Google+ Followers

Oriente Médio e Palestina

sábado, 27 de outubro de 2012

Enem 2013 - simulado online Reta final






Para facilitar o estudo e a navegação, concentrei neste post sete simulados com questões do ENEM. São sete simulados, um para cada dia desta última semana antes do exame.
Além dos exercícios, todas as questões estão acompanhadas de comentário aos quais o aluno terá acesso após a resolução das questões.

Bons estudos!

Professor Arão Alves












-->

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Iluminismo e Revolução Industrial - Questões discusivas com gabarito comentado



Grupo de estudo para provas específicas: https://www.facebook.com/groups/660763183949872/




1. (Ueg)  O avanço tecnológico das últimas décadas deu origem a setores muito sofisticados do ponto de vista técnico, tais como a microeletrônica, a biotecnologia, a robótica etc. Eles integram a chamada fábrica global, determinando uma nova distribuição espacial das indústrias, cujas características atendem, em última análise, à lógica do lucro.

Com relação aos fatores determinantes da teoria de localização industrial, responda:

a) Identifique os fatores que foram fundamentais para a localização industrial na primeira e na terceira Revolução Industrial.
b) Explique o significado do termo “fábrica global”.


Resposta:

a) A Primeira Revolução Industrial de um lado depende de capital acumulado, existência de minérios em abundância como o ferro e o manganês (custo do transporte, distâncias e quantidade) e fontes de energia. De outro lado um mercado consumidor com poder aquisitivo e mão de obra abundante são importantes.
A Terceira Revolução Industrial ocorre sobre novas bases. Energia elétrica, informatização, integração pesquisa – tecnologia, terceirização, Toyotismo (just in time), automação e robotização. Os avanços tecnológicos ocorrem em áreas como microeletrônica, nanotecnologia, biotecnologia, química fina entre outras. São aspectos que favorecem a acumulação flexível com desconcentração espacial.

b) Trata-se de um novo modelo produtivo com base na desconcentração espacial das atividades; distribuição do processo produtivo de bens por diferentes lugares. A sede administrativa da empresa é num dado país e sua linha de produção é em outro. A transnacionalização, por exemplo, pode ter um carro global. Projeto, administração e captação financeira num certo país; produção de autopeças em outro; carroceria e motores num terceiro e montagem num quarto país.



  
2. (Ufes)  No apogeu da crítica ao Antigo Regime, o filósofo e escritor francês Denis Diderot (1713-1784) afirmou: “Os homens somente serão livres quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre”. Ao lado de D´Alembert, Rousseau, Montesquieu, Voltaire e outros pensadores do seu tempo, Diderot produziu a famosa Enciclopédia, obra em 33 volumes, com 71.818 artigos e 2.885 ilustrações, redigida entre 1750 e 1772. Essa obra integrava um importante movimento filosófico conhecido como Iluminismo, que realizou forte crítica às monarquias de então e aos costumes da época, consolidando a modernidade.

a) Aponte duas das principais ideias do Iluminismo.
b) Analise a relação entre o pensamento iluminista e o surgimento do despotismo esclarecido, adotado por algumas monarquias europeias.


Resposta:

a) Serão consideradas, positivamente, as citações sobre as principais ideias do Iluminismo e suas respectivas características, entre outras citações afins ou correlatas:
- O Iluminismo foi um movimento cultural e filosófico que agitou as elites durante o século XVIII na Europa, que mobilizou a razão no sentido de transformar a sociedade e o pensamento existentes e representou um momento de intenso intercâmbio cultural.
- A principal ideia era o uso da razão e não da consciência religiosa como instrumento para a emancipação humana.
- O Iluminismo constituiu-se como um conjunto de concepções de grande influência em diversos domínios: político, filosófico, social, econômico e cultural.
- Outro pressuposto fundamental consistia na defesa da liberdade humana, reivindicando o fim de tudo aquilo que prendesse ou mantivesse os homens na servidão. Ele contestava o Absolutismo monárquico que defendia a tese do poder divino dos reais, visto defender a soberania como emanação da vontade da população. Nesse sentido, entendia que o poder deveria ser dividido, que sua autoridade não deveria residir exclusivamente na vontade dos monarcas, daí derivaram todos os esforços da criação dos três poderes – tal como propugnou Montesquieu – e a reflexão sobre o poder nas mãos dos reis e imperadores, bem como a defesa do constitucionalismo.
- Além de uma reação ao Absolutismo, o Iluminismo também representou uma reação contra a influência da Igreja na política e na vida sociocultural. Assim, reivindicava a necessidade de um ensino laico e da liberdade de culto. Para Voltaire, por exemplo, era fundamental a tolerância religiosa a fim de se evitarem as guerras e a perseguição. O peso da Igreja na vida cultural e a censura que esta promovia, a resistência às novas ideias entendidas como perigosas também surgia como um obstáculo a vencer.
- O próprio nome do movimento, Luzes – tal como era conhecido na França – indica a negação da presença da Igreja como algo medieval, como uma era de obscurantismo e superstição que atravancaram o desenvolvimento humano. Outro desdobramento importante desse ideário foi a defesa da renovação, da produção e da difusão de novos saberes tal como preconizada por Diderot e D´Alembert na elaboração d´A enciclopédia.
- Uma outra ideia fundamental presente no Iluminismo é a defesa de uma maior igualdade entre os homens, tal como surge nos textos de Rousseau e naquilo que definiu como vontade geral. Este pensador critica a desigualdade existente e reivindica maior participação política dos indivíduos no interior do Estado. Em suma, o Iluminismo utilizou a razão para combater a fé e a liberdade para se contrapor ao despotismo, transformando radicalmente o pensamento e as concepções de mundo posteriores.
- Outro desdobramento nesse sentido foi o desenvolvimento do liberalismo e das doutrinas liberais no século XIX. Elas revelam a reação do Iluminismo a várias práticas econômicas existentes no bojo do que se convencionou chamar de Mercantilismo.
- O ideário iluminista foi desenvolvido por diferentes pensadores e suas bases encontram-se em Spinoza (1632-1677), John Locke (1632-1704), Pierre Bayle (1647-1706) e até mesmo em Isaac Newton (1643-1727).
- O Iluminismo desenvolveu-se entre a segunda metade do século XVIII e o início do século XIX, quando dá lugar a outras correntes de pensamento doutrinas políticas, econômicas e filosóficas.
- Um de seus epicentros do Iluminismo foi a França, mas também manifestou-se em vários outros países como a Inglaterra, os Estados germânicos, a Itália, a Escócia, os Países Baixos e a Rússia.
- Sob este conceito – Iluminismo – estão reunidas diversas tradições filosóficas, políticas, econômicas, sociais e até mesmo atitudes religiosas. Pode-se falar mesmo em diferentes expressões do Iluminismo diferenciadas pelos países no momento em que surgem e devido ao seu caráter. Assim é possível falar em Iluminismo tardio, Iluminismo germânico de Kant e Herder, iluminismo católico.
- Um pressuposto fundamental é entender o Iluminismo como uma visão de mundo que prega a necessidade da ação para transformar ou reformar o mundo.

b) Serão consideradas, positivamente, as análises sobre as inter-relações entre o pensamento iluminista e o despotismo esclarecido, que levem em conta aspectos afins ou correlatos:
- O desenvolvimento do ideário iluminista acabou inspirando e pressionando os monarcas reinantes a adotarem alguns de seus preceitos, tendo surgido alguns personagens que coadjuvaram alguns Estados europeus a implementarem reformas na condução dos aspectos políticos e administrativos. Isto representou uma mudança social e politicamente mais abrangente, que foi denominada como despotismo esclarecido (ou ilustrado, ou ainda absolutismo ilustrado), uma expressão que identifica uma forma de governar característica da Europa continental a partir da segunda metade do século XVIII.
- Embora o poder dos soberanos não fosse questionado e estes se mantivessem à frente da condução dos assuntos ou negócios dos Estados, foram assumidos ou incorporados determinados princípios reformistas do Iluminismo. Ou seja, surgiu uma alteração no princípio que fundamentava o poder real desde a Idade Média, inclusive o direito divino dos reis, sendo adotadas algumas ideias defendidas pelo Iluminismo, havendo uma combinação entre estes. Desta forma a autoridade absoluta dos reis foi abrandada por reformas cujos princípios inspiravam-se no pensamento iluminista, conferindo sobrevida ao Antigo Regime.
- O despotismo esclarecido desenvolveu-se em vários países destacando, sobretudo, providências ou medidas aplicadas à economia, visando superar alguns entraves que a mantinham atrasada e essencialmente agrícola, coadjuvando no desenvolvimento da burguesia junto ao Estado.
- Os Déspotas Esclarecidos continuavam implementaram reformas administrativas, políticas, jurídicas e econômicas, bem como incentivaram reformas no ensino e incorporaram uma maior dose de tolerância e de liberdade ao pensamento e a certas práticas. Isto representou a consolidação daquilo que entendemos como a modernidade, que exerceu impulsos sensíveis no processo de modernização na Europa.
- Do ponto de vista político o despotismo esclarecido representa uma abertura da monarquia a determinadas pressões sociais, aproximando-se dos intelectuais, da burguesia em expansão e acolhendo, no interior do Estado, segmentos de uma burocracia administrativa, em especial os magistrados, que passam a adquirir cada vez mais importância na condução do governo. Lentamente agentes patrimoniais deram lugar a funcionários que ingressam na burocracia estatal, cujo exercício profissional encontra-se definido principalmente na retração do princípio da hereditariedade no cargo.
- Do ponto de vista religioso o despotismo esclarecido não encontrou homogeneidade, embora seja caracterizado pela ampliação da tolerância e pela ênfase sobre a laicização. De qualquer modo, em alguns países caracterizou-se por um espírito secular e, em outros casos, foi demasiado hostil a certas expressões religiosas. Em alguns países o déspota manteve alianças com a religião.
- Em Portugal, o expoente do despotismo esclarecido foi o marquês de Pombal, ministro do rei D. José I; na Prússia, o rei Frederico II; na Rússia, a representante do despotismo esclarecido foi Catarina II; na Suécia, foi Gustavo III; na Áustria destacaram-se d. Maria Teresa e seu ministro Kaunitz, bem como José II; nos Estados italianos os principais representantes foram o arquiduque Leopoldo de Habsburgo e o grão-duque da Toscana; no Reino de Nápoles, o ministro Bernardo Tanuci; na Espanha, os reis Filipe V, Fernando VI e Carlos III.



  
3. (Unesp)  No século XVIII, surgiram novas ideias que despertaram o interesse de muitos adeptos que rejeitavam as tradições e almejavam explicações racionais para compreender os fenômenos naturais e sociais. Como ficaram conhecidos os pensadores desse período e de que modo esses pensadores influenciaram monarcas e ministros europeus?


Resposta:

Os pensadores dessa época ficaram conhecidos como Iluministas. O movimento iluminista, também denominado de “Ilustração”, nasceu no final do século XVIII, época da Revolução Gloriosa na Inglaterra e influenciou toda uma grande geração de pensadores, principalmente na França. A força desse movimento que contestava o absolutismo, fez com que diversos monarcas adotassem algumas de suas ideias, num processo de adaptação parcial, com vistas a reduzir as críticas que sofriam. Esses governantes foram denominados “Déspotas Esclarecidos”. Déspotas por preservaram a maior parte das práticas absolutistas e esclarecidos por conhecerem e a adotarem algumas características iluministas.



  
4. (Ufg)  Leia e compare os documentos.

O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus. Três razões fazem ver que a monarquia hereditária é o melhor governo. A primeira é que é o mais natural e se perpetua por si próprio. A segunda razão é que esse governo é o que interessa mais na conservação do Estado e dos poderes que o constituem: o príncipe, que trabalha para o seu Estado, trabalha para seus filhos. A terceira razão retira-se da dignidade das casas reais.

BOSSUET, Jacques-Bénigne. A política inspirada na Sagrada Escritura. In: FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de História. Lisboa: Plátano,1977. (Adaptado).

Nenhum homem recebeu da natureza o direito de comandar os outros. A liberdade é um presente do céu, e cada indivíduo da mesma espécie tem o direito de gozar dela logo que goze da razão. Toda autoridade (que não a paterna) vem duma outra origem, que não é a da natureza. Examinando-a bem, sempre se fará remontar a uma dessas duas fontes: ou a força e violência daquele que dela se apoderou; ou o consentimento daqueles que lhe são submetidos, por um contrato celebrado ou suposto entre eles e a quem deferiram a autoridade.

DIDEROT, Denis. Autoridade política. In: FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de História. Lisboa: Plátano, 1977.

O primeiro documento data de 1708, ao passo que o segundo faz parte da Enciclopédia, cujos volumes foram publicados entre 1751 e 1780. Ambos os escritos tratam do poder político e da relação entre governantes e governados, expressando perspectivas distintas. Nesse sentido, identifique e explique os princípios presentes em cada um dos documentos, que definiram a relação entre governantes e governados.


Resposta:

O princípio que orienta o primeiro documento é o do direito divino dos Reis; já, no segundo, o princípio orientador é o da razão iluminista. Para os defensores do Absolutismo, como Jacques-Bénigne Bossuet (1627-1704), o poder político dos Reis emanava de Deus, sendo, portanto, um “poder divino” e determinado pelo nascimento (a hereditariedade sustentava a sucessão dinástica). Isso significa que a legitimidade dos monarcas é indiscutível e natural, constituindo, então, uma relação entre governantes e governados, na qual o primeiro tem autoridade e o segundo deve-lhe obediência e fidelidade, na categoria de súdito. Para os iluministas, em geral, e para Diderot (1713-1784), em particular, tal como se pode deduzir da leitura do fragmento, o poder político não é algo natural ou tomado como uma herança divina, uma vez que os homens, amparados pela razão, devem gozar de sua liberdade.
Por isso, a relação entre governo e governado depende de fonte distinta: a força (o uso da violência) e o consentimento (o contrato).



  
5. (Unesp)  Leia o texto.

"O governo arbitrário de um príncipe justo [...] é sempre mau. Suas virtudes constituem a mais perigosa das seduções: habituam o povo a amar, respeitar e servir ao seu sucessor, qualquer que seja ele. Retira do povo o direito de deliberar, de querer ou de não querer, de se opor à vontade do príncipe até mesmo quando ele deseja fazer o bem. O direito de oposição [...] é sagrado. Uma das maiores infelicidades que pode advir a uma nação seria a sucessão de dois ou três reinados de um todo poderoso justo, doce, [...] mas arbitrário: os povos seriam conduzidos pela felicidade ao esquecimento completo de seus privilégios, a mais perfeita escravidão".
            (D. Diderot. "Refutação de Helvétius", 1774.)
a) Como se denomina a forma de regime monárquico a que se refere Diderot?
b) O texto apresentou uma concepção de cidadania que teve reflexos, quase imediatos, nas revoluções do século XVIII e permaneceu nas experiências democráticas e no horizonte político dos séculos seguintes. Quais aspectos de cidadania são defendidos por Diderot ao afirmar que, sem esses direitos, "os povos seriam conduzidos a mais perfeita escravidão"?


Resposta:

a) Absolutismo Monárquico, modelo de governo característico do Antigo Regime.

b) Denis Diderot defende o direito à cidadania, apoiado no direito de oposição à opressão e ao direito à liberdade de escolha.



  
6. (Uff)  No final do século XVIII, em função da divulgação das críticas iluministas aos "Antigos Regimes", observaram-se processos de modernização de certos regimes absolutistas em alguns Estados europeus. Esses processos indicavam, de um lado, a crise dos Antigos Regimes e, de outro, a presença nesses Estados, que se renovavam, de projetos de mudanças que tinham por objetivo manter o poder frente aos avanços burgueses. A partir dessas considerações:
a) indique dois Estados europeus que realizaram esses processos de modernização;
b) mencione como os livros didáticos de História registram esses processos e analise duas de suas características.


Resposta:

a) Estados europeus: Áustria, Rússia, Prússia, Portugal ou Espanha. Também serão consideradas corretas as respostas que citarem dois dos seguintes reis ou ministros: José II, Catarina II, Frederico II, D. José II, Marquês de Pombal, Carlos III ou Conde de Aranda.

b) Os processos são denominados de despotismo esclarecido, mas também serão consideradas as denominações: absolutismo esclarecido, despotismo iluminado e absolutismo iluminado. Quanto às características: I - poderão ser explicadas pelas reformas realizadas no tocante à eficácia administrativa, aumentando o poder do rei e limitando a presença da nobreza no Estado. Dessa forma, diminuiram os custos da Corte e realizaram um movimento de anulação dos privilégios das aristocracias desses Estados. II - poderão ser explicadas, também, pelo incentivo à educação pública, que ampliava as condições de acesso ao ensino dos setores burgueses através da criação de escolas e pelo apoio à criação e desenvolvimento das academias literárias e científicas. Tudo isso com a intenção de expandir a capacidade de domínio do Estado Absoluto, pois significava a abertura de um espaço de ação dos interesses burgueses, no intuito de compatibilizar suas economias às novas práticas mercantilistas e manufatureiras. Tais práticas garantiriam a esses Estados independência frente à política da Inglaterra e da França. Outra característica importante é o estímulo à cultura, às artes e à filosofia que, paradoxalmente, incentivou o avanço dos valores e ideias iluministas, aumentando a força das críticas aos Antigos Regimes.



  
7. (Unesp)  Os historiadores costumam distinguir a primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra no século XVIII, de uma segunda Revolução, datada do último quartel do século XIX.
a) Estabeleça duas distinções entre a 1a e a 2a Revolução Industrial.
b) Aponte uma consequência política da 2a Revolução Industrial.


Resposta:

a) A Primeira Revolução Industrial (século XVIII), foi marcada pela introdução do vapor e do carvão mineral para obtenção de energia e o surgimento do proletariado como nova classe social.
    A Segunda Revolução Industrial (século XIX) tem como símbolos a eletricidade, o petróleo e o aço e desencadeou o neocolonialismo e a estruturação do capitalismo monopolista.
b) A introdução das novas tecnologias na indústria no século XIX, gerou a necessidade de se ampliar as
fontes de matérias-primas e os mercados consumidores, além de se criar novas áreas para o investimento de capitais excedentes. Tais necessidades levaram as potências industriais a uma política imperialista com a conquista e ocupação de novos territórios. As potências europeias concentraram seus esforços na África e na Ásia. Em particular na Ásia, enfrentaram a resistência dos nativos em movimentos como a Guerra do Ópio na China em 1841 e Guerra dos Cipaios na Índia em 1857. 



  
8. (Unicamp)  O industrial Henry Ford observou certa vez: Não pude constatar que o trabalho repetitivo cause dano de qualquer espécie homem. Especialistas de inclinações liberais asseguraram-me que o trabalho repetitivo destrói o físico e a mente, porém esse não foi o resultado de nossas investigações. A tarefa mais monótona de toda a fábrica é aquela na qual um homem pega uma engrenagem, a agita dentro de um tanque de óleo e a coloca em um cesto. Não requer energia muscular, nem inteligência. No entanto um homem está nessa tarefa há oito anos ininterruptos. Ele economizou, investiu seu dinheiro, e tem hoje cerca de mil dólares. (Adaptado de Huw Beynon, "Trabalhando para Ford", Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1995, p. 150.)

a) Qual foi o sistema de produção industrial introduzido por Henry Ford e em que ele consistia?
b) Segundo Ford, quais as vantagens deste sistema de produção?
c) Que críticas foram feitas a este sistema?


Resposta:

a) Linha de montagem. Consistia na montagem de veículos por meio da produção em série, com os operários realizando sempre as mesmas tarefas operacionais.
b) Redução do tempo de trabalho e dos custos da produção, sem causar danos ao trabalhador.
c) Excessiva especialização do operário, alienando-o em relação ao processo produtivo. O operário fora transformado em mera peça do sistema fabril.



  
9. (Uff)  Numere a frase com sua respectiva resposta:

1 - Associação de empresas autônomas que contam com um organismo comercial comum para controle de preços de venda, da quantidade da produção, da distribuição dos mercados entre os participantes e da provisão de matéria-prima.
2 - União financeira em que a maioria das ações de empresas diferentes é controlada por um único grupo.
3 - Fusão de várias empresas numa só unidade, com absorção das mais débeis econômica ou financeiramente pelas mais fortes.
4 - Empresas reunidas sob uma gestão comum, deixando-se a cada uma sua autonomia produtiva.

(     ) Trust
(     ) Holding
(     ) Cartel

Assinale a opção que contém a numeração na ordem correta.
a) 1, 2, 4   
b) 3, 1, 2   
c) 2, 3, 4   
d) 2, 1, 3   
e) 3, 2, 1   


Resposta:

[E]



  
10. (Unesp)  Nas últimas décadas do Século XIX, inúmeras transformações de ordem técnica e empresarial deram origem ao capitalismo "monopolista". Em comparação com o capitalismo "concorrencial", que caracterizou a fase anterior, verificam-se algumas diferenças.
a) Cite as duas novas fontes de energia que começaram a ser utilizadas na produção fabril.
b) Indique as mudanças que ocorreram no modo de organização empresarial.


Resposta:

a) Motores a explosão e energia elétrica.
b) Formação de conglomerados financeiros (trustes, cartéis e holdings).




Montando respostas para a prova específica de História - Professor Arão Alves






-->

Assassinato nos Balcãs - O atentado em Sarajevo


Não é a primeira vez que os sérvios – ou iugoslavos - fazem uma limpeza étnica nos Bálcãs. Antes dos albaneses kosovares, as vítimas foram os croatas e os bósnios, principalmente os muçulmanos, cuja religião foi herdada do longo domínio turco otomano na região até pouco antes da Primeira Guerra Mundial.

Aliás, os sérvios já estiveram envolvidos na deflagração da Primeira Guerra. Foi um estudante sérvio chamado Gavrilo Princip, pertencente a uma associação secreta conhecida como "Mão Negra", quem assassinou o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono da Áustria. O atentado bem sucedido, ocorrido na cidade de Saraievo na Bósnia, culminou com a declaração de guerra contra a Sérvia por parte do Império Austro-Húngaro. Os países europeus foram, um a um, arrastados para o conflito que durou quatro anos, de 1914 a 1918.
o dia 28 de junho de 1914, no aprazível verão de Sarajevo, capital da província austríaca da Bósnia-Herzegovina, na região dos Bálcãs, ocorreu um atentado que mudou o destino de milhões de europeus e de boa parte do mundo. O arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa, Sofia Chotek, foram assassinados a tiros por um jovem de origem sérvia, chamado Gavrilov Princip. O terrorista com aqueles disparos demonstrava o repúdio do seu grupo étnico à presença austríaca, num ato que tomou dimensões catastróficas.
O enorme carro oficial que conduzia Francisco Ferdinando e sua esposa pelas ruas de Sarajevo, naquela manhã de sol do verão balcânico, era antes de tudo uma temeridade. Andava com a capota arriada, e o casal, sob o ponto de vista da segurança, estava completamente exposto a qualquer tipo de atentado, fosse a pistola ou a bomba. Cabrinovic, um dos sete terroristas sérvios-bósnio que estavam em meio à multidão que se postava pelas calçadas, assim que viu o cortejo de seis automóveis passar, lançou o petardo diretamente sobre o que conduzia o arquiduque e sua esposa. Neste nesse primeiro momento do atentado, que desdobrou-se em dois atos ao longo daquele dia fatídico, graças ao motorista ter acelerado a viatura, a explosão deu-se embaixo das rodas de um outro automóvel que vinha atrás, ferindo dois membros da comitiva de Sua Alteza. O arquiduque Ferdinando, furioso com o desleixo e a negligência do pessoal local que lhe devia dar proteção, assim que completou a visita ao prefeito, resolveu novamente se expor. Cismou em fazer uma visita aos feridos no atentado da manhã, recolhidos ao hospital Sarajevo.

Os Tiros
"Sopherl! Sopherl! Sterbe nicht! Bleibe am Leben für unsere Kinder!"
(Sofia, Sofia! Não morra! Fique viva para nossos filhos!)
Arquiduque Ferdinando para sua mulher Sofia
Então deu-se o fado. À tarde, o motorista, não sabendo exatamente onde era o endereço, enviesou-se por uma rua errada. Ao ser advertido pelo governador Potiorek, o hospedeiro do ilustre casal, tratou de dar uma ré, indo parar bem em frente ao café Shiller, onde se encontrava um dos outros terroristas. O jovem Gavrilov Princip nem pôde acreditar quando, como um caçador surpreendido por sua presa, viu suas vítimas a poucos passos dele. Rapidamente adiantou-se para o veículo e de pouca distância disparou diretamente sobre o casal visitante. Encerrava assim o segundo ato do atentado de Sarajevo.
O arquiduque foi ferido no pescoço, enquanto sua mulher teve o abdome perfurado. Ele ainda murmurou-lhe algo ante de morrer, mas ela não durou muito mais. Ao serem levados até o palácio governamental, ambos lá chegaram mortos.
O estopim em Sarajevo – Causa espanto pensar que um crime isolado cometido de forma solitária por um jovem extremista possa mergulhar o mundo todo numa guerra. Foi exatamente isso, porém, que ocorreu nas últimas semanas. No último dia 28 de junho, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, foi alvejado à queima-roupa em Sarajevo por um estudante sérvio, Gavrilo Princip, ligado à organização nacionalista Mão Negra. Contudo, pela demora na reação do império Austro-Húngaro, o atentado, que ceifou também a esposa do nobre, Sofia, não parecia tomar grandes dimensões, muito menos funcionar como a centelha que seria capaz de inflamar a Europa. Passaram-se três longas semanas até que o estafe do imperador Francisco José encaminhasse à Sérvia um ultimato. Nessa mensagem, além de acusar implicitamente o governo sérvio de estar envolvido no crime, Viena elencava uma série de exigências visando reforçar a soberania austro-húngara nos Bálcãs. Entregue no dia 23 de julho, o documento foi respondido pela Sérvia dois dias depois – e, para surpresa geral, contestado em apenas pequenas cláusulas. Em resumo, o governo sérvio, apesar de negar qualquer participação no atentado, aceitava as requisições e termos da carta. Mesmo assim, o império Austro-Húngaro decidiu pela declaração de guerra, no dia 28 de julho. E o efeito dominó não tardaria a chegar às demais nações europeias.
Respeitando um tratado de amizade com a Sérvia, a Rússia logo anunciou a mobilização de seu gigantesco exército para a defesa dos eslavos. Por outro lado, a Alemanha, que já assinara um pacto com o império Austro-Húngaro, considerou a decisão russa um ato de guerra contra seus aliados, e declarou guerra à Rússia. Na verdade, o apoio do Reichstag alemão já havia sido sacramentado antes mesmo que o ultimato à Sérvia fosse enviado. Consultado pelo governo de Francisco José, os germânicos garantiram total suporte a Viena, qualquer que fosse o resultado da ação. Dando continuidade à sequência, a França, comprometida com Rússia também através de um tratado, conclamou guerra contra a Alemanha e, por tabela, contra o império Austro-Húngaro. Aqui, a cadeia poderia ter sido rompida: aliada dos gauleses por um pouco consistente pacto verbal, a Grã-Bretanha não se via obrigada a juntar-se à França na contenda.
Desde os anos 1870, os insulares propalavam aos quatro ventos sua política de "isolamento esplêndido", evitando interferir na política continental europeia. Entretanto, a marcha alemã na neutra Bélgica fez o primeiro-ministro Herbert Asquith resgatar um acordo assinado há 75 anos – o Tratado de Londres, pelo qual os britânicos se comprometiam a defender a Bélgica em caso de invasão –, e ingressar com as duas botas nas hostilidades. A entrada da Grã-Bretanha surpreendeu a Alemanha e fortaleceu as hostes da Tríplice Entente. As colônias Austrália, Canadá, Índia, Nova Zelândia e União da África do Sul ofereceram assistência militar e financeira aos aliados. Também o Japão, ligado aos britânicos por um tratado militar de 1902, declarou guerra aos germânicos, no dia 23 de agosto. O conflito já tinha, de fato, uma escala mundial, com repercussões sentidas muito além das fronteiras europeias

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

João Goulart, o aumento do salário mínimo e o Memorial dos Coronéis



João Goulart, o aumento do salário mínimo e o Memorial dos Coronéis
O cenário político que Getúlio Vargas encontrou no início dos anos 1950 era bem mais difícil do que o enfrentado por ele durante a década de 1930, uma vez que, no segundo caso, governaria em um sistema político aberto e sem o apoio da maioria no Congresso. A política trabalhista e o desenvolvimento econômico de cunho nacionalista que tentaria implantar nesse segundo governo encontraria forte oposição no Parlamento e nas Forças Armadas.
Apesar dos esforços despendidos pelo presidente no sentido de atrair seus opositores para o governo, em meados de 1952 já estava claro que a União Democrática Nacional (UDN), principal partido de oposição, não abdicaria de sua posição antigetulista. Esse quadro se agravaria com as tensões sociais provocadas pelo aumento da inflação e do custo de vida, que atingia particularmente as classes médias e o operariado. Diante da conjuntura política desfavorável e da necessidade de adotar políticas antiinflacionárias e, portanto antipopulares, Vargas decidiu, em junho de 1953, fazer uma reforma ministerial. Para o Ministério do Trabalho, nomeou João Vicente Belchior Goulart, conhecido como Jango.
João Goulart era um jovem estancieiro do Rio Grande do Sul, que se havia aproximado muito de Vargas durante o período em que este permaneceu em São Borja (1946-1950), e fora um dos principais articuladores da sua campanha para a presidência da República. Principal liderança do Partido Trabalhista (PTB) nos anos 1950, Jango era muito próximo dos sindicatos e representava, na reforma de 1953, o esforço do governo para neutralizar uma oposição de setores da esquerda que começava a despontar. Por outro lado, o novo ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha, companheiro de Vargas desde a Revolução de 1930, defendia a estabilização econômica, dispondo-se a desenvolver um programa antiinflacionário.
Em janeiro de 1954, começou a crescer a pressão dos trabalhadores pelo aumento do salário mínimo. Manter o salário em níveis não inflacionários era condição indispensável para o êxito da política de estabilização desenvolvida por Oswaldo Aranha nos últimos meses. Entretanto, corriam boatos de que Goulart cederia às pressões populares e concederia um aumento para o mínimo de cerca de 100%.
A resposta não demorou a chegar. No mês seguinte, fevereiro de 1954, 82 coronéis e tenentes-coronéis, ligados à ala conservadora do Exército no Rio de Janeiro, assinaram um documento que ficou conhecido como Manifesto ou Memorial dos Coronéis. Nesse memorial, elaborado no dia 8 e divulgado na íntegra pela imprensa 12 dias depois, os coronéis alardeavam a "deterioração das condições materiais e morais" indispensáveis ao pleno desenvolvimento do Exército, onde "perigoso ambiente de intranqüilidade", começava a se alastrar. Os coronéis conclamavam seus superiores a promover uma "campanha de recuperação e saneamento no seio das classes armadas", com o firme propósito de restaurar os "elevados padrões de eficiência, de moralidade, de ardor profissional e dedicação patriótica, que (...) asseguravam ao Exército respeito e prestígio na comunidade nacional".
O memorial protestava principalmente contra o descaso do governo em face das necessidades do Exército, como, por exemplo, as de remodelar instalações precárias em todo território nacional, reequipar as unidades, cujo material bélico era em sua maioria obsoleto, e conceder reajuste salarial aos militares, que viviam em "eterna disparidade" em relação às forças armadas de outros países. Nesse sentido, teciam sérias críticas ao aumento de 100% do salário mínimo proposto por Goulart, que provocaria distorções salariais graves, fazendo com que um operário percebesse um salário próximo ao de um oficial do Exército.
Ante a repercussão do memorial nos meios políticos e militares, Vargas optou pela substituição imediata de seus ministros da Guerra e do Trabalho, Ciro do Espírito Santo Cardoso e João Goulart, ambos identificados com a política nacionalista de seu governo e envolvidos diretamente na questão do aumento salarial. Jango apresentou pedido de demissão, que foi aceito pelo presidente em 22 de fevereiro de 1954, mas em 1o de maio Getúlio anunciou em discurso inflamado o novo salário mínimo, nos termos propostos por João Goulart.
Apesar do sucesso popular da medida, houve forte reação do empresariado e dos meios políticos. Várias denúncias circulavam pelo país, entre elas a de que existiria um acordo entre Perón, Vargas e Goulart no sentido de implantar no país uma república sindicalista no Brasil. A partir desse momento, a oposição civil e militar retomou o movimento conspiratório que desembocaria na crise de agosto e no suicídio do presidente.
Célia Costa


-->

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Revolta de Aragarças



Revolta de Aragarças
Apesar da anistia concedida por JK aos militares envolvidos na Revolta de Jacareacanga em fevereiro de 1956, o clima de insatisfação e de conspiração contra o governo continuou, sobretudo na Aeronáutica.
A Revolta de Aragarças, que eclodiu em 2 de dezembro de 1959, começou a ser articulada em 1957. A nova conspiração teve a participação do ex-líder de Jacareacanga, tenente-coronel aviador Haroldo Veloso, e de dezenas de outros militares e civis, entre os quais o tenente-coronel João Paulo Moreira Burnier, que foi o seu principal líder. O objetivo era iniciar um "movimento revolucionário" para afastar do poder o grupo que o controlava, cujos elementos seriam, segundo os líderes da conspiração, corruptos e comprometidos com o comunismo internacional.
Partindo do Rio de Janeiro, com três aviões Douglas C-47 e um avião comercial da Panair seqüestrado, e de Belo Horizonte, com um Beechcraft particular, os rebeldes rumaram para Aragarças, em Goiás. Pretendiam bombardear os palácios Laranjeiras e do Catete, no Rio, e ocupar também as bases de Santarém e Jacareacanga, no Pará, entre outras. Na realidade, nem o bombardeio aos palácios, nem a ocupação das bases chegaram a ocorrer, e a rebelião ficou restrita a Aragarças. A revolta durou apenas 36 horas. Seus líderes fugiram nos aviões para o Paraguai, Bolívia e Argentina, e só retornaram ao Brasil no governo Jânio Quadros.
Célia Maria Leite Costa

-->

Conferência interamericana de 1954







Após o governo eleito de Jacobo Arbenz ter desapropriado cerca de 255 mil acres de propriedade da companhia norte-americana United Fruit, na Guatemala, como parte de sua reforma agrária, foi convocada a X Conferencia Interamericana, em março de 1954. Enquanto os Estados Unidos viam na conferência a oportunidade de obter apoio dos participantes na condenação do governo guatemalteco, alguns países a viam como uma oportunidade de encaminhar resoluções de caráter econômico-social, como a fixação dos preços internacionais das mercadorias, o aumento de sua participação nos mercados norte-americanos e a obtenção de assistência técnica e econômica para seu desenvolvimento. Ao final, com o apoio do Brasil, foi aprovada uma resolução conhecida como "Declaração de Caracas", que considerava o controle de um Estado americano por forças comunistas como uma ameaça à soberania e integridade de todos os Estados americanos. Alguns meses depois, em junho, a CIA patrocinou a derrubada do governo Arbenz e a instalação do governo de Carlos Castillo Armas, francamente pró-americano.





HOTWORDS

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Follow by Email

Textos relacionados