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Oriente Médio e Palestina

sábado, 13 de maio de 2017

Primavera árabe na Líbia e queda de Kadafi







1. Entre outros desdobramentos provocados pela chamada Primavera Árabe, iniciada no final de 2010, podemos citar
a) a deposição de governantes na Líbia e no Egito e o início de violenta guerra civil na Síria.
b) a democratização política na Argélia e a instalação de regimes militares no Barein e na Jordânia.
c) o surgimento de regimes islâmicos no Irã e na Tunísia e a queda do governo pró-Estados Unidos no Líbano.
d) o controle do governo da Arábia Saudita por grupos islâmicos fundamentalistas e o fim do apoio russo ao Iraque.
e) o fim dos conflitos religiosos no Iêmen e no Marrocos e o aumento do preço do petróleo no mercado mundial.




Resposta:

[A]

A partir de 2010, a Primavera Árabe foi um movimento por democracia contra ditaduras que levou a queda dos ditadores da Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen. Na Síria, eclodiu uma guerra civil entre o governo de Bashar Al Assad e grupos sunitas, entre os quais o ELS (Exército de Libertação da Síria) e o extremista Estado Islâmico.




2. O grupo Boko Haram, autor do sequestro, em abril de 2014, de mais de duzentas estudantes, que, posteriormente, segundo os líderes do grupo, seriam vendidas, nasceu de uma seita que atraiu seguidores com um discurso crítico em relação ao regime local. Pregando um islã radical e rigoroso, Mohammed Yusuf, um dos fundadores, acusava os valores ocidentais, instaurados pelos colonizadores britânicos, de serem a fonte de todos os males sofridos pelo país. Boko Haram significa “a educação ocidental é pecaminosa” em haussa, uma das línguas faladas no país.

www.cartacapital.com.br. Acessado em 13/05/2014. Adaptado.

O texto se refere
a) a uma dissidência da Al-Qaeda no Iraque, que passou a atuar no país após a morte de Sadam Hussein.
b) a um grupo terrorista atuante nos Emirados Árabes, país economicamente mais dinâmico da região.
c) a uma seita religiosa sunita que atua no Sul da Líbia, em franca oposição aos xiitas.
d) a um grupo muçulmano extremista, atuante no Norte da Nigéria, região em que a maior parte da população vive na pobreza.
e) ao principal grupo religioso da Etiópia, ligado ao regime político dos tuaregues, que atua em toda a região do Saara






Resposta:

[D]

Como mencionado corretamente na alternativa [D], Boko Haram é um grupo extremista que atua na Nigéria com o objetivo de combater os valores ocidentais, por meio da imposição da Sharia. Estão incorretas as alternativas seguintes por não corresponderem ao texto.








3- “Os acontecimentos são como a espuma da história, bolhas que, grandes ou pequenas, irrompem na superfície e, ao estourar, provocam ondas que se propagam a maior ou menor distância”. São de Georges Duby essas observações. De acordo com ele, “acontecimentos sensacionais” — a exemplo da chegada da corte portuguesa à cidade do Rio de Janeiro, em 1808; da criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1815; da oficialização do rompimento entre Brasil e Portugal, em 1822; da outorga da Carta Constitucional do Império, em 1824; e da abdicação de D. Pedro I, em 1831 — podem apresentar valor inestimável para a compreensão das circunstâncias históricas nas quais se evidenciaram.
Cecília Helena de Salles Oliveira. Repercussões da revolução: delineamento do império do Brasil, 1808/1831. In: Keila Grinberg e Ricardo Salles (Orgs.). O Brasil imperial (vol. I - 1808-1831). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 17 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial e considerando aspectos marcantes do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item seguinte.
A oficialização do rompimento entre o Brasil e a metrópole portuguesa, ainda que conduzida por setores da elite política colonial, tendo à frente o próprio príncipe regente D. Pedro, se fez acompanhar da ação popular que, em alguns pontos do território brasileiro, enfrentou as tropas portuguesas que se insurgiram contra a independência, a exemplo da batalha do Jenipapo, no Piauí, e da guerra finalmente vencida pelos baianos em 2 de julho de 1823.




O grito de independência, mesmo o retratado por Pedro Américo quatro décadas depois, não seria suficiente para garantir a independência do Brasil. No Rio de Janeiro, as coisas foram mais fáceis, e as tropas portuguesas, presentes aqui, aceitaram negociações com D. Pedro; primeiro confinados a Niterói, e depois deixando a colônia. Essa situação não se repetiu em outras províncias. A resistência foi a norma, ao menos, nas províncias do Pará, Piauí, Cisplatina, Maranhão, Ceará e, conforme afirma o item, em parte da província da Bahia. Em 13 de Março de 1823, às margens do Riacho Jenipapo, travou-se uma das mais sangrentas batalhas da guerra de independência brasileira, e D. Pedro, além dos serviços de mercenários estrangeiros, contou, nessa região, com apoio glorioso de boa parte da população da província do Piauí, que, valentemente e sem treinamento ou armamento adequado, lutou tenazmente contra soldados treinados, logrando para vencer e expulsar os portugueses de nosso território.





4- “Os acontecimentos são como a espuma da história, bolhas que, grandes ou pequenas, irrompem na superfície e, ao estourar, provocam ondas que se propagam a maior ou menor distância”. São de Georges Duby essas observações. De acordo com ele, “acontecimentos sensacionais” — a exemplo da chegada da corte portuguesa à cidade do Rio de Janeiro, em 1808; da criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1815; da oficialização do rompimento entre Brasil e Portugal, em 1822; da outorga da Carta Constitucional do Império, em 1824; e da abdicação de D. Pedro I, em 1831 — podem apresentar valor inestimável para a compreensão das circunstâncias históricas nas quais se evidenciaram.
Cecília Helena de Salles Oliveira. Repercussões da revolução: delineamento do império do Brasil, 1808/1831. In: Keila Grinberg e Ricardo Salles (Orgs.). O Brasil imperial (vol. I - 1808-1831). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 17 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial e considerando aspectos marcantes do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item seguinte.
As teses libertárias do Iluminismo, que embalaram a Revolução Francesa de 1789 e impulsionaram a independência das treze colônias inglesas na América do Norte, em 1776, também chegaram ao Brasil, presentes em movimentos emancipacionistas como as Conjurações Baiana (1798) e Mineira (1789).


Corretíssimo!! “Capa de revista”

O ideário iluminista liberal foi fonte de inspiração para o questionamento ao “Ancien Régime”. Embora o iluminismo questionasse o absolutismo, a convivência entre filósofos iluministas e governos absolutistas, ao menos nos Estados periféricos, não era algo raro. Tal aproximação acabou produzindo aquilo que a historiografia tradicional denomina de “despotismo esclarecido”. Considerando Portugal, o governo de D. José I (1750-1777), cujo valido era Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), foi pródigo nessa aproximação. Pombal promoveu consideráveis reformas em Portugal e em suas colônias, orientando-se, por vezes, nas ideias liberais, embora representasse uma monarquia com traços absolutistas. Entre as diversas reformas pombalinas, podemos destacar as reformas educacionais que, entre outras, transformaria a produção de conhecimento na Universidade de Coimbra, centro de formação dos filhos da elite metropolitana e colonial, além de retirar dos inacianos (jesuítas) o monopólio da educação na colônia. A Revolução americana, muito mais do que a francesa, teria grande importância como fonte de inspiração para os levantes apresentados no item, principalmente a inconfidência mineira, cujo desfecho ocorreu antes da tomada da Bastilha. A influência do liberalismo na Colônia brasileira, além de influenciar a conjuração baiana, em 1898, produziu em Olinda um resultado simbólico da institucionalização da produção liberal na colônia, assim como do caráter paradoxo dessa nova instituição liberal. Tratava-se da fundação do seminário de Olinda, em 1800. O Seminário ocupava um antigo prédio jesuíta e seu fundador, o bispo Azeredo Coutinho, era egresso da Coimbra reformada.

Bons estudos,

E um grande abraço,

Professor Arão Alves

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