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Oriente Médio e Palestina

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Prova de História - Unificação Alemã, Primeira Guerra mundial e Revolução Russa


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3.   Não causa admiração o fato de os historiadores falarem de uma “Europa Bismarckiana”. Em todos os Estados Europeus, a questão das relações com o Império alemão está no centro das preocupações dos homens de governo: é para Bismarck que todos olham. (DUROSELLE, Jean Baptiste. A Europa de 1815 aos nossos dias. São Paulo: Pioneira, 1970, p. 37.)


Dentre as principais características políticas do governo desse influente líder alemão, a que mais se destacou foi a
a) desestruturação da ideia de império, construindo a primeira República alemã, com sede na cidade de Weimar.   
b) construção de ampla política diplomática, que proporcionou uma ausência de guerra europeia entre as potências no intervalo de 1871 a 1914.   
c) diminuição dos domínios territoriais devolvendo à França as regiões da Alsácia-Lorena no intuito de desfazer um possível foco de conflito.   
d) implementação da estabilidade pela paz e não pela força, reduzindo o efetivo do exército alemão e evitando uma corrida de armamentos.   
e) organização do Congresso de Berlim que desfez as hostilidades entre as potências europeias, colocando um fim nas antigas rivalidades entre essas nações.   
  
4.   As imagens mostram dois importantes personagens da história europeia do século XIX, figuras que expressaram com sua liderança o sentimento nacionalista:
 


a) a figura I é de Bismarck, ministro prussiano e articulador do processo de unificação da Alemanha – a figura II é de Vitor Emanuel, rei do Piemonte-Sardenha e primeiro rei da Itália unificada;   
b) a figura I é de Guilherme I, declarado kaiser do II Reich alemão em 1871 – a figura II é de Vitor Emanuel, rei do Piemonte-Sardenha e primeiro rei da Itália unificada;   
c) a figura I é de Von Moltke, o comandante prussiano responsável pela unificação alemã – a figura II é de Giuseppe Garibaldi, líder dos camisas vermelhas, forças populares republicanas, que combateram pela unificação da Itália;   
d) a figura I é de Bismarck, representante da aristocracia prussiana e artífice da unidade alemã – a figura II é Giuseppe Garibaldi, herói da unificação italiana e líder dos camisas vermelhas;   
e) a figura I é do kaiser Guilherme I, fundador do II Reich alemão – a figura II é de Camilo Cavour, ministro do reino do Piemonte-Sardenha e artífice da unificação italiana.   
  
5.   Observe o que diz o historiador Luiz Koshiba:

“Entre 1840 e 1880, uma vigorosa corrida rumo à industrialização havia tomado conta da Europa e se estendido também aos EUA e ao Japão. [...] Com a emergência de novas potências industrialmente mais bem equipadas, a concorrência foi acirrada e acabou resultando em concentrações e centralizações de capital, o que gerou empresas de grande porte, com poder suficiente para monopolizar segmentos inteiros do mercado. [...] Os grandes grupos empresariais capazes de monopolizar ramos inteiros da economia precisavam de fornecimentos estáveis e baratos de matérias-primas. [...] Em pouco tempo, os países capitalistas centrais repartiram entre si os territórios e os mercados da África e da Ásia.”.

KOSHIBA, Luiz. História: Origens, estruturas e processos.
São Paulo: Atual, 2000, p. 382-3.


O trecho acima narra fatos relativos ao período
a) do renascimento cultural e da expansão ultramarina, que foi responsável pela colonização do novo mundo.   
b) da crise do capitalismo liberal e da implantação dos governos totalitários na Europa e na Ásia.   
c) da crise do socialismo real e do predomínio hegemônico do capitalismo liderado pelos EUA.   
d) da segunda revolução industrial e do imperialismo que conduziria as potências capitalistas à Primeira Grande Guerra Mundial.    
  
6.   Com base nos estudos sobre as consequências da Primeira Guerra Mundial para a Europa, é correto afirmar:
a) Apesar de grande parte do território europeu ter sido devastado com a Guerra, o mapa geopolítico do continente permaneceu o mesmo, demonstrando a força das monarquias nacionais.   
b) A Primeira Guerra Mundial levou ao fim o Império Austro-Húngaro e Otomano, que se dividiram em diversos países independentes e adotaram o socialismo soviético, conforme acordado no Tratado de Brest-Litovski.   
c) Essa Guerra marcou o final dos Impérios Austro-Húngaro e Otomano, a implantação do modelo democrático-liberal em vários países europeus, a afirmação do princípio de autodeterminação dos povos em bases étnicas e culturais e a grande penalização da Alemanha pelo Tratado de Versalhes.   
d) A Alemanha e a Itália foram as grandes derrotadas nessa guerra, perdendo parte de seus territórios, que se declararam independentes pelo princípio de autodeterminação do presidente Woodrow Wilson.   
e) Além do final do Império Otomano, essa guerra trouxe o fim dos impérios coloniais de França e Alemanha, sem contar o fim do recém-implantado socialismo soviético, por conta do Tratado de Versalhes.   
  
7.   A Primeira Guerra Mundial foi um dos conflitos militares mais letais na história da humanidade. Suas origens podem ser mapeadas desde a Segunda Revolução Industrial, a emergência do nacionalismo e do imperialismo. Dentre os conflitos que sinalizavam no horizonte um embate de grandes proporções é possível citar a Questão Balcânica, a Questão Marroquina e a Questão dos Estreitos do Mar Negro. Sobre esta última questão, é CORRETO afirmar que:
a) estava relacionada com a busca por saídas para mares quentes por parte do Império Russo. Em função de sua localização geográfica, a Rússia tinha poucas saídas para as grandes rotas internacionais e tinha a intenção de controlar os estreitos de Bósforo e Dardanelos, próximos a Istambul e pertencentes ao Império Turco-Otomano. A Grã- Bretanha, em especial, pretendia manter o controle turco dos estreitos e impedir que a Rússia ameaçasse áreas estratégicas de seu interesse no Mediterrâneo Oriental e no Oriente Médio.   
b) estava relacionada com o nacionalismo eslavo no sul da Europa. O retrocesso do Império Otomano liberou várias populações eslavas na região dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, que solicitaram a proteção do Império Russo contra tentativas de reconquista dos turcos e do estabelecimento de protetorados britânicos na Romênia e na Bulgária.   
c) tinha relação com a tentativa russa de conter a repressão dos turcos contra as populações armênias e gregas nas regiões limítrofes aos estreitos de Bósforo e Dardanelos. Os armênios e gregos, de religião ortodoxa como os russos, estavam sendo vítimas da prática de genocídio por parte dos otomanos de religião muçulmana.   
d) estava conectada com a criação de um Estado árabe na região dos estreitos. O projeto era parte dos interesses de controle britânico sobre a região. Os ingleses, fortes aliados dos líderes árabes do Oriente Médio, prometeram, em troca de apoio árabe contra os turcos, a criação de um lar nacional árabe muçulmano na região dos estreitos do Mar Negro.   
e) estava relacionada com a política expansionista italiana na região do Mediterrâneo Oriental. A Itália, depois de sua unificação, pretendia colocar toda a bacia do Mar Mediterrâneo sob seu controle e a presença de antigas colônias venezianas no Mar Egeu deu pretexto para a interferência italiana na região dos estreitos, com o que a Itália poderia controlar o comércio de cereais e de petróleo na região, de grande importância geopolítica.   
  
8.   A formação da chamada Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria e Itália), em 1882, é uma expressão diplomática característica do sistema internacional que se estrutura entre 1871 e 1914, podendo ser entendida, no contexto, como resultante
a) da intenção de Bismarck de isolar a França no continente europeu.   
b) do objetivo de Metternich de aproximar a Áustria da órbita de influência prussiana.   
c) da política de Cavour, que buscava o respaldo germânico contra o separatismo do reino de Nápoles.   
d) da iniciativa de Disraeli, buscando retomar a ingerência britânica na diplomacia da Europa continental.   
e) do respaldo político de Theodore Roosevelt, que buscava superar o isolacionismo dos Estados Unidos.   
  
9.   Controle público absolutamente indispensável. (...) Corrupção inevitável (...) A prática do socialismo exige uma completa subversão no espírito das massas (...). Instintos sociais em lugar dos instintos egoístas (...). Mas ele [Lênin] se engana completamente no emprego dos meios. Decreto, poder ditatorial dos inspetores de fábrica, sanções draconianas, terror (...). A única via que leva a um renascimento é a própria escola da vida pública, uma democracia mais ampla (...). É justamente o terror que desmoraliza.

Rosa Luxemburgo. A Revolução Russa (1918), apud Marc Ferro. A Revolução Russa de 1917, 1974. Adaptado.


A partir do fragmento, é correto afirmar que
a) o processo de criação do Estado socialista na Rússia, a partir de 1917, faz-se com métodos violentos, defendidos pela autora: esvaziamento do poder dos sovietes, fortalecimento da polícia secreta, burocracia e implantação de uma ditadura para realizar as mudanças econômicas tão importantes naquele momento de crise.   
b) o texto da militante comunista é uma crítica à forma como a Revolução de 1917, liderada por Lênin, organizou o Estado de forma centralizadora, burocrática, sem tolerar a oposição, impunha a requisição de grãos, a estatização com o comunismo de guerra, afastando-se da democracia.   
c) a militante anarquista russa critica a forma como a liderança menchevique usa meios violentos para implantar o socialismo, baseado na reforma agrária, no controle dos bancos, dos transportes e das riquezas do subsolo, na tentativa de diminuir as distâncias sociais e aumentar o poder dos sovietes.   
d) a autora considera que a Revolução Russa de 1917 havia avançado no seu projeto de construção do Estado socialista e no êxito de suas realizações econômicas: controle da máquina administrativa para evitar a corrupção, a organização do Estado de forma democrática e o estabelecimento da propriedade coletiva.   
e) a militante comunista alemã, a partir de uma crítica contundente, aponta erros na rota planejada por Lênin para o Estado socialista russo e sugere caminhos como: o controle público da economia, o terror com a polícia secreta, sanções contra a corrupção administrativa e, por fim, a ditadura para garantir os princípios socialistas.   

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Importa questionar como estabelecer critérios de valor estético e de definição do belo em tempos sombrios, no século XX. Em Crítica Cultural e Sociedade, Theodor Adorno expôs que “escrever um poema após Auschwitz é um ato bárbaro” (Adorno, 1998, p. 28). A afirmação se refere ao estatuto da produção poética em um contexto que não abarca mais condições viáveis para o estado contemplativo, intrinsecamente associado à poesia lírica em vários autores, fundamentais para a produção do gênero. Na era dos extremos, há necessidade de um estado de permanente alerta, em que as condições de integração ao relacionamento social foram abaladas e, em muitos casos, aniquiladas pela guerra, pela mercantilização e pelo aumento das intervenções violentas dos Estados na vida social. Permitir-se a contemplação passiva após Auschwitz significa, em certa medida, naturalizar o horror vivido, esquecê-lo ou trivializá-lo. A banalização dos atos desumanos praticados nos campos de concentração, associada à política de esquecimento exercida em diversos segmentos da educação e da produção cultural, é a legitimação necessária para que eles se repitam constantemente.

GINZBURG, Jaime. Crítica em tempos de violência. São Paulo: Edusp/FAPESP, 2012, p. 460.



10.   Após a Revolução Russa, com a instauração do regime socialista, foram empregadas muitas medidas governamentais que representavam intervenções violentas do Estado na sociedade, a fim de que o Partido Comunista, no poder, pudesse ter grande controle sobre todas as atividades praticadas. Um exemplo dessas medidas foi a
a) execução da NEP, Nova Política Econômica, cujo objetivo era o de planificar a economia, centralizar o controle da mesma pelo Estado, que passava a organizar todas as etapas dos processos de produção e exportação, nos mais diversos setores.    
b) criação da Proletkult, entidade do Partido Comunista formada por escritores cuja função era fiscalizar e censurar as obras artísticas e literárias, cobrando dos intelectuais que direcionassem suas criações para o proletariado.    
c) fundação da Internacional Comunista, instância superior ao Partido Comunista Soviético, que regulamentava a política externa e os acordos bilaterais firmados pela URSS, contando com o apoio e a participação das diretorias dos partidos comunistas de outras nações.    
d) prática dos “expurgos”, empregados por meio de julgamentos públicos coordenados pelos Tribunais Revolucionários, diante dos quais aqueles considerados traidores da Revolução ou acusados de ações opositivas ao governo eram punidos, em muitos casos, com o banimento e a execução.    
e) instituição da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que substituiu formalmente o Império Russo e determinou que cada província fosse governada pelo Partido Comunista eleito localmente, de forma descentralizada, porém preservando o modelo autoritário e as milícias anteriores.    
  
Gabarito: 



Resposta da questão 3:
 [B]


Principal agente da reunificação alemã, Otto von Bismarck, conhecido como chanceler de ferro, transformou a Alemanha em uma nação forte a partir, principalmente, de uma intensa política diplomática, na qual conseguiu bom relacionamento com toda a Europa.  

Resposta da questão 4:
 [D]


O aluno pode chegar à resposta correta a partir do conhecimento de que o processo de unificação alemã foi dirigido pela burguesia industrial alemã, sob liderança de Bismarck, em aliança com membros da aristocracia que via nessa unificação a consolidação do 1º império (Reich) alemão, enquanto no processo de unificação italiana ocorre uma forte participação das camadas populares e camponesas do sul da Itália, liderados por Giuseppe Garibaldi, fato que pode ser atestado na imagem do líder italiano que se apresenta como uma pessoa do povo (imagem II).  

Resposta da questão 5:
 [D]


A datação – 1840 a 1880 – e a descrição feita no texto – “precisavam de fornecimentos estáveis e baratos de matérias-primas” – deixam claro o período histórico retratado: neocolonialismo ou imperialismo.   

Resposta da questão 6:
 [C]


A questão lista algumas das principais consequências da 1ª Grande Guerra, a saber: queda do Império Austro-Húngaro, queda do Império Otomano, Tratado de Versalhes e suas determinações (princípio da autodeterminação dos povos e punições à Alemanha) e início do princípio democrático em várias partes da Europa.  

Resposta da questão 7:
 [A]


Somente a alternativa [A] está correta. A questão remete as causas da Primeira Guerra Mundial, 1914-1918. São muitas as causas desta grande guerra, tais como a busca de mercado consumidor para produtos industrializados, busca de matéria prima para as indústrias, o revanchismo francês, a questão marroquina, a questão balcânica, o nacionalismo forte, a necessidade das grandes empresas de investir capital, necessidade de escoar o excedente populacional, o pan germanismo, o pan eslavismo, entre outros. O Império Russo passava por um processo de modernização econômica e social através dos czares da dinastia Romanov e necessitava de acesso as rotas internacionais como os estreitos de Bósforo e Dardanelos. Havia interesses políticos e econômicos entre as potências sobre o “Velho Mediterrâneo”. As demais alternativas estão incorretas.  

Resposta da questão 8:
 [A]


Alemanha e França alimentavam uma inimizade desde a formação do Império Alemão, quando Napoleão III decidiu intervir em favor da Prússia para que a Alemanha não se unificasse e Bismarck, então líder alemão, enfrentou e derrotou a França nas chamadas Guerras Franco-Prussianas. Desde então, Bismarck trabalhou para isolar a França do restante do continente europeu. A formação da Tríplice Aliança é característica desse trabalho.  

Resposta da questão 9:
 [B]


Rosa Luxemburgo deixa claro que não concorda com os rumos que o governo de Lênin deu à Rússia após o início da Revolução Russa. Segunda ela, a centralização de poder e os indícios de ditadura lenilistas não condiziam com os preceitos de uma Revolução Comunista.  

Resposta da questão 10:
 [D]


O governo de Lênin, apesar dos avanços econômicos, no campo político portava-se como uma ditadura (Ditadura do Partido Comunista) e, como tal, criou um sistema de repressão contra quem se manifestasse como oposicionista do regime.  





terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Prova de História - Segundo império: Mão de obra e racismo



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1.  


A restituição da passagem

As famílias chegadas a Santos com passagens de 3ª classe, tendo pelo menos 3 pessoas de 12 a 45 anos, sendo agricultores e destinando-se à lavoura do estado de São Paulo, como colonos nas fazendas ou estabelecendo-se por conta própria em terras adquiridas ou arrendadas de particulares ou do governo, fora dos subúrbios da cidade, podem obter a restituição da quantia que tiverem pago por suas passagens.

Adaptado de O immigrante, nº 1, janeiro de 1908

A publicação da revista O immigrante fazia parte das ações do governo de São Paulo que tinham como objetivo estimular, no final do século XIX e início do XX, a ida de imigrantes para o estado. Para isso, ofereciam-se inclusive subsídios, como indica o texto.

Essa diretriz paulista era parte integrante da política nacional da época que visava à garantia da:

a) oferta de mão de obra para a cafeicultura   
b) ampliação dos núcleos urbanos no interior   
c) continuidade do processo de reforma agrária   
d) expansão dos limites territoriais da federação   

  
  
2.   A  partir da década de 1840, o café se consolidou como o principal produto de exportação do Brasil. Em função da cafeicultura, criou-se toda uma rede de infraestrutura, com aparelhamento dos portos, melhoria dos transportes, instituição de novos mecanismos de crédito e estímulo à vinda de imigrantes europeus para diversificação da mão de obra.

A cafeicultura definiu o deslocamento do polo econômico do país para as zonas:
a) Recôncavo Baiano e Chapada Diamantina.   
b) Grão-Pará e Costa de Sauípe.   
c) Vale do Paraíba e oeste paulista.   
d) Sertão pernambucano e Triângulo mineiro.   
e) Vale do Itajaí e oeste catarinense.   
  
3.   Leia atentamente o texto abaixo sobre a implantação do transporte ferroviário no Brasil do século XIX.

No século XIX, os caminhos de ferro simbolizavam o progresso material das nações. O Mundo Ocidental conheceu um fenômeno denominado coqueluche ferroviária para expressar a grande expansão das vias férreas, na época. (...) O Brasil manifestou interesse pelas ferrovias ainda na primeira metade do século XIX, quando esse sistema de transporte engatinhava nos países desenvolvidos. A expansão da economia primário-exportadora demandava uma infraestrutura de transporte eficiente que reduzisse os custos de ocupação das fronteiras. (...) A precariedade dos transportes por tropas representava um ponto de estrangulamento no processo de crescimento da produção agrária no país.BORGES, B.G. Ferrovia e modernidade. Revista UFG, Dez. 2011, Ano XIII n. 11, p. 28-29.


Acerca desse contexto histórico, é CORRETO afirmar que:
a) grande parte do financiamento para construção das estradas de ferro no Brasil vinha de investimentos ingleses. Isto porque a Inglaterra era a principal potência capitalista da época e lucrava com a exportação de bens de capital, isto é, de equipamentos necessários para a produção de outros produtos ou serviços.   
b) a construção das estradas de ferro exigia um conhecimento técnico especializado e, por isso, eram realizadas, exclusivamente, por operários imigrantes europeus, contratados pelo Estado Imperial Brasileiro.   
c) as estradas de ferro contribuíram para a integração direta das áreas produtoras de café, no interior, com os portos de exportação do produto, no litoral. Com isso, houve menor necessidade de investimentos nas áreas urbanas, em cidades situadas no percurso das ferrovias.   
d) os investimentos financeiros feitos pelos fazendeiros do café na construção de estradas de ferro acabaram contribuindo para o seu endividamento e, consequentemente, para o aumento do preço do produto e para a crise da cafeicultura no Brasil.   
e) houve uma ampla integração entre as províncias produtoras de café e as províncias do Norte do Brasil, grandes consumidoras deste produto, contribuindo para o aumento do lucro dos cafeicultores.   
  
4.   Tratava-se de um parlamentarismo sem povo. Os partidos, criados pelas ca­madas economicamente dominantes, sem ideários muito nítidos, coagiam e manipu­lavam um eleitorado ínfimo, sem traduzir­-lhes os interesses concretos. O caráter oligárquico definia tais partidos. Mais que isso, esta definição provinha de uma oligar­quia enriquecida pelo oficialismo, em que só o controle do poder suscitava às maio­rias vindas, do nada, levando-as a recear participação popular.

Adriana Lopez; Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação.


A leitura do texto e o conhecimento do siste­ma político brasileiro do Segundo Reinado permitem afirmar que: 
a) o poder moderador conduzia o processo, as maiorias eram forjadas e o poder legis­lativo era subordinado ao poder executivo;    
b) havia um pluripartidarismo que expressa­va uma rica diversidade de ideários;    
c) era expressiva a participação popular nos partidos, fato que era estimulado pelo su­frágio universal;    
d) o parlamentarismo adotado no Brasil con­centrou a autoridade no poder legislativo;    
e) em função do bipartidarismo e das diver­sidades ideológicas, um partido defendia os interesses da aristocracia rural, en­quanto o outro apoiava os setores urbanos populares e os camponeses.   
  
5.   Os colonos que emigram, recebendo dinheiro adiantado, tornam-se, pois, desde o começo, uma simples propriedade de Vergueiro & Cia. E em virtude do espírito de ganância, para não dizer mais, que anima numerosos senhores de escravos, e também da ausência de direitos em que costumam viver esses colonos na província de São Paulo, só lhes resta conformarem-se com a ideia de que são tratados como simples mercadorias ou como escravos.
(Thomas Davatz. Memórias de um colono no Brasil (1850), 1941.)


O texto aponta problemas enfrentados por imigrantes europeus que vieram ao Brasil para
a) trabalhar nas primeiras fábricas, implantadas na região Sudeste do país, para reduzir a dependência brasileira de manufaturados ingleses.   
b) substituir a mão de obra escrava nas lavouras de café e cana-de-açúcar, após a decretação do fim da escravidão pela lei Áurea.   
c) trabalhar no sistema de parceria, estando submetidos ao poder político e econômico de fazendeiros habituados à exploração da mão de obra escrava.   
d) substituir a mão de obra indígena na agricultura e na pecuária, pois os nativos eram refratários aos trabalhos que exigiam sua sedentarização.   
e) trabalhar no sistema de colonato, durante o período da grande imigração, e se estabeleceram nas fazendas de café do Vale do Paraíba e litoral do Rio de Janeiro.   
  
6.   Convencidos de que a escravidão estava destinada a desaparecer, da mesma maneira que os americanos da época estavam convencidos da inevitabilidade da democracia (uma convicção nunca compartilhada pelos brasileiros), os latifundiários brasileiros decidiram preparar-se para o inevitável.
(DA COSTA, Emília Viotti. Da Monarquia à República. Momentos decisivos. São Paulo: Brasiliense, 1985, p. 245.)


Assinale a alternativa que apresenta corretamente elementos relativos à conjuntura de transição do trabalho escravo para o trabalho livre.
a) Os fazendeiros ofereceram aos escravos leis sociais que os beneficiavam, tais como a lei do Ventre Livre e dos Sexagenários.   
b) O governo imperial propôs indenizar todos os fazendeiros que perderiam seus escravos com a abolição.   
c) O movimento abolicionista foi o principal fator na libertação dos escravos das fazendas.   
d) A contratação de imigrantes chineses foi a opção mais rentável e os chinos adaptaram-se muito bem aos trópicos.   
e) A vinda dos imigrantes europeus substituiu, ao menos momentaneamente, o braço escravo no trabalho nas fazendas de café.    
  

9.   “Por ora, a cor do Governo é puramente militar e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só, porque a colaboração do elemento civil foi quase nula. O povo assistiu bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer que significava. Muitos acreditavam sinceramente estar vendo uma parada”. Aristides Lobo


A citação acima faz referência:
a) ao golpe civil-militar instaurado no Brasil, no ano de 1964.   
b) às transmissões efetuadas pela imprensa televisiva sobre as multidões que ocuparam as ruas em 2015, contra a corrupção e o governo do PT.   
c) à instauração da República no Brasil, no ano de 1889.   
d) à chamada Revolução de 30, que depôs o governo eleito com apoio do Movimento Tenentista, colocou Getúlio Vargas no Poder e convocou uma Assembleia Constituinte.   
e) à instalação do Estado Novo durante o governo de Getúlio Vargas entre 1937-1945.    
  
10.  

Na imagem, o autor procura representar as diferentes gerações de uma família associada a uma noção consagrada pelas elites intelectuais da época, que era a de
a) defesa da democracia racial.   
b) idealização do universo rural.   
c) crise dos valores republicanos.   
d) constatação do atraso sertanejo.   
e) embranquecimento da população.   
 
Gabarito: 

Resposta da questão 1:
 [A]


[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]

A cafeicultura era o carro-chefe da economia do Segundo Reinado brasileiro e, por isso, tinha total atenção do governo. Devido à pressão inglesa pelo fim da escravidão e à consequente assinatura da Lei Eusébio de Queiroz, o governo brasileiro passou a incentivar a vinda de imigrantes europeus para suprir a falta dos escravos nas nossas lavouras.


[Resposta do ponto de vista da disciplina de Geografia]

Como mencionado corretamente na alternativa [A], a imigração estrangeira garantia a demanda da mão de obra para a cafeicultura, substituindo a mão de obra escrava. Estão incorretas as alternativas: [B], porque o objetivo da imigração era a absorção pela cafeicultura; [C], porque a redistribuição de terras não era pertinente no século XIX; [D], porque o objetivo era a absorção da mão de obra nas fazendas, e, portanto, o povoamento do território nacional.  

Resposta da questão 2:
 [C]


Somente a proposição [C] está correta. O café começou a ser produzido em larga escala no Brasil primeiramente na região do Vale da Paraíba e depois foi migrando para o Oeste Paulista. No Vale da Paraíba, a produção de café se deu em estilo tradicional através de trabalho escravo, latifúndio e exportação enquanto no Oeste Paulista a dinâmica foi outra, ocorreu à transição do trabalho escravo para o trabalho livre com a chegada dos imigrantes e a modernização da economia com ferrovias e o surgimento de atividades industriais.  

Resposta da questão 3:
 [A]


Somente a alternativa [A] está correta. A questão aponta para o surgimento das ferrovias no século XIX vinculado à Revolução Industrial Inglesa. Estas ferrovias representavam o progresso, fundamental para transportar produtos e dispensar o transporte de animais como mulas e burros. No caso do Brasil, no século XIX, a expansão da economia cafeeira necessitava escoar a produção do interior das fazendas para o Porto de Santos. Daí o surgimento das ferrovias. A Inglaterra, pioneira na Revolução Industrial, possuía interesse no financiamento com a exportação de bens de capital para diversos lugares do mundo.  

Resposta da questão 4:
 [A]


Somente a alternativa [A] está correta. O texto menciona o surgimento dos partidos políticos no Brasil durante o Período Regencial, 1831-1840. Os partidos políticos, Liberal e Conservador, representavam os interesses da elite agrária sem qualquer interesse em defender as camadas populares. Ao longo do Segundo Reinado, 1840-1889, vigorou o Parlamentarismo às avessas e o poder moderador no qual o imperador detinha muito poder estando acima dos partidos e do próprio legislativo.   

Resposta da questão 5:
 [C]


Durante o Segundo Reinado, no período em que o tráfico intercontinental esteve proibido, o governo brasileiro apoiou a vinda de imigrantes para substituir o trabalho escravo nas lavouras de café. Os imigrantes eram trazidos a partir do sistema de parceria, no qual recebiam uma ajuda de custo para fazer a viagem e, por isso, ficavam presos à companhia que os ajudou até que pagassem suas dívidas.  

Resposta da questão 6:
 [E]


Durante o Segundo Reinado, 1840-1889, ocorreu um processo de modernização econômica no Brasil com o surgimento de indústrias, ferrovias, bancos e a transição do trabalho escravo para o trabalho livre com a chegada de imigrantes europeus para substituir os escravos na lavoura de café. Esta modernização estava vinculada à produção de café em larga escala que necessitava de muita mão de obra e transporte para escoar a safra até o porto de Santos.  


Resposta da questão 9:
 [C]


Somente a alternativa [C] está correta. A questão remete ao 15 de novembro de 1889, a proclamação da República no Brasil. O famoso texto do escritor Aristides Lobo menciona a participação dos militares neste acontecimento e que o povo assistiu bestializado, confirmando a famosa frase de Lima Barreto “o Brasil não tem povo, tem público”.  

Resposta da questão 10:
 [E]


A tela materializa o pensamento dos defensores da teoria do embranquecimento da população brasileira: através do relacionamento com brancos, uma família consegue “evoluir” de negra para mestiça e, daí, para branca. Tal teoria amparava-se no racismo predominante na sociedade brasileira e afirmava ser uma “evolução” o embranquecimento das gerações futuras brasileiras.  







segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Questões comentadas CESPE Império e Colônia



Questões comentadas CESPE, abordando O Brasil colônia e o Império brasileiro. As questões são acompanhadas de texto e áudio para você estudar em qualquer lugar, usando dois de seus sentidos.

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domingo, 14 de janeiro de 2018

Colônia e Império - Questões comentadas CESPE



1- Em relação ao processo de independência do Brasil, julgue a seguinte afirmativa como (C) ou (E)

A emancipação política do Brasil, além de não ensejar grandes alterações na ordem econômica e social, preservou a monarquia, em meio aos vizinhos republicanos, situação somente possível devido à existência de uma elite política homogênea, detentora de sólida base social e de um projeto de nação consensualmente construído.

(   ) CERTO                              (    ) ERRADO


Errado

Quando consideramos o período da independência brasileira, não podemos falar em homogeneidade de projetos de nação. Embora parte da Historiografia defenda a homogeneidade de nossas elites, com destaque para o Livro “A construção da ordem” de José Murilo de Carvalho, tal homogeneidade não foi capaz de produzir um projeto de nação consensualmente construído, conforme afirma o item. A homogeneidade, defendida por José Murilo, teria suas origens na Coimbra reformada. A Elite brasileira era Coimbrã por formação, logo, conservadora, não havia espaço para liberalismo francês. Tal característica reforça a primeira parte da afirmativa, quando diz:  “além de não ensejar grandes alterações na ordem econômica e social, preservou a monarquia“. 



2-No que concerne à configuração territorial da América portuguesa, assinale a opção correta.

A decisão castelhana de invadir a Colônia de Sacramento, motivada por interesses específicos da elite de Buenos Aires, foi tomada quando o estado de hostilidade entre Castela e Portugal, presente em grande parte da segunda metade do século XVIII, sinalizava evidente distensão.

(   ) CERTO                              (    ) ERRADO

Errada!!
A Colônia de Sacramento, fundada por Portugal em 1680, ao longo de sua História, trocou de mãos constantemente, ao sabor da conjuntura europeia, cuja balança de poder oscilava entre franceses e britânicos, beneficiando indiretamente, Portugal e Espanha, um em detrimento do outro. Considerando a segunda metade do século XIX, Buenos Aires toma Sacramento em 1762, devolvendo-a no ano seguinte. Em 1776, a Colônia é ocupada mais uma vez. Diferente do que afirma o item, o período foi marcado por tensões entre os reinos ibéricos.

3- No Brasil do Segundo Reinado (1840-1889), os partidos políticos, embora representassem as elites sociais, guiavam-se por programas próprios e diferenciados de governo. Com relação a esse período histórico, julgue a afirmativa abaixo como (C) ou (E)
Parte superior do formulário

A Liga Progressista formada na década de 60 do século XIX criticava o sistema parlamentar, o eleitoral e a centralização.

(   ) CERTO                              (    ) ERRADO

Correta!!
A liga foi capaz de congregar liberais históricos e conservadores moderados, a exemplo do Marquês de Olinda, que foi chefe do gabinete por duas vezes ao longo da década. O principal nome da liga foi Zacarias de Góis e Vasconcelos.  Durante esses gabinetes discutiu-se o papel do imperador, tendo a liga defendido o fim do poder Moderador, assim como criticavam o sistema eleitoral e a excessiva centralização do Império. 


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sábado, 13 de janeiro de 2018

Tripé macroeconômico e Fernando Henrique Cardoso

Você sabe o que é Tripé macroeconômico? Como ele foi implantado do governo de Fernando Henrique Cardoso?
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O Banco Central, assim como o FMI, teve grande importância na manutenção da força do Real ao longo do primeiro governo FHC. Nesse breve vídeo, abordaremos esse assunto.









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