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Oriente Médio e Palestina

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Parabéns aos alunos que gabaritaram a prova de História aplicada pelo professor Arão!!!!!!!




Alunos nota 10

Larissa de Fátima nº20 Quimica 114
Rafaela L. Dias nº37 Quimica 214
Lucas Olivieri Pereira nº 12 Eletrônica 211
Jesseline Laurentino nº 11 Turismo 311
Jorge Luis M. Ali Hably nº 15 Edificações 214
Geovane Alves dos Santos nº 11 Edificações 214
Pablo André nº 36 Informática 314
Adriene B C Pascoal nº 01 Edificações 211

terça-feira, 27 de abril de 2010

República Velha Boris Fausto -

Para quem não dispensa um vídeo e precisa aprofundar seu conhecimento em República Velha. Não deixe de assistir esse documentário. Uma verdadeira aula em multimidia.


3º ano 2º bimestre Texto 1 - A Era Vargas


Vitoriosa a Revolução de 1930, foi organizado um governo provisório
(1930-1934), chefiado por Getúlio Vargas, com a incumbência de convocar
uma Assembléia Constituinte e eleições para a presidência da República. As
primeiras medidas decretadas pelo novo governo já antecipavam as principais
preocupações que norteariam a ação dos novos detentores do poder.
Interventores federais foram nomeados para administrar os Estados, afastando
assim as oligarquias locais, e, no mês seguinte à posse, era criado o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio.
Nos primeiros anos do novo regime a ampla aliança que subira ao poder enfrentou profunda instabilidade política, fruto do confronto interno das diversas forças que a compunham. Suas oposições e contradições ficaram patentes logo no início do governo provisório. As pretensões centralizadoras e reformistas dos tenentes chocaram-se com os interesses autonomistas e conservadores das oligarquias regionais, revestidos pelo manto do discurso liberal e federalista. Por outro lado, o apoio popular, buscado durante acampanha da Aliança Liberal, acalentava as reivindicações operárias, o queperturbava a burguesia industrial. Além das contradições internas da própria aliança, o governo confrontou-se com movimentos de oposição, levados a cabo por grupos que permaneceram afastados do poder. A instabilidade política que marcou os primeiros anos após a Revolução de 1930 foi conseqüência da peculiar correlação de forças que se instalou no poder. Nenhum grupo social estava em condições de impor sua hegemonia ao conjunto da sociedade, ao contrário do período anterior, quando os cafeicultores, uma fração da burguesia agrária, estabeleceram seu predomínio por meio do regime oligárquico. As classes médias não haviam ainda conseguido formular um projeto próprio que lhes conferisse autonomia frente os interesses tradicionais; os cafeicultores estavam debilitados como força política graças às duas derrotas que haviam sofrido, em 1930 e 1932, e enfrentavam os graves problemas advindos com a depressão econômica instalada a partir de 1929; os demais setores agrários sofriam os limites de não estarem vinculados com a principal atividade econômica, que permanecia sendo a exportação de café. Por fim, a indústria estava ainda no início de sua expansão e permanecia, em grande parte, subsidiária da cafeicultura. “O novo governo terá, portanto, que mover-se, sempre dentro de uma complicada faixa de compromissos e conciliações entre interesses diferentes e por vezes contraditórios. De nenhum dos grupos participantes – as classes médias, os grupos menos vinculados à exportação e os setores vinculados à agricultura do café. Instaurou-se assim uma espécie de vazio de poder, solucionado pelo que Francisco Weffort denominou Estado de compromisso. por meio deste articularam-se burguesia industrial, camadas médias e burguesia rural em torno do novo governo e, sobretudo, da figura de Getúlio Vargas. O Estado alcança então um significativo grau de autonomia, em relação aos diversos setores sociais, de forma a mediar e arbitrar os diferentes interesses que disputavam o controle político.

A política externa na Segunda república

O governo provisório instalado no Brasil, em novembro de 1930, não teve problemas para ser reconhecido internacionalmente. A relação com os EUA não foram afetadas na sua essência, apesar do constrangimento inicial. O Novo chanceler, Afrânio de Melo Franco, ficou no posto até 1933 e não promoveu significativas alterações de rumos na política exterior que o Brasil vinha desenvolvendo.
Na historiografia é de certo modo consensual que o Brasil fez “jogo duplo” em relação aos EUA e a Alemanha. Tal jogo teria sido facilitado pela crescente participação alemã no comércio exterior brasileiro no período de 1934 a 1938, concomitantemente com a queda da presença americana e inglesa no comércio com o país.
Quanto as questões regionais, vale ressaltar uma significativa melhora nas relações entre o Brasil e a Argentina durante os sete primeiros anos do governo varguista.
Na questão comercial o ministério das relações exteriores implementou uma política de incremento das exportações nacionais, objetivando reverter os efeitos negativos da crise de 1929 sobre as exportações nacionais, destacando a valorização de acordor comerciais orientados pela cláusula de “Nação mais favorecida”.

3º ano - A Segunda República -Texto 1 - 2º bimestre 3º ano


O governo provisório instalado no Brasil, em novembro de 1930, não teve problemas para ser reconhecido internacionalmente. A relação com os EUA não foram afetadas na sua essência, apesar do constrangimento inicial. O Novo chanceler, Afrânio de Melo Franco, ficou no posto até 1933 e não promoveu significativas alterações de rumos na política exterior que o Brasil vinha desenvolvendo.
Na historiografia é de certo modo consensual que o Brasil fez “jogo duplo” em relação aos EUA e a Alemanha. Tal jogo teria sido facilitado pela crescente participação alemã no comércio exterior brasileiro no período de 1934 a 1938, concomitantemente com a queda da presença americana e inglesa no comércio com o país.
Quanto as questões regionais, vale ressaltar uma significativa melhora nas relações entre o Brasil e a Argentina durante os sete primeiros anos do governo varguista.
Na questão comercial o ministério das relações exteriores implementou uma política de incremento das exportações nacionais, objetivando reverter os efeitos negativos da crise de 1929 sobre as exportações nacionais, destacando a valorização de acordor comerciais orientados pela cláusula de “Nação mais favorecida”.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Aluno nota 10!!!!!!

Para a galera que gosta de física e matemática ou que tem certa dificuldade nessas disciplinas eu indico esse site que se transforma em um verdadeiro professor particular. È muito show.
Em breve outras dicas e indicações para que vocês possam se tornar alunos nota 10!!!!
Abraço
Arão

http://professorglobal.cbpf.br:8080/maplenet/pglobal/

sábado, 10 de abril de 2010

Dicas que valem ouro!!!!!!

O Bom resultado em uma prova depende da qualidade e da dedicação dispensada ao estudo. Entretanto, o momento da avaliação traz certa carga de tensão, que pode atrapalhar até mesmo o aluno mais bem preparado. Desejando o sucesso de todos postarei alguns "conselhos" com o objetivo de tornar o momento da avaliação uma experiência gratificante e recompensadora.

1- Você estudou, logo, está preparado para resolver todas as questões, mesmo que no primeiro momento ache o contrário.
2- Não tenha pressa de sair e não se importe com a pressa dos demais.
3- Se um colega ao sair te avisar que está te esperando "lá embaixo", dispense-o para que este fato não te apresse e contribua para tirar a sua concentração.
4- Utiliza todo o tempo da prova, isso é um direito seu. Não se esqueça: se no mercado tempo é dinheiro, na prova tempo é nota.
5- CUIDADO com as seguintes palavras: Exceto, Não, Incorreto. Muitos alunos erram questões, cujos assuntos dominam, por não observar os enunciados com cuidado.
6-Se uma questão está aparentando grande Dificuldade e aparentemente não és capaz de resolve-la, passe adiante. Ao ler toda a prova, provavelmente uma outra informação ativará sua memória e serás capaz de resolver a questão anterior.
7- Leia com atençao o texto que acompanha as questões, pois elas podem te fornecer dados importantes para pensares tanto a questão em tela, como as demais.
8- Anter se entregar a avaliação, revise-a, revise-a. Tempo é nota. gaste todo o tempo que tiveres.
9- Você estudou, vc é capaz!!

Boa avaliação a todos e muitas notas "10"

Abraço

Arão

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Feudalismo europeu - 1º ano -Texto 1


Texto complementar 1 ( feudalismo )1º ano ensino médio RELAÇÃO SOCIAL FUNDAMENTAL - servos eram subordinados aos senhores. Estes eram donos da terra e ofereciam aos servos proteção e o direito de utilização de seu solo em troca de trabalho. Parte da produção era destinada à subsistência dos servos; outra parte, a maior, era possuída pelos senhores. DESCENTRALIZAÇÃO POLÍTICA - na Idade Média, não existiam países como nós conhecemos hoje (Inglaterra, França, Brasil). Havia feudos, porções de terra sobre as quais os senhores tinham posse e poder político. Os senhores não eram só donos dos feudos eram também seus governantes. VASSALAGEM - os senhores feudais ou nobres mantinham entre si relações de fidelidade, visando a proteção mútua. O vassalo, que era um nobre, jurava fidelidade e dar apoio ao suserano, nobre de maior importância e em situação superior. MÍNIMO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - praticamente não havia comércio; a produção era destinada a abastecer o próprio feudo ("economia de subsistência") MORTE DAS CIDADES - na Idade Média, as cidades quase desapareceram e a maioria da população vivia no campo e se dedicava à agricultura e à pecuária. Em resumo, o feudalismo, sistema político, econômico e social que se consolidou por volta do século IX d.C., caracterizou-se como um modo de produção definido pelo regime da servidão: "uma obrigação imposta ao produtor pela força e independentemente de sua vontade, para que satisfaça a certas exigências econômicas de um senhor, quer tais exigências tomem a forma de serviços a prestar, ou taxas a pagar em dinheiro, ou artigos em trabalho ou presentes para a despesa do senhor" (Maurice Dobb, in "Evolução do Capitalismo".). Após séculos de absoluta pobreza (a chamada Alta Idade Média que se estendeu dos séculos V ao IX), a Europa feudal conheceu a "Revolução Tecnológica do Século X": o aprimoramento das técnicas de produção, tais como o surgimento da ferradura, a invenção do arado pesado, o atrelamento do cavalo pelo dorso e não pelo pescoço e, no trabalho agrícola, a transição da rotação bienal para a trienal, aumentando a produção de gêneros alimentícios. Essas inovações técnicas, que propiciaram uma melhor alimentação para o homem feudal, aliadas à "Paz de Deus", pela qual a Igreja Católica conseguiu pacificar relativamente a Europa Ocidental, geraram a explosão demográfica do século XI, quando se estima que a população aumentou de 20 milhões para 60 milhões de habitantes. Esse brutal surto populacional, ocorrendo num continente de horizontes geográficos limitados, causou uma severa crise: O cruzadismo, a "Guerra da Reconquista" e o avanço germânico em direção ao leste europeu fizeram o homem europeu, até então confinado aos seus feudos, ampliar seus espaços e horizontes, físicos e também culturais. Como conseqüência, surgiria o "comércio à longa distância", fator responsável pelo colapso da estrutura feudal. De fato, ao longo do período compreendido entre os séculos VI e XII, a Europa só conhecera o comércio à curta distância, no qual não existe a relação entre abundância e escassez. Noutros termos: duas regiões próximas entre si apresentam os mesmos característicos climáticos, geológicos, topográficos e tecnológicos. Dessa maneira, o produto que é abundante numa determinada região, também o é numa área próxima. Isso faz com que as trocas não valham a pena, em termos pecuniários. Exemplifiquemos: se uma região "A" produz laranjas, nas cercanias, também existirão laranjais. Assim, toda e qualquer troca será entre gêneros semelhantes. A partir do momento em que, o homem europeu entrou em contato com o Oriente e com áreas distantes de sua terra natal, surgiu o comerciante: o indivíduo que percebeu que um produto abundante, e portanto barato, numa determinada zona, se transportado para uma área distante, onde esse gênero fosse raro e, por conseguinte, caro, essa locomoção traria lucro. Nesse momento, tinha origem o capital comercial. Esse capital comercial seria importante para romper lentamente com a hegemonia agrícola, que passaria a concorrer com a nova atividade econômica. O comércio, atividade predominantemente urbana, proporcionaria uma nova dinâmica e contribuiria para a crise do sistema Feudal.

Texto I - A Revolução Mexicana e a Independência cubana - 2º ano


Revolução Mexicana e Cubana Dos antecedentes à revolução Um dos aspectos que mais chama a nossa atenção no estudo da Revolução Mexicana é a carência de idéias. De construções ideológicas que aparelhassem os revolucionários na conquista do poder. Quando a Revolução eclode, entre 1910-11, observa-se que seus argumentos ideológicos expostos pelos militantes antiporfiristas são extraídos do liberalismo burguês: alternância do poder, rotatividade no executivo, eleições periódicas e honestas, legislativo autêntico e judiciário independente. Este programa (que foi esboçado pelo Plano de San Luís de Potosi, outubro de 1910) convivia desconfortavelmente com outro, emergido das bases camponesas, e expressadas principalmente por Zapata que exigia uma reforma agrária que restaurasse ao ejidos. Desgraçadamente faltou para as lideranças camponesas um instrumental ideológico que ultrapassasse a simples luta pela terra e se configurasse numa luta pelo poder político. Assim a Revolução Mexicana é fruto de uma dupla revolução: uma revolução das elites dissidentes, marginalizadas pelo sufocante aparelho porfirista e que reivindicam sua participação no poder por meio da ideologia liberal clássica. E outra, mais profunda, vinculada ao passado de humilhações que a massa camponesa de sangue indígena sofreu e que aproveitou o conflito entre as oligarquias para apresentar seu projeto social: fim dos guachupines e retorno ao ejido. Não é um projeto anticapitalista, mas sim antifeudal. Contrapõe o poder do haciendado ao poder dos comuneros organizados nos pueblos e ejidos. O despreparo político dos líderes camponeses, Villa e Zapata os impossibilitou do exercício do poder. Seus vínculos estreitamente regionais, Villa no Norte e Zapata em Morellos no Sul, foram enormes obstáculos para a unidade política da Revolução. Ao mesmo tempo em que eles eram frutos do atraso social do povo mexicano na sua totalidade. Os camponeses não conseguiram formar seu próprio e adequado instrumental ideológico colocando-se à mercê da nova burguesia que emergiu da Revolução. O porfiriato 1876 - 1911 Na transição do século XIX para o século XX, o regime do Gen. Porfírio Díaz começou a agonizar. Mas o que era esse regime, o que representa o porfiriato? Díaz assumiu o poder em nome da plataforma do regime liberal que implicava a política de laicização do Estado e na aplicação de moderadas reformas políticas. Na prática, o regime implantou o imobilismo político. Socialmente: o porfiriato foi produto do latifúndio mexicano. As grandes haciendas perfaziam mais ou menos oito mil se encontravam nas mãos de uma aristocracia agrária de origem espanhola (os guachupines) não miscigenada, que perfazia menos de 3% das famílias mexicanas. Quer dizer, 3% da população detinham o controle das melhores terras do país. Numa escala intermediária vinham os ranchos, ocupados por pequenos proprietários de origem mestiça, e, por fim, os ejidos; reminiscência dos tempos astecas que reunia a população indígena. 95% dos camponeses mexicanos eram despidos de qualquer tipo de propriedade. Se o campo se encontrava nas mãos da aristocracia rural, as minas, o comércio, os bancos e as poucas indústrias eram concessões dadas ao capital estrangeiro, principalmente americano. Assim, o porfiriato era resultado político do pacto social entre os latifundiários e o capital estrangeiro, de resto pacto característico da América Latina em sua forma geral. O Poder político: Este pacto social, que tem a sua cabeça política na figura de Porfírio Díaz, foi o avalista da "paz social" e interclassista que assegurava o domínio dos haciendados sobre a população camponesa. Díaz impôs a "pax porfirista" entre os inúmeros "caciques" agrários ao mesmo tempo que reprimia ferozmente a marginalidade social imposta pelo seu sistema. Para evitar as rixas interclassistas, apoiava-se no Exército que cumulava de favores e sobre o qual exerceu até o fim o mais absoluto controle, o que lhe permitia realizar intervenções nas províncias quando necessário. Se o exército era o instrumento na luta contra os particularismos oligárquicos, a política rural ("los rurales") era a manifestação da autoridade central sobre a população camponesa e sobre o lumpesinato rural, autoridade que se manifestava apelando para a "lei fuga" que os autorizava a praticar execuções sumárias. O Estado: Este Estado porfirista era administrado por uma burocracia civil-militar que se inspirava no positivismo europeu, os chamados "científicos" que acreditam poder regenciar a sociedade de maneira autoritária, de cima para baixo. Os "científicos" eram os cultores da ideologia do "Progresso", similar à dos nossos republicanos positivistas ("Ordem e Progresso") e que manifestavam uma feroz ojeriza ao povo. Enquanto o Estado era pois orientado por regras e instruções assentadas na "ciência", o povo era doutrinado pela conservadora Igreja Católica. A Igreja: A Igreja mexicana sempre desempenhou um papel político importante na História do país. Não devemos esquecer que os dois primeiros combatentes pela independência mexicana, Hidalgo e Morelos eram padres. No entanto, esse poder foi afetado na chamada Era das Reformas (1854 - 76) quando a Igreja perdeu parte considerável do poder, principalmente pela adoção da política dos liberais que lhes confiscaram as terras. No entanto ela continuava tendo o monopólio da educação e da vida cultural de uma forma geral. Essa Igreja era extremamente orgulhosa de seu passado, e o alto clero considerava o seu papel fundamental na manutenção do império espanhol e o responsável principal pelo conformismo popular para com a dominação aristocrática. A eclosão da revolução Em 1908, Díaz deu uma entrevista dizendo-se cansado de exercer o poder insinuando a possibilidade da alternância no poder. Foi o que bastou para Francisco Madero, um rico fazendeiro nortista lançar-se como candidato sob a plataforma antireeleicionista (maio de 1909). A recepção a esta candidatura é enorme, empolgando Madero e seus seguidores. Foi o que bastou para os científicos pressionarem Díaz a seguir no poder. Madero e Roque Estarada foram aprisionados um pouco antes das eleições. Em junho, Díaz vence novamente para exercer mais um mandato. Tornou-se claro para os dissidentes mexicanos que Díaz só seria apeado do poder à força (algo como a nossa rev. de 1930). Posto em liberdade, Madero seguiu para os EUA onde começou a juntar forças para a insurreição. O contato com Pancho Villa tem sucesso e ele juntamente com Pascoal Orozco, tomam a cidade fronteiriça de Juarez. Quinze dias depois, em 25 de maio de 1911, Díaz embarca para o exílio depois de maderistas e federais assinarem a paz. Madero entra triunfante na Cidade do México e é eleito Presidente em outubro de 1911. A rebelião teve sucesso porque os federais foram obrigados a dividir suas forças. Enquanto Villa e Orozco rebelavam o norte, um camponês do estado sulista de Morellos iniciava a insurreição dos pueblos, Emiliano Zapata. O choque entre Madero e Zapata Aqui vamos encontrar a primeira desavença entre as forças revolucionárias. O conflito entre o liberalismo e as demandas sociais. Madero acreditava que os objetivos da revolução já tinham sido atingidos, pois o México passaria a contar com instituições democráticas que poderiam atender os desejos reformistas da sociedade, principalmente do camponês. Para tanto recomendava a desmobilização das forças revolucionárias. O mesmo não pensava Zapata que não acreditava na possibilidade de se fazer reforma agrária sem estar-se em posse de armas. Este atrito, somado à rebelião de Pascoal Orozco no Norte, colocou Madero na dependência da camarilha militar porfirista não depurada pela revolução. Basicamente na clique chefiada pelo gen. Huerta. A deposição de Madero Aproveitando a debilidade e insegurança do regime de Madero, a contra-revolução lançou-se ao golpe. O Gen. Felix Díaz pega em armas contra o governo. O contestável do regime Maderista, o gen. Huerta, depois de dez dias de combate na capital, entrou num acordo com o gen. Rebelado. Este acordo foi realizado na embaixada americana (Pacto da Embaixada) sob tutela do diplomata Henry Lane Wilson. Huerta formaria um novo governo, provisório, enquanto Díaz se desmobilizaria. Madero seria afastado do poder, (o que foi feito em 9 de fevereiro de 1913). Huerta aproveitou e ordenou o assassinato de Madero e seu vice, Pino Suarez (22 de fevereiro). O governo de Huerta Para a maior parte dos revolucionários, com exceção de Orozco, a restauração do porfirísmo pelo gen. Huerta era intolerável. O Governador nortista Carranza, não reconheceu o novo governo e deu início à mobilização contra Huerta. O mesmo fez Villa no Norte onde reativa a sua célebre "Divisão del Norte" e Zapata no sul com seus índios. Forma-se o exército constitucional que visa reestabelecer o maderismo, sob liderança de Venustiano Carranza (Pacto de Torreón). Simultaneamente à revolução generalizada contra seu governo, Huerta ainda conhece a humilhação de uma ocupação americana do porto de Vera Cruz. Sem condições para resistir, Huerta renuncia em junho de 1914. Constitucionalistas contra os camponeses Novamente o confronto de Zapata e Madero se repete. Agora é Carranza que se vê em dificuldades em aceitar as propostas camponesas. Mesmo assim é obrigado a enviar à Convenção um decreto de reforma agrária. Apesar do acordo entre Villa e Zapata (Pacto de Xoximilco) não conseguem coordenar uma ação em conjunto. Carranza reorganiza as forças militares e derrota Villa e Zapata, ao mesmo tempo que estabelece a pena de morte contra trabalhadores grevistas (1915/06). O fim das lideranças camponesas Depois de serem derrotados pelos federales sob o comando de Alvaro Obregón, vilistas e zapatistas entram em decomposição. Mal conseguiam manter suas lideranças em seu último reduto (Villa em Sonora e Zapata em Morellos). Carranza procurou neutralizar essas poderosas lideranças, ordenando o assassinato de Zapata (que foi feito em Chinameca em 1919) e o acomodamento de Villa, que recebeu uma respeitável fazenda (sendo assassinado posteriormente, em 1923 provavelmente a mando de Calles). Mas os constitucionais compreendem perfeitamente que não poderiam desconhecer a questão agrária que estava no fundo da luta revolucionária. Os latifúndios foram limitados e a terra começou a ser entregue às comunidades camponesas. A classe operária Se os camponeses tiveram um presença constante na Revolução, os operários quase que primaram pela ausência. A classe operária sem tradição de luta e numericamente esquálida, submetida a uma liderança arrivista, terminou seguindo os vitoriosos. A presença organizada teve seu início em 1912 com a fundação da COM (Casa del Obrero Mundial) que foi invadida por Huerta e perseguida por Carranza. Finalmente os trabalhadores se colocaram ao lado do duonvirado? (Obregón-Calles) que governará o país de 1920 até 1934. Tendo sido reconhecido seu direito de formar sindicatos (de fato atrelados ao Estado e ao Partido governista). A constituição de 1917 Após a neutralização das lideranças camponesas e da oligarquia, Carranza encontrou as condições para a aprovação de uma nova constituição que se tornou o documento máximo da Revolução de 1910. Foi considerada como uma das mais modernas e liberais Cartas Magnas da América Latina. Interessa-nos particularmente os artigos 30, 27, 123 e 130 que no seu conjunto estabelecem: o ensino laico, ao encargo do estado preservando-se ainda um setor privado a expropriação de terras não cultivadas em favor dos ranchos e dos ejidos fixava as relações entre Capital e Trabalho, como por exemplo, a jornada de 8 horas, regulamentação do trabalho do menor e da mulher, salários iguais para tarefas iguais, direito de greve, organização sindical, justiça do trabalho para arbitrar os conflitos entre o Capital e o Trabalho restringiu o poder da Igreja. O casamento civil foi tornado obrigatório e o único válido secularização do clero, transformando os padres em trabalhadores comuns Esta constituição foi juridicamente uma obra de síntese entre a grande tradição liberal (separação da Igreja e do Estado, laicização do Estado) e a emergência do estado populista (o estado regulador dos conflitos ao mesmo tempo paternalista para com os assalariados). A estabilização da revolução Obragón-Calles Como assassinato de Carranza em 1920, o poder refluiu para dois caciques militares que haviam sido os bastiões do constitucionalismo, os generais Obregón e Calles. No período que se segue houve uma momentânea atomização do poder com a emergência de caudilhos militares provinciais. Em sua luta contra Villa e Zapata, Carranza foi obrigado a ceder poderes a chefes federais que atuavam com independência do poder central, apesar de formalmente se proclamarem fiéis à unidade e ao constitucionalismo. A oportunidade para reunificar o país e implantar a centralização revolucionária surgiu quando ocorreu a rebelião do caudilho militar De la Huerta. O fracasso da rebelião serviu de pretexto para que o duunvirato exterminasse fisicamente toda a alta hierarquia militar do exército mexicano (1923). Eliminou-se, assim, um foco de ambição e de instabilidade que as camarilhas militares tanto produzem na história da América Latina. Os cristeros: Depois da sufocação do de la huertismo, Calles atacou de rijo a Igreja. Apesar das determinações de secularizar o clero e a educação, estas determinações de fato não estavam sendo obedecidas. Aproveitando-se de um incidente com o clero, Calles declarou guerra à Igreja. O conflito entre a Igreja e o Estado transformou-se num enfrentamento armado com a rebelião dos cristeros, fiéis defensores do clero católico que se estendeu por três anos (1926 - 9), até seu esmagamento pelas forças do Estado. Os bastiões do novo regime Sociedade: Emergiu com a revolução uma nova burguesia, que se apropriou das terras e que iniciou um processo de integração capitalista mais acelerado no país. A aristocracia fundiária havia sido ferida de morte. Com esta burguesia, apoiando-a, sedimentou-se a classe média rural (em torno dos ranchos) e os índios proprietários dos ejidos (que chegam a 53% das terras). Os trabalhadores, organizados em sindicatos atrelados ao partido e aos Estado formam com os outros setores um pacto social de longa duração (nova burguesia, classe média rural, comuneros e trabalhadores). Politicamente: O poder central se estrutura graças ao controle que o partido da revolução (hoje, PRI) proporciona. O PRI controla os sindicatos patronais e trabalhistas, bem como o acesso aos cargos públicos. As eleições são uma manobra rotineira apenas para legitimar os acordos previamente estabelecidos pelos caciques do PRI. Este partido tem mostrado flexibilidade bastante para conviver tanto com a política reformista e nacionalista de Lázaro Candenas, como com a política reacionária de Alemán ou Vicente Lopes Mateo. Talvez é esta flexibilidade que explique a longa durabilidade deste regime, o mais estável da América Latina. A revolução cubana do século xix O primeiro movimento de independência de Cuba, a chamada Grande Guerra registrou-se entre 1868 e 1878, conduzido por Carlo Manoel Céspedes, um latifundiário educado na europa, que defendia os princípios liberais do Iluminismo. Em 10 de outubro de 1868, a partir de seu engenho de açúcar, à frente de duzentos homens, Céspedes levantou-se contra o governo espanhol, proclamando a independência de Cuba. Entre as primeiras providências de seu governo, proclamou a liberdade de todos os escravos que se unissem ao exército revolucionário. Essa medida teve como resultado imediato o aumento do seu efetivo para doze mil homens, e a oposição dos demais latifundiários, que se viram privados, por esse meio, de sua mão-de-obra. Enquanto isso, a Espanha ampliava o seu contingente militar na ilha, e Céspedes era deposto em 1873. A resistência, entretanto, prolongou-se até 1878, quando as tropas espanholas retomaram o controle da ilha. Nesse meio tempo, surgiu um novo líder revolucionário: José Martí. Detido aos 16 anos de idade por ter fundado um jornal revolucionário (o La Patria Libre), foi condenado a trabalhos forçados e depois deportado para a Espanha. Livre, viveu no México, na Venezuela e nos Estados Unidos, onde passou a articular uma nova revolução para a independência de Cuba. Em 1892 fundou o Partido Revolucionário Cubano, em busca de recursos para o seu projeto. Desse modo, em 1895 desembarcou em Cuba, dando início a uma nova guerra de independência, na qual pereceu, um mês após iniciado o conflito. Entretanto, mesmo após a sua morte, os combates prosseguiram até1898, quando, com a entrada dos Estados Unidos no conflito, a luta pela independência foi abortada e Cuba passou a ser colônia dos EUA. Em1898, o USS Maine, um navio de guerra norte-americano ancorado em Havana, repentinamente explodiu. Sem que se soubesse de imediato qual foi a causa, a imprensa e o governo dos Estados Unidos culparam a Espanha. Sob o pretexto da explosão do navio, foi desatada uma guerra contra a Espanha. O presidente William McKinley Jr assinou a Resolução Conjunta em 20 de abril de 1898: declarava: … que o povo de Cuba é e por direito deve ser livre e independente, … que os Estados Unidos por intermédio da presente declaram não ter vontade nem intenção de exercer soberania, jurisdição ou domínio sobre esta Ilha, exceto para sua pacificação, e assevera sua determinação, quando a mesma seja atingida, de entregar o governo e o domínio da Ilha a seu povo. A Resolução Conjunta autorizou o presidente a usar a força para eliminar o governo espanhol em Cuba. Assim, os Estados Unidos declararam guerra contra a Espanha, passando a atacar territórios espanhóis quer no Caribe quer no Pacífico , invadindo-os. Derrotados, os espanhóis retiraram-se e Cuba assinou com os Estados Unidos o Tratado de Paris que põe fim a dominação espanhola na ilha, que se tornou um protetorado americano, sendo nomeado um Governador-Geral pelos EUA, o General norte-americano John Brooke. O governo estadunidense começou a criar propostas econômicas que beneficiavam apenas aos EUA, como por exemplo, todos os produtos que Cuba produzia eram exportados apenas para os Estados Unidos, a preços baixíssimos, que os revendia por preços maiores. Cuba permaneceu ocupada pelos Estados Unidos até 1902, sendo liberada depois da aprovação de uma emenda à constituição cubana que dava o direito, aos Estados Unidos, de invadir Cuba a qualquer momento em que os interesses econômicos dos Estados Unidosfossem ameaçados. A chamada Emenda Platt permaneceu mantendo Cuba um protetorado estado-unidense até 1933. Neste ano, um golpe militar encabeçado pelo sargento estenógrafo Fulgêncio Batista derrubou a ditadura de Gerardo Machado. Fulgêncio Batista era mulato e pela primeira vez na história cubana os afro-descendentes chegavam ao poder. Ao se tornar chefe do exército, Batista dominou a situação usando uma orientação (segundo alguns) socialista, portanto oposta às ingerências norte-americanas.

Funding Loan e a 1º República - Texto 1 - 3º ano


Proclamada a República, apenas o Exército, entre os grupos que lideraram o movimento, estava aparelhado para exercer o poder, e o fez até que as oligarquias cafeeiras reunissem condições para assumir diretamente o governo federal. O “desmantelamento das instituições imperiais deixava um vazio que, de imediato, só poderia ter sido preenchido, como foi, pela grande estrutura burocrática nacional que se deslocava do Estado imperial: as forças armadas. (...) desde o governo provisório, a questão fundamental que se colocava era a de saber quem substituiria, de fato, como força organizada, o Poder Moderador, ou seja, como se definiriam as regras do novo establishment”1. A disputa entre cafeicultores e Exército, aliados na Proclamação da República, em torno da definição das novas regras do regime, dominou os dois primeiros governos militares, chefiados por Deodoro da Fonseca (1889-1891). O confronto estava centrado na oposição entre a autonomia regional desejada pelas oligarquias estaduais e o projeto centralizador dos militares. Projeto que encontrava na existência de um núcleo civil coeso, o Partido Republicano Paulista (PRP), representando os interesses dos cafeicultores, um obstáculo importante para sua implementação. As duas rebeliões que eclodiram durante o governo de Floriano representavam de maneira emblemática as dificuldades em estabelecer as novas bases de exercício da dominação. A Revolta Federalista resultou das dissidências oligárquicas no Rio Grande do Sul. A disputa pela hegemonia no estado entre o grupo de Júlio de Castilhos e o chefiado por Silveira Martins havia sido resolvida pelo apoio dado ao primeiro por Floriano, restando aos federalistas a opção da luta armada. De fevereiro de 1893 a agosto de 1895 os dois grupos enfrentaram-se, com a vitória dos castilhistas apoiados pelo governo federal. Sem um sistema de regras definidas que sustentasse o regime oligárquico, as lutas entre as facções que disputavam a hegemonia estadual eram resolvidas pela intervenção do governo federal e facilmente podiam degenerar em confronto armado. Já a Revolta da Armada (1893) foi fruto das tensões entre Marinha e Exército que tiveram início ainda no governo de Deodoro. A oficialidade da Marinha havia sido uma das principais responsáveis pela queda do primeiro presidente, antes do término de seu mandato. Não conquistou, entretanto, participação significativa no governo de seu sucessor, acusado por essa mesma oficialidade de comportamento ditatorial. Após tentativa fracassada de unir esforços com os rebeldes gaúchos a revolta foi reprimida pelo governo. As profundas crises dos primeiros anos da República só seriam superadas com o afastamento definitivo dos militares e a instauração de um regime exclusivamente oligárquico, cujas regras seriam definidas no governo de Campos Sales (1898-1902), no que ficou conhecido como política dos governadores. Economia Os primeiros anos da República foram de crise econômica gerada pelo desequilíbrio entre exportação e importação, pelo peso da dívida externa e pela retração do capital estrangeiro. Para combatê-la foram adotadas uma série de medidas de contenção, por meio das quais se procurava reduzir o déficit orçamentário e controlar a oferta de moeda. Em relação à dívida externa, Prudente de Morais firmou, com os credores, em 1898, um acordo que seria implementado por seu sucessor, Campos Sales. O chamado Funding Loan estipulava que o pagamento de todos os empréstimos externos anteriormente contraídos pelo governo federal seria efetuado até junho de 1901, com novos títulos de dívida que teriam treze anos para serem resgatados. Em troca desse rolamento da dívida, os banqueiros exigiam o saneamento da economia do país. Campos Sales comprometeu-se a queimar papel-moeda na quantidade equivalente aos títulos da dívida depositados em Londres, para provocar a queda da inflação. Além disso, seu ministro da Fazenda, Joaquim Murtinho, promoveu uma política de contenção de gastos e redução do déficit público, que consistiu no aumento de impostos, paralisação dos investimentos em obras públicas, congelamento de salários, etc. Em conseqüência houve significativa elevação da taxa cambial, justamente no momento em que os preços do café caíam no mercado internacional. Para convencer os banqueiros o governo colocou sobre penhora a renda da alfândega do Rio de Janeiro.

Texto II - Renascimento Cultural - 1º ano



O Renascimento Cultural
Renascimento é o nome que se dá a um grande movimento de mudanças culturais, que atingiu as camadas urbanas da Europa Ocidental entre os séculos XIV e XVI, caracterizado pela retomada dos valores da cultura greco-romana, ou seja, da cultura clássica. Esse momento é considerado como um importante período de transição envolvendo as estruturas feudo capitalistas.
As bases desse movimento eram proporcionadas por uma corrente filosófica reinante, o humanismo, que descartava a escolástica medieval, até então predominante, e propunha o retorno às virtudes da antiguidade. Platão, Aristóteles, Virgílio, Sêneca e outros autores greco-romanos começam a ser traduzidos e rapidamente difundidos.
O movimento renascentista envolveu uma nova sociedade e portanto novas relações sociais em seu cotidiano. A vida urbana passou a implicar um novo comportamento, pois o trabalho, a diversão, o tipo de moradia, os encontros nas ruas, implicavam por si só um novo comportamento dos homens. Isso significa que o Renascimento não foi um movimento de alguns artistas, mas uma nova concepção de vida adotada por uma parcela da sociedade, e que será exaltada e difundida nas obras de arte.
Apesar de recuperar os valores da cultura clássica, o Renascimento não foi uma cópia, pois utilizava-se dos mesmos conceitos, porém aplicados de uma nova maneira à uma nova realidade. Assim como os gregos, os homens "modernos" valorizaram o antropocentrismo: "O homem é a medida de todas as coisas"; o entendimento do mundo passava a ser feito a partir da importância do ser humano, o trabalho, as guerras, as transformações, os amores, as contradições humanas tornaram-se objetos de preocupação, compreendidos como produto da ação do homem.
Uma outra característica marcante foi o racionalismo, isto é, a convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem e pela ciência, a recusa em acreditar em qualquer coisa que não tenha sido provada; dessa maneira o experimentalismo, a ciência, conheceram grande desenvolvimento. O individualismo também foi um dos valores renascentistas e refletiu a emergência da burguesia e de novas relações de trabalho. A idéia de que cada um é responsável pela condução de sua vida, a possibilidade de fazer opções e de manifestar-se sobre diversos assuntos acentuaram gradualmente o individualismo. É importante percebermos que essa característica não implica o isolamento do homem, que continua a viver em sociedade, em relação direta com outros homens, mas na possibilidade que cada um tem de tomar decisões.
Foi acentuada a importância do estudo da natureza; o naturalismo aguçou o espírito de observação do homem. O hedonismo representou o "culto ao prazer", ou seja, a idéia de que o homem pode produzir o belo, pode gerar uma obra apenas pelo prazer que isso possa lhe proporcionar, rompendo com o pragmatismo.
O Universalismo foi uma das principais características do Renascimento e considera que o homem deve desenvolver todas as áreas do saber; podemos dizer que Leonardo da Vinci é o principal modelo de "homem universal", matemático, físico, pintor e escultor, estudou inclusive aspectos da biologia humana.
ITÁLIA: O Berço do Renascimento

Esse é uma expressão muito utilizada, apesar de a Itália ainda não existir como nação. A região italiana estava dividida e as cidades possuíam soberania. Na verdade o Renascimento desenvolveu-se em algumas cidades italianas, principalmente aqueles ligadas ao comércio.
Desde o século XIII, com a reabertura do Mediterrâneo, o comércio de várias cidades italianas com o oriente intensificou-se , possibilitando importantes transformações, como a formação de uma camada burguesa enriquecida e que necessitava de reconhecimento social. O comércio comandado pela burguesia foi responsável pelo desenvolvimento urbano, e nesse sentido, responsável por um novo modelo de vida, com novas relações sociais onde os homens encontram-se mais próximos uns dos outros. Dessa forma podemos dizer que a nova mentalidade da população urbana representa a essência dessas mudanças e possibilitará a Produção Renascentista.
Podemos considerar ainda como fatores que promoveram o renascimento italiano, a existência de diversas obras clássicas na região, assim como a influência dos "sábios bizantinos", homens oriundos principalmente de Constantinopla, conhecedores da língua grega e muitas vezes de obras clássicas.

Texto II - Unificação Italiana e Alemã - 2º ano



As unificações italiana e alemã alteraram profundamente o quadro político da Europa no século XIX, rearticulando um equilíbrio de forças que resultaria na I Guerra Mundial (1914 - 1918). Na base desses processos estavam os movimentos liberais, acentuadamente nacionalistas nestes países. No mesmo contexto, de consolidação dos Estados Nacionais, insere-se a Guerra de Secessão nos EUA.
Após o Congresso de Viena, a Itália ficou sob tutela do Império Austríaco, dividida em sete Estados: ao norte, Reino do Piemonte-Sardenha; Parma; Módena e Toscana; Reino Lombardo-Veneziano; ao centro, o Estado Pontifício, sob domínio do papa; e ao sul, Reino das Duas Sicílias.
Em 1848, o rei Carlos Alberto do Piemonte Sardenha tentou a unificação e declarou guerra à Áustria. O movimento Jovem Itália estimulava o nacionalismo, completado pelo Risorgimento; a finalidade era reviver o espírito da Renascença e do Império Romano. Vencido, o rei deixou o trono para seu filho Vítor Emanuel II. Outras rebeliões foram sufocadas, mas o ideal de unificação continuou mais forte que nunca.
Em 1852, o ministro Cavour, do Piemonte, tomou a seu cargo a unificação; queria fazê-la por intermédio da casa de Savóia, mas precisava de aliado forte para expulsar os austríacos. Por isso, enviou tropas italianas à Guerra da Criméia, que opunha Rússia contra França e Inglaterra (1854 1856); ganhou o direito de tomar parte no Congresso de Paris, onde se discutiu o problema da unificação italiana.
Em 1859, Cavour e Napoleão III se encontra ram secretamente e fizeram um acordo: Napoleão apoiaria o Piemonte contra a Áustria e receberia os condados da Savóia e de Nice; o Piemonte recebe ria a Lombardia-Veneza, pertencente à Áustria. A guerra começou. Franceses e sardo-piemonteses tiveram vitórias na Lombardia, mas a mobilização da Prússia e a reação dos católicos franceses amedrontaram Napoleão, que assinou a paz com a Áustria. O Piemonte recebeu a Lombardia, mas a Áustria conservou Veneza. Nesse tratado ficou combinada a formação de uma confederação dos Estados italianos sob a presidência do papa, o que contrariava os objetivos de Cavour.
As campanhas militares de 1859 repercutiram em toda a Itália. Toscana, Parma, Módena e Romagna, Estados pertencentes ao papa, se revoltaram, querendo unir-se ao Piemonte. Napoleão III concordou, desde que a França recebesse Savóia e Nice. Os dois condados, em plebiscito em 1860, aprovaram a passagem para a França quase por unanimidade. Com a conivência de Cavour, Garibaldi e alguns voluntários se apossaram da Sicília e, na volta, passaram por Nápoles e puseram em fuga orei Francisco II. As tropas do Piemonte invadiram os Estados papais, únicos do centro da Itália ainda não integrados.
Garibaldi, republicano, opunha-se à casa de Savóia; pois daria ao país um regime monárquico. Para não atrapalhar a unificação, afastou-se da vida pública temporariamente. Quando Cavour morreu em 1861, o Piemonte j á dominava quase toda a Itália. Vítor Emanuel II declarou-se rei e transferiu a capital para Florença. Para completar a unificação, faltava só a adesão dos restantes Estados papéis e de Veneza.
A conquista de Veneza foi possível graças à guerra entre Áustria e Prússia, à qual os italianos se aliaram. Vencida, a Áustria pediu o arbitramento de Napoleão III. Veneza passou à Itália após um plebiscito. A Áustria ainda conservaria Trento e Trieste até a I Guerra Mundial.
O problema com os Estados papais era mais difícil: Roma sempre havia sido capital da Itália. Mas o papa se recusava a entregar a cidade, garantia da independência da Igreja, e também a reconhecer a autoridade de Vítor Emanuel II. Garibaldi tentou tomar Roma, mas Napoleão III enviou uma guarnição para proteger o papa: tomar Roma pela força equivaleria a declarar guerra à França. Mas em 1870, os prussianos invadiram e venceram a França; os italianos então tomaram Roma e ocuparam o resto dos Estados pontifícios. Em 1871, Vítor Emanuel ofereceu ao papa as leis de garantia, mas Pio IX considerou-se prisioneiro no Vaticano e recusou qualquer conciliação. A questão romana só se resolveu em 1929 pelo Tratado de Latrão entre Mussolini e Pio XI, que criou o Estado do Vaticano, com quase cinco quilômetros quadrados de superfície.

O Caso Alemão

O principal fator da unificação alemã foi o desenvolvimento econômico e social dos Estados germânicos, especialmente da Prússia. A Áustria, que havia impedido a unificação tentada pela Prússia em 1850, não conseguiu impedir o progresso de seus Estados, alcançado graças ao Zollverein, a liga aduaneira adotada em 1834. De 1860 a 1870, distritos industriais e centros urbanos surgiram em várias regiões; as estradas de ferro passaram de 2 000 para 11000 quilômetros; as minas de carvão e ferro permitiram o cresci mento das indústrias siderúrgicas, metalúrgicas e mecânicas. Formava-se o complexo industrial alemão. Percebendo a ameaça a seu poder, a Áustria tentou em vão fazer parte do Zollverein.
Na Prússia, a burguesia tentou controlar as despesas reais, criando um conflito político que durou até 1861, quando o rei Guilherme I convidou Bismarck para ministro. Ele era antiliberal, pró-monarquia e contra o poder da burguesia, mas devotado à causa da unificação.
Bismarck achava que a unidade alemã deveria ser obtida pela força, através de uma luta contra a Áustria. Por isso, organizou militarmente o Reino da Prússia. Os burgueses se negaram a aprovar o aumento do tempo de serviço militar obrigatório e a elevação dos impostos, para financiar mais contingentes militares. Com aprovação apenas da Câmara dos Nobres, Bismarck passou a governar despoticamente e transformou o exército em instrumento da unificação alemã. Explorando os desacertos internacionais, venceu por etapas a Dinamarca, a Áustria e, finalmente, a França.

Guerras contra Dinamarca e Áustria

Schleswig e Holstein, de população germânica predominante, viviam sob domínio da Dinamarca. Os príncipes dos dois ducados quiseram tornar-se independentes quando o rei dinamarquês Cristiano IX morreu, em 1863. A Prússia, aliada à Áustria, apoiou os príncipes e venceu a Dinamarca. Mas Bismarck adiou a entrega de um dos ducados à Áustria. Queria com isso provocá-la. Já tinha garantido a neutralidade da França e o apoio da Itália. Venceu os austríacos facilmente na batalha de Sadowa, pois eles tiveram de sustentar duas frentes de combate, uma na Itália e outra na própria Áustria. Os austríacos assinaram a paz e aceitaram a dissolução da Confederação Germânica e a passagem de Schleswig e Holstein para a Prússia e de Veneza para a Itália.
O caminho para a centralização do norte ale mão estava aberto. A Prússia anexou outros territórios, e novos Estados germânicos se uniram a ela, formando a Confederação Germânica do Norte (1867).

Guerra contra a França

No começo da guerra entre Áustria e Prússia, Napoleão III manteve-se conivente com Bismarck, achando que a luta se arrastaria e lhe traria vantagens. A vitória prussiana foi desagradável: a unificação da Alemanha constituía ameaça direta à hegemonia da França na Europa. Seu exército tinha sido desorganizado por uma expedição ao México (1862-1867). Tentando resguardar um pouco de autoridade, Napoleão exigiu da Prússia que os Estados germânicos do sul, de grande influência francesa, não se unissem aos do norte.
Bismarck usou a exigência para pôr os ale mães contra os franceses, que ele considerava inimigos tradicionais. Napoleão irritaria ainda mais os alemães ao exigir a posse de Luxemburgo e os territórios bávaros a oeste do Reno. Além disso, pedia apoio prussiano para dominar a Bélgica, sob influência inglesa.
As cartas estavam postas na mesa: Bismarck queria declarar guerra à França, pois isso ajudaria a unificação alemã, j á que o inimigo estava isola do e mal armado; a Inglaterra soube do interesse francês na Bélgica; a Áustria, vencida, estava com problemas internos; a Itália agora se voltava contra a França, que depois de ajudá-la havia apoiado o papa e impedido a tomada de Roma. Só faltava um incidente para começar a guerra.
O pretexto surgiu em 1870. Uma revolução deixou vago o trono espanhol. A sucessão foi oferecida a Leopoldo Hohenzollern, príncipe pa rente do rei da Prússia. Napoleão exigiu a retirada de tal candidatura e a promessa de Guilherme I de que nenhum outro príncipe germânico ocuparia o trono da Espanha. O rei passou a Bismarck um telegrama a ser encaminhado a Napoleão III. Bismarck mudou o texto de modo a parecer insultuoso ao povo francês. Os jornais alemães o publicaram. E a França declarou guerra à Prússia. Para a família imperial francesa, a guerra significava prestígio que facilitaria a condução dos assuntos internos.
O exército alemão era mais numeroso, mais bem comandado e instruído. A superioridade se materializava no domínio da artilharia, com canhões Krupp. A excelente rede ferroviária facilitava o deslocamento das tropas.
A vitória prussiana foi fulminante. Seu exército cercou o francês, comandado pelo general Bazaine, em Metz. Napoleão e o general Mac-Mahon partiram em socorro e foram cercados em Sedara. O imperador foi preso e capitulou em 1º de setembro de 1870.
Enquanto isso, em Paris, os republicanos punham fim ao Império, em 4 de setembro. Proclamaram a República e organizaram um governo de defesa nacional, para iniciar a resistência, confia da a Léon Gambetta. Em 20 de setembro, os alemães cercaram Paris. Gambetta deixou a cidade num balão, para organizar três exércitos nas províncias. Sem forças, sob bombardeios constantes, o governo francês assinou o armistício em 28 de janeiro de 1871.
Pelo Tratado de Frankfurt, a França cedia a Alsácia (menos Belfort, onde a resistência havia sido heróica) e o norte da Lorena, com a cidade de Metz, e ainda se comprometia a pagar indenização de 5 bilhões de francos. Os franceses não puderam evitar a humilhação de ver o Império Alemão ser proclamado na Sala dos Espelhos do Palácio de Versalhes, quando Guilherme I recebeu o título de imperador pela aclamação dos príncipes alemães.
A unificação da Alemanha se completava mas, ao tripudiar sobre os vencidos, os vencedores de então iriam alimentar no sentimento nacional francês um forte espírito de revanche.

Texto II - Constituição de 1891( grafia da época ) 3º ano


Art. 30. O Senado compõe-se de cidadãos elegíveis nos termos

do art. 26 e maiores de 35 anos, em número de três senadores por
estado e três pelo Distrito Federal, eleitos pelo mesmo modo por que o
forem os deputados. Art. 31. O mandato de senador durará nove anos,
renovando-se o Senado pelo terço trienalmente.”
Art. 63. “Cada estado reger-se-á pela Constituição e pelas leis que adotar, respeitados os princípios constitucionais da União.”
Art. 68. “Os estados organizar-se-ão de forma que fique assegurada a autonomia dos
municípios, em tudo quanto respeite ao seu peculiar interesse.”
Art. 70. “São eleitores os cidadãos maiores de 21 anos, que se
alistarem na forma da lei. § 1o Não podem alistar-se eleitores para as eleições
federais, ou para as dos estados: I – os mendigos; II – os analfabetos; III
– os praças de pré, excetuados os alunos das escolas militares de ensino
superior; IV – os religiosos de ordens monásticas, companhias, congregações
ou comunidades de qualquer denominação, sujeitas a voto de obediência,
regra ou estatuto, que importe a renúncia da liberdade individual. § 2o
São inelegíveis os cidadãos não alistáveis.”
Art. 47. O Presidente e Vice-Presidente da Republica serão eleitos por
suffragio directo da Nação, e maioria absoluta de votos.
Art. 63. Cada Estado reger-se-ha pela Constituição e pelas leis que adoptar,
respeitados os principios constitucionaes da União.
Art. 69. São cidadãos brazileiros:
1º Os nascidos no Brazil, ainda que de pae estrangeiro, não residindo este a
serviço de sua nação;
2º Os filhos de pae hrazileiro e os illegitimos de mãe brazileira, nascidos em
paiz estrangeiro, si estabelecerem domicilio na Republica;
3º Os filhos de pae brazileiro, que estiver noutro paiz ao serviço da
Republica, embora nella não venha domiciliar-se;
4º Os estrangeiros, que, achando-se no Brazil aos 15 de novembro de 1889,
não declararem, dentro em seis mezes depois de entrar em vigor a Constituição, o
animo de conservar a nacionalidade de origem;
5.º Os estrangeiros, que possuirem bens immoveis no Brazil, e forem
casados com brazileiras ou tiverem filhos brazileiros, comtanto que residam no
Brazil, salvo si manifestarem a intenção de não mudar de nacionalidade;
A Republica não admitte privilegio de nascimento, desconhece foros de
nobreza, e extingue as ordens honorificas existentes e todas as suas prerogativas e
regalias, bem como os TITULOs nobiliarchicos e de conselho.
§ 3º Todos os individuos e confissões religiosas podem exercer publica e
livremente o seu culto, associando-se para esse fim adquirindo bens, observadas as
disposições do direito commum
§ 4º A Republica só reconhece o casamento civil, cuja celebração será
gratuita.
§ 5º Os cemiterios terão caracter secular e serão administrados pela
autoridade municipal, ficando livre a todos os cultos religiosos a pratica dos
respectivos ritos em relação aos seus crentes, desde que não offendam a moral
publica e as leis.
§ 6º Será leigo o ensino ministrado nos estabelecimentos publicos.
§ 7º Nenhum culto ou igreja gozará de subvenção official, nem terá relações
de dependencia, ou alliança com o Governo da União, ou o dos Estados.

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Texto III - A Reforma Religiosa - 1º ano



A Reforma religiosa


Antecedentes





No fim da Idade Média, o crescente desprestígio da Igreja do Ocidente, mais interessada no próprio enriquecimento material do que na orientação espiritual dos fiéis; a progressiva secularização da vida social, imposta pelo humanismo renascentista; e a ignorância e o relaxamento moral do baixo clero favoreceram o desenvolvimento do grande cisma do Ocidente, registrado entre 1378 e 1417, e que teve entre suas principais causas a transferência da sede papal para a cidade francesa de Avignon e a eleição simultânea de dois e até de três pontífices.





Uma angústia coletiva dominou todas as camadas sociais da época, inquietas com os abusos da Igreja, que exigia dos fiéis dízimos cada vez maiores e se enriqueciam progressivamente com a venda de cargos eclesiásticos. Bispos eram nomeados por razões políticas e os novos clérigos cobravam altos preços pelos seus serviços (indulgências), e nem sempre possuíam suficientes conhecimento de religião ou compreendiam os textos que recitavam.





Com as rendas que auferiam, papas e bispos levavam uma vida de magnificência, enquanto os padres mais humildes, carentes de recursos, muitas vezes sustentavam suas paróquias com a instalação de tavernas, casas de jogo ou outros estabelecimentos lucrativos. Outros absurdos como a venda de objetos tidos como relíquias sagradas – por exemplo, lascas de madeira como sendo da cruz de Jesus Cristo – eram efetuados em profusão. Diante dessa situação alienante, pequenos grupos compostos por membros do clero e mesmo por leigos estudavam novas vias espirituais, preparando discretamente uma verdadeira reforma religiosa.





O Luteranismo na Alemanha


Intimamente influenciado pelo pensamento agostiniano, Lutero começou a enxergar respostas para as questões de fé que iam de encontro ao que era ensinado pela Igreja. A seu ver, a fé era o item fundamental e suficiente para que o homem obtivesse salvação. Em sua obra 95 teses, Lutero levantava um conjunto de críticas à Igreja e à autoridade papal. Publicada em alemão, a obra deu acesso para que os mais diferentes estratos da sociedade alemã tivessem conhecimento sobre o conteúdo de suas idéias.





Em resposta às críticas, o Papa Leão X enviou uma correspondência exigindo que Lutero renegasse todo o conteúdo de suas idéias. Indignado com essa imposição, Lutero queimou o documento clerical. Nesse contexto, os principies alemães passaram a se aproximar de Lutero. Isso porque tinham o interesse de livrarem-se da influência política da Igreja, advinda do seu controle de cerca de um terço das terras alemãs.





Com a popularização das idéias luteranas, diversos conflitos de ordem religiosa e social desenvolveram-se por toda Alemanha. Camponeses atraídos pelo enfrentamento ao catolicismo, e todas as práticas por ele legitimadas, saquearam igrejas e tomaram terras por toda a Alemanha. Impassível às mudanças, o imperador Carlos V convocou as autoridades religiosas e políticas da Alemanha em uma assembléia conhecida como a Dieta de Worms.





Nessa reunião, ficou estabelecido que Martinho Lutero era herege e que suas idéias eram um desacato aos ensinamentos da Santa Igreja. O endurecimento da Igreja de nada adiantou, atraídos pelo fim da supremacia política católica, os nobres alemães resolveram proteger Lutero. Durante esse tempo fundamentou os princípios de uma nova igreja que, inclusive, seria subordinada ao Estado.





Entre outras coisas, Lutero permitia o casamento entre os pregadores de sua igreja, proibia a adoração de ícones, adotava a fé como meio para a salvação e a livre interpretação da Bíblia.





Enquanto fundava a nova Igreja, um novo movimento, inspirado nos ideais de Lutero, radicalizava as transformações para fora do campo religioso. Os anabatistas defendiam que a reforma seria um princípio pelo qual o privilégio econômico dos nobres também seria violado. Em resposta, Lutero condenou esse novo movimento e apoiou a dura repressão dirigida contra os anabatistas.





No ano de 1529, a instabilidade causada pelas reformas abriu o início do diálogo entre a Igreja e os luteranos. A assembléia da Dieta de Spira tentou limitar o campo de atuação do movimento reformista. Sem muito efeito, a Paz de Ausburgo, assinada em 1555, definia a adoção do “cujus Regis ejus religio”, ou seja, cada principie com sua religião. A partir disso, Lutero abriu portas para a disseminação de uma nova Igreja pela Europa.





A Reforma Calvinista





Na França, o teólogo João Calvino posicionou-se com as obras protestantes e as idéias evangelistas, partindo da necessidade de dar à Reforma um corpo doutrinário lógico, eliminando todas as primeiras afirmações fundamentais de Lutero: a incapacidade do homem, a graça da salvação e o valor absoluto da fé.


Calvino julgava Deus todo poderoso, estando a razão humana corrompida, incapaz de atingir a verdade. Segundo ele, o arrependimento não levaria o homem à salvação, pois este tinha natureza irremediavelmente pecadora. Formulou então a Teoria da Predestinação: Deus concedia a salvação a poucos eleitos, escolhidos por toda a eternidade. Nenhum homem poderia dizer com certeza se pertencia a este grupo, mas alguns fatores, entre os quais a obediência virtuosa, dar-lhe-iam esperança.


Os protestantes franceses seguidores da doutrina calvinista eram chamados huguenotes, e se propagaram rapidamente pelo país. O calvinismo atingiu a Europa Central e Oriental. Calvino considerou o cristão livre de todas as proibições inexistentes em sua Escritura, o que tornava lícitas as práticas do capitalismo, determinando uma certa liberdade em relação à usura, enquanto Lutero, muito hostil ao capitalismo, considerava-o obra do demônio. Segundo Calvino, "Deus dispôs todas as coisas de modo a determinarem a sua própria vontade, chamando cada pessoa para sua vocação particular". Calvino morreu em Genebra, em 1564. Porém, mesmo após sua morte, as igrejas reformadas mantiveram-se em contínua expansão.





A Contra Reforma




Após a reforma protestante a Igreja perdeu o domínio sobre a Inglaterra, metade da Alemanha e parte de diversos países da Europa. Desta forma, a Igreja se viu obrigada a tomar medidas drásticas para frear a onda protestante que se alastrava pela Europa. Assim, foi reaberto antigo Tribunal da Santa Inquisição. Além disso, a Igreja publicou em 1564 o “Index Libro rum Prohibitorum”, onde listava todos os livros considerados hereges por pregar contra os dogmas da Igreja.
Então, em 1545 realizou-se o Concílio de Trento, que duraria até 1563 e pelo qual a Igreja conseguiu provar que ainda era bastante poderosa para deter as reformas que haviam se alastrado pela Europa. Dentre uma série de medidas tomadas no Concílio podemos destacar o fortalecimento da autoridade do Papa e o surgimento de novas ordens religiosas (como a Companhia de Jesus). O Concílio decidiu também, criar regras para o clero, os padres deveriam estudar em seminários, estudando o catolicismo a fundo, coisa que não acontecia anteriormente, e estabeleceu-se um limite mínimo de idade para a ordenação: 25 anos para padre e 30 para bispo. Foi estabelecido também, que a Bíblia só poderia ser interpretada pela Igreja e foram mantidos os cultos das imagens e da Virgem Maria.
Após a Contra-Reforma ou Reforma Católica o papado havia se fortificado e a Companhia de Jesus, fundada por Inácio de Loyola em 1543, tornou-se a escola dos filhos da nobreza que ajudou a fortalecer ainda mais a Igreja.

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