial, caracterizada pela introdução da energia a vapor na movimentação das máquinas e de novos processos na produção, teve início na Inglaterra em meados do século XVIII. Para a ocorrência desse fenômeno, contribuíram os seguintes fatores:
- A disponibilidade de capitais na Inglaterra, acumulados durante a fase do capitalismo comercial na Idade Moderna.
- A disponibilidade de matérias-primas, sobretudo de grandes jazidas de ferro e de carvão mineral, essenciais à fabricação de máquinas e à produção de vapor.
 - A disponibilidade de mercados consumidores em todo o mundo, em decorrência da hegemonia marítima inglesa nas rotas oceânicas.
 - A disponibilidade de mão de obra abundante e  barata, devido ao êxodo rural provocado pelos cercamentos nas propriedades rurais.
- O controle do poder político pela burguesia a partir das Revoluções Inglesas do século XVII (Revolução Puritana - 1642 a 1649 e Revolução Gloriosa de 1688).
 - O desenvolvimento tecnológico representado pela invenção da máquina a vapor por James Watt.

Quanto a organização da produção, a Revolução Industrial representou a substituição da produção artesanal e manufatureira, pelo sistema fabril, caracterizada pelo trabalho manual na fábrica,  local que concentra em seu espaço as máquinas e os trabalhadores que as operam. Nas fábricas, as primeiras máquinas não exigiam especialização dos operários por serem  de fácil manejo e assim sendo, os salários do trabalhadores eram baixíssimos. Explorava-se intensamente o trabalho de mulheres e crianças, as jornadas de trabalho eram longas e exaustivas e os trabalhadores eram submetidos a uma rígida disciplina.
Em termos de organização social, a Revolução Industrial deu origem a uma nova classe de assalariados, o proletariado e fortaleceu a burguesia, graças à maior acumulação de lucros proporcionada pela separação entre o capital e o trabalho.
Ainda na chamada Primeira Revolução Industrial, além dos progressos nos setores têxtil e metalúrgico, deve-se destacar também o notável avanço nos  transportes, graças à locomotiva e ao navio a vapor.
A Segunda Revolução Industrial, ocorrida na segunda metade do século XIX, caracterizou-se pela introdução da eletricidade, do petróleo e do aço na produção e pelos novos progressos tecnológicos como os veículos com motor de explosão, sobretudo o automóvel,  a iluminação elétrica, o telégrafo e o telefone.
No século XX, considerados símbolos do desenvolvimento industrial e tecnológicos a introdução da linha de montagem e a consolidação do conceito de produção em série por Henry Ford que aumentou consideravelmente a capacidade produtiva da indústria, a energia nuclear, surgida no contexto da Segunda Guerra Mundial, os avanços no conhecimento da genética e a recente Revolução Digital representada pela expansão da indústria de informática e da robótica.
Como consequência da industrialização e do desenvolvimento do capitalismo, o acelerado processo de urbanização  e o surgimento da sociedade de consumo, que por sua vez, estimulam ainda mais a produção em larga escala, no passado recente nos grandes centros urbanos e até mesmo nas áreas rurais, evidenciaram-se os impactos negativos ao meio ambiente em razão da ausência de políticas orientadas pelo princípio do desenvolvimento sustentável.
No que se refere particularmente a produção de lixo, as sociedades modernas têm encontrado dificuldades para lidar com o crescimento econômico, a produção do lixo e sua destinação. De modo geral, as soluções apresentadas para o acondicionamento e a destinação do lixo não acompanham, o crescimento de seu volume.
Nos países desenvolvidos, a produção de lixo por habitante é maior e se constitui de muito material sólido, ao passo que, no mundo subdesenvolvido, é produzida menor quantidade por habitante, e o lixo se compõe principalmente de material orgânico. No entanto, com advento da globalização, essa situação vem mudando particularmente nos países considerados em desenvolvimento e nos sudesenvolvidos.
As soluções encontradas para a destinação do lixo, incluem o descarte e  tentativas de reciclagem. Quanto ao descarte utiliza-se, principalmente nos países subdesenvolvidos o que se convenciona chamar de "lixões" no Brasil, isto é, o lixo recolhido nas áreas urbanas é colocado em grande terrenos públicos da periferia e posteriormente insinerado. Nas grandes metrópoles, utilizam-se os aterros sanitários, onde o lixo é colocado sob camadas de terra.
A reciclagem é sem dúvida a melhor solução para a destinação do lixo, pois proporciona a reutilização do lixo sob outra forma, diminuindo a demanda por novas matérias-primas o que contribui para a preservação dos espaços naturais.
Diante das evidências de prejuízos à natureza e ao próprio homem, nesse passado recente, há uma tendência mundial na busca de formas mais adequadas de produção e consumo, conciliadas a preocupação de preservar os recursos naturais e a conter as ameaças ao meio ambiente. O conceito de crescimento sustentável tem norteado ações públicas e privadas em vários países com vistas à preservação dos recursos naturais e a redução de danos ao meio ambiente. Eis então a difícil tarefa das futuras gerações de conciliar o consumismo e ideia de preservação.



  
9.   "Tempos difíceis" é um romance do escritor inglês Charles Dickens, publicado em 1854. A história se passa na cidade de Coketown, em torno de uma fábrica de tecidos de algodão:

Umas tantas centenas de operários na fábrica, umas tantas centenas de cavalos-vapor de energia (...) O dia clareou e mostrou-se lá fora (...) As luzes apagaram-se e o trabalho continuou. Lá fora, nos vastos pátios, os tubos de escapamento do vapor, os montes de barris e ferro velho, os montículos de carvão ainda acesos, cinzas, por toda parte, amortalhavam o véu da chuva e do nevoeiro.

a) Qual a importância do carvão e do ferro na 1a Revolução Industrial?
b) Comente as condições de trabalho nas fábricas inglesas no século XIX, a partir do texto apresentado.


Resposta:

a) O carvão era o combustível necessário para a utilização do vapor; e o ferro era utilizado como  matéria-prima essencial para a fabricação das máquinas surgidas com a Revolução Industrial.

b) No capitalismo selvagem que caracterizou a Primeira Revolução Industrial, as condições de trabalho nas fábricas se pautavam pela insegurança, insalubridade, extenuantes jornadas de trabalho e exploração do trabalho feminino e infantil. Além dos baixos salários pagos aos trabalhadores.



  
10.   O historiador David Landes, referindo-se à Revolução Industrial, escreveu:

"O cerne dessa Revolução foi uma sucessão inter-relacionada de mudanças tecnológicas. Os avanços materiais ocorreram em três áreas: (1) houve uma substituição das habilidades humanas por dispositivos mecânicos; (2) a energia de fonte inanimada - especialmente a do vapor - tomou o lugar da força humana e animal; (3) houve uma melhora acentuada nos métodos de extração e transformação das matérias primas, especialmente no que hoje se conhece como indústrias metalúrgicas e químicas."
            (Prometeu Desacorrentado.)

a) Qual foi o primeiro país a iniciar a industrialização com o uso tecnológico descrito pelo texto?

b) Indique duas consequências da industrialização nos movimentos sociais e políticos europeus nos séculos XVIII e XIX.


Resposta:

a) A Inglaterra em meados do século XVIII.

b) Os movimentos como a Revolução Francesa e as Revoluções Liberais de 1830 na Europa, contribuíam para a consolidação do Estado burguês, enquanto o Movimento Ludita, o Movimento Cartista e a Primavera dos Povos de 1848 foram movimentos de contestação ao processo de industrialização. 

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Bons estudos!!

Professor Arão Alves

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