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Oriente Médio e Palestina

sábado, 19 de maio de 2018

Rio Branco, Rodrigues Alves e o Americanismo Pragmático

Rio Branco, Rodrigues Alves e o americanismo pragmático. Você sabe qual foi a contribuição do Governo de Rodrigues Alves para a Política Externa da Primeira República?
Nesse pequeno Vídeo, falaremos sobre isso. Vamos à aula de hoje? Professor Arão Alves #partiuauladoarão

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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Governo Militar - Questões dissertativas - gabarito comentado

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1. Assim, era possível crescer apostando no consumo de bens duráveis dos segmentos mais endinheirados da classe média que perfaziam um mercado de cerca de vinte milhões de pessoas, pouco mais de   da população. O Estado, cujo caixa estava reforçado por novos impostos e pelos empréstimos internacionais, continuaria investindo em grandes obras, estimulando o mercado de construção civil, que passaria a crescer cerca de   ao ano até 1973.

NAPOLITANO, Marcos. 1964: história do regime militar brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014, p.149 (Adaptado).


O período de grande crescimento da economia sob o governo Médici alimentou as esperanças de um “milagre” que pudesse conduzir o Brasil ao tão sonhado Primeiro Mundo.
A respeito da economia brasileira neste período,

a) caracterize o papel do fechamento do sistema político, especialmente pós AI-5, para a aceleração da economia durante o governo Médici.
b) explique dois fatores que produziram a crise da economia brasileira, já no final do governo Médici, e o fim do “milagre econômico”. 





Resposta:

a) O auge do “Milagre Brasileiro” ocorreu durante o governo Médici, 1969-1973. O país cresceu em média 11% ao ano neste período. O Estado criou obras faraônicas. Este modelo econômico gerou problemas como o arrocho salarial, aumento da dívida externa, inflação, concentração de renda, entre outros. O AI-5 foi criado de forma ditatorial dia 13 de dezembro de 1968 no governo de Costa e Silva. A ideia era fechar todas as possibilidades de oposição, controlar, censurar, intimidar, etc. Era necessário deixar o governo militar desenvolver seu projeto sem nenhuma crítica.

b) A primeira crise internacional do petróleo de 1973 gerou uma crise mundial culminando em consequências negativas para o “Milagre Brasileiro” que começou a esgotar no governo Geisel, 1974-1978. Em 1979 ocorreu a segunda crise mundial do petróleo, comprometendo ainda mais a economia. Neste momento, João Baptista Figueiredo, assumiu o governo no Brasil e o país entrou na década de 1980 em grave crise econômica com greve, inflação e desemprego. A década de 1980 foi considerada a década perdida para a América Latina. 

2- Considerando seus conhecimentos acerca da política externa brasileira dos governos militares (1964-1985) Caracterize, em linhas gerais,  a relação Brasil-europa na década de 1970.






Resposta:

Havia uma relação dúbia, pois a Europa criticava o Brasil em relação ao regime, mas precisava comercialmente do país que vivia um período de crescimento econômico. Exceção era a Alemanha que em 1975 assina o acordo nuclear com o governo de Geisel. 


3- A partir de seus conhecimentos sobre a política externa brasileira de dos governos militares, identifique marcas concretas que possam exemplificar o pragmatismo de Geisel e, guardando as diferenças conjunturais aponte a política externa que teria inspirado sua PEB.






Resposta:
Embora respeitando, no contexto hemisférico, sua posição ocidental, a política externa de Geisel pautou-se pelo pragmatimo, classificado como ecumênico. Tal posição demonstra uma certa universalização de sua PEB. Entre as realizações inspiradas nessa posição podemos citar:
1- Itaipu binacional;
2-Usinas nucleares (acordo nuclear teuto-brasileiro) - Willi Brandt (Ostpolitik);
3- Pro-álcool;
4- Adensamento das relações com os árabes - passat , armas, marcopolo, Odebrech, etc..
5- Reconhecimento do MPLA de Angola.

"mundos diversos, argumentos afins" (Gerson Fonseca Jr - PEI x pragmatismo)


4- Embora parecidas, a conjuntura de surgimento da Política externa independente do governo de Jânio Quadros ocorre em contexto relativamente mais adverso do que o contexto da política externa do Pragmatismo responsável e ecumênico de Geisel. Comente as razões sistêmicas que possibilitaram o sucesso da política externa de Geisel.







Resposta:

Diminuição relativa do poder dos EUA no mundo e na A. Latina.

1971 - desvalorização do dólar (flexibilização do padrão Brettonwoods),
1973 - Nixon não garante mais a conversibilidade;
1974 - renúncia de Nixon;
1975 - Derrota dos EUA com a retirada do Vietnã;


 O governo brasileiro age como potência e gera conflitos:


Inclusão do Brasil na seção 301 do código de comércio brasileiro;

* O Brasil não assina o TNP e os americanos pressionam empresas americanas a não transferir tecnologia = ruptura do acordo nuclear com os EUA -Westhouse.

* Pressão do governo Carter em relação ao tema dos DH. O Brasil não aceita a pressão e denuncia o acordo militar de 1952.

5- Considerando a política externa dos governos militares (1964-1985), caracterize o governo de Médici quanto ao continente africano, identifique o chanceler desse governo e a posição de Delfin Neto em relação ao tema.







Resposta:

O governo Médici, sob a chancelaria de Mário Gibson Barboza, marca o retorno a uma política africana em bases autônomas e calcada no pragmatismo econômico e em moderna concepção geopolítica. Após divergências do Itamaraty com Delfin Netto, que defendia a inserção pela via portuguesa, o predomínio das visões da diplomacia se consolidou com a viagem de Gibson Barboza a nove países africanos, que não haviam passado por guerra de independência, em 1972. Em todos os países, firmaram-se acordos de cooperação técnica e cultural, e, diferentemente da estratégia de Costa e Silva, que privilegiava o multilateralismo, estabeleceram-se contatos diplomáticos diretos com os novos países africanos, o que contribuiu para a melhor compreensão de suas demandas, sobretudo no que concerne às vinculações com Portugal. A influência africana pode ser encontrada na negação do apoio irrestrito que se vinha concedendo até então ao colonialismo português na ONU pelos governos militares, quando o Brasil se absteve, em 1973, em votação sobre a questão colonial portuguesa. Nesse mesmo ano, Gibson Barboza realizou viagem ao Egito e ao Quênia, onde reforçou o apoio brasileiro à descolonização e criticou o apartheid, embora se atribuísse grande importância ao maior parceiro econômico africano do Brasil, a África do Sul, contra a qual não se tomavam medidas concretas em relação ao apartheid.



Bons estudos,
Professor Arão Alves

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sábado, 12 de maio de 2018

Cangaço, Coronelismo e Primeira República


Cangaço, Coronelismo e Primeira República. Você sabe qual seria a relação entre o Cangaço, o Coronelismo e o Federalismo da Primeira República? Nesse pequeno vídeo, falaremos sobre isso. Vamos à aula de hoje? bons estudos, Professor Arão Alves #partiuauladoarão



Prova de História com Gabarito Comentado - Colônia e Império


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TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
TEXTO PARA A(S) PRÓXIMA(S) QUESTÃO(ÕES)

Tornando da malograda espera do tigre, 1alcançou o capanga um casal de velhinhos, 2que seguiam diante dele o mesmo caminho, e conversavam acerca de seus negócios particulares. Das poucas palavras que apanhara, percebeu Jão Fera 3que destinavam eles uns cinquenta mil-réis, tudo quanto possuíam, à compra de mantimentos, a fim de fazer um moquirão*, com que pretendiam abrir uma boa roça.
                - Mas chegará, homem? perguntou a velha.
                - Há de se espichar bem, mulher!
                Uma voz os interrompeu:
                - Por este preço dou eu conta da roça!
                - Ah! É nhô Jão!
                Conheciam os velhinhos o capanga, a quem tinham por homem de palavra, e de fazer o que prometia. Aceitaram sem mais hesitação; e foram mostrar o lugar que estava destinado para o roçado.
                Acompanhou-os Jão Fera; porém, 4mal seus olhos descobriram entre os utensílios a enxada, a qual ele esquecera um momento no afã de ganhar a soma precisa, que sem mais deu costas ao par de velhinhos e foi-se deixando-os embasbacados.

ALENCAR, José de. Til.

* moquirão = mutirão (mobilização coletiva para auxílio mútuo, de caráter gratuito).  


1.   Considerada no contexto histórico-social figurado no romance Til, a brusca reação de Jão Fera, narrada no final do excerto, explica-se 
a) pela ambição ou ganância que, no período, caracterizava os homens livres não proprietários.    
b) por sua condição de membro da Guarda Nacional, que lhe interditava o trabalho na lavoura.    
c) pela indolência atribuída ao indígena, da qual era herdeiro o “bugre”.    
d) pelo estigma que a escravidão fazia recair sobre o trabalho braçal.    
e) pela ojeriza ao labor agrícola, inerente a sua condição de homem letrado.    
  
2.   Leia o trecho do poema a seguir.

– Essa cova em que estás,
com palmos medida,
é a cota menor
que tiraste em vida.
– É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é a parte que te cabe
neste latifúndio.
– Não é cova grande.
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.

(MELO NETO, J. C. Morte e Vida Severina. Universidade da Amazônia, NEAD – Núcleo de Educação à Distância. p.21-13.
Disponível em: . Acesso em: 28 ago. 2017).


O poema trata da relação entre o homem e a terra no Brasil. Com base nos conhecimentos sobre propriedade e usos da terra, assinale a alternativa correta.
a) No decorrer do segundo Reinado, a Lei de Terras, promulgada em 1850, possibilitou o livre acesso das terras devolutas aos primeiros imigrantes europeus, garantindo-lhes a sobrevivência.   
b) Na Colônia, as terras doadas como sesmarias garantiam privilégios aos senhores de engenho, mas restringiam a prática de certas atividades econômicas.   
c) No Império, formaram-se os primeiros quilombos cuja propriedade dessas terras foi reconhecida legalmente durante a primeira República.   
d) Em 1964, João Goulart realizou desapropriações das pequenas propriedades no entorno das metrópoles para o cultivo de sobrevivência por parte dos trabalhadores.   
e) No governo de Fernando Henrique Cardoso (1995- 2002), retomou-se a política econômica de estatização das propriedades agrícolas resultando em elevadas taxas de crescimento econômico.   
  
3.   Observe a obra O jantar de Debret.


A sociedade patriarcal brasileira retratada na imagem tem como características
a) a mobilidade social presente nas regiões açucareiras e mineradoras, em que os escravos poderiam receber ou comprar sua liberdade e serem aceitos pelo status quo desde que estabelecidos como proprietários de terras ou negócios.   
b) a herança cultural portuguesa e muçulmana, presenciada no âmbito privado e não no público, em que o patriarca era o chefe da família, visto que a Península Ibérica já havia sido de domínio mouro.   
c) o controle dos grandes fazendeiros sobre suas terras e regiões vizinhas, mais tarde observado também no coronelismo, modelo político combatido após a Proclamação da República.   
d) a extensão do poder do senhor de engenho não somente sobre sua propriedade e empregados, mas também sobre sua família e a região ao redor de suas terras.    
e) a centralização na figura do pai, chefe não somente da família, mas dos negócios e da política local, padrão do nordeste açucareiro entre os séculos XVI e XVII, e do sudeste nos séculos XVIII e XIX.   
  
4.   No início do século XVIII, a concorrência das Antilhas fez com que o preço do açúcar brasileiro caísse no mercado europeu. Os proprietários de engenho, em Pernambuco, para minimizar os efeitos desta crise, recorreram a empréstimos junto aos comerciantes da Vila de Recife. Esta situação gerou um forte antagonismo entre estas partes, que se acirrou quando D. João V emancipou politicamente Recife, deixando esta de ser vinculada a Olinda. Tal fato desobrigou os comerciantes de Recife do recolhimento de impostos a favor de Olinda. O conflito que eclodiu em função do acima relatado foi a
a) Revolta de Beckman.   
b) Guerra dos Mascates.   
c) Guerra dos Emboabas.   
d) Insurreição Pernambucana.   
e) Conjuração dos Alfaiates.   
  
5.   Na edição de julho de 1818 do Correio Braziliense, o jornalista Hipólito José da Costa, residente em Londres, publicou a seguinte avaliação sobre os dilemas então enfrentados pelo Império português na América:

A presença de S.M. [Sua Majestade Imperial] no Brasil lhe dará ocasião para ter mais ou menos influência naqueles acontecimentos; a independência em que el-rei ali se acha das intrigas europeias o deixa em liberdade para decidir-se nas ocorrências, segundo melhor convier a seus interesses. Se volta para Lisboa, antes daquela crise se decidir, não poderá tomar parte nos arranjamentos que a nova ordem de coisas deve ocasionar na América.

Nesse excerto, o autor referia-se
a) aos desdobramentos da Revolução Pernambucana do ano anterior, que ameaçara o domínio português sobre o centro-sul do Brasil.   
b) às demandas da Revolução Constitucionalista do Porto, exigindo a volta imediata do monarca a Portugal.   
c) à posição de independência de D. João VI em relação às pressões da Santa Aliança para que interviesse nas guerras do rio da Prata.    
d) às implicações que os movimentos de independência na América espanhola traziam para a dominação portuguesa no Brasil.    
e) ao projeto de D. João VI para que seu filho D. Pedro se tornasse imperador do Brasil independente.    

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Sabe-se que os primeiros registros feitos pelos seres humanos eram marcados em paredes, folhas de palmeiras, tijolos de barro, tábuas de madeira. A primeira inovação foi o papiro, que tinha como matéria-prima uma planta. Depois ele foi substituído pelo pergaminho – feito de pele de animais –, que tinha maior durabilidade e que tornava a escrita mais fácil.
No século II, a partir do córtex de plantas, tecidos velhos e fragmentos de rede de pesca, os chineses inventaram o papel.
Em 1448, Johann Fust, juntamente com Gutenberg, fundou a Werk der Buchei (Fábrica de Livros), onde foi publicada a Bíblia de Gutenberg, livro que tinha 42 linhas. O aumento da oferta de papel e o aprimoramento das técnicas de impressão em larga escala ajudaram a consolidar o livro como veículo de informação e entretenimento.
Em 1971, a tecnologia inovou o mundo da leitura com os e-books, livros digitais que podem ser lidos em vários aparelhos eletrônicos. Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 17. (Parcial e adaptado.)


Diante disso, a(s) questão(ões) a seguir abordarão o eixo temático “A Evolução do Livro: do pergaminho ao e-book”.


6.   A Biblioteca Nacional do Brasil, considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, é também a maior da América Latina. O núcleo original de seu acervo é a antiga livraria de D. José, cuja origem remonta às coleções de livros de D. João I e de seu filho D. Duarte. Quando D. João VI e sua Corte chegaram ao Rio de Janeiro, em consequência da invasão das tropas de Napoleão Bonaparte em Portugal, trouxeram consigo parte da Biblioteca Nacional Portuguesa, que era composta por cerca de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas.

Disponível em: . Acesso em: 5 mar. 17. (Parcial e adaptado.)


Sobre o período e os acontecimentos históricos referidos no texto, é correto afirmar que a
a) invasão das tropas napoleônicas em Portugal é um dos exemplos do expansionismo francês ocorrido mesmo depois da obediência ao Bloqueio Continental pela Coroa Portuguesa.   
b) transferência da Família Real Portuguesa e de toda sua Corte para o Brasil inaugura o processo de independência das colônias europeias na América.   
c) chegada da Família Real Portuguesa trouxe algumas modificações ao Brasil, como a abertura da Biblioteca Nacional, a fundação do Banco do Brasil e a passagem de Colônia a Reino Unido.   
d) América Latina, no início do século XIX, viveu um período de forte desenvolvimento cultural, com o estabelecimento de suas primeiras bibliotecas e universidades.   
e) Corte Portuguesa permaneceu no Brasil até a Proclamação da República, em 1889, sendo expulsa juntamente com D. Pedro II.    
  
7.   No ano de 1808, a Corte portuguesa instalou-se no Brasil. A partir desse momento, um processo de desenvolvimento científico-cultural ocorreu, com a fundação de instituições, como Biblioteca Pública e Imprensa Régia. Também foram criados, com o passar do tempo, diferentes cursos, como o da Academia Real Militar e da Faculdade de Medicina.

Marque a alternativa que demonstra o principal objetivo do governo ao instituir o desenvolvimento desses cursos.
a) Fortalecer o sistema público da educação brasileira, existente desde a fundação das primeiras vilas.   
b) Fortificar a colônia contra os ataques das esquadras inglesas, formando quadros para o exército.   
c) Desenvolver novas tecnologias para a crescente indústria portuguesa.   
d) Controlar a imprensa local através da censura.   
e) Formar recursos humanos para atender às necessidades da Corte.   
  
8.   A manutenção da unidade territorial e do regime monárquico, no contexto da independência do Brasil, demonstra que a elite política
a) possuía ideais políticos convergentes e comungava similares interesses econômicos.   
b) protegia o direito à autonomia regional e lutava contra a centralização política do poder.   
c) constituía uma classe política homogênea e propunha um projeto econômico industrializador.   
d) apoiava a livre escolha dos presidentes provinciais e garantia a liberdade política dos cidadãos.   
e) aceitava os princípios do liberalismo econômico e defendia o direito político de iniciativa popular.   
  
9.   Era óbvia a sedução que o enforcamento do alferes representava para o governo português: pouca gente levaria a sério um movimento chefiado por um simples Tiradentes (e as autoridades lusas, depois de 1790, invariavelmente se referiam ao alferes por seu apelido de Tiradentes). Um julgamento-exibição, seguido pela execução pública de Silva Xavier, proporcionaria o impacto máximo, como advertência, ao mesmo tempo em que minimizaria e ridicularizaria os objetivos do movimento: Tiradentes seria um perfeito exemplo para outros colonos descontentes e tentados a pedir demais antes do tempo.

(Kenneth Maxwell. A devassa da devassa, 1978.)

O texto permite afirmar que
a) o fato de o movimento ser chefiado por um simples Tiradentes foi a razão do seu fracasso.   
b) o governo tentou diminuir a relevância da revolta e aplicou punição exemplar em Tiradentes.   
c) o alferes foi enforcado por sua capacidade de liderar e seduzir os setores mais pobres do povo.   
d) o despreparo de Tiradentes acabou por frustrar os planos de revolta contra os portugueses.   
e) o movimento chefiado por Tiradentes não chegou a preocupar as autoridades portuguesas.   
  
10.   Uma análise das relações sociais de poder no Brasil Império mostra mudanças importantes com relação ao período colonial. Na época do Império, a sociedade brasileira:
a) tornou-se mais democrática, com o declínio acentuado da escravidão depois de 1840, e com a vinda de imigrantes europeus que traziam ideias modernizadoras.   
b) manteve a escravidão como fonte de produção de riqueza, embora restrita à cultura do café, no oeste paulista e no interior do Rio de Janeiro.   
c) conseguiu livrar-se das influências europeias, afirmando uma matriz, respeitando as tradições seculares de sua história.   
d) permaneceu marcada pelo escravismo, embora já houvesse mudanças de muitos hábitos, por influência da modernização de alguns setores.   
e) conviveu com rebeliões políticas frequentes, lideradas pelos liberais radicais e movidas por ideias abolicionistas e republicanas.   


Gabarito: 


Resposta da questão 1:
 [D]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]
O romance Til, de José de Alencar, passa-se na Campinas da década de 1830. Nesse contexto, a escravidão estava enraizada no Brasil, marcando e marginalizando as pessoas que viviam do trabalho braçal, característico dos escravos.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Português]
Ao ver a enxada, Jão Fera associa o trabalho braçal que prestaria ao casal de velhinhos às atividades desempenhadas pelos escravos, percebido de forma preconceituosa por muitos daqueles que viviam o contexto histórico-social retratado por Til, obra de 1872.  

Resposta da questão 2:
 [B]

Somente a proposição [B] está correta. No período colonial, o império português restringiu determinadas atividades econômicas, como a fabril e a de manufaturas, com raras exceções no que diz respeito a manufaturas de vestuário tosco usado por mineradores.  

Resposta da questão 3:
 [D]

Somente a alternativa [D] está correta. Vários autores brasileiros escreveram sobre a “Sociedade Patriarcal”, entre eles, Sérgio Buarque de Holanda na importante obra “As Raízes do Brasil” de 1936. A sociedade patriarcal diz respeito aos valores e costumes do Brasil no período colonial, quando o homem branco e rico possuía poder econômico e político sobre sua região, sua família, empregados, etc. Um exemplo típico foi o senhor de engenho no Nordeste durante o período colonial. Ainda no século XIX, este modelo Patriarcal persistiu gerando grandes danos e vícios na Política Brasileira, como o “homem cordial” retratado no capítulo 5 da referida obra de Sérgio Buarque de Holanda.  

Resposta da questão 4:
 [B]

A Guerra dos Mascates foi um conflito nativista ocorrido em Pernambuco que opôs, pela primeira vez na história colonial, brasileiros e portugueses, representados, respectivamente, pelos senhores de engenho de Olinda e pelos comerciantes de Recife. As causas para tal conflito foram a insatisfação dos senhores de engenho de Olinda com o monopólio comercial estabelecido pelos comerciantes portugueses em Recife e a importância que o governo português dava à Recife, em detrimento da valorização de Olinda.  

Resposta da questão 5:
 [D]

O autor do texto faz referência ao ano de 1818 na América Colonial. Tal ano marca o ápice do movimento de independência na América Espanhola e o autor do texto deixa claro que d. João VI deveria preocupar-se em impedir que as influências desse movimento atingissem a América Portuguesa.  

Resposta da questão 6:
 [C]

Somente a proposição [C] está correta. O texto menciona a vinda da corte portuguesa para o Brasil em 1808 fugindo da invasão napoleônica. A corte trouxe em sua bagagem um grande acervo de obras de grande valor histórico que foram colocadas na Biblioteca Nacional do Brasil. Além desta biblioteca, D. João VI criou o Banco do Brasil, as faculdades de Medicina e Direito, Jardim Botânico, Imprensa Régia, entre outras realizações.  

Resposta da questão 7:
 [E]

A vinda da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, gerou a necessidade de criar uma estrutura mais adequada para atender às necessidades da realeza. Desta forma, foi criado o banco do Brasil, a Imprensa Régia, biblioteca, jardim botânico, faculdades, artistas franceses foram trazidos, entre outras realizações.  

Resposta da questão 8:
 [A]

A questão remete ao processo de independência do Brasil. A independência do Brasil aconteceu em 1822 através de um arranjo político entre a elite agrária com D. Pedro I, foi feita de cima para baixo. Apesar de algumas diferenças regionais, havia alguns interesses políticos e econômicos entre a elite agrária como por exemplo o medo do “Haitianismo”. Adotou-se uma monarquia constitucional visando manter a unidade territorial.  

Resposta da questão 9:
 [B]

A Inconfidência Mineira foi o principal movimento de contestação ao domínio português e à reação lusitana, a partir de uma grande devassa, determinou a prisão de diversos líderes e promoveu a execução de Tiradentes, com a ideia de “castigo exemplar”, ou seja, mais do que a execução de um indivíduo, a necessidade de incutir medo na população colonial.  

Resposta da questão 10:
 [D]  







 

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Prova de História com gabarito comentado - Era Vargas




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1ª questão. 
1.   O Estado Novo foi um período da chamada "Era Vargas", em que o presidente tinha os mais amplos poderes. Das alternativas abaixo, aponte aquela que corresponde a um evento ocorrido durante o Estado Novo.
a) A população paulista deflagrou a chamada Revolução Constitucionalista.   
b) Foi criado o Ministério da Educação e Saúde, em novembro de 1930.   
c) Eclodiu a Intentona Comunista.   
d) O Governo aprovou a Lei de Sindicalização, que definia os sindicatos como órgãos consultivos.   
e) O Brasil participou da 2ª Guerra Mundial com a Força Expedicionária Brasileira.   
  
2ª questão. Em 1934, um grupo de mulheres brasileiras, liderado por Bertha Lutz, elaborou um texto que ficou conhecido como Manifesto Feminista. Leia um trecho desse documento.

As mulheres, assim como os homens, nascem membros livres e independentes da espécie humana, dotados de faculdades equivalentes e igualmente chamados a exercer, sem peias, os seus direitos e deveres individuais, os sexos são interdependentes e devem, um ao outro, a sua cooperação. A supressão dos direitos de um acarretará, inevitavelmente, prejuízos para o outro, e, consequentemente, para a Nação. Em todos os países e tempos, as leis, preconceitos e costumes tendentes a restringir a mulher, a limitar a sua instrução, a entravar o desenvolvimento das suas aptidões naturais, a subordinar sua individualidade ao juízo de uma personalidade alheia, foram baseados em teorias falsas, produzindo, na vida moderna, intenso desequilíbrio social; a autonomia constitui o direito fundamental de todo indivíduo adulto; a recusa desse direito à mulher é uma injustiça social, legal e econômica que repercute desfavoravelmente na vida da coletividade, retardando o progresso geral... Apud DUARTE, C. L. “Feminismo e literatura no Brasil”.  Revista de Estudos Avançados, v. 17, n. 49, set/dez 2003.  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142003000300010#back19  Acesso em 6/7/2016.

Tendo em vista a situação das mulheres no Brasil, na década de 1930, é correto afirmar que o texto
a) busca estimular as mulheres a exercerem o seu direito de voto que havia sido garantido pela Constituição Brasileira de 1891.   
b) defende a superioridade das mulheres e condena as decisões da Constituição Brasileira de 1934, que negaram o direito ao voto feminino.   
c) diverge das ações feministas do Rio Grande do Norte, que culminaram no exercício do direito de voto pelas mulheres em 1928.   
d) reflete o clima de radicalização política no Brasil no período e acabou por impedir o avanço nas conquistas políticas das mulheres.   
e) sustenta a igualdade de gêneros em sintonia com campanhas que consagraram o direito de voto para as mulheres na Constituição de 1934.   
  
3ª questão.   Durante o Estado Novo, os encarregados da propaganda procuraram aperfeiçoar-se na arte da empolgação e envolvimento das “multidões” através das mensagens políticas. Nesse tipo de discurso, o significado das palavras importa pouco, pois, como declarou Goebbels, “não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter determinado efeito”.   CAPELATO, M. H. Propaganda política e controle dos meios de comunicação. In: PANDOLFI. D. (Org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: FGV. 1999.

O controle sobre os meios de comunicação foi uma marca do Estado Novo, sendo fundamental à propaganda política, na medida em que visava
a) a conquistar o apoio popular na legitimação do novo governo.   
b) ampliar o envolvimento das multidões nas decisões políticas.   
c) aumentar a oferta de informações públicas para a sociedade civil.   
d) estender a participação democrática dos meios de comunicação no Brasil.    
e) alargar o entendimento da população sobre as intenções do novo governo.   
  
4ª questão. Nos primeiros anos do governo Vargas, as organizações operárias sob controle das correntes de esquerda tentaram se opor ao seu enquadramento pelo Estado. Mas a tentativa fracassou. Além do governo, a própria base dessas organizações pressionou pela legalização. Vários benefícios, como as férias e a possibilidade de postular direitos perante as Juntas de Conciliação e Julgamento, dependiam da condição de ser membro de sindicato reconhecido pelo governo. FAUSTO, B. História concisa do Brasil. São Paulo: Edusp; Imprensa Oficial do Estado, 2002 (adaptado).

No contexto histórico retratado pelo texto, a relação entre governo e movimento sindical foi caracterizada
a) pelas benesses sociais do getulismo.   
b) por um diálogo democraticamente constituído.   
c) por uma legislação construída consensualmente.    
d) pelo reconhecimento de diferentes ideologias políticas.    
e) pela vinculação de direitos trabalhistas à tutela do Estado.    
  
5ª questão. (Observe atentamente a imagem.


A charge refere-se ao período
a) do Império (1822-1889), governado por D. Pedro II, que tinha grande interesse por inovações tecnológicas e utilizou o rádio como instrumento de propaganda.   
b) da Primeira República (1889-1930), cuja principal marca foi a censura a artistas, intelectuais e jornalistas contrários ao governo.   
c) do Estado Novo (1937-1945), sob o comando de Getúlio Vargas, que utilizou o rádio para enaltecer os feitos de seu governo.   
d) do desenvolvimentismo (1955-1961), liderado por Juscelino Kubitschek, que introduziu os meios de comunicação de massa no Brasil.   
e) da ditadura civil-militar (1964-1985), no qual artistas e jornalistas podiam expressar-se livremente nas rádios, porém eram censurados nas redações dos jornais e emissoras de TV.   

6ª questão.   Segundo a historiadora Regina da Luz Moreira, “o retorno dos contingentes da FEB precipitou (...) a queda de Vargas em 1945”  (CPDOC. Disponível em: http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/FatosImagens/FEB>).

Assinale a alternativa que justifica a declaração acima, relacionando a atuação do Brasil, por meio da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Segunda Guerra Mundial com o primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945).
a) Ao lutar pela democracia e contra os fascismos na Europa com a FEB, o governo de Vargas perdeu apoio interno ao manter regime autoritário.   
b) Ao lutar pela democracia e derrotar os fascismos na Europa, os pracinhas conquistaram apoio popular para derrubar a ditadura de Vargas.   
c) Ao derrubar o regime franquista na Espanha, os soldados brasileiros inspiraram a população a lutar por eleições, após 15 anos de Estado Novo.   
d) Ao derrotar os fascistas na Batalha de Monte Castelo na Itália, a FEB conquistou o apoio norte-americano para derrubar a ditadura de Vargas.   
e) Ao lutar pela libertação dos povos europeus, o governo brasileiro esgotou seus recursos financeiros no Exército, precipitando a queda de Vargas.   


Gabarito: 


Resposta da questão 1:
 [E]

Dos fatos apresentados, encaixa-se cronologicamente na Era Vargas a entrada brasileira na Segunda Grande Guerra, em 1942. Após um acordo financeiro costurado entre Vargas e os EUA, o Brasil, representado pela FEB, entrou na Guerra ao lado dos Aliados, contra o Eixo.  

Resposta da questão 2:
 [E]

Durante a Era Vargas foi promulgada uma nova Constituição para o país, em 1934. Essa foi a primeira Constituição a conceder direitos de participação política às mulheres brasileiras, como o direito ao voto. O texto que acompanha a questão faz referência à defesa desse direito, baseando-se na igualdade de gêneros.  

Resposta da questão 3:
 [A]

O DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo, tinha como função o controle da propaganda do governo com vistas a legitimar o Regime Ditatorial junto à população brasileira.  

Resposta da questão 4:
 [E]

Vargas criou uma política de governo que ficou conhecida como trabalhismo. Ela visava vincular o apoio do trabalhador ao governo através da concessão de uma série de benefícios trabalhistas. Tal política funcionou bem durante toda a Era Vargas.  

Resposta da questão 5:
 [C]

Somente a proposição [C] está correta. A questão remete à criação da “Voz do Brasil” durante a ditadura do Estado Novo, 1937-1945. O presidente Getúlio Dorneles Vargas utilizou os meios de comunicação de massa para defender a ideologia do Estado como o nacionalismo, populismo e a construção de uma identidade nacional.  

Resposta da questão 6:
 [A]

A participação brasileira na Segunda Guerra foi controversa: dirigindo um regime autoritário, Vargas colocou o Brasil do lado democrático da guerra, o que, de certa forma, se configurava uma situação contraditória, contribuindo para enfraquecer seu governo.  




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