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Oriente Médio e Palestina

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Bóris Fausto - Populismo liberal - Video 3

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Bóris Fausto - Populismo liberal - Video 1

O Populismo liberal no Brasil - 1945-1964 - Aula resumo 19451-1964

O Populismo liberal no Brasil - 1945-1964 - Aula resumo 1945-1951

Populismo liberal no Brasil - 1945-1964


PSD e PTB formaram uma coligação imbatível.  O PSD cooptava as elites, enquanto o PTB agregava a grande massa popular. Ambos lançaram o candidato Eurico Gaspar Dutra, general do exército. E como já se podia prever, Dutra saiu vitorioso.
Em 46 foi formulada uma nova constituição para o Brasil: a Constituição de 1946. Era  a mais democrática de todas até então. Estabelecia o voto como sendo secreto e universal, exceto para os analfabetos, que estariam excluídos do ato de votar. O poder político estaria dividido em três (legislativo, executivo e judiciário). Limitava-se o direito de realização de greves e ainda mantinha-se certos resquícios corporativistas do Estado Novo. Aliás, uma das grandes características de todo o período histórico brasileiro compreeendido entre 1945 e 1964 foi o forte populismo adotado.
Na conjuntura internacional, chegava-se ao fim da Segunda Guerra Mundial e, portanto, se iniciava a Guerra Fria. O antagonismo entre socialismo e capitalismo era evidente. No Brasil, dada a grande força política demonstrada pelo Partido Comunista (PCB) nas eleições de 45, Dutra o colocou na ilegalidade.
A política-econômica do governo Dutra se baseava no liberalismo. Não havia intervenção estatal na economia e o mercado nacional se encontrava aberto aos produtos e ao  capital estrangeiro, sobretudo norte-americano. Diante da inundação de importados, as indústrias brasileiras sofreram forte abalo, culminando num sensível decréscimo empresarial nacional. A partir de então, o governo passou a adotar um tímido intervencionismo. A função do Estado seria, basicamente, a de regularizar as importações, de tal forma que “protegesse” os industriais brasileiros. Esse intervencionismo teve como carro-chefe o Plano SALTE, cujo objetivo era controlar os gastos públicos nas áreas da saúde, alimentação, transporte e energia.
Em 1950 Getúlio Vargas articulava seu retorno à presidência. Neste mesmo ano se candidatou ao cargo e, na ausência de qualquer outro concorrente que lhe oferecesse perigo, saiu vitorioso. Vargas era o novo presidente do Brasil. Nessa conjuntura, a principal questão que se aflorava nos meios políticos era como promover o desenvolvimento industrial nacional. Sob esse aspecto, dois projetos se tornaram evidentes: o liberalismo e o nacionalismo. O primeiro preconizava o livre mercado, o “Estado mínimo”, a abertura do mercado ao capital externo e  a integração do Brasil ao contexto econômico global. Os liberalistas acreditavam que as multinacionais que se instalariam no país trariam tecnologia que, por sua vez, contribuiriam para o crescimento e modernização da indústria nacional. Contudo, o lado negativo do liberalismo era a inevitável ampliação da dívida externa.
Os nacionalistas defendiam um Estado forte, que controlasse a economia. Eram contrários à abertura do mercado interno ao capital externo, e achavam ingenuidade acreditar que as multinacionais trariam tecnologia de ponta para o Brasil, nos ajudando a desenvolver e a modernizar nossas indústrias, a tal ponto de nos tornarmos seus próprios concorrentes. Além do mais, achavam desaconselhável a ampliação da dívida externa.
Getúlio Vargas se comprometeu com o nacionalismo. No entanto, foi bastante flexível no que diz respeito à entrada do capital externo no Brasil. O Estado incorporou o papel de responsável por juntar um montante capaz de erguer a indústria brasileira, uma vez que dificilmente a iniciativa privada o faria (o investimento era alto demais e o retorno só viria a longo prazo). Nesse contexto se insere a campanha estatal “O petróleo é nosso”, onde Vargas trabalhava na criação da Petrobras.
Diante dessa conjuntura é importante ressaltar a iminência da Guerra Fria e o antagonismo evidente entre capitalismo e socialismo no cenário global. Qualquer medida nacionalista tomada nesse momento histórico era caracterizada como comunista. Vargas, com seus projetos esquerdizantes foi taxado de subversivo e comunista. Sofreu forte oposição por parte da classe média, da elite e das Forças Armadas brasileiras. Quando tentou criar a Eletrobras, a pressão foi tanta que Vargas não a suportou e, temendo um golpe de Estado, suicidou-se. A comoção foi geral. Toda a nação saiu às ruas para se despedir do “pai dos pobres”. A reação popular foi tão intensa que impediu que as forças conservadoras dessem um golpe e assumissem o poder. O vice-presidente, Café Filho, assumiu a presidência.
Chegamos às eleições de 1955. Juscelino Kubitschek concorria pelo PSD, João Goulart (“Jango”) pelo PTB e Joarez Távora, pela UDN. Mais uma vez PSD e PTB se uniram, indicando JK à candidatura à presidência e Jango como seu vice. JK é eleito presidente do Brasil.
Durante o governo de JK houve grande estabilidade política e prosperidade econômica. A única oposição ao seu governo advinha da UDN. Seu slogan “50 anos em 5″ resume esse período de intenso crescimento industrial.
JK adoutou o nacionalismo-desenvolvimentista. Embora o Estado estivesse no controle da economia, o mercado interno estava totalmente aberto ao capital privado estrangeiro. Ao Estado cabia gerir um “plano de metas”, cujos investimentos eram destinados às áreas da educação, alimentação, indústria, transporte e energia.
Como balanço do governo JK pode-se indicar um amplo crescimento econômico, associado ao desenvolvimento e modernização das indústrias nacionais, a consolidação do modelo de substituição de importações e uma tremenda ampliação da dívida externa.
Nas eleições de 1960 concorriam Jânio Quadros pela UDN e Jango pelo PSD/PTB. Como as eleições eram separadas (votava-se para presidente e vice, distintamente), Jânio venceu como presidente e Jango como vice.
Jânio Quadros foi além do populismo varguista. O próprio presidente passou a se identificar com as massas. Andava mal vestido, tinha caspas e chegou a ser fotografado comendo pão com salame em um de seus comícios. Adotou a vassoura como símbolo de seu governo, com a qual varreria a corrpução da política brasileira. Se destacava em sua retórica, utilzando-se de um palavriado difícil, muitas vezes deixando o povo sem entender nada do que falava. Jânio foi o político que mais soube usar sua imagem em benefício próprio. Abusava de aparições nos recém-surgidos meios de comunicação. Tudo isso lhe garantiu significativa popularidade entre as classes mais baixas. Sua maneira de “fazer” política, no entanto, era um tanto quanto singular. Jânio não possuía qualquer relação mais estreita com nenhum partido. Era um político sem ideologia. Nem nacionalista, nem liberal. Em seu governo adotou uma série de medidas polêmicas, como a proibição de se utilizar biquinis em praias, a criminalização das brigas de galo etc. Medidas essas sem grande importância que, contudo, servia como máscara à falta de diretrizes de seu governo. Enquanto isso, a dívida externa alcançava elevados níveis, a inflação começava a sair do controle e a economia demonstrava sinais de estagnação.
Como todo político que fracassa na política interna, Jânio se voltou para a política externa. Se aproximou dos socialistas e criticou veementemente a agressividade com que os EUA tratavam a Cuba de Fidel Castro. Com isso ganhou a oposição das elites e das Forças Armadas nacionais. Subitamente, Jânio renunciou. Sem qualquer explicação.
As Forças Armadas impediram a posse do vice, Jango, temendo a implantação do comunismo no Brasil ( Jango acabara de voltar da China, numa conversação com o presidente chinês que, por sua vez,era comunista). No entanto, as próprias Forças Armadas se dividiram. De um lado estavam aqueles que apoiavam a posse do vice, de outro os que contrariavam tal ato. Com o país à beira de uma guerra civil, o Congresso toma uma decisão: a implementação do parlamentarismo. Jango assumiria a presidência, mas o governo iria para as mãos de um primeiro-ministro. Pouco mais de 2 anos depois, era evidente o fracasso do sistema e houve o retorno ao presidencialismo. Na segunda fase do governo de João Goulart, houve a adoção do Plano Trienal, como qual o governo combateria a inflação, pagaria a dívida externa, reergueria a indústria nacional e implementaria as reformas de base. Tais reformas constituíam a mais séria proposta de redistribuição de renda no Brasil até então. Contudo, haviam obstáculos. Em primeiro lugar a ausência de apoio do governo norte-americano, tão importante na renegociação da dívida externa, em função do caráter esquerdizante de tais medidas. Segundo, a oposição das elites brasileira. Terceiro, o controle da inflação dependia de medidas impopulares que o governo não estaria disposto a tomá-las.
Mesmo com a oposição ao seu governo, Jango insistiu na intensificação da reforma agrária e antecipou uma futura reforma urbana. Assustou a tal ponto a classe média, a elite e as Forças Armadas que um golpe começou a ser preparado. Com o apoio tácito dos EUA e sob o controle das Forças Armadas, em 1964 João Goulart foi deposto e iniciava-se a Ditadura Militar. Inicialmente com um caráter provisório, tinha como intenção o restabelecimento da ordem política interna e o saneamento da economia, logo em seguida devolveria o poder aos civis. No entano, a Ditadura Militar durou mais de 10 anos.

sábado, 25 de setembro de 2010

Era Vargas – síntese do período


A Era Vargas – síntese do período
Durante os primeiros anos Vargas governou sem a orientação de uma Constituição, visto que a de 1891 havia sido anulada com sua posse.
A constituição de 1934 marcou o início do processo de democratização do país, dando seqüência às reivindicações revolucionárias. Ela trouxe avanços significativos como o princípio da alternância no poder, a garantia do voto universal e secreto, agora estendido às mulheres, a pluralidade sindical e o direito à livre expressão.

Determinava também a realização de eleições diretas em 1938, nas quais o povo finalmente teria o direito de eleger o chefe supremo da Nação e proibia a reeleição de Getúlio. Mas o processo de democratização em curso ainda iria enfrentar muitos obstáculos. Desde fins de 1935, havia um clima de efervescência no país. De um lado, acirravam-se as disputas eleitorais e, de outro, multiplicavam-se as greves e as investidas oposicionistas da ANL - Aliança Nacional Libertadora contra o governo Vargas. A ANL foi fundada por tenentes dissidentes da Revolução de 30 que defendiam a reforma agrária e combatiam as doutrinas nazifascistas.

Influência nazifascista

A conjuntura mundial estava sob forte influência do nazifascismo, representado por HItler na Alemanha e Mussolini na Itália. Era uma época marcada por forte sentimento nacionalista e pela centralização do poder estatal. Os ventos fascistas se faziam sentir no Brasil, através da Ação Integralista Brasileira (AIB), organização fascista liderada por Plínio Salgado, cujas idéias conservadoras eram resumidas no lema "Deus, Pátria e Família". 

O próprio Getúlio Vargas demonstrava grande afinidade com o Nazifascismo, como se pode apreender através da forte perseguição aos judeus no seu governo. Muitos semitas emigraram impelidos pela perseguição nazista na Europa para países como o Brasil. No entanto, se deparavam com barreiras impostas pelo Estado, como bem ilustra uma circular editada em 1937, pelo então ministro das relações exteriores Mário de Pimentel Brandão, que determinava a recusa do visto de entrada a pessoas de origem judaica.

"O perigo vermelho"

A atmosfera externa aliou-se a uma situação interna bastante instável após a revolução de 30, em que as forças revolucionárias haviam se dividido e agora disputavam o poder. 

A expansão dos grupos Comunista no Brasil, fortalecidos pela consolidação do regime soviético, causava um temor generalizado. 

E justamente sob a alegação de conter o "perigo vermelho", o presidente Vargas declarou estado de sítio em fins de 1935, seguido pela declaração de estado de guerra no ano seguinte, em que todos os direitos civis foram suspensos e todos aqueles considerados "uma ameaça à paz nacional" passaram a ser perseguidos.

O governo federal, com plenos poderes, perseguiu, prendeu e torturou sem que houvesse qualquer controle por parte das instituições ou da sociedade. Em 1936, foram presos os líderes comunistas Luis Carlos Prestes e Olga Benário. Olga, que era judia, seria mais tarde deportada grávida pelo governo Vargas para a Alemanha, e morreria nos campos de concentração nazistas.

O Estado Novo

A forte concentração de poder no Executivo federal, em curso desde fins de 1935, a aliança com a hierarquia militar e com setores das oligarquias, criaram as condições para o golpe político de Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937, inaugurando um dos períodos mais autoritários da história do país, que viria a ser conhecido como Estado Novo. 

A justificativa dada pelo presidente foi a necessidade de impedir um "complô comunista", que ameaçava tomar conta do país, o chamado Plano Cohen, que foi depois desmascarado como uma fraude. Alegava também a necessidade de aplacar os interesses partidários mesquinhos que dominavam a disputa eleitoral. Na "Proclamação ao Povo Brasileiro", em que Getúlio anunciava o novo regime, ele diz:

"Entre a existência nacional e a situação de caos, de irresponsabilidade e desordem em que nos encontrávamos, não podia haver meio termo ou contemporização. Quando as competições políticas ameaçam degenerar em guerra civil, é sinal de que o regime constitucional perdeu o seu valor prático, subsistindo, apenas, como abstração."
Nessa ocasião, Vargas anunciou a nova Constituição de 1937, de inspiração fascista, que suspendia todos os direitos políticos, abolindo os partidos e as organizações civis. O Congresso Nacional foi fechado, assim como as Assembléias Legislativas e as Câmaras Municipais.

Censura e propaganda

Nesse cenário de controle ideológico foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), encarregado da propaganda e promoção do regime junto à população. O DIP foi responsável pela censura a órgãos de imprensa e veículos de comunicação, sendo um instrumento estratégico na propagação de ideologias ufanistas e de exaltação do trabalho. Um exemplo ilustrativo dessa atuação foi a distribuição de verbas a escolas de samba, desde que trocassem a apologia à malandragem por temas "patrióticos" e de incentivo ao trabalho. Para difundir as idéias nacionalistas entre os mais novos o Estado tornou obrigatória a disciplina de Educação Moral e Cívica nas escolas.

O apelo direto às massas era uma marca da demagogia populista e da relação dos dirigentes nazistas e fascistas com a população, e Vargas soube tirar proveito máximo dessa estratégia. Fomentando o sentimento nacionalista em torno da ameaça do comunismo, a ditadura conseguia um apoio popular massivo. Este sentimento crescia ainda mais diante dos esforços industrializantes do governo, que aceleravam o desenvolvimento econômico e a entrada do Brasil no contexto internacional. Foram criados órgãos estratégicos para viabilizar este esforço de desenvolvimento, tais como o Conselho Nacional do Petróleo e o Conselho Federal de Comércio Exterior. Foi desse período a criação da Companhia Siderúrgica Nacional, que desempenhou papel fundamental no fornecimento de matéria-prima para o setor industrial.

Autoritarismo político e modernização econômica

Mas, para dar suporte ao desenvolvimento econômico era necessário também fortalecer a máquina pública e a burocracia. Com esse objetivo foi criado o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), em 1938, que se ramificava pelos estados e cujos integrantes, nomeados pelo presidente, tinham por finalidade fiscalizar os governos estaduais. 

Como vemos, o Estado Novo conjugou autoritarismo político e modernização econômica, sob um pano de fundo nacionalista e fascista. A relação que a ditadura varguista estabelecia com a sociedade era de controle e vigilância. Foi instituído o sindicato oficial, filiado ao Ministério do Trabalho, e abolida a liberdade de organização sindical. As relações entre trabalhadores e patrões ficavam assim sob controle do Estado, em que prevalecia a lógica conciliatória e o esvaziamento dos conflitos. A visão por trás disso era de que o Estado devia organizar a sociedade, e não o contrário.

Em contrapartida às restrições à organização dos trabalhadores, Getúlio implementou uma série de leis trabalhistas, culminando com a edição da Consolidação das Leis do Trabalho, em 1943, que garantiu importantes direitos e atendeu antigas reivindicações do movimento operário. Isso projetou a imagem de Vargas como "o pai dos pobres".

De volta à democracia

A A Segunda Guerra Mundial, deflagrada em 1939, pôs em disputa a doutrina fascista e nazista contra a doutrina da liberal-democracia. Apesar da simpatia de Vargas pela Alemanha e pela Itália, as circunstâncias da guerra, com a entrada dos Estados Unidos no conflito, levaram o Brasil a combater ao lado dos Aliados. Com a derrota de Hitler em 1945, o mundo foi tomado pelas idéias democráticas e o regime autoritário brasileiro já não podia se manter. 

Getúlio Vargas foi deposto pelos militares em 29 de outubro de 1945, sob o comando de Góes Monteiro, um dos homens diretamente envolvidos no golpe de 1937. A abertura democrática levou ao poder o general Eurico Gaspar Dutra, como presidente eleito pelo voto popular, dando fim a um dos períodos mais autoritários e violentos da nossa história.

Curso de Violão Popular

Os Interventores e o Estado Novo

Novas interventorias e departamentos administrativos
Um dos principais mecanismos de centralização político-administrativa utilizados pelo Estado Novo foi o sistema de interventorias. Dentro desse sistema os Executivos estaduais passaram a ser chefiados por interventores diretamente subordinados a Vargas. No lugar das assembléias legislativas foram criados departamentos administrativos, cujos membros eram nomeados também pelo presidente da República e, em alguma medida, exerciam um controle sobre os atos dos interventores. Aos departamentos administrativos cabiam a aprovação dos decretos-leis dos interventores, a aprovação e a fiscalização dos orçamentos estaduais, a avaliação do desempenho e da eficácia dos órgãos estaduais, e a apresentação de sugestões de mudança, entre outras tarefas.
Assim como a interrupção do jogo político representativo, o processo de centralização visava, segundo seus promotores, a obter um aumento da eficiência e racionalidade do Estado, e eliminar a influência de grupos privados, como as oligarquias regionais, sobre os processos decisórios nacionais. O que se pretendia era impedir que interesses particulares, locais, pudessem se sobrepor aos nacionais.
De fato, o sistema de interventorias contribuiu, juntamente com uma série de outras medidas, para neutralizar o poder dos grupos locais que até então controlavam os governos estaduais com base no sistema de representação tradicional. Mais do que isso, ao submeter os poderes locais ao poder central, o sistema permitiu um deslocamento dos esquemas de aliança e lealdade da esfera regional para a nacional. Ainda assim, os grupos locais continuaram bastante poderosos.
Os interventores muitas vezes eram originários, eles mesmos, das oligarquias regionais - lembre-se que o próprio presidente Vargas pertencia à oligarquia gaúcha. Quando isso não acontecia, procuravam construir vínculos estreitos com elas, utilizando os recursos de que dispunham de forma clientelística. A nomeação para cargos nos departamentos administrativos era um modo de favorecer antigos grupos dominantes ou promover a ascensão de novos. Por essa via, vários interventores puderam criar bases de apoio nos estados, afirmando-se como grandes lideranças. Seriam eles que iriam controlar localmente a principal máquina partidária que entraria em ação após a queda do Estado Novo: a do Partido Social Democrático (PSD)

O Estado Novo e o Fascismo


O Estado Novo foi instaurado no Brasil ao mesmo tempo em que uma onda de transformações varria a Europa, instalando governos autoritários e reforçando a versão de que a democracia liberal estava definitivamente liquidada. Mussolini chegou ao poder na Itália em 1922 e aí implantou o fascismo; Salazar se tornou primeiro-ministro (presidente do Conselho de Ministros) de Portugal em 1932 e inaugurou uma longa ditadura; Hitler foi feito chanceler na Alemanha em 1933 e tornou-se o chefe supremo do nazismo. A guerra civil espanhola, que se estendeu de 1936 a 1939, banhou de sangue a Espanha antes que Franco começasse a governar o país com mão de ferro.
O governo do Estado Novo foi centralizador, ou seja, concentrou no governo federal a tomada de decisões antes partilhada com os estados, e autoritário, ou seja, entregou ao Poder Executivo atribuições anteriormente divididas com o Legislativo. Sua ideologia recuperou práticas políticas autoritárias que pertenciam à tradição brasileira, mas também incorporou outras mais modernas, que faziam da propaganda e da educação instrumentos de adaptação do homem à nova realidade social. Era esse o papel do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), destinado não só a doutrinar, mas a controlar as manifestações do pensamento no país.
A doutrina estadonovista propunha a concentração do poder no Estado, visto como única instituição capaz de garantir a coesão nacional e de realizar o bem comum. Desenvolvia, também, a crença no homem excepcional, portador de virtú, que seria capaz de expressar e construir a nova ordem. Havia muitas semelhanças com a doutrina fascista, e foi a partir dos aspectos comuns que muitas vezes o Estado Novo foi identificado com o fascismo.
Dentre esses pontos comuns, pode-se destacar a valorização da missão histórica da nação representada pelo Estado; o reconhecimento dos direitos individuais, mas apenas daqueles que não entravam em conflito com as necessidades do Estado soberano; a ênfase no significado da elite como corporificação do gênio do povo; a solidariedade entre o capital e o trabalho assegurada pela estrutura corporativa; o antiliberalismo, e o antiparlamentarismo. Ambas as doutrinas apresentavam traços totalizadores, já que seu campo de ação não se atinha somente à ordem política, mas envolvia também outros aspectos da vida social: cultura, religião, filosofia.
Por outro lado, o regime fascista italiano resultou de um movimento organizado que tomou o poder. O partido teve um papel fundamental como propulsor das transformações por que iria passar o novo Estado, era uma entidade que "representava" a vontade da nação, mobilizando intensamente a população e chegando a assumir feições militarizadas. Já o regime de 1937 no Brasil não resultou da tomada do poder por nenhum movimento revolucionário, nem era sustentado por qualquer partido. A mobilização e organização das massas em milícias também era recusada, como o demonstra o caso da Organização Nacional da Juventude, que foi transformada em um programa de educação moral e cívica.
Ainda que haja semelhanças no tocante ao cerceamento da liberade individual, percebe-se assim que tanto do ponto de vista doutrinário como da realidade histórica, o Estado Novo brasileiro não foi a reprodução literal do fascismo italiano.

O Integralismo

Surgida em um singular momento da História do Brasil, a Ação Integralista Brasileira aparece no momento em que novos grupos sociais aparecem no cenário sócio-político do país. Com a queda das estruturas políticas oligárquicas, os grandes eixos de discussão política e ideológico do país perdem força no meio rural e passam a ocupar os centros urbanos do Brasil.

Nesse mesmo período, novas teorias políticas surgem na Europa como um reflexo das crises advindas do período entreguerras (1919 – 1938) e a crise capitalista que culmina, em 1929, com a quebra da Bolsa de Nova Iorque. Na Europa, o facismo italiano e o nazismo alemão foram dois grandes movimentos políticos que chegaram ao poder em face às incertezas vividas naquele período.

No Brasil, a rearticulação política vivida com a Revolução de 1930 fez com que o Integralismo aparecesse como uma alternativa frente ao recente governo de Getúlio Vargas e o crescimento dos movimentos operário e comunista. Sob o comando de Plínio Salgado, a Ação Integralista conseguiu o apoio de setores médios, empresários e setores do operariado. Entendidos por muitos como um “facismo abrasileirado”, esse movimento contou com suas particularidades.

Entre as principais idéias defendidas pelos integralistas, podemos destacar o corporativismo político, a abolição do pluripartidarismo, a perseguição aos comunistas, o fim do capitalismo especulativo e a ascensão de um forte líder político. Além do conteúdo ideológico, os integralistas fizeram o uso massivo dos meios de comunicação, frases de efeito, criação de símbolos e padronização comportamental.

Os integralistas utilizavam de uma saudação comum, “Anauê”, expressão de origem indígena, para cumprimentar seus associados. Além disso, vestiam camisas verdes e adotaram a letra grega sigma (símbolo matemático para somatória) como formas que incentivariam um forte sentimento de comunhão e amor à pátria. Mesmo contando com intensas manifestações, os integralistas perderam força com a implementação do Estado Novo, no final dos anos 30.

Na hora da prova


  • Na Hora da Prova!!!

  • Durante a prova, o aluno deve ler atentamente os enunciados e os textos antes de responder.
  • Fique atento na hora da transcrever as respostas para o gabarito.
  • No dia que antecede a prova durma cedo, mantenha-se tranqüilo, tenha uma alimentação balanceada, evite alimentos de difícil digestão.
  • Chegue pelo menos com meia hora de antecedência ao local da prova.
  • No dia da prova leve somente o que for exigido e necessário.
  • Leve para a prova o material necessário: lápis, borracha, caneta azul ou preta (com itens de reservas) e algum alimento (barra de cereais, um chocolate, água).
  • Procure ir ao banheiro antes, pois isso ajuda a manter o foco e evita perda de de tempo
  • Procure fazer a prova com calma e concentração.
  • Esqueça o amigo que está te esperando “lá embaixo”
  • Não gaste muito tempo em questões que você sabe que terá dificuldades. Comece pelas questões mais fáceis para garantir estes pontos, deixando as mais complexas por último.
  • Leia cada alternativa ao menos duas vezes. Deixe de lado as alternativas que você percebe que não podem estar corretas. Ou seja, use a técnica da eliminação e o bom senso.
  • Procure fazer pequenas anotações nas alternativas ao lê-las pela primeira vez. Isso poupará tempo na segunda leitura onde precisarás escolher a alternativa correta
  • Cuidado com as seguintes palavras: Exceto, Incorreto, Respectivamente, Salvo.
  • Procure sempre escrever respostas completas e de acordo com o que se pede. Não enrole na resposta, pois você poderá perder pontos importantes.
  • Use todo o tempo disponível e faça uma revisão nas respostas, se tiver tempo. Esta revisão serve para eliminar erros de ortografia ou conteúdos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Conferência de Bandung

A Conferência de Bandung

Entre 18 e 24 de Abril de 1955, reuniram-se na Conferência de Bandung, na Indonésia, os líderes de vinte e nove Estados asiáticos, sendo estes o Afeganistão, Arábia Saudita, Birmânia, Cambodja, Laos, Líbano, Ceilão, República Popular da China, Filipinas, Japão, Índia, Paquistão, Turquia, Síria, Israel, República Democrática do Vietname, Irão, Iraque, Vietname do Sul, Nepal e o Iémene do Norte, bem como os seguintes países africanos, como a Etiópia, Líbia, Libéria e o Egipto, perfazendo uma população total de 1350 milhões de habitantes. O patrocínio desta Conferência foi da responsabilidade da Indonésia, Índia, Birmânia, Sri Lanka e do Paquistão. O objectivo da mesma era a promoção da cooperação económica e cultural afro-asiática, como forma de oposição ao que era considerado colonialismo ou neocolonialismo dos Estados Unidos da América, da União Soviética ou de outra nação considerada imperialista. Também foi apresentado nesta conferência a noção de Terceiro Mundo e os princípios básicos dos Países Não-alinhados, ou seja, uma postura diplomática e geopolítica de equidistância das Super-potências. Apesar do não-alinhamento, todos os países declararam que eram socialistas mas não se iriam alinhar ou sofrer influência Soviética. O Não-Alinhamento não foi possível no contexto da Guerra Fria, onde a URSS e os EUA cada vez mais procuraram expandir as suas áreas de influências. No lugar do conflito leste-oeste, Bandung criou o conceito de Conflito norte-sul, expressão de um mundo dividido entre países ricos e industrializados e países pobres exportadores de produtos primários.
Os Dez Princípios da Conferência de Bandung:
1. Respeito aos direitos fundamentais, de acordo com a Carta da ONU;
2. Respeito à soberania e integridade territorial de todas as nações;
3. Reconhecimento da igualdade de todas as raças e nações, grandes e pequenas;
4. Não-intervenção e não-ingerência nos assuntos internos de outro país;
5. Respeito pelo direito de cada nação defender-se, individual e colectivamente, de acordo com a Carta da ONU;
6. Recusa na participação dos preparativos da defesa colectiva destinada a servir os interesses particulares das Super-potências;
7. Abstenção de um ato ou ameaça de agressão, ou do emprego da força, contra a integridade territorial ou a independência política de outro país;
8. Solução de todos os conflitos internacionais por meios pacíficos, de acordo com a Carta da ONU;
9. Estímulo aos interesses mútuos de cooperação;
10. Respeito pela justiça e obrigações internacionais.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Descolonização tardia - Portugal e Angola


O continente africano foi vítima da cobiça de mão-de-obra barata e suprimentos naturais. Dividir para conquistar, esta era a ordem para manter a ordem. Franceses, alemães, ingleses, belgas, espanhóis, portugueses e italianos criaram o mapa africano a partir da divisão de povos e agrupamento de inimigos num mesmo território.
As independências das colônias francesas impulsionou o movimento de libertação dos países africanos. O "25 de Abril" trouxe a possibilidade das independência de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.
As colônias portuguesas estavam entre as mais antigas da África e foram as últimas a declarar independência da matriz. Um pouco de história faz bem àqueles que acham que com políticas de esmolas, como cotas para negros em universidades, os objetivos de melhoria serão um dia alcançados.


Independência de Angola

O amigo ou amiga brasileiro que lê este artigo pode achar as suas raízes em Angola. No Brasil, quando se é perguntada a ascendência jamais é dita a nação africana de origem (Diz-se que o sujeito é descendente de portugueses, italianos, espanhóis, alemães, poloneses, libaneses, japoneses e etc., mas nunca qual a ascendência africana. Durante muito tempo, Angola serviu de estoque para a tráfico de escravos de Portugal.
Nos anos 1950, Angola tinha o desejo unificado de se libertar de Portugal. Entretanto, o movimento anticolonialista era dividido entre grupos rivais como o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e a Unita (União Nacional para a Independência Total de Angola). No auge da Guerra Fria, cada grupo recebia apoio de um megabloco. A MPLA era financiada pelos países comunistas e a Unita recebia ajuda da OTAN e da África do Sul. Após a Revolução dos Cravos, os grupos iniciaram a guera civil em busca do poder na recente República Angolana.
A guerra civil se intensificou com a invasão das tropas da África do Sul em outubro de 1975 com a justificativa de neutralizar o envio de armas aos guerrilheiros da vizinha Namíbia. As tropas Sul-africanas e da UNITA foram detidas na capital Luanda pelos soldados cubanos.

No mês seguinte foi declarada a independência. O MPLA passou a controlar o novo governo da República Popular de Angola. O primeiro presidente, Agostinho Neto, teve de governar o país com o desastre da guerra civil e saída dos portugueses, praticamente a única mão-de-obra qualificada do país.
Em maio de 1991, a MPLA e a Unita entraram em acordo para a convocação de eleições diretas em setembro do ano seguinte. A Unita não aceitou a derrota e reiniciou o conflito devastando ainda mais o país. Os EUA só reconheceram o governo angola em 1993 durante o governo Clinton, 18 anos após a independência do país. Basta lembrar que os estadunidenses eram mais rápidos que Ayrton Senna em reconhecer as ditaduras aliadas. O governo angolano foi reconhecido pelos EUA muito tempo depois dos talibãs no Afeganistão e do fascista Saddam no Iraque.

A descolonização africana

A independência do Egito
O Egito estava sob domínio francês até 1881, quando a Inglaterra assumiu o controle do território. Em 1914, tornou-se um protetorado inglês. (Protetorados eram áreas de dominação onde os colonos gozavam de autonomia de decisões; a metrópole apenas supervisionava por meio de um representante.)
O fim do domínio colonial inglês cessou em 1936. Porém, a Inglaterra não abriu mão do controle que exercia desde 1875 sobre o Canal de Suez.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Egito foi palco de manobras militares alemãs e italianas, comandadas pelo general Rommel (Afrikakorps). Os ingleses, em 1942, expulsaram as tropas do Eixo e impuseram o rei Faruk no poder.
Em 1952, o general Naguib, com o apoio do Exército, depôs o rei e proclamou a República, assumindo o poder.
Em 1954, o coronel Gamal Abdel Nasser substituiu o general Naguib, mantendo-se no poder até 1970.

A independência da Argélia
A Argélia esteve subordinada ao colonialismo francês desde 1830. A partir da década de 1880, iniciou-se um processo de imigração francesa para o território argelino, ocupando as melhores terras, que passaram a ser destinadas à vinicultura.
Os colonos franceses na Argélia, denominados pieds noirs (pés pretos), tinham condições de vida superiores às dos argelinos e o grau de discriminação era muito grande.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a invasão da França pelos alemães provocou a divisão do território francês e a formação de dois governos: Paris ficou diretamente controlada pelos nazistas, e em Vicky estabeleceu-se o governo colaboracionista do marechal Pétain. O general Charles de Gaulle comandava a França livre. A Argélia passou a responder ao governo de Pétain.
Em 1945 ocorreram as primeiras manifestações pela independência — em razão da crise econômica do pós-Segunda Guerra na França, que nas áreas coloniais foi muito mais grave. Essas manifestações foram lideradas por muçulmanos, grupo religioso predominante na Argélia, mas foram prontamente sufocadas pelos franceses.
A derrota francesa na Guerra da Indochina, em 1954, evidenciava o enfraquecimento do seu poder. Nesse mesmo ano, a população muçulmana da Argélia, movida pelo nacionalismo islâmico, voltou a colocar se contra a França, através de manifestações que foram coibidas, mas que resultaram na criação da Frente Nacional de Libertação.
A Frente Nacional de Libertação passou a se organizar militarmente para derrotar o domínio francês.
No próprio ano de 1954 eclodia a guerra de independência. Em 1957, ocorreu a Batalha de Argel, na qual os líderes da Frente foram capturados e levados presos para Paris, onde permaneceram até 1962.
A violência praticada pelos franceses com a população civil na Batalha de Argel só fez aumentar ainda mais os descontentamentos dos argelinos.
Em 1958 é proclamada a IV República francesa. O general De Gaulle sobe ao poder e recebe plenos poderes para negociar a paz com o Governo Provisório da Argélia, estabelecido no Cairo (Egito).
As negociações de paz se estendem até 1962, quando foi assinado o Acordo de Evian, segundo o qual a França reconhecia a independência da Argélia, pondo fim à guerra que já durava oito anos.

A independência do Congo
Em 1867, a Bélgica funda a Sociedade Internacional para a Exploração e Civilização da África, iniciando a ocupação do Congo, que se tornou possessão belga a partir de 1885, e colônia em 1908.
Terminada a Segunda Guerra Mundial, os movimentos de emancipação se generalizavam na África e, em 1960, na Conferência de Bruxelas, a Bélgica concede a independência do Congo, que passa a constituir a República do Congo.
O governo passou a ser exercido pelo presidente Joseph Kasavubu e pelo primeiro-ministro Patrice Lumumba.
Em seguida à independência do país, na província de Catanga, ocorre um movimento separatista liderado pelo governador Moise Tchombe, que, apesar de proclamar a independência da província, não obteve o reconhecimento internacional. Desencadeou-se, então, uma guerra civil. Catanga recebia apoio de grupos internacionais interessados nos minérios da região e de tropas mercenárias belgas.
Em setembro de 1960, o presidente Kasavubu demite o primeiro-ministro Patrice Lumumba, e Joseph Ileo assume o Gabinete. Lumumba não aceitou sua demissão e o Congo passou a ter dois governos. Então, o coronel Mobutu dissolveu os Gabinetes. Kasavubu foi preservado. Lumumba foi aprisionado e levado para Catanga, onde foi assassinado, em 1961. Sua morte provocou violentas manifestações dentro e fora do Congo. Internamente, a crise política se alastrava, o Congo se fragmentava, e as lutas dividiam a população.
Em 1962, as forças da ONU intervieram no Congo para impedir a secessão de Catanga. Moise Tchombe foi para o exílio.
Assumia o governo Cyrille Adula em meio aos movimentos liderados pelos partidários de Lumumba (morto em 1961), que se tornaria o símbolo da luta congolesa.
Os partidários de Lumumba dominavam boa parte do país, em 1964, quando Adula convida Moise Tchombe (recém-chegado do exílio) para auxiliá-los e vencer os rebeldes. Adula renuncia e Tchombe assume o cargo de primeiro-ministro.
A guerrilha aumentava e, então, os EUA intensificaram a ajuda militar — que já vinha concedendo — ao governo de Tchombe.
Os partidários de Lumumba, em resposta, transformaram 60 norte-americanos e 800 belgas em reféns da guerrilha, o levou a Bélgica a preparar uma ação de resgate, provocando o fuzilamento de 60 reféns pelos guerrilheiros; os demais foram libertados.
O presidente Kasavubu, em 1965, demitiu o primeiro-ministro Tchombe e logo em seguida o general Mobutu dá um golpe e assume a presidência do país, que a partir de 1971, passa a se denominar República do Zaire.

O fim do Império Colonial Português
Portugal foi o pioneiro nas Grandes Navegações dos séculos XV, XVI e XVII. Em 1415, os portugueses iniciavam a conquista de novos mundos, com a tomada de Ceuta, no Norte da África.
A crise na qual mergulhou o Império Português, no século XVII, levou à perda de grande parte de suas colônias para os espanhóis, holandeses e ingleses.
Durante o neocolonialismo, na segunda metade do século XIX, as possessões portuguesas ficaram reduzidas a Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e aos arquipélagos de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe.

Angola
Em 1956, foi fundado o Movimento Popular pela Libertação da Angola, MPLA, que em 1961 desencadeou as lutas pela independência, sob a liderança do poeta Agostinho Neto.
Outros dois movimentos surgiram dentro do processo de lutas de independência: a União Nacional para a Independência Total de Angola, Unita, e a Frente Nacional de Libertação de Angola, FNLA.
Em 1974, foi assinado o Acordo de Alvor, segundo o qual os portugueses reconheceriam a independência de Angola em 1975, devendo ser formado um governo de transição composto pelo MPLA, Unita e FNLA.
Os três grupos iniciaram entre si uma série de divergências que culminaram com uma guerra civil e a invasão do país por tropas do Zaire e da África do Sul (apoiadas pela FNLA e Unita, respectivamente), que recebiam ajuda militar norte-americana.
O MPLA, liderado por Agostinho Neto, solicitou então ajuda de Cuba e, em 1976, derrotou as forças da Unita e da FNLA.

Moçambique
Em 1962, foi criada a Frente de Libertação de Moçambique, Frelimo, por Eduardo Mondlane, que iniciou as lutas pela independência.
Samora Machel, em 1969, assumiu a direção do movimento, que passou a disputar, através da guerrilha, o controle do território.
Em 1975, Portugal reconheceu a independência da República Popular de Moçambique.

Napoléon

A Pedidos ai está um texto em francês para os alunos que estudam o idioma e gostam de História.
Um resumo da história do grande General da Córsega: Napoleão

La Révolution

La tourmente révolutionnaire surprit Charles IV (1788-1808), monarque entièrement sous l'emprise de Manuel Godoy, favori devenu Premier ministre en 1792 et l'amant de la reine Marie-Louise. Il tenta de préserver l'Espagne de la contagion française et suspendit tous les programmes de réformes. Entrée dans la guerre contre la France, l'Espagne signa rapidement la paix de Bâle (1795).
Devenu «prince de la Paix», Godoy négocia le traité d'alliance de San Ildefonso avec le Directoire (1796). Désormais l'Espagne apporta son soutien financier à la coûteuse politique militaire française et subit les assauts des Anglais contre son empire et sa force navale (destruction de la flotte franco-espagnole à la bataille de Trafalgar en 1805).  

L'époque napoléonienne
En mars 1808, le soulèvement d'Aranjuez chassa Godoy et contraignit le roi à abdiquer en faveur de son fils, qui accéda au pouvoir sous le nom de Ferdinand VII. En mai, Napoléon convoqua Charles IV et Ferdinand VII à Bayonne et les contraignit tous deux à renoncer à leurs prétentions au trône, au profit de son frère Joseph Bonaparte.
Le soulèvement du peuple espagnol contre l'armée d'occupation française (le célèbre Dos de mayo célébré par Goya) déclencha une terrible guerre de partisans, génératrice de représailles atroces: dès l'été 1808, les Français se virent infliger quelques défaites par les Espagnols (capitulation du général Dupont à Bailén) et les Anglais (capitulation de Junot à Sintra), mais, conduits par Napoléon en personne, ils reconquirent la péninsule en 1810, à l'exception du Portugal et de Cadix.
Toutefois, ce conflit permanent affaiblit l'Empire français au moment de la campagne de Russie, tandis que le général anglais Arthur Wellesley (qui devait devenir le duc de Wellington) entreprit une guerre d'usure qui débouchera en 1813 sur la victoire de Vitoria et contraindra Napoléon à évacuer l'Espagne.
D'autre part, l'hostilité aux Français avait amené le peuple espagnol à adopter ses propres formes de gouvernement, en l'absence du roi et d'une grande partie de la noblesse: les Cortes de Cadix, dominées par la bourgeoisie, promulguèrent une Constitution démocratique en 1812.




sexta-feira, 10 de setembro de 2010

World War Two

Atendendo a pedidos estou postando mais um texto de história em inglês. Fico feliz em saber que vários alunos estão adorando estudar Historia e Inglês ao mesmo tempo. Aos alunos que pediram textos em espanhol peço paciência, pois gosto de ler os textos antes de postar e meu espanhol não é dos melhores, logo preciso de mais tempo para ler com cuidado.
Bons estudos!!


World War Two
Three years of mounting international tension - encompassing the Spanish Civil War, the Anschluss (union) of Germany and Austria, Hitler's occupation of the Sudetenland and the invasion of Czechoslovakia - culminated in the German invasion of Poland on 1 September. Britain and France declared war on Germany two days later. While the USA proclaimed neutrality, it continued to supply Britain with essential supplies, and the critical Battle of the Atlantic between German U-Boats and British naval convoys commenced.
Western Europe was eerily quiet during this 'phoney war'. Preparations for war continued in earnest, but there were few signs of conflict, and civilians who had been evacuated from London in the first months drifted back into the city. Gas masks were distributed, and everybody waited for the proper war to begin.
In eastern Europe and Scandinavia, however, there was nothing phoney about the war. With the Ribbentrop Pact signed between the Soviet Union and Germany in late August, Russia followed Germany into Poland in September. That country was carved up between the two invaders before the end of the year, and Russia continued this aggression by going on to invade Finland.
Rationing was introduced in Britain early in the New Year, but little happened in western Europe until the spring. The 'winter war' between Russia and Finland concluded in March, and in the following month Germany invaded Denmark and Norway.
Denmark surrendered immediately, but the Norwegians fought on - with British and French assistance - surrendering in June only once events in France meant that they were fighting alone.
On 10 May - the same day that Winston Churchill replaced Neville Chamberlain as Prime Minister of the UK - Germany invaded France, Belgium and Holland, and western Europe encountered the Blitzkrieg - or 'lightning war'.
Germany's combination of fast armoured tanks on land, and superiority in the air, made a unified attacking force that was both innovative and effective. Despite greater numbers of air and army personnel - and the presence of the British Expeditionary Force - the Low Countries and France proved no match for the Wehrmacht and the Luftwaffe. Holland and Belgium fell by the end of May; Paris was taken two weeks later.
British troops retreated from the invaders in haste, and some 226,000 British and 110,000 French troops were rescued from the channel port of Dunkirk only by a ragged fleet, using craft that ranged from pleasure boats to Navy destroyers.
In France an armistice was signed with Germany, with the puppet French Vichy government - under a hero of World War One, Marshall Pétain - in control in the 'unoccupied' part of southern and eastern France, and Germany in control in the rest of the country.
Charles de Gaulle, as the leader of the Free French, fled to England (much to Churchill's chagrin) to continue the fight against Hitler . But it looked as if that fight might not last too long. Having conquered France, Hitler turned his attention to Britain, and began preparations for an invasion. For this to be successful, however, he needed air superiority, and he charged the Luftwaffe with destroying British air power and coastal defences.
The Battle of Britain, lasting from July to September, was the first to be fought solely in the air. Germany lacked planes but had many pilots. In Britain, the situation was reversed, but - crucially - it also had radar. This, combined with the German decision to switch the attacks from airfields and factories to the major cities, enabled the RAF to squeak a narrow victory, maintain air superiority and ensure the - ultimately indefinite - postponement of the German invasion plans.
The 'Blitz' of Britain's cities lasted throughout the war, saw the bombing of Buckingham Palace and the near-destruction of Coventry, and claimed some 40,000 civilian lives.
The first Americans arrived in England in January - 'Over paid, over sexed and over here' as the gripe went - and in North Africa Field Marshal Erwin Rommel's Afrika Korps began their counter-offensive, capturing Tobruk in June.
The Blitz intensified in both England and Germany, with the first thousand-bomber air raid on Cologne, and German bombing of British cathedral cities.
In the Pacific, the Japanese continued their expansion into Borneo, Java and Sumatra. The 'unassailable' British fortress of Singapore fell rapidly in February, with around 25,000 prisoners taken, many of whom would die in Japanese camps in the years to follow.
But June saw the peak of Japanese expansion. The Battle of Midway, in which US sea-based aircraft destroyed four Japanese carriers and a cruiser, marked the turning point in the Pacific War.
The second half of the year also saw a reversal of German fortunes. British forces under Montgomery gained the initiative in North Africa at El Alamein, and Russian forces counterattacked at Stalingrad. The news of mass murders of Jewish people by the Nazis reached the Allies, and the US pledged to avenge these crimes.
February saw German surrender at Stalingrad: the first major defeat of Hitler's armies. Battle continued to rage in the Atlantic, and one four-day period in March saw 27 merchant vessels sunk by German U-boats.
A combination of long-range aircraft and the codebreakers at Bletchley, however, were inflicting enormous losses on the U-boats. Towards the end of May Admiral Dönitz withdrew the German fleet from the contended areas - the Battle of the Atlantic was effectively over.
In mid-May German and Italian forces in North Africa surrendered to the Allies, who used Tunisia as a springboard to invade Sicily in July. By the end of the month Mussolini had fallen, and in September the Italians surrendered to the Allies, prompting a German invasion into northern Italy.
Mussolini was audaciously rescued by a German task force, led by Otto Skorzeny, and established a fascist republic in the north. German troops also engaged the Allies in the south - the fight through Italy was to prove slow and costly.
In the Pacific, US forces overcame the Japanese at Guadalcanal, and British and Indian troops began their guerrilla campaign in Burma. American progress continued in the Aleutian Islands, New Guinea and the Solomon Islands.
As the Russian advance on the Eastern Front gathered pace, recapturing Kharkov and Kiev from Germany, Allied bombers began to attack German cities in enormous daylight air raids. The opening of the Second Front in Europe, long discussed and always postponed, was being prepared for the following year.
With advances in Burma, New Guinea and Guam, Japan began its last offensive in China, capturing further territory in the south to add to the acquisitions made in central and northern areas following the invasion of 1938. However, their control was limited to the major cities and lines of communication, and resistance - often led by the Communists - was widespread.
The Allied advance in Italy continued with landings at Anzio, in central Italy, in January. It was a static campaign. The Germans counter-attacked in February and the fighting saw the destruction of the medieval monastery at Monte Cassino after Allied bombing. Only at the end of May did the Germans retreat from Anzio. Rome was liberated in June, the day before the Allies' 'Operation Overlord', now known as the D-Day landings.
On 6 June - as Operation Overlord got underway - some 6,500 vessels landed over 130,000 Allied forces on five Normandy beaches: codenamed Utah, Omaha, Gold, Juno and Sword.
Some 12,000 aircraft ensured air superiority for the Allies - bombing German defences, and providing cover. The pessimistic predictions that had been made of massive Allied casualties were not borne out. On Utah beach 23,000 troops were landed, with 197 casualties, and most of the 4,649 American casualties that day occurred at Omaha beach, where the landing was significantly more difficult to achieve, meeting with fierce German resistance.
Overall, however, the landings caught the Germans by surprise, and they were unable to counter-attack with the necessary speed and strength. Anything that was moving and German was liable to be attacked from the air.
Despite this, in the weeks following the landings Allied progress was slowed considerably, by the narrow lanes and thick hedgerows of the French countryside. Nevertheless, Cherbourg was liberated by the end of June. Paris followed two months later.
Hitler's troubles were compounded by a Russian counterattack in June. This drove 300 miles west to Warsaw, and killed, wounded or captured 350,000 German soldiers. By the end of August the Russians had taken Bucharest. Estonia was taken within months, and Budapest was under siege by the end of the year.
One glimmer of light for Germany came in the Ardennes, in France, where in December a German counteroffensive - the Battle of the Bulge - killed 19,000 Americans and delayed the Allies' march into Germany.
The New Year saw the Soviet liberation of Auschwitz, and the revelation of the sickening obscenity of the Holocaust, its scale becoming clearer as more camps were liberated in the following months.
The Soviet army continued its offensive from the east, while from the west the Allies established a bridge across the Rhine at Remagen, in March.
While the bombing campaigns of the Blitz were over, German V1 and V2 rockets continued to drop on London. The return bombing raids on Dresden, which devastated the city in a huge firestorm, have often been considered misguided.
Meantime, the Western Allies raced the Russians to be the first into Berlin. The Russians won, reaching the capital on 21 April. Hitler killed himself on the 30th, two days after Mussolini had been captured and hanged by Italian partisans. Germany surrendered unconditionally on 7 May, and the following day was celebrated as VE (Victory in Europe) day. The war in Europe was over.
In the Pacific, however, it had continued to rage throughout this time. The British advanced further in Burma, and in February the Americans had invaded Iwo Jima. The Philippines and Okinawa followed and Japanese forces began to withdraw from China.
Plans were being prepared for an Allied invasion of Japan, but fears of fierce resistance and massive casualties prompted Harry Truman - the new American president following Roosevelt's death in April - to sanction the use of an atomic bomb against Japan.
Such bombs had been in development since 1942, and on 6 August one of them was dropped on the Japanese city of Hiroshima. Three days later another was dropped on Nagasaki. No country could withstand such attacks, and the Japanese surrendered on 14 August.
The biggest conflict in history had lasted almost six years. Some 100 million people had been militarised, and 50 million had been killed. Of those who had died, 15 million were soldiers, 20 million were Russian civilians, six million were Jews and over four million were Poles.


terça-feira, 7 de setembro de 2010

3º ano - Um projeto de desenvolvimento para os países subdesenvolvidos no pós guerra


Como efeito do amplo movimento em favor da autodeterminação no campo da economia, fundou-se em 1946 a CEPAL, pela iniciativa do economista argentino Raul Prebish e que fixou-se em Santiago do Chile. Sua argumentação era inteiramente pro-intervencionistas. Segundo os cepalinos a América Latina no transcorrer de todo o século 19 adotara os princípios liberais e no entanto não conseguira avançar muita além da estagnação e da pobreza. Além disto sua política de exportação de produtos primários tinha a longo prazo provocado a “deteriorização dos termos de troca”, fazendo com que suas exportações, proporcionalmente, importassem cada vez menos manufaturados do estrangeiro. Era preciso socorrer-se do estado para estimular um surto industrial bem como proteger seus manufaturados da competição externa. Defendiam também o que se chamou de “substituição da exportação”, uma política que visasse o translado de empresas estrangeiras com modernas tecnologias produtivas para serem implantadas nos países latino-americanos (elas doravante produziriam aqui o que antes era preciso importar). Seu modelo era dual, acreditavam promover um amplo setor econômico modernizado convivendo simultaneamente com o setor agrícola tradicional.

Igualmente eram favoráveis a que o estado e não mercado determinasse onde seriam feitos os principais investimentos e quais setores deveriam ser privilegiados com isenções ou insumos. Advogavam ainda o estimulo ao mercado interno e uma política de reforma agrária para promove sua ampliação. Os cepalinos, identificados no Brasil como estruturalistas, eram os representantes ideológicos do que se chamava na época de “burguesia nacional”, o expressivo setor social empresarial dos países mais avançados do continente sul-americano, a Argentina e o Chile e que recebeu imediata adesão de muitos nacionalistas brasileiros. Taticamente, receberam o apoio das esquerdas latino-americanas na sua política de aproximação com as “burguesias nacionais”.

A principal divergência que os cepalinos tiveram com outros setores desenvolvimentistas e liberais monetaristas dava-se no tocante a importância que depositavam no planejamento econômico. Impressionados pelo sucesso da URSS, vitoriosa contra o nazismo, seduziram-se em aplicar aqui algumas das suas soluções. Planificação significava controle estatal o que nem os desenvolvimentistas moderados nem os liberais podiam aceitar. Estes também previam que o estado planificador terminaria por assumir um papel empresarial cada vez maior alijando os interesses privados e adulterando a seu favor as práticas do mercado.

Pode-se dizer que o governo de Jucelino Kubishek (1956-60) foi quem mais próximo chegou da aplicação das teses cepalinas. Recorreu largamente a presença estatal (construção de Brasília e das BRs) e acelerou a política da “substituição das exportações” (atraindo as montadoras de automóvel), promovendo simultaneamente a presença do capital estrangeiro e o crescimento da industria nacional em seu apoio.

sábado, 4 de setembro de 2010

You are the champions


Parabéns aos alunos que “gabaritaram” o teste de História do 3º bimestre.
Muitos alunos chegaram  perto da nota 10, e tenho certeza que se continuarem se esforçando conseguirão alcançar a nota máxima nas próximas avaliações.
Em número de alunos a turma de Química (2º ano) ficou em primeiro lugar seguida por Petróleo e gás (2º ano )  e Administração ( 2º ano) que, empatados, dividiram o segundo lugar na Lista. Será que  na prova conseguem manter a posição?
Um grande abraço e bons estudos.
  
Phanteon do aluno nota 10 - Setembro

1º ano
Publicidade ( 2 alunos )

Lívia Maria
Monick Pereira

Informática  ( 2 alunos )

Arthur Dias
José Leonardo

Petróleo e Gás

Lucas de Souza ( 1 aluno )


2º ano

Química ( 16 alunos )

Amilena Evelyn
Antônio Cavalcanti
Camila Santos
Caroline da Costa
Daiane Festraets
Eduarda Cândida
Gabriela Figueiredo
Gizele de Araújo
Hevelyn Costa
Larissa de Almeida
Márcio Felipe
Marcos Thalyson
Marcos Vinicius
Patrícia dos Santos
Rômulo da Paixão
Thamires Rosa


Publicidade  ( 2 alunas )
Priscila Gomes
Thais Melo

Turismo ( 1 aluna )
Caroline Souza

Administração ( 3 alunos )

Caroline Gouvêa
Ruan de Oliveira
Viviane Cristina

Petróleo e gás ( 3 alunos )

Blenda Reis
Gabrielle Pereira
Yuri Silva

Edificações  ( 2 alunos )
Adriene Bourguignon

Marcos Aurélio


3º ano

Eletrotécnica  ( 1 aluno )

Thaylon Maia

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