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sábado, 15 de março de 2014

Da Segunda guerra à Guerra Fria - questões com gabarito comentado



1. (Unicamp 2013)  Em discurso proferido no dia 12/03/1947, o presidente dos EUA, Harry Truman, afirmou:

“O governo grego tem operado numa atmosfera de caos e extremismo. A extensão da ajuda a esse país não quer dizer que os Estados Unidos estão de acordo com tudo o que o seu governo tem feito ou fará. No momento atual da história do mundo quase todas as nações se veem na contingência de escolher entre modos alternativos de vida. E a escolha, frequentes vezes, não é livre.”

(Harold C. Syrett (org.), Documentos Históricos dos Estados Unidos. São Paulo: Cultrix, 1980, p. 316-317.)

Considerando o discurso do presidente Truman, bem como os processos históricos do pós-Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar que:
a) A “contingência de escolher entre modos alternativos de vida” se referia à escolha entre o fascismo alemão e a democracia liberal.   
b) O caos do governo grego era uma referência aos problemas da Grécia com o Mercado Comum Europeu e a necessidade de ajuda ao governo de Atenas.   
c) O discurso nasceu do declínio do auxílio britânico na região da Grécia e da ascensão norte-americana no contexto da Guerra Fria.   
d) O discurso é uma resposta ao Plano Marshall, que o governo de Londres tentava impor à Grécia, por meio do Banco Central Europeu.   


Resposta:

[C]

O Presidente Truman e o ano de 1947 estão associados ao que se convencionou denominar de “Doutrina Truman”, que entendia a situação internacional a partir da ideia de polarização, caracterizada pela ameaça comunista, pois, após a Segunda Guerra Mundial, a URSS ampliou sua área de influência e passou a ser vista como uma grande ameaça. O Plano Marshall foi um plano de ajuda econômica dos EUA a algumas nações europeias.



  
2. (Espcex (Aman) 2013)  Durante a década de 1930, enquanto a Alemanha, sob liderança nazista, armava-se e preparava-se para a Guerra, outros países aderiam à “política de apaziguamento”, que
a) foi um pacote de ajuda econômica destinado a apoiar os países ameaçados pelo nazismo.   
b) consistia em ceder territórios à Alemanha a fim de evitar a guerra.   
c) objetivava apoiar, financeiramente, o movimento comunista internacional para neutralizar o poder nazista.   
d) foi um acordo de não agressão pactuado entre germanos e soviéticos e apoiado pela maioria dos países europeus.   
e) foi a postura adotada pela Áustria, Tchecoslováquia e Polônia, de anexar-se à Alemanha, sem disparar um único tiro.   


Resposta:

[B]

Essa política pretendia manter a paz e, para tanto, partiu da ideia de fazer concessões aos alemães, julgando que, ao receber os territórios pretendidos, Hitler não teria argumentos e/ou motivos para iniciar uma Guerra. Inglaterra e França aceitaram o início do expansionismo alemão e essa atitude teve efeito inverso, pois o ditador nazista considerou como uma atitude de países fracos e assustados, ampliando suas exigências e ações bélicas.



  
3. (Espcex (Aman) 2012)  Durante a Guerra Fria, a política americana formulou a Teoria do Dominó. Nela comparavam-se os países de uma determinada região do globo terrestre a uma fileira de peças de dominó posta em pé em que, se uma peça cedesse ao Comunismo arrastaria com ela todas as outras.
Essa teoria referia-se
a) à China.   
b) ao Vietnã do Sul.   
c) a Israel.   
d) à Indonésia.   
e) ao Japão.   


Resposta:

[B]

Refere-se ao Vietnã do Sul devido à proximidade com o Vietnã do Norte (comunista) e ao perigo do primeiro ser invadido e ter o comunismo implementado em seu território pelo segundo. Existia o medo de após um país ceder, outros seguirem seus passos. Assim, os EUA justificavam suas ações militares em outros países.



  
4. (Pucsp 2012) 



A charge acima, de autoria desconhecida, foi publicada em 1939. Ela se refere ao tratado assinado naquele ano pela Alemanha e a União Soviética, que
a) assegurou a aliança militar entre os dois países durante a Segunda Guerra Mundial e a partição da Polônia.   
b) consagrou o apoio bélico dos dois países aos fascistas na Guerra Civil Espanhola e ampliou a influência política alemã no leste europeu.   
c) impediu a eclosão de guerra aberta entre os dois países e freou o avanço militar nazi-fascista na Europa.   
d) determinou a nova divisão política do leste europeu, no período posterior à Segunda Guerra Mundial, e consolidou a hegemonia soviética na região.   
e) estabeleceu a intensificação dos laços comerciais e o compromisso de não-agressão mútua entre os dois países.   


Resposta:

[E]

O Pacto germano-soviético ou pacto Ribbentrop-Molotov garantiu a neutralidade da União Soviética frente aos avanços de Hitler. Para tanto, os alemães deram parte da Polônia para os soviéticos. Para a Alemanha, garantia levar umas guerras apenas com os países ocidentais; para a URSS, significava ganhar tempo frente a um inimigo muito superior do ponto de vista bélico.



  
5. (Espcex (Aman) 2012)  A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) vitimou milhões de pessoas e alastrou-se por terras, mares, oceanos e ares de quase todo o planeta.
A postura brasileira durante o conflito foi a de
a) neutralidade durante todo o tempo, em virtude da posição pró-Eixo do governo brasileiro.   
b) aliar-se ao Eixo, sem, no entanto, participar diretamente do conflito com o envio de tropas.   
c) após declarar guerra ao Eixo, enviar a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que combateu em terras italianas.   
d) manter neutralidade durante todo o conflito, pois o continente americano e os mares que o cercam não foram ameaçados nesta Guerra.   
e) declarar guerra ao Eixo, sem, no entanto, enviar tropas para os campos de batalhas europeus, em respeito à tradicional postura não belicista do País.   


Resposta:

[C]

O Brasil durante a Segunda Guerra estava sob o governo ditatorial de Getúlio Vargas (o Estado Novo) e apresentava características de governos fascistas. Por esse motivo, teve uma atitude de neutralidade no início do conflito. Mas, diante dos bombardeios de navios brasileiros na costa do país, por submarinos alemães, obrigou Vargas a declarar guerra ao eixo, apoiando os aliados e enviando a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para os combates na Itália.



  
6. (Unifesp 2008)  Este é o maior evento da história (do presidente norte-americano H. Truman, ao ser informado do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima). Era importante que a bomba atômica fosse um sucesso. Havia-se gastado tanto para construí-la... Todas as pessoas interessadas experimentaram um alívio enorme quando a bomba foi lançada (do alto oficial cujo nome em código era Manhattan District Project).

Essas afirmações revelam que o governo norte-americano
a)  desconhecia que a bomba poderia matar milhares de pessoas inocentes.   
b)  sabia que sem essa experiência terrível não haveria avanço no campo nuclear.   
c)  esperava que a bomba atômica passasse desapercebida da opinião pública.   
d)  estava decidido a tudo para eliminar sua inferioridade militar frente à URSS.   
e)  ignorava princípios éticos para impor a sua primazia político-militar no mundo.   


Resposta:

[E]



  
7. (Ufrn 2002)  Eric Hobsbawm, historiador inglês, afirma que

... os governos das duas superpotências aceitaram a distribuição global de forças no fim da Segunda Guerra Mundial (...). A URSS controlava uma parte do globo (...). Os EUA exerciam controle e predominância sobre o resto do mundo capitalista, além do hemisfério norte e oceanos, assumindo o que restava da velha hegemonia imperial das antigas potências coloniais.
(...)
Na Europa, linhas de demarcação foram traçadas (...). Havia indefinições, sobretudo acerca da Alemanha e da Áustria, as quais foram solucionadas pela divisão da Alemanha segundo as linhas das forças de ocupação orientais e ocidentais e a retirada de todos os ex-beligerantes da Áustria.
            HOBSBAWM, Eric. "A era dos extremos: o breve século XX (1914-1991)". São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 224.

No texto acima, Hobsbawm analisa acontecimentos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial. É possível afirmar que, na Europa, com o fim da Segunda Guerra Mundial,
a) soviéticos e americanos alteraram fronteiras geográficas, demarcando seus blocos de influência, sem considerar particularidades nacionais.   
b) Roosevelt, Churchill e Stalin assinaram acordos internacionais, restringindo a produção de armas nucleares a determinados países.   
c) os líderes das grandes nações dividiram a Alemanha nazista e a Itália fascista, desrespeitando o princípio da autonomia dos povos.   
d) americanos e soviéticos repartiram a Alemanha para evitar a propagação de regimes autoritários, almejando garantir a democracia no planeta.   


Resposta:

[A]



  
8. (Ufrgs 2001)  Em dezembro de 1943 foi realizada por Roosevelt, Churchill e Stalin, a Conferência de Teerã, que decidiu a abertura de um novo front da Guerra com a invasão da Normandia. Esta reunião assinala alteração na situação estratégica da Alemanha, que passa a atuar na defensiva.
A inversão no quadro da guerra se deveu à
a) ruptura do pacto germano-soviético pela URSS, que libertou a França.   
b) unificação da Coréia e ao controle do petróleo romeno pelos norte-americanos.   
c) aliança da URSS com o Japão, obrigando o Eixo a recuar na Ásia.   
d) ofensiva soviética iniciada na Batalha de Stalingrado e à capitulação italiana frente aos aliados.   
e) proclamação da República Social Italiana por Mussolini, que rompeu o pacto com a Alemanha e arrastou a Iugoslávia.   


Resposta:

[D]



  
9. (Puccamp 2000)  Leia esta notícia de primeira página da Folha de S. Paulo de 20/08/61:

MOSCOU REJEITA OS PROTESTOS DOS ALIADOS SOBRE A CRISE DE BERLIM.

Nessa notícia pode-se ler que:

(...) o Kremlin 'compreende e apóia plenamente' o fechamento 'temporário' da fronteira, ordenado pelo governo comunista alemão (...)

(...) Uma boa parte da resposta soviética está dedicada a reafirmar que a zona oriental de Berlim procura fechar o caminho às atividades subversivas empreendidas, da zona ocidental, contra a República Democrática Alemã e os demais países da comunidade socialista."

Sobre o contexto histórico, ao qual se refere a notícia, é correto afirmar que:

I. A divisão da Alemanha em duas se deu alguns anos após a ocupação pelos Aliados, já no período da Guerra Fria.
II. A República Federal Alemã era um país socialista e a República Democrática Alemã era capitalista.
III. Berlim Oriental pertencia à Alemanha socialista e Berlim Ocidental pertencia à Alemanha capitalista.
IV. A comunidade socialista era integrada por países do Leste Europeu.

Estão corretas
a) II e III, somente.   
b) II e IV, somente.   
c) I, II e IV, somente.   
d) I, III e IV, somente.   
e) I, II, III e IV.   


Resposta:

[D]



  
10. (Mackenzie 1997)  Assinale os fatores que determinaram o início da Guerra Fria.
a) A criação, por determinação do Presidente Roosevelt, da "Cortina de Ferro", objetivando bloquear Cuba, isolando-a através do Plano Marshall de seus aliados socialistas.   
b) Antagonismos político-idelógicos, divergências sobre a partilha territorial e áreas de influência e a determinação do Presidente Truman em conter a expansão do socialismo.   
c) A assinatura do Pacto de Não-Agressão entre EUA e URSS, a anexação da região dos sudetos na Tchecoslováquia e a política de apaziguamento desenvolvida pela França e Inglaterra.   
d) O envio de tropas norte-americanas para a região do golfo, a aproximação entre EUA e a Coréia e a proclamação da República Egípcia por Gamal Nasser, sustentada pela URSS.   
e) A crise dos mísseis soviéticos em Cuba, a Guerra do Vietnã e o quadro político-ideológico do leste europeu, favorável à implantação de regimes democráticos.   


Resposta:

[B]



  
11. (G1 1996)  Foi o encontro do primeiro ministro inglês Winston Churchill e dos presidentes Roosevelt, dos Estados Unidos e Stálin, da União Soviética onde confirmou-se o desmembramento da Alemanha e da Coréia:
a) Conferência do Cairo.   
b) Conferência de Teerã.   
c) Conferência de Ialta.   
d) Conferência de Potsdam.   
e) Conferência de Bandung.   


Resposta:


[C] 


Aula: Crise no Prata e Guerra do Paraguai



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