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Oriente Médio e Palestina

sábado, 26 de maio de 2012

Questão comentada: Império Industria e modernização


1. Os processos de expansão da economia mundial no final do século XIX abriram caminho para a política imperialista com reflexos em áreas que permaneciam em regimes econômicos incompatíveis com a modernização industrial.
Assinale a alternativa que melhor identifica essa nova situação.
a) As industrializações alemã e japonesa ratificam o processo de mundialização do capitalismo e os incentivos às transformações industriais.   
b) As industrializações brasileira e norte-americana demonstram a capacidade de ampliação dos mercados produtores.   
c) As industrializações italiana e portuguesa atestam as novas diretrizes das nações industrializadas em direção aos mercados africanos.   
d) As industrializações indiana e francesa indicam o declínio da hegemonia inglesa no cenário mundial.   
e) As industrializações argentina e mexicana que decorrem, em parte, desses processos de transformação da economia mundial, tiveram como fator decisivo a revolução agrária.   

Olá Adilson!
 O assunto dessa questão ainda será comentado em sala, mas, já que  você perguntou, não há problema em dar uma “palhinha”.
Esse tipo de questão demonstra que as bancas gostam de utilizar um “filtro” para selecionar uma camada superior  de candidatos, isto é, inserem questões sofisticadas que seriam respondidas por pouquíssimos alunos. Poucos professores de ensino médio ou cursinho comentariam um assunto desse. Vamos lá...
Um autor americano, cujo nome é Barrington Moore Jr, escreveu um livro chamado ” As origens  sociais da ditadura e da democracia: Senhores e camponeses na construção do mundo moderno”. Nessa obra, ele divide os principais Estados do século XIX a partir da história de seus grupos sociais, que ele denomina processos de modernização, ou seja, passagem de uma sociedade agrária para as sociedades industriais. Simplificando poderíamos considerar duas classes tradicionais (senhores e camponeses). A partir da análise dessa história chegaríamos a três resultados:

1º situação: Nobresa (senhores) perdeu  seu poder político e os camponeses  são transformados em pequenos proprietários ou trabalhadores urbanos. Segundo o autor, essas condições  levariam a formação de uma sociedade marcada pelo  Capitalismo democrático.
Ex: Inglaterra, França e EUA ( nos EUA houve a substituição das grandes propriedades por pequenas conhecida como “farmes”).
Obs: nos Eua não houve nobresa, logo, consideramos, apenas, a questão da propriedade da terra.

2º situação: Nobresa (senhores) conservou  certo  poder político e os camponeses foram extintos. Nesse caso, segundo o autor, houve a formação de um capitalismo com características de ditadura.
Ex: Alemanha ( os Junkers – grandes proprietários com influencia militar- mantiveram seu poder), Japão e Itália.

3º situação: A nobresa ( senhores)  perdeu sua importância política e os camponeses teriam permanecido como uma classe existente. Essas condições, segundo o autor, contribuíram para o surgimento de ditaduras comunistas.
Ex: Rússia e China.


Embora o modelo de Moore Jr aparente certo determinismo evolucionista, pode ser útil na compreensão de diferentes formas de inserção industrial. Dessa forma escapamos da análise simplista que explica a revolução industrial apenas a partir do modelo inglês. No caso alemão, por exemplo, o autor usa o conceito de “revolução por cima”, normalmente denominado em provas e livros didáticos como “via prussiana”
Pela explicação acima é possível concluir que o modelo econômico vigente na industrialização alemã, japonesa e italiana era, em grande parte, pautada pela manutenção de uma estrutura  tradicional, que, mesmo assim, não impediu a modernização e inserção desses países no expansionismo da economia mundial no final do século XIX.

Espero ter ajudado!

Professor Arão Alves
 

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