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Oriente Médio e Palestina

sábado, 21 de maio de 2011

Grande Guerra - antecedentes


Antecedentes da PGM - Texto resumo
O período anterior à Guerra foi caracterizado por uma grande disputa política e por intensa corrida armamentista. As grandes potências imperialistas européias se envolviam em conflitos pelo controle das matérias-primas e dos mercados mundiais, principalmente sobre territórios Afro-asiáticos. O neocolonialismo, também denominado como “a partilha afro-asiática” foi um processo desigual, que implicou no predomínio de ingleses e franceses sobre as novas áreas conquistadas.
O nacionalismo, que havia se fortalecido ao longo do século XIX, foi um dos fatores utilizados pelas nações européias junto as suas populações, aguçando o sentimento de superioridade. Os principais movimentos nacionalistas que se desenvolveram na Europa no início do século XX e que estão relacionados a I Guerra Mundial foram o pan-eslavismo, o pangermanismo e o revanchismo francês.

Pan-eslavismo – Política estimulada pela Rússia, defendia a união de todos os povos de origem eslava da Europa oriental, aproveitando-se da fragmentação do Império Otomano, incluindo os que estão sob domínio do Império Austro-Húngaro.

Pangermanismo – Ideal defendido pelos alemães, propõe a formação de um bloco de países de origem germânica.

Revanchismo francês – O sentimento de revanche se desenvolveu a partir de 1871 quando a França foi derrotada pelas tropas de Bismark, que completam a unificação alemã, tomando as regiões da Alsácia-Lorena, rica em carvão e minério de ferro e coroaram o rei Guilherme I da Prússia imperador alemão em Paris, em 18 de janeiro de 1871 na Sala dos Espelhos do Palácio de Versailles, em Paris.

Crise Balcânica – Os conflitos entre Áustria e Sérvia na península balcânica colaboram para acirrar as diferenças nacionalistas entre os países europeus. Com o apoio da Rússia, os sérvios tentaram conter o expansionismo austríaco. Em 1908 a Áustria anexou a Bósnia-Herzegóvina impedindo que a Sérvia mantivesse sua política de organizar a “Grande Sérvia”, que incorporaria as regiões balcânicas de povos eslavos.

As pretensões austríacas fez crescer os movimentos nacionalistas na região; várias sociedades secretas surgiram para agir contra a Áustria, como a Jovem Bósnia, que pretendiam a criação de um único Estado que envolvesse os povos eslavos da região e para isso julgavam necessário eliminar a política imperialista dos austríacos.
Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, resolveu ir à Bósnia no final de junho de 1914 e ao desfilar em locais públicos sem um esquema espacial de segurança, foi alvo fácil de um atentado que serviu para agudizar as tensões existentes, já que colocava o governo da Sérvia sob suspeita.
O atentado de Sarajevo é considerado o estopim para o início da Grande Guerra, devido ao sistema de alianças que se havia formado no período anterior, pois, apoiada pela Alemanha, a Áustria deu um ultimato à Sérvia para que o incidente fosse por uma comissão mista. Os sérvios rechaçaram tal exigência, ao mesmo tempo em que a Rússia mobilizava suas tropas, aliando-se à Sérvia. Ao mesmo tempo os alemães reagiram a essas manobras e exigiram a neutralidade da França. No dia 28 de junho a Áustria declarou guerra à Sérvia, levando ao confronto direto os países dos dois blocos.

Marrocos – A crise do Marrocos envolveu diretamente os interesses da França e da Alemanha, que disputavam domínios coloniais no norte da África. Uma conferência internacional em 1906 decidiu que território marroquino pertencia à França e cedeu uma pequena faixa no litoral sudoeste da África à Alemanha. A tensão chega a um novo clímax em 1911 quando a Alemanha envia um navio de guerra ao porto marroquino de Agadir, controlado pela França, provocando uma crise internacional. Após retirar sua tropa, a Alemanha acaba recebendo da França parte do território do Congo.

O sistema de alianças

 O aumento das tensões podia ser verificado desde o final do século XIX. Os países europeus procuravam então organizar os exércitos, produzir armamentos e fazer acordos entre si para garantir força na disputa.

Tríplice Aliança - Reunia o Império Alemão, o Império Áustro-Húngaro e a Itália, desde 1882, com o objetivo de enfrentar o expansionismo francês na Europa.
Iniciada a Guerra, a Itália declarou-se neutra e posteriormente apoiou a França, o Império Otomano aliou-se a Alemanha e por suas rivalidades com a Rússia. A Bulgária, que tinha grandes interesses na Península Balcânica, também se alia à Alemanha.

Tríplice Entente - Tem por base a Entente Cordiale, formada em 1904 pela Grã Bretanha e pela França para opor-se ao expansionismo alemão. Em 1907, com a adesão da Rússia, ela se transforma na Tríplice Entente. Durante a guerra, outras 24 nações incorporam-se à Entente, formando uma ampla coalizão chamada de Aliados.

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