Política Externa Brasileira segundo Mônica Hirst: Relações Brasil–Estados Unidos de Vargas à era multipolar Introdução A relação entre Brasil e Estados Unidos ocupa um lugar de destaque na política externa brasileira, com impacto global e regional significativo. Como as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental, Brasil e EUA desenvolveram uma parceria complexa, marcada por períodos de aproximação e distanciamento. Entender esses altos e baixos é fundamental para quem estuda relações internacionais e, especialmente, para concurseiros do CACD que precisam dominar a história diplomática brasileira. Nesse contexto, a perspectiva da professora e pesquisadora Mônica Hirst oferece uma análise rica e diferenciada sobre as relações Brasil-EUA , combinando rigor acadêmico e olhar crítico. Hirst, em obras influentes como Brasil-Estados Unidos: Desencontros e Afinidades , interpreta a evolução desse vínculo através de fases distintas, como momentos de aliança, alinhamento, autonomi...
✅ 1. Considerando seus conhecimentos sobre a política externa brasileira durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, julgue como certo ou errado a seguinte afirmativa:( ) A política externa de FHC foi marcada por um confronto sistemático com os Estados Unidos e pela rejeição ativa aos processos de institucionalização econômica da globalização liberal. Resposta: ErradoComentário:A política externa durante os governos FHC seguiu a diretriz da “autonomia pela participação”, que visava ampliar a inserção do Brasil nos mecanismos centrais de governança global sem necessariamente confrontar as potências estabelecidas. FHC compreendia a globalização como um processo irreversível e procurava inseri-la na racionalidade institucional brasileira, utilizando-se de estratégias de credibilidade macroeconômica e engajamento em fóruns como a OMC, o Mercosul e a Cúpula das Américas. O Brasil, sob sua liderança, buscou construir pontes com os Estados Unidos, sem submissão, mas também se...