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Oriente Médio e Palestina

sábado, 25 de abril de 2015

Geografia e História - Questões discursivas selecionadas com gabarito comentado


Grupo de estudo para provas específicas: https://www.facebook.com/groups/660763183949872/


1.   O perfil topográfico, abaixo, apresenta alguns aspectos estruturais da vegetação nativa e do comportamento dos totais anuais de chuva em um segmento que se estende do litoral até os contrafortes da Serra da Mantiqueira.



Com base nessas informações e em seus conhecimentos, atenda ao que se pede.

a) Das seções numeradas de 1 a 18, considere as que correspondem à Serra do Mar, identificando aquela onde, tendo em vista os fatores naturais, os processos erosivos podem ser mais frequentes e intensos. Justifique.

b) Observe que, na encosta escarpada da Serra da Mantiqueira, a estatura da vegetação aumenta em direção às partes mais baixas. Identifique duas causas desse fenômeno. Explique.  


Resposta:

a) Das seções numeradas, as 12, 13 e 14 correspondem à Serra do Mar. A 14 (Esparpa de Falha da Serra do Mar) apresenta maior vulnerabilidade à erosão pluvial (água da chuva) e fluvial (água de rio) devido à maior declividade, fator que intensifica o escoamento superficial da água. A região também é atingida frequentemente por deslizamentos de terra naturais e intensificados pela ocupação desordenada.

b) Na escarpa de falha da Serra da Mantiqueira, a estatura da Mata Atlântica aumenta na seção 6, isto ocorre, devido à menor declividade, que permite maior infiltração de água, aumenta o intemperismo químico e leva à formação de um solo mais desenvolvido, permitindo o desenvolvimento de espécies arbóreas de maior porte. Aspectos climáticos também interferem, visto que as temperaturas também são mais elevadas e favorecem a Mata Atlântica na seção 6, quando comparadas à seção 5, que apresenta maior declive e solos menos desenvolvidos.



  
2.   “(...) o desencanto com a Nova República era provocado principalmente pelo fracasso dos vários planos econômicos que não conseguiram domar o dragão da inflação. Depois do breve sucesso do Plano Cruzado, de 1986, a arrancada dos preços disparou, esmagando o poder de compra dos brasileiros, especialmente dos mais pobres.”

(Marly Motta, “Rumo ao planalto”. Disponível em http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/especial-nova-republicarumo- ao-planalto. Acessado em 09/08/2013.)


a) Explique o que é inflação.
b) Quais os efeitos do congelamento de preços, base do Plano Cruzado, para a economia brasileira do período?


Resposta:

a) A inflação é o aumento de preços dos produtos que pode ser ocasionada por desequilíbrios econômicos variados, um deles é a elevação da demanda (consumo) sem ocorrer aumento proporcional no investimento e na produção. Outros fatores como a atuação de oligopólios (poucas empresas produzindo um tipo de produto) com formação de cartel (preços combinados em patamares elevados para obtenção de maior lucratividade), excesso de protecionismo contra produtos importados e até fatores ambientais (seca severa com redução da oferta de produtos agrícolas) podem interferir na elevação dos preços.

b) Em 1986, com a retomada da democracia no país (Nova República) e durante do governo de José Sarney, foi implantado o Plano Cruzado para combater a inflação elevada. O congelamento de preços surtiu resultado apenas no curto prazo, uma vez que a intervenção muito brusca na economia fracassou. Entre os efeitos do plano, a retenção de produtos pelos empresários causando desabastecimento de alguns produtos, a troca da moeda, a pequena melhora da distribuição de renda no período de queda inflacionária e o posterior retorno da inflação elevada.  



  
3.  



“A preocupação com as ‘populações tradicionais’ que vivem em Unidades de Conservação é relativamente recente no Brasil, e até pouco tempo (e ainda hoje para os preservacionistas clássicos) elas eram consideradas ‘caso de polícia’, pois deveriam ser expulsas da terra em que sempre viveram, para a criação de parques e reservas”.

(Antonio Carlos S. Diegues, O mito moderno da natureza intocada. 3ª edição, São Paulo: Hucitec, 2000, p.125.)

a) O que são as Unidades de Conservação e quais seus objetivos principais?
b) A chamada questão ambiental envolve polêmicas entre preservacionistas e conservacionistas. Explique em que consistem o preservacionismo e o conservacionismo.


Resposta:

a) As Unidades de conservação são espaços, em sua maioria públicos, destinados à conservação das paisagens naturais, incluindo o relevo, o solo, os recursos hídricos e os ecossistemas. Existem unidades de uso indireto (recursos não podem ser explorados) e unidades de uso sustentável como as reservas extrativistas, onde é permitido o uso racional dos recursos naturais.

b) O preservacionismo não admite atividades econômicas nos espaços naturais, ou seja, deve ocorrer a preservação integral dos ecossistemas e paisagens. Já os conservacionistas admitem a utilização econômica sustentável dos recursos naturais.



  
4.   Analise o gráfico.



Considerando as relações existentes entre condições climáticas, dinâmica hidrológica e distribuição dos biomas no planeta, faça uma comparação do nível médio dos oceanos e da distribuição das florestas tropicais e equatoriais nos momentos em que a temperatura média do planeta alcançou um ponto de mínimo e de máximo no período destacado pelo gráfico.


Resposta:

Durante a Era Glacial (glaciação), com ponto mínimo há cerca de 8 mil anos, a temperatura média da Terra era muito mais baixa, portanto, grande parte da água estava aprisionada no estado sólido nas geleiras do Ártico, da Antártida e dos Dobramentos Modernos. Com menos água no estado líquido, os rios eram menos caudalosos e o nível do mar, mais baixo. Devido às baixas temperaturas e à menor disponibilidade de água, era menor a evaporação e os climas eram mais secos. Assim, as florestas tropicais e equatoriais tinham menor extensão e encontravam-se fragmentadas em refúgios mais úmidos, como as encostas de serras e as margens dos rios. Trata-se da Teoria dos Refúgios, do professor Aziz Ab Sáber. Posteriormente, ocorre uma deglaciação com ponto máximo há 5 mil anos, a temperatura média era mais elevada, com degelo parcial das calotas polares, rios mais caudalosos e com nível do mar mais elevado. Com maior evaporação, o clima ficou mais úmido, favorecendo a expansão das florestas a partir dos antigos refúgios, dando origem, no caso do Brasil, à Amazônia e à Mata Atlântica.



  
5.   Com base no mapa abaixo e em seus conhecimentos, caracterize os Domínios Morfoclimáticos I, III e V.



a) Domínio I.
b) Domínio III.
c) Domínio V.  


Resposta:

a) O Domínio da Amazônia é caracterizado pela dominância de terras baixas (depressões, baixos planaltos e planícies fluviais), solos pobres e lixiviados, rios perenes, clima equatorial (quente, úmido e com chuvas abundantes) e floresta latifoliada perenefolia amazônica com alta biodiversidade.

b) O Domínio dos Mares de Morros é caracterizado por planaltos cristalinos com serras e morros arredondados, dominância de clima tropical litorâneo e de altitude, solos variados, rios perenes e com prevalência da floresta latifoliada perenefólia atlântica com elevada biodiversidade.

c) O Domínio da Araucária é caracterizado por planaltos elevados submetidos ao clima subtropical (inverno frio e chuvas bem distribuídas no decorrer do ano), solos variados e Mata de Araucária (mistura de espécies aciculifoliadas como a Araucária e espécies latifoliadas) com importante biodiversidade.



  
6.   As pradarias mistas representam importante domínio fitogeográfico. Elas ocorrem em uma vasta área dos Estados brasileiros do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mas também se estendem para o Uruguai e a Argentina.

a) Descreva as características morfoclimáticas (relevo e clima) predominantes nas áreas de abrangência das pradarias pampeanas do Estado do Rio Grande do Sul.

b) Aproveitando-se das condições naturais das pradarias pampeanas, a pecuária tem destaque nesse domínio, especialmente no sul do Rio Grande do Sul. Descreva as principais características dessa atividade nesse Estado, destacando os tipos de rebanhos predominantes.


Resposta:

a) No pampa gaúcho predomina do ponto de vista geomorfológico, um planalto com colinas (coxilhas). O clima é o subtropical, com invernos rigorosos e verões quentes, amplitude térmica elevada, chuvas durante todo ano graças à atuação da mPa (massa Polar atlântica: fria e úmida) e mTa (massa Tropical atlântica: quente e úmida).

b) Na Campanha Gaúcha, extensas áreas são tradicionalmente destinadas à pecuária (intensiva e extensiva), destacando-se os rebanhos bovino e ovino. Esta atividade foi favorecida pela vegetação de pradarias ou campos com dominância de gramíneas e ervas, pela sua topografia plana e clima mais ameno que em outras regiões do território brasileiro, possibilitando assim a criação de gado de origem europeia. A boa distribuição de chuvas durante o ano também colabora para a renovação das pastagens.  



  
7.   Nos mapas abaixo, são representadas as médias históricas de variação da chuva no território brasileiro, em milímetros, por estação do ano.



Considere os seguintes climogramas:



Comparando os mapas com os gráficos, identifique as macrorregiões brasileiras nas quais predominam os climas A e B, respectivamente. Em seguida, explique a pequena variação anual da temperatura em ambos os climas.


Resposta:

O clima equatorial (A), quente, úmido e com chuvas abundantes (exemplo: mais de 440 mm em janeiro e março), é dominante na região Norte do Brasil, em grande medida, na Amazônia. O clima tropical (B), quente, com chuvas de verão e inverno seco, é dominante no Centro-Oeste do país. Os climas A e B apresentam baixa amplitude térmica anual, ou seja, pouca diferença entre a temperatura máxima e a temperatura mínima. O principal fator que justifica é a baixa latitude, ou seja, proximidade da linha do equador. Outro fator importante é a dominância de massas de ar quente, como a Equatorial continental, a Equatorial atlântica e a Tropical continental, no caso do Centro-Oeste.



  
8.  


O conceito de ‘bônus demográfico’ está ligado ao momento em que uma sociedade possui uma estrutura etária capaz de facilitar o crescimento econômico.

Levando-se em consideração esse conceito:

a) compare a capacidade de crescimento do país em 1960 e em 2020, explicando o seu diferencial entre os períodos assinalados.
b) analise as tendências das curvas ‘somente idosos (65 ou mais)’ e ‘somente crianças (0 a 14)’, a partir de 1960, e as associe com futuras políticas sociais que devem ser implementadas no país, a partir de agora.


Resposta:

a) Em 1960, a razão de dependência era elevada no Brasil devido ao número elevado de crianças em relação aos adultos. Assim, a capacidade de crescimento do país era mais limitada. Em 2020, a razão de dependência deverá ser a mais baixa em relação aos adultos, o que possibilita melhores condições de desenvolvimento econômico.

b) A partir de 1960, cai o porcentual de crianças aceleradamente devido a diminuição da taxa de natalidade. Os idosos também aumentam de proporção devido à elevação da expectativa de vida. O Brasil deverá investir bastante em educação de melhor qualidade para seus jovens, estimular a geração de empregos formais para os adultos, além de ampliar os recursos para a saúde pública e previdência social para os idosos.



  
9.   O cartaz abaixo foi usado pela propaganda soviética contra o capitalismo ocidental, durante o período da Guerra Fria. O texto diz: “Duas infâncias. Na URSS (parte superior) crianças são apoiadas pelo amor da nação! Nos países capitalistas (figura inferior), milhões de crianças vivem sem comida ou abrigo.”



a) Como o cartaz descreve a sociedade capitalista ocidental?
b) Cite dois conflitos bélicos do período da Guerra Fria.


Resposta:

a) O cartaz descreve a sociedade capitalista ocidental como geradora de desigualdade social devido à concentração de renda, onde parte da sociedade, inclusive os mais frágeis, as crianças, sofrem com a exclusão social. Como o cartaz é de propaganda soviética, a sociedade socialista é retratada como equilibrada, provedora de recursos para todos e cuidadosa com a infância em decorrência da melhor distribuição de renda.

b) Entre os conflitos, a Guerra da Coreia (que resultou na divisão da nação entre Coreia do Norte e Coreia do Sul), a Guerra do Vietnã, a ocupação soviética no Afeganistão, a guerra civil em Angola entre MPLA e Unita, entre outros conflitos.



  
10.   O início foi o problema mais complexo que a colonização do Brasil teve de enfrentar. Tornou-se tal – e é nisto que se distingue do caso norte-americano tão citado em paralelo com o nosso – pelo objetivo que se teve em vista: aproveitar o indígena na obra da colonização. Nos atuais Estados Unidos, como no Canadá, nunca se pensou em incorporar o índio, fosse a que título, na obra colonizadora do branco.
O caso da colonização lusitana foi outro.

(Caio Prado Júnior. Formação do Brasil contemporâneo, 1987. Adaptado.)


Caracterize a relação entre colonos e indígenas na colonização dos Estados Unidos e identifique  duas formas de “aproveitamento” do indígena na colonização do Brasil.


Resposta:

A relação entre colonos e indígenas nas Treze Colônias foi marcada, na maior parte do tempo, pela visão negativa do europeu sobre o indígena. As terras indígenas foram ocupadas sob o argumento teológico da predestinação dos peregrinos e houve a escravização do indígena, principalmente nas colônias do Sul.

No Brasil Colônia, as duas principais relações estabelecidas entre colonos e indígenas foram os ESCAMBOS na extração do pau-brasil e a EXPLORAÇÂO DAS DROGAS DO SERTÃO na Região Norte.



  
11.   Desde o início da colonização, os portugueses chamaram de tapuias os grupos indígenas que julgavam bárbaros, por seus hábitos culturais distintos dos que habitavam o litoral e por seu poder de resistência aos portugueses.

a) Contextualize historicamente os significados de Guerra Justa para os portugueses a partir do fim da Idade Média.
b) Indique duas práticas dos indígenas que os portugueses consideravam bárbaras.


Resposta:

a) O conceito de Guerra Justa, derivado do Império Romano, era empregado em qualquer caso no qual a guerra era considerada um dever moral. A teoria da Guerra Justa teve vários teóricos, desde Cícero (Roma Antiga) até Immanuel Kant (Inglaterra). O termo era usado para justificar um conflito considerado necessário, seja por ser preventivo, seja por ser contra os inimigos do poder em vigor, seja para civilizar os não-civilizados. Tal conceito foi empregado pelos europeus em eventos como as Cruzadas e a escravização dos indígenas da América.

b) Dos costumes indígenas na América, dois, em particular, eram considerados bárbaros pelos europeus: a poligamia e a antropofagia.



  
12.   É particularmente no Oeste da província de São Paulo – o Oeste de 1840, não o de 1940 – que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emancipando-se das formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais no modelo clássico da lavoura canavieira e do “engenho” de açúcar.
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, 1987.)

Cite duas semelhanças e duas diferenças significativas entre a exploração agrária cafeeira no Oeste paulista do século XIX e a que predominou na lavoura canavieira no Nordeste colonial.


Resposta:

Semelhanças: o aluno pode citar, entre outros, o latifúndio, a monocultura visando o mercado externo.
Diferenças: o aluno pode citar, entre outros: em São Paulo surgiu uma elite que podemos denominar de “burguesia cafeeira paulista” com mentalidade empresarial e empreendedora vinculada ao capitalismo internacional (bem diferente da elite tradicional do nordeste colonial). No nordeste colonial prevaleceu a utilização do trabalho escravo africano enquanto em São Paulo ocorreu a transição do trabalho escravo para o trabalho livre com a chegada dos imigrantes.



  
13.   Tratados de Roma: 50º aniversário

A Europa foi, durante séculos, uma ideia, uma esperança de paz e de entendimento. Enfrentamos, na atualidade, grandes desafios que não conhecem fronteiras nacionais, e a União Europeia é a resposta que temos para lhes dar. Neste modelo europeu, conjugam-se sucesso econômico e responsabilidade social. A unificação da Europa veio dar vida a um sonho de gerações passadas. Manda a nossa história que preservemos tal fortuna para as gerações vindouras. Por isso nos une, cinquenta anos passados da assinatura dos Tratados de Roma, o objetivo de dotar a União Europeia de uma base comum e renovada.

HANS-GERT PÖTTERING, ANGELA MERKEL e JOSÉ M. BARROSO Adaptado de europa.eu, 25/03/2007.

Os Tratados de Roma, assinados em 1957, instituíram a Comunidade Econômica Europeia e a Comunidade Europeia da Energia Atômica.

Apresente um aspecto da conjuntura internacional da época que justifique a assinatura dos Tratados de Roma. Em seguida, identifique dois desafios enfrentados pela União Europeia na atualidade.


Resposta:

A CEE foi criada com o objetivo de fortalecer os laços econômicos entre os países Europeus, como parte de um programa de recuperação pós-guerra que previa a livre-circulação de pessoas, dinheiro e mercadorias entre os países membros. A integração econômica levaria, ao fim e ao cabo, à integração política entre os países.

Os principais desafios da EU nos dias atuais são:
1) lidar com a questão da xenofobia;
2) lidar com o avanço econômico de países asiáticos, como o Japão e a China;
3) lidar com a crise econômica que assolou a Europa no início desta década;
4) lidar com os altos índices de desemprego nos países europeus.



  
14.   Maio de 1968 sintetizou transformações sociais que vinham ocorrendo há quase uma década, nos Estados Unidos, em países da Europa e da América Latina. Nas ruas e nas universidades, exibindo cartazes e muros pichados, estudantes se mobilizaram para dar a seus professores, pais e avós, às instituições e ao governo, “lições” sobre os “novos tempos, a liberdade e a rebeldia”.

“O que queremos, de fato,” – dizia Guy Débord, integrante do grupo “Internacional Situacionista”, formado por intelectuais de esquerda – “é que as ideias voltem a ser perigosas”.

Considerando o texto acima:

a) identifique duas reivindicações apresentadas nas manifestações ocorridas nos Estados Unidos nos anos sessenta;
b) caracterize a especificidade das manifestações de 1968 no caso brasileiro.


Resposta:

a) A década de 1960 é conhecida como a década da rebeldia quando eclodiram uma série de movimentos importantes em todo o mundo. Nos Estados Unidos podemos citar o movimento negro através de Martin Luther king, Panteras Negras e outros, o movimento hippie culminando no festival de Woodstock em 1969, críticas a Guerra do Vietnã. 

b) No Brasil havia a ditadura militar, em 1968 Costa e Silva era o presidente. Neste fatídico ano de 1968 conhecido como o “ano que terminou” o mundo vivia uma enorme turbulência política, cultural e de valores. Podem ser citados muitos acontecimentos importantes dentro do Brasil contra a ditadura militar como a morte do estudante Edson Luís, a passeata dos cem mil, o festival de música no Maracanãzinho, o discurso de Márcio Moreira Alves, entre outros.



  
15.   “Da figura e da atuação de Juscelino Kubitschek terá ficado, para adversários e admiradores, a imagem de seu espírito otimista e criador, iluminado por inegável tolerância política. Não deixa de seduzir o fascínio do ‘50 anos em 5’ do presidente que ousou duvidar da eterna vocação agrícola do país e que aliou ao desenvolvimento acelerado uma experiência bem sucedida de governo democrático.”

BENEVIDES, Maria Victoria. In: Ângela de Castro Gomes. “O Brasil de JK”. Rio de Janeiro, Editora da FGV/CPDOC, 1991, p. 9.

a) Caracterize duas ações do governo JK relacionadas à superação do subdesenvolvimento.
b) Explique a percepção de que o governo JK foi “uma experiência bem sucedida de governo democrático”.


Resposta:

a) JK, político do PSD, governou o Brasil entre 1956-1960. Seu objetivo era crescer 50 anos em apenas 5 anos de governo. Desta forma, JK criou o importante “Plano de Metas” dentro da perspectiva do Nacional Desenvolvimentismo. O desenvolvimentismo foi consolidado num conjunto de 30 objetivos a serem alcançados em cinco setores básicos da economia (energia, indústria, transporte, educação e alimentação). Os setores que mais recursos receberam foram energia, transportes e indústrias de base. 
As metas, em sua maioria, alcançaram resultados considerados positivos (educação e alimentação não tiveram êxitos). O crescimento das indústrias de base, fundamentais ao processo de industrialização, foi de praticamente 100% no quinquênio 1956-1961. Como exemplos, podemos citar a criação de hidrelétricas e a produção de energia elétrica, a ampliação da produção de petróleo e da produção siderúrgica, a instalação das multinacionais da indústria automobilística, entre outros.
A construção de Brasília era meta síntese que representava a modernização, integração e desenvolvimento.

b) A República Liberal Populista, 1946-1964, foi um período histórico que ocorreu entre duas ditaduras (Estado Novo entre 1937-1945 e a Ditadura Militar entre 1964-1985). Alguns presidentes não terminaram o mandato no contexto da República Liberal Populista como Vargas que suicidou em 1954, Jânio Quadros que renunciou em 1961 após 7 meses de mandato e Jango que foi deposto em 1964. Em meio às experiências de interrupção dos mandatos presidenciais durante o período democrático de 1946 a 1964, Juscelino Kubitschek foi o único presidente civil a completar o seu mandato. Assim JK passou a ser visto dentro da memória histórica como conciliador e tolerante.



  
16.  



O suicídio de Getúlio Vargas, em agosto de 1954, provocou enorme comoção popular. Vargas havia presidido o Brasil de
1930 a 1945 e de 1951 a 1954.

a) Identifique duas ações do governo Vargas que justifiquem o fenômeno retratado na imagem.
b) Caracterize o ambiente político que propiciou o suicídio de Vargas.


Resposta:

a) O Governo de Vargas, 1930-1945, através do DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, procurou criar a imagem de Vargas como o “pai dos pobres”. Neste contexto foi criada a CLT, a Consolidação das Leis Trabalhistas, a constituição de 1934 institui o voto feminino, criação da indústria de base como a Vale do Rio Doce e a siderúrgica nacional de Volta Redonda, a participação do Brasil na Segunda Guerra contra as ditaduras do Eixo. No governo Vargas que ocorreu entre 1951-1954, foi criada a Petrobrás, BNDE, entre outras realizações. Daí toda a comoção.

b) O segundo governo Vargas, 1951-1954, foi coroado de problemas. Em primeiro lugar a conjuntura histórica era outra, agora Vargas tem que governar em um ambiente político mais democrático, portanto vai ter que negociar. Havia a “herança maldita” deixada pelo governo Dutra que gastou as reservas do Brasil. Havia uma crise econômica e o ministro João Goulart deu um aumento de 100% no salário mínimo gerando um sério desconforto para o governo. A UDN liderada por Carlos Lacerda fazia uma forte oposição ao governo nacionalista e populista de Vargas. Vargas não mandou um exército brasileiro para lutar na Guerra da Coreia o que irritou o governo dos EUA. O atentado na Rua Toneleros contra Carlos Lacerda foi fundamental para intensificar a crise política. Em um “mar de lamas” Vargas suicidou em 24 de agosto de 1954.



  
17.  




Considerando a imagem:

a) identifique a causa da tensão entre as duas superpotências da época e explique suas consequências para o sistema político mundial do período;
b) cite uma ação tomada pelo governo americano ou soviético que levou à crise em Cuba em 1962.


Resposta:

a) Após a Segunda Grande Guerra começou a “Guerra Fria”. A tensão entre EUA e URSS estava relacionada ao crescente arsenal atômico mantido pelas duas potências. Como mostra a charge, americanos e soviéticos ameaçavam-se com ataques maciços de bombas de hidrogênio que poderiam ser acionadas em escala global e levariam a destruição de ambos os países. A principal consequência desse sistema seria o equilíbrio precário e sem vencedores que caracterizou o período da Guerra Fria. Durante a “Guerra Fria” não ocorreu um confronto direto entre os dois países, ocorreram conflitos localizados que envolveram as duas “Ideologias” (capitalista e comunista). Entre os diversos conflitos regionais que ocorreram no período, podem ser citados: a crise de Berlim, a Guerra da Coréia, a Guerra do Vietnã, a Independência de diversos países africanos (Angola e Moçambique, especialmente) e a própria crise dos mísseis em Cuba.

b) O governo dos EUA, J.F. Kennedy, tentou derrubar o governo de Fidel Castro com o fracassado desembarque de oposicionistas na Baía dos Porcos. Também podemos citar a instalação de mísseis na Turquia e na Itália. A URSS se aproximou de Cuba comprando seus produtos e depois construiu plataformas para lançamento de mísseis que poderiam atingir o território dos USA.



  
18.   Frederick Jackson Turner, em “O significado da fronteira na história americana” (1893), apresentou-nos um determinado imaginário sobre o Oeste: “Até os nossos dias, a história americana foi em grande medida a história da colonização do Grande Oeste. A existência de uma área de terras livres, sua contínua recessão e o avanço do povoamento americano em direção ao Oeste, explicam o desenvolvimento americano.”




Comparando as duas perspectivas - o texto e o mapa - sobre a expansão territorial no século XIX:

a) responda se o Oeste era uma região despovoada aguardando a colonização pelo homem branco e justifique sua resposta;
b) cite duas motivações econômicas que tenham levado o grande capital a investir nessa expansão territorial atraindo para lá imigrantes e habitantes das cidades do Leste.


Resposta:

a) Obviamente todas as terras estavam ocupadas por diferentes comunidades indígenas, tais como, Cherokees, Creek, Seminoles, Navajos, Sioux, Comanches, Shoshoni e Apaches são algumas das mais conhecidas. Desde 1830, o Decreto de Remoção Indígena (Indian Removal Act) confinou 60 mil índios de 5 tribos consideradas civilizadas no chamado Território Indígena (atual estado de Oklahoma). A partir de 1870 o governo federal deixou de reconhecer as tribos como entidades independentes e de negociar com os chefes tribais. Os índios sofreram o processo de aculturação e foram forçados a abandonar a sua cultura e assimilar a cultura ocidental. Finalmente, o Dawes Severalty Act, de 1887, autorizou o presidente a dividir as terras das tribos indígenas, criando lotes para indivíduos indígenas somente.
Também o Texas (anexado em 1845) e os territórios conquistados ao México durante a guerra (1846-48) – Califórnia, Arizona, Utah, Novo México, Oregon, Washington e Colorado – contavam com a presença de populações hispano-americanas.


b) Havia muitos motivos econômicos que podem ser citados para a “Marcha para o Oeste”, tais como: a mineração na região da Califórnia em 1848, a criação de gado, o desenvolvimento da agricultura em grande escala/em especial as plantations no Novo Sul (algodão), petróleo e a construção de ferrovias (Northern, Central e Southern Pacific) cruzando o continente. Foi muito importante para o sucesso desses investimentos a política do governo de promoção da ocupação dessas terras por meio do Homestead Act (1862) que se deu no governo de Lincoln: decreto do Congresso que autorizava todo chefe de família e cidadão americano acima de 21 anos reclamar até 160 acres de terras públicas no Oeste, sem qualquer custo, pagando apenas a pequena taxa do seu registro. 



Aula de Oriente Médio


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Simulado para a prova de História do 1º bimestre




Sabemos que treino é treino e jogo é jogo, mas fazer questões é, sem dúvida, um das mais importantes  formas de se preparar para uma prova. Pensando nisso disponibilizei esse conjunto de questões escolhidas aleatoriamente do mesmo banco de questões utilizado para a prova bimestral. Para acessar é necessário um cadastro inicial. Feito esse cadastro, você poderá acessar todos os simulados  até o 3º ano, podendo retornar a eles quantas vezes quiser. O prazo para fazer o simulado é até dia 30 de abril. após essa data, o simulado estará bloqueado para quem não fez e liberado apenas para que aqueles que fizeram possam acessar o gabarito que será publicado no dia 1º de maio. Alem do gabarito, a maior parte das questões estará acompanhada de comentários para que voc~e possa entender o seu erro ou até mesmo aprofundar o conhecimento acerca daquela questão que você acertou mas não estava com muita segurança. 



OBS: Não se esqueça de acessar a turma certa para fazer o simulado.

Um abraço e bons estudos!!!!

Professor Arão Alves


http://www.sprweb.com.br/lista/?COD=6495236674

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Da colônia ao primeiro reinado - questões com gabarito comentado



grupo de estudo para provas específicas: https://www.facebook.com/groups/660763183949872/



1.  



Em 2014, foram comemorados os 200 anos da morte do criador das belíssimas peças em pedra sabão, uma das quais é apresentada na imagem acima, sendo a mesma de autoria do mais importante artista brasileiro do período colonial: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1737-1814). Ele nasceu em Vila Rica, atual Ouro Preto, e antes dos 50 anos, foi acometido por uma doença degenerativa que atrofiava seu corpo. Mesmo assim, tornou-se um dos maiores mestres do Barroco no Brasil.

O Barroco teve terreno fértil para a expansão em Minas Gerais, pois
a) o enriquecimento provocado pela mineração e a forte religiosidade dos povos das Minas, conjugados com a intensa vida cultural ligada ao catolicismo, favoreceram o desenvolvimento desse estilo artístico na região.   
b) a pouca presença de protestantes na região, por causa da distância do litoral, fez com que não houvesse forte influência desse ramo religioso, deixando caminho livre para a expansão do Barroco, tão ligado ao catolicismo.   
c) fortaleceu-se com os altos investimentos feitos pelo governo português na região, já que por causa da produção aurífera, buscava-se fazer de Minas, e principalmente de Vila Rica, a referência americana para a Europa.   
d) a decadência da produção açucareira no Nordeste e a descoberta do ouro em Minas levaram os principais artistas da Colônia a migrarem para Vila Rica, em busca de financiamento para suas obras e apoio para novos empreendimentos.   
  
2.   Leia o texto a seguir.

Há alguns vocábulos nela (língua tupi) de que não usam senão as mulheres, e outros que não servem senão para os machos; carece de três letras, convém saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei e desta maneira vivem desordenadamente sem terem além disto conta nem peso, nem medida. GÂNDAVO, Pero Magalhães. Do gentio que há nesta Província, da condição e costumes dele e de como se governam na paz. In: História da província de Santa Cruz, a que vulgarmente chamamos de Brasil. 1756. Disponível em: . p. 25. Acesso em: 24 set. 2013. (Adaptado).

O texto do viajante português Pero Magalhães Gândavo relaciona língua e organização social. O tipo de relato e os aspectos da colonização no Brasil expressam-se, no texto apresentado,
a) pelo uso da prosa, permitindo o desenvolvimento de um método argumentativo para a comunicação entre os nativos e os colonizadores.   
b) pela diferenciação dos gêneros dos falantes, sugerindo a presença de uma sociedade matriarcal entre os nativos.   
c) pelo caráter descritivo, adequando o considerado exotismo nativo às referências europeias para efetivar a colonização cultural.   
d) pelo conteúdo empírico, buscando complexificar a economia de troca dos tupi-guaranis por meio do ensino de cálculo e planejamento.   
e) pela utilização da crônica, buscando elaborar um tipo de relato pedagógico e moralizante usado nas encenações teatrais jesuíticas.   
  
3.   O conflito armado travado na segunda metade do século XVIII e que ficou conhecido como
Guerras Guaraníticas,
a) foi uma reação dos índios de Sete Povos das Missões, liderados por alguns jesuítas, à ocupação de suas terras e à possível escravização.   
b) ocorreu entre paulistas com o apoio de diversas tribos guaranis e os emboabas, pela hegemonia da extração do ouro das Minas Gerais.   
c) definiu a conquista da Colônia do Sacramento por tropas luso-brasileiras.   
d) provocou a assinatura do Tratado de Lisboa, pelo qual Portugal devolvia a área conhecida como Sete Povos das Missões à Espanha.   
e) abriu caminho para a conquista e ocupação, por parte dos portugueses, da calha do rio Solimões – Amazonas.   
  
4.   Sobre o tratamento dispensado aos índios no período colonial, pode-se afirmar que
a) os colonos de várias regiões do Brasil e os representantes das ordens religiosas, especialmente os jesuítas, entraram em conflitos, pois defendiam formas diversas nas relações com as sociedades indígenas.   
b) as ordens religiosas de origem portuguesa e os grandes proprietários rurais defendiam a escravização indiscriminada dos povos indígenas, mesmo para aqueles que fossem catequizados.   
c) com o início do tráfico negreiro para o Brasil em fins do século XVI, uma ampla legislação do Estado português de proteção aos índios passou a vigorar, cessando de imediato a escravidão indígena.   
d) para a Igreja Católica e para os senhores de escravo, árduos defensores do sentido religioso da colonização do Brasil, a escravização indígena deveria ser um instrumento de conversão religiosa.   
e) a experiência de escravização dos povos indígenas no Brasil foi efetiva em poucas regiões do nordeste, em atividades de menor importância econômica, e apenas nas primeiras décadas da presença lusa.   

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Com a vinda da Corte, pela primeira vez, desde o início da colonização, configuravam-se nos trópicos portugueses preocupações próprias de uma colônia de povoamento e não apenas de exploração ou feitoria comercial, pois que no Rio teriam que viver e, para sobreviver, explorar “os enormes recursos naturais” e as potencialidades do Império nascente, tendo em vista o fomento do bem-estar da própria população local. (Maria Odila Leite da Silva Dias.
A interiorização da metrópole e outros estudos, 2005.) 

5.   A vinda da Corte portuguesa para o Brasil, ocorrida em 1808 e citada no texto, foi provocada, sobretudo,
a) pelo fim da ocupação francesa em Portugal e pelo projeto, defendido pelos liberais portugueses, de iniciar a gradual descolonização do Brasil.   
b) pela pressão comercial espanhola e pela disposição, do príncipe regente, de impedir a expansão e o sucesso dos movimentos emancipacionistas na colônia.   
c) pelo interesse de expandir as fronteiras da colônia, avançando sobre terras da América Espanhola, para assegurar o pleno domínio continental do Brasil.   
d) pela invasão francesa em Portugal e pela proximidade e aliança do governo português com a política da Inglaterra.   
e) pela intenção de expandir, para a América, o projeto de união ibérica, reunindo, sob a mesma administração colonial, as colônias espanholas e o Brasil.   
  
6.   Leia o fragmento.

Na segunda metade do século XVIII, a preocupação com o “bem governar” era um imperativo tanto para a manutenção do monarca, de modo a que não se fortalecessem outras pretensões de legitimidade, quanto para a conservação do próprio regime, da monarquia absolutista, pois tratava-se de evitar que certas ideias correntes, como governos elegíveis e parlamentos poderosos, tomassem corpo. (...)
(...) o despotismo esclarecido varia de país para país, dependendo de cada processo histórico e de sua abertura ao movimento de ideias da ilustração (...) Antonio Mendes Junior et al. Brasil História: texto e consulta, volume 1, Colônia.
Sobre o fenômeno histórico em referência, no caso de Portugal, é correto considerar que:
a) o atraso econômico português gerava dependência política e militar, colocando em perigo inclusive o império colonial português, e nesse processo ocorreram as reformas pombalinas, que representaram um maior controle português sobre o Brasil.   
b) as autoridades monárquicas portuguesas se anteciparam às ondas revolucionárias do mundo atlântico e criaram metas de aumento da participação das diversas classes sociais nas instâncias de poder, o que gerou o primeiro parlamento na Europa moderna.   
c) coube ao Marquês de Pombal o apontamento de um acordo estratégico com a Inglaterra, concretizado com o Tratado de Methuen, que permitiu a independência econômica de Portugal e regalias para a mais importante colônia lusa, o Brasil.   
d) as ideias iluministas foram abominadas pelas autoridades portuguesas, assim como pelas elites coloniais e metropolitanas, pois representavam um forte retrocesso nas concepções de liberdade de mercado, defendidas pelo mercantilismo.   
e) o contundente crescimento da economia de Angola, por causa do tráfico de escravos e da produção de manufaturados, e da economia açucareira no Brasil, foram decisivos para a opção portuguesa em transferir a sede da Coroa portuguesa para a América.   
  
7.   Em 1720, a Coroa portuguesa decidiu proibir definitivamente a circulação de ouro em pó, instalando a Casa de Fundição em Vila Rica, onde todo o metal extraído das minas deveria ser transformado em barras para depois ser transportado ao litoral.

A medida pretendia acabar com o contrabando e incrementar a arrecadação de impostos, prejudicando os interesses dos proprietários de lavras auríferas, comerciantes e profissionais liberais que recebiam ouro em pó pelos seus serviços, além dos tropeiros que escoavam a produção.

As novas diretrizes foram intensamente discutidas nos bares, nas tavernas, e críticas ferozes eram lançadas, nas rodas de conversa, contra a administração local. Uma revolta se levantaria contra as medidas de controle da Coroa. (Fábio Pestana Ramos e Marcus Vinicius de Morais. Eles formaram o Brasil)

A revolta ocorrida contra as medidas de controle da Coroa portuguesa foi:
a) a Guerra dos Emboabas;         b) a Revolta de Felipe dos Santos;       c) a Inconfidência Mineira;   
d) a Guerra dos Mascates;                              e) a Revolta de Beckman.   
  
8.   A crise política do I Império Brasileiro, que resultou na abdicação de D. Pedro I, teve como cerne a disputa entre a inclinação centralista-absolutista do monarca e a defesa do federalismo pelas elites econômicas regionais. A renúncia do imperador em 1831 resultou:
a) na transferência de poder às elites regionais e aos regentes, ordem política que se mostrou frágil e abriu caminho para levantes oposicionistas e populares.   
b) na transformação imediata de Pedro II em monarca do Reino Português na linha de sucessão da Casa de Bragança.   
c) no fortalecimento de movimentos separatistas regionais, em desacordo com a manutenção do regime monárquico e da escravidão.   
d) no surgimento de grupos políticos republicanos, que seriam embrionários do movimento que promoveu a Proclamação da República em 1889.   
e) na emergência de uma identidade nacional brasileira, em oposição a qualquer posição de mando de autoridades portuguesas em território nacional.   
  
9.   Era “exclusivo do imperador e definido pela Constituição como ‘chave mestra de toda organização política’. Estava acima dos demais poderes”. (COTRIM, 2009).   O texto em epígrafe aborda a criação no Brasil, pela Constituição de 1824, do Poder

a) Moderador.     b) Justificador.         c) Executivo.      d) Judiciário.        e) Legislativo.   
  
10.   A escravatura, que realmente tantos males acarreta para a civilização e para a moral, criou no espírito dos brasileiros este caráter de independência e soberania, que o observador descobre no homem livre, seja qual for o seu estado, profissão ou fortuna. Quando ele percebe desprezo, ou ultraje da parte de um rico ou poderoso, desenvolve- se imediatamente o sentimento de igualdade; e se ele não profere, concebe ao menos, no momento, este grande argumento: não sou escravo. Eis aqui no nosso modo de pensar, a primeira causa da tranquilidade de que goza o Brasil: o sentimento de igualdade profundamente arraigado no coração dos brasileiros.
Padre Diogo Antônio Feijó apud Miriam Dolhnikoff. O pacto imperial, 2005.

O texto, publicado em 1834 pelo Padre Diogo Antônio Feijó,
a) parece rejeitar a escravidão, mas identifica efeitos positivos que ela teria provocado entre os brasileiros.   
b) caracteriza a escravidão como uma vergonha para todos os brasileiros e defende a completa igualdade entre brancos e negros.    
c) defende a escravidão, pois a considera essencial para a manutenção da estrutura fundiária.   
d) revela as ambiguidades do pensamento conservador brasileiro, pois critica a escravidão, mas enfatiza a importância comercial do tráfico escravagista.   
e) repudia a escravidão e argumenta que sua manutenção demonstra o desrespeito brasileiro aos princípios da igualdade e da fraternidade.   
 
Gabarito: 

Resposta da questão 1:
 [A]

O estilo barroco no Brasil é considerado como um “barroco tardio”, pois se desenvolveu apenas no século XVIII (ao contrário do movimento na Europa do século XVI). Uma de suas características é a expressão da religiosidade, parte dela demonstrada a partir da escultura ou da pintura de santos e de cenas religiosas tradicionais que, na Europa, tiveram como um de seus objetivos reforçar o catolicismo em oposição à reforma religiosa protestante.  

Resposta da questão 2:
 [C]

O texto de Pero Magalhães Gândavo é referência importante para estudar o Brasil Colônia. Os relatos dos viajantes europeus sobre a colônia eram carregados de etnocentrismo e europocentrismo, ou seja, os valores europeus eram concebidos como referência e modelo a ser seguido e, desta forma, os nativos e suas culturas eram vistos de maneira negativa e inferiorizada. A cultura europeia era exaltada exatamente para contribuir para o processo de colonização. Vale dizer que a própria Igreja católica através dos padres jesuítas trabalhou para catequizar os nativos. Somente a proposição [C] contempla esta ideia.  

Resposta da questão 3:
 [A]

Os jesuítas da região de Sete Povos não aceitaram os novos tratados assinados entre os governos de Espanha e Portugal, que transferiam a região para o controle português, vendo-o como uma ameaça a autonomia que então gozavam sobre as comunidades indígenas, que foram organizadas e estimuladas a lutar, com o argumento de que as chances de escravização aumentavam dada a ação dos bandeirantes em terras brasileiras.  

Resposta da questão 4:
 [A]

No Brasil colonial ocorreu um intenso conflito entre colonos e jesuítas devido à escravidão dos nativos. Os colonos, ávidos por mão de obra e lucro, defendiam a escravidão dos índios, enquanto os padres jesuítas eram contrários à escravidão e defendiam a catequese dos nativos. Este conflito culminou com a expulsão dos jesuítas em 1759 pelo marquês de Pombal, ministro do rei de Portugal, José I. As demais proposições estão incorretas. A escravidão indígena ocorreu ao longo do período colonial, paralela a escravidão do negro, porém com menor intensidade.  

Resposta da questão 5:
 [D]

A corte portuguesa se transferiu para o Brasil no contexto do Bloqueio Continental. Há que se considerar alguns fatores para essa mudança, como a invasão protagonizada por franceses, as pressões da Inglaterra sobre o governo lusitano e os interesses da Corte em preservar o controle sobre todos os seus territórios na América e África.  

Resposta da questão 6:
 [A]

O fragmento faz referência ao despotismo esclarecido que, no caso de Portugal, se materializou durante o reinado de D. José I (1750-1777), e tendo como seu secretário de governo, o marquês de Pombal. Esse momento foi tão marcante que é comum denominá-lo de Era Pombalina. Para o citado governo português era necessário conter a dependência econômica frente aos britânicos, reforçar o poder do Estado e reorganizar as relações com o Brasil, a principal colônia lusa. Assim, entre outras medidas, houve um estreitamento nas relações coloniais entre Brasil e Portugal, o que gerou um maior controle da metrópole sobre a América portuguesa. Exemplos dessa nova relação são as Companhias de Comércio e a reorganização da política tributária da região das Minas Gerais.  

Resposta da questão 7:
 [B]

O texto marca o início da atividade mineradora no Brasil. Nesse sentido, a existência da data “Em 1720” é um dado importante para o aluno perceber e relacionar o momento colocado pelo texto, bem como a citação da criação das Casas de Fundição, instrumento do controle português e das medidas relativas ao combate do contrabando, provocar a ira dos mineradores, levando à organização da Revolta de Felipe dos Santos em que o principal motivo gerador dessa revolta é a tentativa de abolir a criação deste instrumento de controle e exploração da metrópole portuguesa.
O aluno poderia ser levado a marcar a alternativa [C], a Inconfidência Mineira, que é outra revolta do período da mineração no Brasil, até muito mais conhecida por parte dos alunos, mas o que faz a diferença para o acerto da questão é justamente a data explícita no texto, enquanto a Inconfidência Mineira é datada de 1789.  

Resposta da questão 8:
 [A]

A Constituição Brasileira de 1824 – a primeira do país independente – previa que, para fins de sucessão imperial, se o herdeiro não tivesse maioridade penal, uma regência deveria ser eleita para governar o país até a maioridade do herdeiro. Como Pedro de Alcântara tinha 5 anos quando seu pai abdicou, isso, de fato, ocorreu depois de 1831. Essa estrutura se mostrou frágil, tornando o ambiente político-social muito conturbando, com a eclosão de várias revoltas populares – como a Balaiada, a Sabinada, e outras – o que provocou o chamado Golpe da Maioridade, para que Pedro II pudesse assumir o Império com 14 anos, em 1840.  

Resposta da questão 9:
 [A]

O Poder Moderador foi uma criação da Constituição de 1824, outorgada por D. Pedro I, e dava ao imperador o controle sobre as estruturas políticas e judiciais do país, caracterizando seu governo como centralizador e autoritário.  

Resposta da questão 10:
 [A]

Somente a alternativa [A] está correta. A questão remete ao Período Regencial, 1831-1840. O texto do padre e depois regente Feijó aponta para alguns elementos da escravidão no Brasil. Primeiramente Feijó mostra o aspecto negativo da escravidão ao afirmar “que realmente tantos males acarreta para a civilização e para a moral” em seguida levanta aspecto positivo da escravidão no povo brasileiro quando escreve “criou no espírito dos brasileiros este caráter de independência e soberania, que o observador descobre no homem livre”. A alternativa [A] está condizente com o texto.  


                                      1º Reinado - aula 1






1º Reinado - aula  2





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