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Oriente Médio e Palestina

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Enem 2011 - Inep - Questões com gabarito comentado


1. (Enem 2011)  O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro,
chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras.

CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.

Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de
a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.   
b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses.   
c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.   
d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.   
e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.   


Resposta:

[A]

O sistema colonial desenvolvido durante a Idade Moderna enquadra-se no processo de expansão do comércio, responsável por fortalecer o Estado absolutista e possibilitou o enriquecimento da camada burguesa. Todo o processo de exploração colonial tinha como objetivo gerar riqueza, acumulada segundo a visão mercantilista de economia.



  
2. (Enem 2011)  No clima das ideias que se seguiram à revolta de São Domingos, o descobrimento de planos para um levante armado dos artífices mulatos na Bahia, no ano de 1798, teve impacto muito especial; esses planos demonstravam aquilo que os brancos conscientes tinham já começado a compreender: as ideias de igualdade social estavam a propagar-se numa sociedade em que só um terço da população era de brancos e iriam inevitavelmente ser interpretados em termos raciais.

MAXWELL. K. Condicionalismos da Independência do Brasil. In: SILVA, M.N. (coord.)
O Império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Estampa, 1986.

O temor do radicalismo da luta negra no Haiti e das propostas das lideranças populares da Conjuração Baiana (1798) levaram setores da elite colonial brasileira a novas posturas diante das reivindicações populares. No período da Independência, parte da elite participou ativamente do processo, no intuito de
a) instalar um partido nacional, sob sua liderança, garantindo participação controlada dos afro-brasileiros e inibindo novas rebeliões de negros.   
b) atender aos clamores apresentados no movimento baiano, de modo a inviabilizar novas rebeliões, garantindo o controle da situação.   
c) firmar alianças com as lideranças escravas, permitindo a promoção de mudanças exigidas pelo povo sem a profundidade proposta inicialmente.   
d) impedir que o povo conferisse ao movimento um teor libertário, o que terminaria por prejudicar seus interesses e seu projeto de nação.   
e) rebelar-se contra as representações metropolitanas, isolando politicamente o Príncipe Regente, instalando um governo conservador para controlar o povo.   


Resposta:

[D]

Uma das afirmações mais tradicionais na História do Brasil, apoiada no senso comum, é de que a Independência foi pacífica, sem derramamento de sangue. Essa ideia esta baseada na participação ativa das elites agrárias no processo de independência como forma de garantir uma ruptura política frente à metrópole, e ao mesmo tempo garantir a preservação da estrutura socioeconômica apoiada no latifúndio e na escravidão.



  
3. (Enem 2011)  Art. 92. São excluídos de votar nas Assembleias Paroquiais:

I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais não se compreendam os casados, e Oficiais militares que forem maiores de vinte e um anos, os Bacharéis Formados e Clérigos de Ordens Sacras.
IV. Os Religiosos, e quaisquer que vivam em Comunidade claustral.
V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou empregos.

Constituição Política do Império do Brasil (1824). Disponível em: https://legislação.planalto.gov.br. Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado).

A legislação espelha os conflitos políticos e sociais do contexto histórico de sua formulação. A Constituição de 1824 regulamentou o direito de voto dos “cidadãos brasileiros” com o objetivo de garantir
a) o fim da inspiração liberal sobre a estrutura política brasileira.   
b) a ampliação do direito de voto para maioria dos brasileiros nascidos livres.   
c) a concentração de poderes na região produtora de café, o Sudeste brasileiro.   
d) o controle do poder político nas mãos dos grandes proprietários e comerciantes.   
e) a diminuição da interferência da Igreja Católica nas decisões político-administrativas.   


Resposta:

[D]

A Constituição de 1824 foi imposta pelo imperador e reflete a elitização política. Seu componente mais importante foi o voto censitário, ou seja, baseado na renda indivíduo. Dessa forma penas aqueles que tivessem renda proveniente da terra – os fazendeiros – ou do comércio (geralmente indivíduos de origem portuguesa) tiveram garantidos o direito político de votar.



  
4. (Enem 2011)  Em geral, os nossos tupinambás ficaram admirados ao ver os franceses e os outros dos países longínquos terem tanto trabalho para buscar o seu arabotã, isto é, pau-brasil. Houve uma vez um ancião da tribo que me fez esta pergunta: “Por que vindes vós outros, mairs e pêros (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?”

LÉRY, J. Viagem à Terra do Brasil. In: FERNANDES, F. Mudanças Sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1974.

O viajante francês Jean de Léry (1534-1611) reproduz um diálogo travado, em 1557, com um ancião tupinambá, o qual demonstra uma diferença entre a sociedade europeia e a indígena no sentido
a) do destino dado ao produto do trabalho nos seus sistemas culturais.   
b) da preocupação com a preservação dos recursos ambientais.   
c) do interesse de ambas em uma exploração comercial mais lucrativa do pau-brasil.   
d) da curiosidade, reverência e abertura cultural recíprocas.   
e) da preocupação com o armazenamento de madeira para os períodos de inverno.   


Resposta:

[A]

No “sistema cultural” do indígena, a madeira tem uma finalidade bastante específica, ser queimada para aquecer as pessoas nos períodos de frio e, portanto, o índio ancião acredita que para os europeus ela deve ter a mesma serventia. No entanto, portugueses e franceses se utilizavam da madeira para a produção de tintura, que por sua vez era utilizada na manufatura de tecidos, em especial para tingir os tecidos.



  
5. (Enem 2011)  É difícil encontrar um texto sobre a Proclamação da República no Brasil que não cite a afirmação de Aristides Lobo, no Diário Popular de São Paulo, de que “o povo assistiu àquilo bestializado”. Essa versão foi relida pelos enaltecedores da Revolução de 1930, que não descuidaram da forma republicana, mas realçaram a exclusão social, o militarismo e o estrangeirismo da fórmula implantada em 1889. Isto porque o Brasil brasileiro teria nascido em 1930.

MELLO, M. T. C. A república consentida: cultura democrática e científica no final do Império. Rio de Janeiro: FGV, 2007 (adaptado).

O texto defende que a consolidação de uma determinada memória sobre a Proclamação da República no Brasil teve, na Revolução de 1930, um de seus momentos mais importantes. Os defensores da Revolução de 1930 procuraram construir uma visão negativa para os eventos de 1889, porque esta era uma maneira de
a) valorizar as propostas políticas democráticas e liberais vitoriosas.   
b) resgatar simbolicamente as figuras políticas ligadas à Monarquia.   
c) criticar a política educacional adotada durante a República Velha.   
d) legitimar a ordem política inaugurada com a chegada desse grupo ao poder.   
e) destacar a ampla participação popular obtida no processo da Proclamação.   


Resposta:

[D]

Segundo o texto, aqueles que chegaram ao poder em 1930 valorizavam a República, porém criticavam suas características políticas e isso pode ser entendido na medida em que o novo grupo que chegou ao poder, o fez exatamente eliminando o grupo de proclamou a República e instituiu um modelo baseado no coronelismo e no voto de cabresto.



  
6. (Enem 2011)  Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem revistas, nas quais se limita a ver figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural.

LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adaptado).

O coronelismo, fenômeno político da Primeira República (1889-1930), tinha como uma de suas principais características o controle do voto, o que limitava, portanto, o exercício da cidadania. Nesse período, esta prática estava vinculada a uma estrutura social
a) igualitária, com um nível satisfatório de distribuição da renda.   
b) estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes.   
c) tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica.   
d) ditatorial, perturbada por um constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia.   
e) agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e regional.   


Resposta:

[E]

Durante a Primeira República, também denominada de República Velha, o país manteve sua estrutura agrária tradicional, em diversas regiões, tendo substituído a escravidão por um modelo assalariado precário. A estrutura exportadora e de concentração de terras permaneceu e, a adoção de novo modelo eleitoral, no qual o homem pobre poderia votar – desde que alfabetizado – exigiu que os latifundiários se preocupassem em estabelecer controle sobre o voto de seus trabalhadores. Os grandes latifundiários, os “coronéis” eram aqueles que possuíam poder econômico, dada a concentração de terras, poder político local – dominando as prefeituras e, na prática, o poder de polícia e de justiça, uma vez que delegados e juízes eram normalmente indicados por eles.



  
7. (Enem 2011)  Até que ponto, a partir de posturas e interesses diversos, as oligarquias paulista e mineira dominaram a cena política nacional na Primeira República? A união de ambas foi um traço fundamental, mas que não conta toda a história do período. A união foi feita com a preponderância de uma ou de outra das duas frações. Com o tempo, surgiram as discussões e um grande desacerto final.

FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EdUSP, 2004 (adaptado).

A imagem de um bem-sucedido acordo café com leite entre São Paulo e Minas, um acordo de alternância de presidência entre os dois estados, não passa de uma idealização de um processo muito mais caótico e cheio de conflitos. Profundas divergências políticas colocavam-nos em confronto por causa de diferentes graus de envolvimento no comércio exterior.

TOPIK, S. A presença do estado na economia política do Brasil de 1889 a 1930. Rio de Janeiro: Record, 1989 (adaptado).

Para a caracterização do processo político durante a Primeira República, utiliza-se com frequência a expressão Política do Café com Leite. No entanto, os textos apresentam a seguinte ressalva a sua utilização:
a) A riqueza gerada pelo café dava à oligarquia paulista a prerrogativa de indicar os candidatos à presidência, sem necessidade de alianças.   
b) As divisões políticas internas de cada estado da federação invalidavam o uso do conceito de aliança entre estados para este período.   
c) As disputas políticas do período contradiziam a suposta estabilidade da aliança entre mineiros e paulistas.   
d) A centralização do poder no executivo federal impedia a formação de uma aliança duradoura entre as oligarquias.   
e) A diversificação da produção e a preocupação com o mercado interno unificavam os interesses das oligarquias.   


Resposta:

[C]

Apesar de apelido dado “café com leite”, vale a pena lembrar que parte da elite mineira estava ligada à produção de café, enquanto a importância da pecuária leiteira crescia. Os cafeicultores mineiros tinham maiores vínculos com os paulistas, enquanto que os pecuaristas, que produziam para o mercado interno, possuíam maiores contradições. Além disso, a aliança procurava garantir o controle sobre a Presidência da República e necessitava do apoio das oligarquias estaduais – e, portanto dos coronéis – para que tivessem o apoio do Congresso Nacional.



  


A imagem representa as manifestações nas ruas da cidade do Rio de Janeiro, na primeira década do século XX, que integraram a Revolta da Vacina. Considerando o contexto político-social da época, essa revolta revela
a) a insatisfação da população com os benefícios de uma modernização urbana autoritária.   
b) a consciência da população pobre sobre a necessidade de vacinação para a erradicação das epidemias.   
c) a garantia do processo democrático instaurado com a República, através da defesa da liberdade de expressão da população.   
d) o planejamento do governo republicano na área de saúde, que abrangia a população em geral.   
e) o apoio ao governo republicano pela atitude de vacinar toda a população em vez de privilegiar a elite.   


Resposta:

[A]

O Rio de Janeiro era a capital do Brasil, cidade onde se encontravam representações diplomática e empresarial e padecia da falta de infraestrutura básica. A política dos governos federal e municipal de promover o saneamento e embelezamento da cidade, entendidos como modernização, foi implementado de maneira autoritária, com a demolição de casas populares e a vacinação forçada promovida pelo ministro Oswaldo Cruz.



  
9. (Enem 2011)  A consolidação do regime democrático no Brasil contra os extremismos da esquerda e da direita exige ação enérgica e permanente no sentido do aprimoramento das instituições políticas e da realização de reformas corajosas no terreno econômico, financeiro e social.

Mensagem programática da União Democrática Nacional (UDN) – 1957.

Os trabalhadores deverão exigir a constituição de um governo nacionalista e democrático, com participação dos trabalhadores para a realização das seguintes medidas: a) Reforma bancária progressista; b) Reforma agrária que extinga o latifúndio; c) Regulamentação da Lei de Remessas de Lucros. Manifesto do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) – 1962.

BONAVIDES, P; AMARAL, R. Textos políticos da história do Brasil. Brasília: Senado Federal, 2002.

Nos anos 1960 eram comuns as disputas pelo significado de termos usados no debate político, como democracia e reforma. Se, para os setores aglutinados em torno da UDN, as reformas deveriam assegurar o livre mercado, para aqueles organizados no CGT, elas deveriam resultar em
a) fim da intervenção estatal na economia.   
b) crescimento do setor de bens de consumo.   
c) controle do desenvolvimento industrial.   
d) atração de investimentos estrangeiros.   
e) limitação da propriedade privada.   


Resposta:

[E]

Aglutinando os principais sindicatos do Brasil, a CGT reunia setores do trabalhismo tradicional, de origem varguista e grupos de esquerda, com influência significativa sobre os trabalhadores. Ao defender a extinção do latifúndio e o controle sobre os lucros das empresas estrangeiros instaladas no Brasil, a entidade procurava limitar a propriedade privada.



  
10. (Enem 2011)  Em meio às turbulências vividas na primeira metade dos anos 1960, tinha-se a impressão de que as tendências de esquerda estavam se fortalecendo na área cultural. O Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE) encenava peças de teatro que faziam agitação e propaganda em favor da luta pelas reformas de base e satirizavam o “imperialismo” e seus “aliados internos”.

KONDER, L. História das Ideias Socialistas no Brasil. São Paulo: Expressão Popular, 2003.

No início da década de 1960, enquanto vários setores da esquerda brasileira consideravam que o CPC da UNE era uma importante forma de conscientização das classes trabalhadoras, os setores conservadores e de direita (políticos vinculados à União Democrática Nacional - UDN -, Igreja Católica, grandes empresários etc.) entendiam que esta organização
a) constituía mais uma ameaça para a democracia brasileira, ao difundir a ideologia comunista.   
b) contribuía com a valorização da genuína cultura nacional, ao encenar peças de cunho popular.   
c) realizava uma tarefa que deveria ser exclusiva do Estado, ao pretender educar o povo por meio da cultura.   
d) prestava um serviço importante à sociedade brasileira, ao incentivar a participação política dos mais pobres.   
e) diminuía a força dos operários urbanos, ao substituir os sindicatos como instituição de pressão política sobre o governo.   


Resposta:

[A]


Para os setores mais conservadores da sociedade, os grupos de esquerda e suas entidades, assim como a ideia de “conscientizar os trabalhadores” representavam uma ameaça ao país e suas instituições. A situação descrita no inicio dos anos 60 demonstra a polarização política existente e uma situação de crise, principalmente durante o governo de João Goulart, derrubado pelas forças conservadoras em 1964. 

Link para questões de outras disciplinas:




Bons estudos

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Uerj - questões discursivas com gabarito comentado - História contemporânea.


Desde o ano de 2009 a Uerj cobrou em sua específica de História 22 questões abordando História Contemporânea, por isso a importância de dominar esse tema. 









Link para questões de outras disciplinas:
http://praticandoalinguaportuguesananet.blogspot.com.br/search/label/crase



sábado, 25 de maio de 2013

Simuladão do professor Arão


Com o fito de contribuir na otimização do estudo para o vestibular da Uerj,  publiquei esse simulado composto de 35 questões objetivas. São 5 questões das seguintes disciplinas: Historia, Geografia, biologia, língua portuguesa, matemática, física e química. O tempo sugerido para a resolução do simulado é de 1 hora e 48 minutos. O acesso ao gabarito estará liberado na segunda-feira 27/05/2013. Além da nota e do gabarito as respostas estarão acompanhadas de comentários e resolução

Obs: se esse é seu primeiro simulado, você precisará fazer um pequeno cadastro para obter acesso (gratis a plataforma). É rápido e, feito, isso você terá acesso aos mais de 50 simulados (atuais, pois a atualização é contante) publicados no blog.

Link para iniciar o simulado: 



Cadastro passo a passo:

Quando você clicar no link surgirá esta tela:





Se já for cadastrado, basta inserir o email cadastrado e a  senha cadastrada.
Caso não seja cadastrado, insira um email válido  na caixa abixo da mensagem " ainda não sou cadastrado" e clique em "fazer meu cadastro agora", e  surgirá a seguinte tela:





Após o cadastro, clique em prosseguir e surgirá a seguinte tela:




Caso você tenha anotado o código da lista contido na primeira tela, ótimo, é só inserir no campo "Abrir nova lista informe o código". Caso não tenha inserido basta voltar este post e clicar no link que você cairá na primeira tela com o código preenchido, basta então inserir seu email e senha cadastrada para iniciar seu simulado. aparecerá a seguinte tela para iniciar seu simulado:




Pronto! Agora é só clicar em Responder e começar a resolução de seu simulado. Apos a resolução de todas as questões, basta clicar em gravar suas respostas e você terá acesso a sua nota. Clicando em navegar você retornará a sua prova que, agora estará acompanhada de sua resposta, do gabarito e de um comentário sobre a resolução da questão.


Bons estudos!


Professor Arão Alves

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Simuladão da semana

Sábado a tarde, 25/05/2013 publicarei um "simulado" online composto por 34 questões distribuidas entre as disciplinas de Historia, geografia, matemática, física, quimica, biologia e língua portuguesa. Para fazer o simulado o estudante deverá fazer um pequeno cadastro com email e uma senha (não é a do seu email). Essa senha e o email serão utilizados para acessar todos os simulados que postarei no futuro. Na segunda feira liberarei o gabarito e o estudante poderá, por meio de sua senha, consultar sua nota, gabarito e comentários das questões com respectivas resoluções.


Bons estudos!

Professor Arão Alves


Bons estudos!

Professor Arão Alves

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Revolução Industrial - questões discursivas com gabarito comentado




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1.   O avanço tecnológico das últimas décadas deu origem a setores muito sofisticados do ponto de vista técnico, tais como a microeletrônica, a biotecnologia, a robótica etc. Eles integram a chamada fábrica global, determinando uma nova distribuição espacial das indústrias, cujas características atendem, em última análise, à lógica do lucro.

Com relação aos fatores determinantes da teoria de localização industrial, responda:

a) Identifique os fatores que foram fundamentais para a localização industrial na primeira e na terceira Revolução Industrial.
b) Explique o significado do termo “fábrica global”.


Resposta:

a) A Primeira Revolução Industrial de um lado depende de capital acumulado, existência de minérios em abundância como o ferro e o manganês (custo do transporte, distâncias e quantidade) e fontes de energia. De outro lado um mercado consumidor com poder aquisitivo e mão de obra abundante são importantes.
A Terceira Revolução Industrial ocorre sobre novas bases. Energia elétrica, informatização, integração pesquisa – tecnologia, terceirização, Toyotismo (just in time), automação e robotização. Os avanços tecnológicos ocorrem em áreas como microeletrônica, nanotecnologia, biotecnologia, química fina entre outras. São aspectos que favorecem a acumulação flexível com desconcentração espacial.

b) Trata-se de um novo modelo produtivo com base na desconcentração espacial das atividades; distribuição do processo produtivo de bens por diferentes lugares. A sede administrativa da empresa é num dado país e sua linha de produção é em outro. A transnacionalização, por exemplo, pode ter um carro global. Projeto, administração e captação financeira num certo país; produção de autopeças em outro; carroceria e motores num terceiro e montagem num quarto país.



  
2.   Viver numa grande cidade implica o reconhecimento de múltiplos sinais. Trata-se de uma atividade do olhar, de uma identificação visual, de um saber adquirido, portanto. Se o olhar do transeunte, que fixa fortuitamente uma mulher bonita e viúva ou um grupo de moças voltando do trabalho, pressupõe um conhecimento da cor do luto e das vestimentas operárias, também o olhar do assaltante ou o do policial, buscando ambos a sua presa, implica um conhecimento específico da cidade.

Maria Stella Bresciani, Londres e Paris no século XIX: o espetáculo da pobreza. São Paulo: Brasiliense, 1982, p.16. Adaptado.

O texto mostra como o forte crescimento territorial e demográfico de algumas cidades europeias, no século XIX, redefiniu formas de convivência e sociabilidade de seus habitantes as quais, em alguns casos, persistem até hoje.
a) Cite e explique dois motivos do crescimento de cidades como Londres e Paris, no século XIX.
b) Indique e analise uma característica, dentre as mencionadas no texto, que se faça presente em grandes cidades atuais.


Resposta:

     O principal motivo de crescimento dessas duas cidades foi a industrialização, bastante acentuada no decorrer do século XIX, apesar da revolução industrial na Inglaterra ter-se iniciado no século anterior. A segunda metade do século XIX foi marcada pela 2ª Revolução Industrial, que promoveu não apenas as novas tecnologias, mas também um aumento significativo do número de fábricas e, portanto, de postos de trabalho. A segunda causa é a crise no setor agrário, colocado em segundo plano pelos governantes e burguesia dessas nações e que sofreu a interferência do processo de mecanização, principalmente nas últimas décadas do século, provocando desemprego entre os camponeses que, em um primeiro momento, tendiam a migrar para as grandes cidades.

     No trecho: “(...) o olhar do assaltante ou o do policial, buscando ambos, a sua presa (...)”, podemos observar uma situação cada vez mais comum nas grandes cidades, marcadas pelo banditismo e pela organização da criminalidade, com aumento constante da violência urbana em praticamente todas as grandes metrópoles brasileiras, que tem como contrapartida a “ação policial” e a preocupação da sociedade civil.
      
      
      
  
3.   A paz não passa de um engodo, de uma quimera, de um sonho fugaz; a indústria tornou-se o suplício dos povos, depois que uma ilha de piratas [refere-se à Inglaterra] bloqueia as comunicações (...) e transforma suas fábricas e oficinas em viveiros de mendigos.

(Charles Fourier. Théorie des quatre mouvements (1808), in OEuvres complètes. Paris: Anthropos, vol. I, 1978, citado por Elias Thomé Saliba. As utopias românticas. São Paulo: Estação Liberdade, 2003.)

O fragmento, escrito em 1808, mostra a visão de Charles Fourier acerca do nascimento das fábricas. Explique
a) por que o autor chama as fábricas de “viveiros de mendigos”.
b) o que leva o autor a afirmar que a Inglaterra “bloqueia as comunicações”.


Resposta:

a) Nas fábricas dos primeiros tempos da Revolução Industrial, os operários trabalhavam em precárias condições, devido às longas jornadas de trabalho em ambiente em insalubre, sujeitos a acidentes e a castigos físicos e em troca de salários insignificantes.

b) A afirmação de Charles Fourier de que a Inglaterra “bloqueia as comunicações”, remete, no contexto em que se deu, à hegemonia inglesa no comércio internacional, condição que a Inglaterra ostentava desde o século XVII e que foi consolidada com a Revolução Industrial no século XVIII.



  
4.   Em Sheffield, cidade famosa pela produção de tesouras, foices, facas e navalhas, 769 metalúrgicos enviaram petição ao Parlamento em 1789 contra o comércio de escravos.

"[...] sendo os artigos de cutelaria enviados em grandes quantidades para a costa da África a título de pagamento por escravos, supõe-se que os interesses de seus peticionários possam ser prejudicados se tal comércio for abolido. Mas, uma vez que seus peticionários sempre compreenderam que os nativos da África nutrem grande aversão pela escravidão no exterior, consideram o caso das nações africanas como se considerassem o seu próprio."
            (Adaptado de HOCHSCHILD, Adam. "Bury the Chains". Boston: Houghton Miffflin, 2004.)

De acordo com uma visão recorrente na historiografia, a Inglaterra teria abolido o tráfico de escravos para suas colônias em 1807 com o objetivo de ampliar o mercado para seus produtos industrializados.
Explique de que maneira o trecho acima questiona essa visão.


Resposta:

Ao se referir a trabalhadores que se posicionavam contra uma atividade - o tráfico de escravos - que absorvia bens por eles produzidos e que, além disso, ajudava a garantir os seus empregos, o texto destacado questiona frontalmente a ideia de que o abolicionismo inglês visava ampliar o mercado para as indústrias britânicas.



  
5.   Durante o século XVIII, na Europa, constituíram-se dois polos dinâmicos: um de dimensão cultural, representado pela França, e outro de dimensão econômica, representado pela Inglaterra.
Descreva aspectos referentes ao
a) primeiro polo.
b) segundo polo.


Resposta:

a) A França foi , no século XVIII, o centro de difusão dos ideais liberais contrários ao então vigente Antigo Regime e que inspiraram as chamadas revoluções burguesas. As ideias liberais tinham por fundamento a filosofia iluminista, cujos princípios mais relevantes eram a defesa da razão como único caminho para o conhecimento e a defesa da liberdade e da igualdade de direitos.

b) A Inglaterra era, no século XVIII, o principal centro dinâmico do capitalismo. O país foi o berço da Revolução Industrial, importante processo que desencadeou inúmeras transformações econômicas, sociais, políticas e culturais em dimensões mundiais, verificadas a partir do século XIX, promovendo a consolidação do capitalismo.



  
6.   "A Revolução Industrial assinala a mais radical transformação da vida humana já registrada em documentos. Durante um breve período ela coincidiu com a história de um único país, a Grã-Bretanha. Assim, toda uma economia mundial foi edificada com base na Grã-Bretanha, ou antes, em torno desse país. (...) Houve um momento na história do mundo em que a Grã-Bretanha podia ser descrita como sua única oficina mecânica, seu único importador e exportador em grande escala, seu único transportador, seu único país imperialista e quase que seu único investidor estrangeiro; e, por esse motivo, sua única potência naval e o único país que possuía uma verdadeira política mundial. Grande parte desse monopólio devia-se simplesmente à solidão do pioneiro, soberano de tudo quanto se ocupa por causa da ausência de outros ocupantes."
            (Eric J. Hobsbawm. "Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo". Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1983, p.9)

Tendo como referência o texto anterior:
a) Explique dois fatores que contribuíram para que a Inglaterra tenha experimentado a "solidão do pioneiro" no processo de Revolução Industrial.
b) Identifique duas mudanças ocorridas na sociedade inglesa do século XIX que exemplifiquem a afirmativa do autor de que "a Revolução Industrial assinala a mais radical transformação da vida humana já registrada em documentos".


Resposta:

a) O aluno deverá explicar dois dentre os fatores a seguir: a acumulação de capital entre os séculos XVI e XVIII por parte da burguesia e da gentry nas atividades agrícolas, comerciais e manufatureiras; a existência de uma massa de mão de obra disponível, barata e farta resultante dos cercamentos dos campos, para ser utilizada nas primeiras fábricas; a existência de mercados produtores de matérias-primas e de mercados consumidores para os produtos industrializados ingleses, decorrência de seu grande poderio naval e comercial, que permitiu à Inglaterra formar um dos maiores impérios coloniais da época moderna; a abundância, em seu território, de jazidas de ferro e carvão, matérias-primas fundamentais para a construção das máquinas e para a produção de energia; os interesses da burguesia estavam representados na política do Estado inglês desde a Revolução Gloriosa.

b) O aluno poderá identificar duas dentre as seguintes mudanças: a crescente urbanização; o aumento demográfico, devido, em parte, às modificações nas técnicas agrícolas; o início do movimento de resistência dos trabalhadores, como o Ludismo e o Cartismo, em função das péssimas condições de trabalho e de vida naquela época; o desenvolvimento da produção em massa e a maior divisão do trabalho; a formulação de políticas econômicas liberais e industriais; o início da organização do movimento operário com o surgimento das tradeunions; o surgimento de novas teorias sociais, como o Socialismo e o anarquismo.



  
7.   No turbilhão da primeira era industrial, o nacionalismo tornou-se o principal meio pelo qual o governo podia garantir a unidade da população. Conforme encorajado pelos Estados Europeus, o nacionalismo implicava convencer a população de que ela devia sentir-se agressivamente orgulhosa do país em que vivia. Da metade do século XIX em diante, a febre nacionalista infiltrou-se em todas as formas culturais europeias, afetando a educação, as artes e a literatura. (traduzido e adaptado de Paul Greenhalgh, Ephemeral Vistas: the Expositions Universelles, Great Exhibitions and World's Fairs. Manchester: Manchester University Press, 1988, p. 112-3).

a) Caracterize a primeira era industrial, iniciada em fins do século XVIII.
b) A partir do texto, explique quais as características do nacionalismo?
c) De que forma o sentimento nacional foi expresso na literatura brasileira do mesmo período?


Resposta:

a) Designada como "Primeira Revolução Industrial", a primeira fase da industrialização caracterizou-se pelo desenvolvimento do sistema de produção fabril na Inglaterra, pela utilização do  vapor, do carvão e do ferro e a pela modernização da indústria têxtil.

b) Valorização da unidade política e cultural de uma nação, acrescida da exaltação do sentimento nacional e de propósitos militaristas e expansionistas.

c) Com a exaltação do índio nas obras de José Alencar e Gonçalves Dias.



  
8.   Leia com atenção:

"Para [o] pensamento movido pela crença do poder criador do trabalho organizado, a presença da máquina definiu de uma vez por todas a fábrica como o lugar da superação das barreiras da própria condição humana. 'A invenção da máquina (...)', escrevia Engels em 1844, 'deu lugar como é sobejamente conhecido a uma Revolução Industrial, que transformou toda a sociedade civil'".
            Edgar de Decca. "O nascimento das fábricas". São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 9

"Os dejetos são parte significativa dos ciclos da natureza e da economia, há sempre perda de matéria ou energia. A industrialização acrescenta às variáveis quantidade/tipo a consideração da escala. A sociedade (pós-industrial) avançada, desenvolvida, gera dejetos evidentemente industriais (subprodutos dos processos das fábricas) e modifica também o lixo doméstico: antes quase que exclusivamente orgânico, tem atualmente outros componentes, sobretudo inorgânicos".
            Raphael T. V. Barros. "Resíduos Sólidos e Meio Ambiente". In SEMINÁRIO SP, 1993

"De uns tempos para cá, um novo tipo de lixo acumula problemas para o meio ambiente: o lixo eletrônico. São computadores, telefones celulares, televisores e outros tantos aparelhos e componentes que, por falta de destino apropriado, são incinerados e depositados em aterros sanitários. Estima-se que até 2004 cerca de 315 milhões de microcomputadores serão descartados, 850 mil dos quais no Brasil".
            Revista TEMA. Serpro, no 160. Março, 2002, ano XXVI

Desde o final do século XVIII, com o surgimento do modelo de fábrica inglês, a industrialização foi associada à ideia de progresso. No decorrer do século XX, a fábrica obteve sucessos impressionantes, tanto no volume e na diversidade da produção, quanto no aperfeiçoamento tecnológico que atingiu.
O pós 2a Guerra Mundial tornou-se, dessa forma, uma espécie de idade de ouro para as sociedades modernas capitalistas da Europa Ocidental e para os EUA, desdobrando-se, particularmente no meio urbano, na chamada sociedade de consumo.
No final do século XX, porém, começou-se a perceber e a criticar um outro lado do desenvolvimento associado ao consumo: a imensa quantidade de resíduos gerados por esse modelo industrial e os problemas que provocava.

Redija uma dissertação sobre os "dois lados" desse modelo de sociedade, levando em conta:

- as condições que facilitaram a ocorrência da "Revolução Industrial" na Inglaterra do século XVIII e as novas formas de organização social que a fábrica trouxe;
- alguns dos avanços tecnológicos mais notáveis dos séculos XIX e XX, que aumentaram o potencial produtivo dessa sociedade;
- a velocidade dos avanços tecnológicos (que produz o que o geógrafo Milton Santos chamou de "tecnologia perecível") em comparação com as formas hoje desenvolvidas para acondicionar os resíduos e, assim, diminuir os efeitos ambientais provocados por eles.


Resposta:

A Revolução Industrial, caracterizada pela introdução da energia a vapor na movimentação das máquinas e de novos processos na produção, teve início na Inglaterra em meados do século XVIII. Para a ocorrência desse fenômeno, contribuíram os seguintes fatores:
- A disponibilidade de capitais na Inglaterra, acumulados durante a fase do capitalismo comercial na Idade Moderna.
- A disponibilidade de matérias-primas, sobretudo de grandes jazidas de ferro e de carvão mineral, essenciais à fabricação de máquinas e à produção de vapor.
 - A disponibilidade de mercados consumidores em todo o mundo, em decorrência da hegemonia marítima inglesa nas rotas oceânicas.
 - A disponibilidade de mão de obra abundante e  barata, devido ao êxodo rural provocado pelos cercamentos nas propriedades rurais.
- O controle do poder político pela burguesia a partir das Revoluções Inglesas do século XVII (Revolução Puritana - 1642 a 1649 e Revolução Gloriosa de 1688).
 - O desenvolvimento tecnológico representado pela invenção da máquina a vapor por James Watt.

Quanto a organização da produção, a Revolução Industrial representou a substituição da produção artesanal e manufatureira, pelo sistema fabril, caracterizada pelo trabalho manual na fábrica,  local que concentra em seu espaço as máquinas e os trabalhadores que as operam. Nas fábricas, as primeiras máquinas não exigiam especialização dos operários por serem  de fácil manejo e assim sendo, os salários do trabalhadores eram baixíssimos. Explorava-se intensamente o trabalho de mulheres e crianças, as jornadas de trabalho eram longas e exaustivas e os trabalhadores eram submetidos a uma rígida disciplina.
Em termos de organização social, a Revolução Industrial deu origem a uma nova classe de assalariados, o proletariado e fortaleceu a burguesia, graças à maior acumulação de lucros proporcionada pela separação entre o capital e o trabalho.
Ainda na chamada Primeira Revolução Industrial, além dos progressos nos setores têxtil e metalúrgico, deve-se destacar também o notável avanço nos  transportes, graças à locomotiva e ao navio a vapor.
A Segunda Revolução Industrial, ocorrida na segunda metade do século XIX, caracterizou-se pela introdução da eletricidade, do petróleo e do aço na produção e pelos novos progressos tecnológicos como os veículos com motor de explosão, sobretudo o automóvel,  a iluminação elétrica, o telégrafo e o telefone.
No século XX, considerados símbolos do desenvolvimento industrial e tecnológicos a introdução da linha de montagem e a consolidação do conceito de produção em série por Henry Ford que aumentou consideravelmente a capacidade produtiva da indústria, a energia nuclear, surgida no contexto da Segunda Guerra Mundial, os avanços no conhecimento da genética e a recente Revolução Digital representada pela expansão da indústria de informática e da robótica.
Como consequência da industrialização e do desenvolvimento do capitalismo, o acelerado processo de urbanização  e o surgimento da sociedade de consumo, que por sua vez, estimulam ainda mais a produção em larga escala, no passado recente nos grandes centros urbanos e até mesmo nas áreas rurais, evidenciaram-se os impactos negativos ao meio ambiente em razão da ausência de políticas orientadas pelo princípio do desenvolvimento sustentável.
No que se refere particularmente a produção de lixo, as sociedades modernas têm encontrado dificuldades para lidar com o crescimento econômico, a produção do lixo e sua destinação. De modo geral, as soluções apresentadas para o acondicionamento e a destinação do lixo não acompanham, o crescimento de seu volume.
Nos países desenvolvidos, a produção de lixo por habitante é maior e se constitui de muito material sólido, ao passo que, no mundo subdesenvolvido, é produzida menor quantidade por habitante, e o lixo se compõe principalmente de material orgânico. No entanto, com advento da globalização, essa situação vem mudando particularmente nos países considerados em desenvolvimento e nos sudesenvolvidos.
As soluções encontradas para a destinação do lixo, incluem o descarte e  tentativas de reciclagem. Quanto ao descarte utiliza-se, principalmente nos países subdesenvolvidos o que se convenciona chamar de "lixões" no Brasil, isto é, o lixo recolhido nas áreas urbanas é colocado em grande terrenos públicos da periferia e posteriormente insinerado. Nas grandes metrópoles, utilizam-se os aterros sanitários, onde o lixo é colocado sob camadas de terra.
A reciclagem é sem dúvida a melhor solução para a destinação do lixo, pois proporciona a reutilização do lixo sob outra forma, diminuindo a demanda por novas matérias-primas o que contribui para a preservação dos espaços naturais.
Diante das evidências de prejuízos à natureza e ao próprio homem, nesse passado recente, há uma tendência mundial na busca de formas mais adequadas de produção e consumo, conciliadas a preocupação de preservar os recursos naturais e a conter as ameaças ao meio ambiente. O conceito de crescimento sustentável tem norteado ações públicas e privadas em vários países com vistas à preservação dos recursos naturais e a redução de danos ao meio ambiente. Eis então a difícil tarefa das futuras gerações de conciliar o consumismo e ideia de preservação.



  
9.   "Tempos difíceis" é um romance do escritor inglês Charles Dickens, publicado em 1854. A história se passa na cidade de Coketown, em torno de uma fábrica de tecidos de algodão:

Umas tantas centenas de operários na fábrica, umas tantas centenas de cavalos-vapor de energia (...) O dia clareou e mostrou-se lá fora (...) As luzes apagaram-se e o trabalho continuou. Lá fora, nos vastos pátios, os tubos de escapamento do vapor, os montes de barris e ferro velho, os montículos de carvão ainda acesos, cinzas, por toda parte, amortalhavam o véu da chuva e do nevoeiro.

a) Qual a importância do carvão e do ferro na 1a Revolução Industrial?
b) Comente as condições de trabalho nas fábricas inglesas no século XIX, a partir do texto apresentado.


Resposta:

a) O carvão era o combustível necessário para a utilização do vapor; e o ferro era utilizado como  matéria-prima essencial para a fabricação das máquinas surgidas com a Revolução Industrial.

b) No capitalismo selvagem que caracterizou a Primeira Revolução Industrial, as condições de trabalho nas fábricas se pautavam pela insegurança, insalubridade, extenuantes jornadas de trabalho e exploração do trabalho feminino e infantil. Além dos baixos salários pagos aos trabalhadores.



  
10.   O historiador David Landes, referindo-se à Revolução Industrial, escreveu:

"O cerne dessa Revolução foi uma sucessão inter-relacionada de mudanças tecnológicas. Os avanços materiais ocorreram em três áreas: (1) houve uma substituição das habilidades humanas por dispositivos mecânicos; (2) a energia de fonte inanimada - especialmente a do vapor - tomou o lugar da força humana e animal; (3) houve uma melhora acentuada nos métodos de extração e transformação das matérias primas, especialmente no que hoje se conhece como indústrias metalúrgicas e químicas."
            (Prometeu Desacorrentado.)

a) Qual foi o primeiro país a iniciar a industrialização com o uso tecnológico descrito pelo texto?

b) Indique duas consequências da industrialização nos movimentos sociais e políticos europeus nos séculos XVIII e XIX.


Resposta:

a) A Inglaterra em meados do século XVIII.

b) Os movimentos como a Revolução Francesa e as Revoluções Liberais de 1830 na Europa, contribuíam para a consolidação do Estado burguês, enquanto o Movimento Ludita, o Movimento Cartista e a Primavera dos Povos de 1848 foram movimentos de contestação ao processo de industrialização. 

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Bons estudos!!

Professor Arão Alves

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