Google+ Followers

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

História geral - questões discursivas recentes com gabarito comentado -







Grupo de estudo para específica da Uerj:  https://www.facebook.com/groups/660763183949872/






1. (Fuvest 2013)  Não esqueçamos que o processo de formação de um povo e de uma civilização gregos não se desenrolou segundo um plano premeditado, nem de maneira realmente consciente. Tentativa, erro e imitação foram os principais meios, de tal modo que uma certa margem de diversidade social e cultural, amiúde muito marcada, caracterizou os inícios da Grécia. De fato, nem o ritmo nem a própria direção da mudança deixaram de se alterar ao longo da história grega.

Moses I. Finley. O mundo de Ulisses. 3ª ed. Lisboa: Presença, 1998, p.16.

a) Indique um elemento “imitado” de outros povos e sociedades que teria estado presente nos “inícios da Grécia”.
b) Ofereça pelo menos dois exemplos do que o autor chama de “diversidade social e cultural”, que “caracterizou os inícios da Grécia”.  


Resposta:

a) Entre os elementos “imitados” de outros povos e sociedade presentes nos “inícios da Grécia”, podemos citar as técnicas agrícolas, navais e valores religiosos aprendidas com a civilização cretense.
b) Um exemplo de “diversidade social e cultural”, que “caracterizou os inícios da Grécia”, é a diferenças entre a cultura que se desenvolveram nesse período, descritas pelos poemas de Homero e Hesíodo.



  
2. (Ufrn 2013)  A palavra “democracia” surgiu na Grécia Antiga, mas, em diferentes tempos, ela denominou realidades distintas. Analisando a formação da democracia grega no século VI a.C., o historiador Ciro F. Cardoso afirma:

Ao apoiar-se politicamente nas massas populares, em favor das quais tomava diversas medidas, [...] a tirania promoveu a configuração do demos como força política mais estruturada do que o fora até então: ela significou, assim, a destruição, não dos aristocratas, mas da sociedade e do regime aristocrático mais ou menos exclusivo.

CARDOSO, Ciro F. A cidade antiga. São Paulo: Ática, 1993. p. 31.


a) Mencione duas diferenças entre o modelo político aristocrático e o modelo democrático na Grécia Antiga do século VI a.C.
b) Compare os direitos de cidadania e o exercício do voto na democracia ateniense da Antiguidade e nas sociedades democráticas ocidentais contemporâneas.


Resposta:

a) O modelo aristocrático, que antecedeu a democracia na Grécia antiga, estava baseado em privilégios de origem familiar, no qual somente os nascidos “eupátridas” possuíam efetivamente direitos políticos, tanto na ocupação de cargos públicos, como no processo de escolha; além de manter a terra como seu privilégio exclusivo. A Democracia ampliou a participação, garantida a todos independentemente da origem, porém que excluía as mulheres e preservava a escravidão.
b) O direito de voto na Grécia antiga foi garantido apenas aos homens, maiores de idade, que fossem livres (a escravidão foi preservada), nascidos em Atenas com o pai ateniense. Nas democracias ocidentais contemporâneas o direito foi estendido às mulheres, porém na maioria dos casos, ainda existe limite de idade e restrição aos estrangeiros.



  
3. (Unicamp 2013)  Tradicionalmente, a vitória dos cristãos sobre os muçulmanos na Batalha de Covadonga, na região da Península Ibérica, em 722, foi considerada o início da chamada Reconquista. Mais do que um decisivo confronto bélico, Covadonga foi uma luta dos habitantes locais por sua autonomia. A aproximação ideológica desta vitória, feita mais tarde por clérigos das Astúrias, conferiu à batalha a importância de um fato transcendente, associado ao que se considerava a missão da monarquia numa Hispânia que tombara diante dos seus inimigos.

(Adaptado de R. Ramos, B. V. Sousa e N. Monteiro (orgs.), História de Portugal. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2009, p. 17-18.)



a) Explique o que foi a Reconquista.
b) De que maneiras a Batalha de Covadonga foi reutilizada no discurso histórico e político pelos clérigos das Astúrias?


Resposta:

a) Foi uma guerra empreendida pelos cristãos ibéricos contra os muçulmanos na Península Ibérica entre os séculos VIII e XV.
b) Foi associada à ideologia católica, a partir de uma missão divina e, portanto transcendente do rei de defender o cristianismo ameaçado pelos infiéis.



  
4. (Ufrn 2013)  O historiador Christopher Hill se notabilizou pelos seus estudos sobre a Revolução Inglesa do século XVII (Revolução Puritana/Revolução Gloriosa). Considerando essa revolução como um evento capital não só da história inglesa, mas também da história de todo o mundo contemporâneo, Christopher Hill afirma:

Se você observar a Inglaterra no século XVI, verá que é uma potência de segunda classe, levando um embaixador inglês em 1640 a dizer que seu país não gozava de qualquer consideração no mundo. O que era verdade. Mas já no começo do século XVIII a Inglaterra é a maior potência mundial. Logo, alguma coisa aconteceu no meio disso.

MARQUES, Adhemar M.; BERUTTI, Flávio C.; FARIA, Ricardo de M. História contemporânea através de textos. São Paulo: Contexto, 2012. p. 12.



a) Mencione e explique duas mudanças que contribuíram para a Inglaterra, no começo do século XVIII, se tornar a maior potência mundial.
b) Justifique por que a Revolução Inglesa do século XVII pode ser considerada um evento capital de todo o mundo ocidental contemporâneo.


Resposta:

a) Durante o século XVII a burguesia inglesa assumiu o controle político do país, através da Revolução Puritana, consolidada décadas depois pela Revolução Gloriosa, dando ao governo um caráter empreendedor. Após a Revolução Puritana, durante o governo de Oliver Cromwell, o país adotou o “Ato de Navegação”, que permitiu a ampliação do comércio das empresas inglesas e se chocou com a principal potência naval da época, a Holanda, que perdeu rotas e áreas de comércio.
b) Ela marca a ascensão política da burguesia apoiada em novos ideais que deram origem ao iluminismo, que se propagará na Europa e América a partir de então.



  
5. (Ufg 2013)  Leia a citação a seguir.

Mago designa um homem que alia o saber ao poder de agir para a criação de mundos desejáveis.

BRUNO, Giordano. Tratado da magia, 1591. Apud JOB, Nelson. Ontologias em devir: confluências entre magia e ciência. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2012.



Tal como demonstra a citação de Giordano Bruno, sentenciado pela Inquisição à morte na fogueira, a magia despertava o interesse de pensadores e cientistas que estudavam as formas de intervir nas forças da natureza, no período entre os séculos XV e XVI. Com base no exposto,
a) explique como a citação de Giordano Bruno contraria os princípios que sustentaram a ação da Inquisição;
b) relacione a citação de Giordano Bruno aos valores renascentistas sobre o conhecimento humano.  


Resposta:

a) Os princípios que sustentaram a ação da Inquisição eram baseados no combate a toda e qualquer forma de oposição aos dogmas da Igreja Católica. Esses princípios eram efetivados por meio de práticas como: vigilância e controle do comportamento moral dos fiéis e severa censura às produções culturais e às inovações científicas. A citação de Giordano Bruno contraria esses princípios por exaltar o “saber” e o “poder de agir” do homem, avaliado, então, como ator capaz de dominar a natureza para criar “mundos desejáveis”. A citação se refere ao trabalho desenvolvido pelo mago. No período citado, seus conhecimentos provinham de fontes não aprovadas pela Igreja, que resultavam em práticas consideradas ocultas por ameaçarem os dogmas religiosos. Em virtude dessa compreensão por parte da Igreja, a Inquisição reservaria aos hereges (dentre eles, os magos) denúncias, investigações, julgamentos e condenações, com penas como prisão perpétua e morte na fogueira (o caso de Giordano Bruno).

b) A citação está associada aos valores renascentistas porque se refere a um tipo distinto de poder e de saber, que ultrapassa os limites impostos pelos dogmas da Igreja Católica, na medida em que essa instituição tem a revelação divina como fonte única do saber. Três pontos associam a citação a esses valores: 1) a eleição do homem como agente; 2) a referência a uma ação racionalmente elaborada para transformar a realidade, o que remete à criação de novos mundos; 3) o registro de que os mundos a serem criados dependeriam da vontade humana. Assim, os pontos mencionados explicitam os seguintes valores do Renascimento: o humanismo e o antropocentrismo (valorização do homem e de seu poder de ação, o que resultava em colocar o homem no centro da ação e conferir-lhe vontade e desejo para a intervenção na natureza); o racionalismo (a valorização da razão humana).  



  
6. (Ufpr 2013)  Durante o período das Cruzadas, São Bernardo de Claraval (1090-1153) escreveu:

“Mas os soldados de Cristo combatem confiantes nas batalhas do Senhor, sem nenhum temor de pecar por pôr-se em perigo de morte e por matar o inimigo. Para eles, morrer ou matar por Cristo não implica qualquer crime, pelo contrário, traz a máxima glória. (...) Em outras palavras: o soldado de Cristo mata com a consciência tranquila e morre com a consciência mais tranquila ainda.”

(São Bernardo de Claraval apud COSTA, Ricardo da. Apresentação: A Cruzada Renasceu? BLASCO VALLÈS, Almudena, e COSTA, Ricardo da (coord.). Mirabilia 10. A Idade Média e as Cruzadas. jan.-jun. 2010/ISSN 1676- 5818, p. XIII)




No que se refere às Cruzadas no período medieval, determine quem eram esses soldados de Cristo referenciados no trecho acima, quais as motivações para empreender suas batalhas e quais as suas consequências para o mundo ocidental daquele período.


Resposta:

Os “soldados de Cristo” eram todos os cristãos europeus que participaram das Cruzadas, em sua maioria, camponeses, liderados por nobres e reis. Para a massa dos participantes, o verdadeiro motivo era a fé, a luta contra os infiéis muçulmanos e a libertação da Terra Santa; no entanto, havia diversas outras motivações de cunho econômico e político. As cruzadas foram responsáveis pela abertura do Mediterrâneo ao comércio entre o ocidente e oriente, contribuindo para o renascimento comercial e urbano vivido pela Europa durante a baixa Idade Média.



  
7. (Ufrn 2013)  Em 1946, Dwight Eisenhower, ex-General em Chefe dos Exércitos Aliados, assim se pronunciou:
Tive muita satisfação de pisar o solo do lugar de que tanto cogitei durante a guerra. Natal teve, como todos sabem, influência decisiva na guerra, possibilitando às Nações Unidas as maiores facilidades para alcançar seus objetivos.

Apud MEDEIROS, Tarcísio. Estudos de história do Rio Grande do Norte. Natal: Tipografia Santa Cruz, 2001. p.130.


a) Por que Natal possibilitou que as Nações Aliadas alcançassem seus objetivos?
b) Mencione duas mudanças no âmbito local diretamente relacionadas a esse momento histórico.


Resposta:

a) A Base Aérea de Natal foi a maior base militar dos Estados Unidos fora de seu território. Criada em 1942, representou uma das características da aliança Brasil – Estados Unidos, que serviria tanto para as incursões sobre a África / Europa, como para a defesa de águas territoriais sul americanas.
b) Em um ano a população da cidade aumenta em 20%, com a presença de 10 mil novos moradores, a maioria, trabalhadores braçais. Novas atividades sociais se desenvolveram, destacando-se a vida noturna de entretenimento. Problemas sociais relacionados à prostituição e aos vícios também se ampliaram.


História do Brasil com o professor Arão Alves:




Nenhum comentário:

Postar um comentário

HOTWORDS

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Follow by Email

Textos relacionados