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Oriente Médio e Palestina

sábado, 26 de maio de 2012

Uerj - FG - Simulado semana 16

Falta pouco...


Não se esqueça que o sono faz parte do estudo!!!


http://www.sprweb.com.br/lista/?COD=2034432121

Questão comentada: Império Industria e modernização


1. Os processos de expansão da economia mundial no final do século XIX abriram caminho para a política imperialista com reflexos em áreas que permaneciam em regimes econômicos incompatíveis com a modernização industrial.
Assinale a alternativa que melhor identifica essa nova situação.
a) As industrializações alemã e japonesa ratificam o processo de mundialização do capitalismo e os incentivos às transformações industriais.   
b) As industrializações brasileira e norte-americana demonstram a capacidade de ampliação dos mercados produtores.   
c) As industrializações italiana e portuguesa atestam as novas diretrizes das nações industrializadas em direção aos mercados africanos.   
d) As industrializações indiana e francesa indicam o declínio da hegemonia inglesa no cenário mundial.   
e) As industrializações argentina e mexicana que decorrem, em parte, desses processos de transformação da economia mundial, tiveram como fator decisivo a revolução agrária.   

Olá Adilson!
 O assunto dessa questão ainda será comentado em sala, mas, já que  você perguntou, não há problema em dar uma “palhinha”.
Esse tipo de questão demonstra que as bancas gostam de utilizar um “filtro” para selecionar uma camada superior  de candidatos, isto é, inserem questões sofisticadas que seriam respondidas por pouquíssimos alunos. Poucos professores de ensino médio ou cursinho comentariam um assunto desse. Vamos lá...
Um autor americano, cujo nome é Barrington Moore Jr, escreveu um livro chamado ” As origens  sociais da ditadura e da democracia: Senhores e camponeses na construção do mundo moderno”. Nessa obra, ele divide os principais Estados do século XIX a partir da história de seus grupos sociais, que ele denomina processos de modernização, ou seja, passagem de uma sociedade agrária para as sociedades industriais. Simplificando poderíamos considerar duas classes tradicionais (senhores e camponeses). A partir da análise dessa história chegaríamos a três resultados:

1º situação: Nobresa (senhores) perdeu  seu poder político e os camponeses  são transformados em pequenos proprietários ou trabalhadores urbanos. Segundo o autor, essas condições  levariam a formação de uma sociedade marcada pelo  Capitalismo democrático.
Ex: Inglaterra, França e EUA ( nos EUA houve a substituição das grandes propriedades por pequenas conhecida como “farmes”).
Obs: nos Eua não houve nobresa, logo, consideramos, apenas, a questão da propriedade da terra.

2º situação: Nobresa (senhores) conservou  certo  poder político e os camponeses foram extintos. Nesse caso, segundo o autor, houve a formação de um capitalismo com características de ditadura.
Ex: Alemanha ( os Junkers – grandes proprietários com influencia militar- mantiveram seu poder), Japão e Itália.

3º situação: A nobresa ( senhores)  perdeu sua importância política e os camponeses teriam permanecido como uma classe existente. Essas condições, segundo o autor, contribuíram para o surgimento de ditaduras comunistas.
Ex: Rússia e China.


Embora o modelo de Moore Jr aparente certo determinismo evolucionista, pode ser útil na compreensão de diferentes formas de inserção industrial. Dessa forma escapamos da análise simplista que explica a revolução industrial apenas a partir do modelo inglês. No caso alemão, por exemplo, o autor usa o conceito de “revolução por cima”, normalmente denominado em provas e livros didáticos como “via prussiana”
Pela explicação acima é possível concluir que o modelo econômico vigente na industrialização alemã, japonesa e italiana era, em grande parte, pautada pela manutenção de uma estrutura  tradicional, que, mesmo assim, não impediu a modernização e inserção desses países no expansionismo da economia mundial no final do século XIX.

Espero ter ajudado!

Professor Arão Alves
 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Imperialismo - Simulado on line

domingo, 20 de maio de 2012

Russia and NATO - NATO should not give in to Russian aggression



Rethink the reset

May 19th 2012
FOR 20 years NATO has wooed the Kremlin, with disappointing results. The alliance has repeatedly said it does not regard Russia as a threat and has forsworn putting nuclear weapons (or indeed anything else significant) in member states that were once part of the Soviet empire. Indeed, so keen was NATO not to offend Russia that for the first few years after the newcomers joined in 2004, it made no plans to defend them.
Yet Russia’s behaviour to NATO is becoming nastier. The chief of the general staff, Nikolai Makarov, recently spoke openly about a first strike against future American missile-defence installations in Poland and Romania. Russia has conducted ostentatious military drills on its border with the Baltic states, NATO’s most vulnerable members. Vladimir Putin, newly reinstalled in the Kremlin, has gone back to bashing the West. He is shunning NATO’s Chicago summit next week (and also the G8’s, even though his hosts moved that one from Chicago to make him happier). Residual cold-war thinking is exemplified by Russia’s espionage efforts at NATO’s Brussels headquarters, where its military observers are rather generously given an office and formal accreditation.
What should be done? Nobody is challenging the status quo publicly. But in private, some see a bargain: America stops standing up to Russia in Europe, in return for Kremlin concessions on issues that America really cares about, such as a new nuclear-weapons deal. That would include America rejigging its missile-defence plans, to leave out any bases in countries that were once part of the Soviet empire.
A softer stance could also include downgrading NATO’s planned exercises next year in Europe. Named “Steadfast Jazz”, these will be potentially the biggest manoeuvres since the end of the cold war. They are largely a response to troubling Russian exercises in 2009, which simulated the invasion of the Baltic states (followed by a dummy nuclear attack on Warsaw). Some cash-strapped European countries would be happy not to pay for their part in expensive wargames.
Wooing Russia this way would be a mistake. America’s missile-defence plans are aimed at Iran, not Russia. But they are also a token of transatlantic seriousness about Europe. Any suggestion of making them a bargaining chip unsettles those in Poland and elsewhere who doubt the durability of America’s security relationship with Europe.
Big talker
Russian sabre-rattling is not militarily significant: even with its big increase in defence spending of recent years, and the colossal sums promised for the future, Russia is no military match for a united NATO. But it does signal unpleasant thinking at the top, and a desire to bully. The right response from NATO would be to make Steadfast Jazz as realistic a defensive drill as possible. By demonstrating NATO’s resolve, a strong stance would enhance security; just as a weak one would only encourage Russia to pick a bigger stick.
The irony in all this is that Russia should be far more worried about China in the east and Islamists to the south than about NATO. The alliance is beset with problems: inadequate defence spending, finding a respectable exit from Afghanistan, and America’s “pivot” to Asia. NATO used to worry about a loss of purpose. Indeed, had Russia not antagonised its former empire in the 1990s, NATO might have shut up shop by now. The way things are going, it is lucky that it did not.
The Economist

sábado, 19 de maio de 2012

Sugestão de estudo complementar - 3º ano técnico


1. (Unicamp 2012)  No dia 14 de dezembro de 1968, os leitores mais atentos do Jornal do Brasil puderam perceber que o jornal apresentava mudanças. Apesar do sol de dezembro, por exemplo, a previsão meteorológica anunciava no alto da primeira página, à esquerda: “Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos”. Pela primeira vez, no lugar dos editoriais, eram publicadas fotos: na maior, um lutador de judô, gigante, dominando um garoto. O título da foto: “Força hercúlea”.

(Adaptado de Zuenir Ventura,1968: o ano que não terminou. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, p. 288-289.)

a) Por que o Jornal do Brasil apresentava alterações no dia seguinte à edição do Ato Institucional 5 (AI-5), de 13/12/1968?
b) Que relação o jornal quis estabelecer entre o contexto político e a foto do lutador e o garoto?
  
2. (Unicamp 2010)  Após o Ato Institucional nº 5, a ditadura firmou-se. A tortura foi o seu instrumento extremo de coerção, o último recurso de repressão política desencadeada pelo AI 5. Ela se tornou prática rotineira por conta da associação de dois conceitos. O primeiro relaciona-se com a segurança da sociedade: o país está acima de tudo, portanto vale tudo contra aqueles que o ameaçam. O segundo associa-se à funcionalidade do suplício: havendo terroristas, os militares entram em cena, o pau canta, os presos falam e o terrorismo acaba.

(Adaptado de Elio Gaspari, A ditadura escancarada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 13, 17.)

a) Segundo o texto, de que maneiras o regime ditatorial implantado no Brasil após 1964 justificava a tortura aos opositores?
b) Por que o AI 5 representou uma ruptura com a legalidade?
  
3. (Unesp 2008)  Observe as imagens

Modalidade esportiva importada da Inglaterra, o futebol foi de tal forma incorporado pela sociedade brasileira, que se tornou um acontecimento cultural e político de massa. O filme O ano em que meus pais saíram de férias, ambientado na Copa do Mundo de 1970, tem como tema as múltiplas faces desse fenômeno na cultura brasileira. Compare as figuras acima à luz dos respectivos contextos históricos, observando seus aspectos semelhantes e contrários, e escreva sobre o significado cultural e político do futebol para a história da sociedade brasileira.
  
4. (Uerj 2007) 

Apesar de referir-se a questões do período imperial brasileiro, a legenda que completa a ilustração evoca, por seu tom ufanista, outro 'slogan' utilizado no Brasil, no início da década de 1970:
           
            "Brasil: ame-o ou deixe-o."

Descreva a conjuntura econômica do país na primeira metade dos anos setenta e explique a utilização deste 'slogan' pelo governo militar da época.
  
5. (Unicamp 2006)  No Brasil, os partidos foram, na República Velha, partidos republicanos regionais. Após 1945, os partidos buscaram, sem grande sucesso, tornar-se nacionais, como ocorreu na década de 1930 com a Ação Integralista Brasileira, o primeiro partido nacional de massa. O processo de nacionalização dos partidos ocorre em pleno regime militar, com a polarização partidária.
            (Adaptado de Hélgio Trindade, "Brasil em Perspectiva: conservadorismo liberal e democracia bloqueada", em Carlos Guilherme Mota (org.), "Viagem incompleta: a experiência Brasileira (1500-2000): a grande transação". São Paulo: Ed. SENAC SP, 2000, p. 375.)

a) Segundo o texto, qual a diferença fundamental entre os partidos políticos da República Velha e os do regime militar (1964-1985)?
b) Quais as características políticas da Ação Integralista Brasileira (AIB)?
c) Qual a importância do bipartidarismo (ARENA e MDB) para o regime militar?
  
6. (Uerj 2005)  "A Lei da Anistia foi a coroação de uma luta e o início de um processo irreversível de democratização. (...). Não foi concessão. Foi conquista. (...)"
            (Deputado Sigmaringa Seixas)

"Não vimos a anistia como perdão, mas como esquecimento. Passaram um borrão na História".
            (Deputado Ricardo Zarattini)
            ("O Globo", 08/08/2004)

Os posicionamentos dos deputados acima refletem diferenças observadas na sociedade civil brasileira no tocante à redação final da Lei da Anistia, aprovada pelo Congresso Nacional, em 28 de agosto de 1979.

a) Apresente duas críticas feitas por segmentos da sociedade brasileira ao conteúdo do projeto de lei de anistia enviado ao Congresso pelo governo Figueiredo.
b) Dentre as medidas liberalizantes que antecederam a Lei da Anistia, encontra-se a revogação do Ato Institucional n° 5, em outubro de 1978. Cite duas prerrogativas que tenham sido atribuídas ao presidente da república pelo AI-5.
  
7. (Unicamp 2005)  Em 1970, o Brasil se consagrou tri-campeão mundial de futebol, quando se cantava:

Noventa milhões em ação,
pra frente, Brasil
do meu coração. (...)
Salve a seleção.

Falava-se de um "Brasil Grande", "Brasil Potência", e distribuíam-se adesivos com a inscrição "Brasil, ame-o ou deixe-o". Com bandeiras do Brasil na mão, cantavase repetidamente "Este é um país que vai pra frente".
            (Adaptado de Elio Gaspari, "A ditadura escancarada". São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 207-8).

a) Relacione slogans como "Esse é um país que vai pra frente" com o chamado "milagre econômico".
b) Relacione o slogan "Ame-o ou deixe-o" com a repressão do regime militar instaurado em 1964.
c) Cite e caracterize um movimento de oposição ao regime militar.
  
8. (Uerj 2004)  O grande personagem da segunda metade dos anos oitenta foi o trabalhador "sem terra", protagonista de uma forte organização política. Desde 1984, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra foi se disseminando por várias regiões brasileiras, e recolocando a questão da função social da propriedade fundiária e da necessária efetivação de uma reforma agrária.
(SANTOS, J. V. T. Efeitos sociais da modernização da agricultura. In: SZMRECSÁNYI, T. & SUZIGAN, W. História Econômica do Brasil Contemporâneo. São Paulo: EDUSP, 2002.)

Durante os governos militares (1964 - 1980), consolidou-se no Brasil um padrão de desenvolvimento que estabeleceu novas bases para as relações entre as atividades industriais e as agrícolas, o que se refletiu na vida dos trabalhadores rurais.
a) Apresente uma característica do processo de integração estabelecido entre a agricultura e a indústria no país neste período.
b) Estabeleça a relação existente entre o modelo de desenvolvimento agrário adotado pelos governos militares e a crescente relevância da figura social do trabalhador sem terra.
  
9. (Uerj 2003)  Um homem de direita, que já foi de esquerda, se une a um homem de esquerda, para fins de direita.
            (QUEIRÓS, Raquel de. In: "Nosso Século" (1960/1980). São Paulo: Abril Cultural, 1980.)

A frase acima exemplifica o clima de tensão gerado pelo avanço dos segmentos mais autoritários do exército brasileiro no pós-1964. O avanço dessas ações mais repressivas promoveu "alianças impossíveis" de serem imaginadas antes de 1964, como aquela que uniu o presidente da República deposto, João Goulart, vinculado ao movimento trabalhista, e o primeiro governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, um dos principais líderes do movimento de 1964.

Identifique duas ações dos governos militares que possam explicar essas "alianças impossíveis".
  
10. (Uerj 2001) 




A campanha das diretas já, iniciada no final de 1983, tinha como objetivo pressionar os políticos e o governo a aceitarem a emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas para presidente.

Estabeleça a relação entre o resultado das eleições de 1982 para governadores e o início da campanha das diretas já.
  
11. (Unesp 2000)  Nos anos de 1970 surgiu, no Brasil, uma forma de imprensa chamada "alternativa", cujos melhores exemplos foram  O PASQUIM, OPINIÃO E VERSUS, os quais, com ironia, humor e metáforas, abordavam temas políticos daquele momento. Ao mesmo tempo, vários jornais da grande imprensa deixaram de circular, como CORREIO DA MANHÃ e DIÁRIO DE NOTÍCIAS, enquanto outros, como O ESTADO DE S. PAULO e JORNAL DA TARDE publicavam em algumas colunas textos de Camões e receitas culinárias.

a) A que regime político correspondem os fatos citados no texto?

b) Pelo texto, identifique o comportamento da imprensa no seu relacionamento com o governo.
  
12. (Unicamp 1999)  Em 13 de dezembro de 1968, o governo brasileiro promulgou o Ato Institucional no 5, que, segundo opiniões da época, transformava o regime militar em uma ditadura "sem disfarces".

a) Qual o pretexto utilizado pelo regime militar para editar este Ato?
b) Cite duas das principais medidas adotadas por esse Ato.
c) Caracterize dois elementos da democracia que a diferenciam da ditadura.
  
13. (Unicamp 1998)  A crise do petróleo, em 1973, atingiu toda a economia mundial. Nesse ano, os países integrantes da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que respondiam por mais de 60% da produção mundial e quase 90% das exportações, tomaram medidas unilaterais para controlar a produção e distribuição dessa matéria-prima.

a) Quais foram as medidas tomadas pela OPEP que resultaram na crise do petróleo de 1973?
b) Quais foram as consequências dessas medidas sobre a economia brasileira?
  
14. (Unesp 1996)  Em outubro de 1969, assumiu a presidência do Brasil Emílio Garrastazu Médici. No seu governo, o general tentou o estilo populista. É a fase do "Brasil Grande", do "Milagre Econômico", com crescimento industrial e execução de obras grandiosas, como a Transamazônica, a ponte Rio-Niterói, etc.
Considerando o período pós-64, caracterize:
a) a fase do "Milagre Econômico", no que se refere à distribuição de renda para a camada mais pobre dos assalariados;
b) o governo Médici, com relação à vigência das normas democráticas.
  
15. (Unicamp 1996)  O movimento das Diretas-Já em 1984 chegou a reunir centenas e milhares de pessoas na Praça da Sé em São Paulo e em outras cidades do Brasil. Ao final de cada comício, cantava-se o Hino Nacional, que expressava o descontentamento da sociedade civil com o regime político, cada vez mais, antipopular e deslegitimado.
a) O que foi o movimento Diretas-Já?
b) De que maneira o Hino Nacional, cantado nas praças públicas, marcava uma nova relação entre o estado e a nação?
  
16. (Unicamp 1994)  "Os artistas que participaram do tropicalismo queriam entender o país em que viviam e comunicar-se com o povo, mas de um modo diferente daquele proposto pelo CPC (Centro Popular de Cultura) da UNE (União Nacional dos Estudantes), no início dos anos 60."
            (Adaptado de Marcus Venicio Ribeiro, Chico Alencar e Claudius Ceccon, BRASIL VIVO, 1991).

a) O que foi o Tropicalismo?
b) Quais os argumentos utilizados pela UNE para afirmar que os tropicalistas eram alienados?
  
17. (Unesp 1989)  "Estávamos, pois, diante de três alternativas. A primeira ceder aos exaltados e mergulhar na ditadura total (...) A segunda, era desamparar o presidente e deixá-lo a mercê dos que haviam desencadeado a guerrilha de inspiração comunista. A terceira era aceitar um Ato Institucional para conter a contra-revolução (...)."

Depois de participar ativamente do movimento de 1964, uma personagem do cenário político atual, não obstante o diálogo da força, procura dissimular e amenizar a "escolha" tomada em 1968, como a menos dolorosa para o povo brasileiro conforme expressa o trecho anterior.
Responda:
a) Indicando a "alternativa" que prevaleceu.
b) Quem era o presidente militar que governava o Brasil em 1968?
c) Procure caracterizar as implicações e os desdobramentos políticos que decorreram daquela decisão tomada.
 
Gabarito:  

Resposta da questão 1:
 a) As alterações no jornal forma uma forma de denunciar a situação do país; e são reflexos da censura imposta aos meios de comunicação – que posteriormente se agravou – e a decretação do AI- 5, que promovia maior centralização do poder e criava condições para maior repressão por parte do governo a seus opositores.

b) A imagem pretendeu mostrar a relação entre o Estado, agigantado pelas leis de exceção que conferiam maiores poderes aos militares governantes e a sociedade, feita pequena na medida em que tinha seus direitos eliminados, dando a entender um conflito, marcado pela desigualdade.  

Resposta da questão 2:
 a) Segundo o texto, a tortura constituiu-se num instrumento eficaz no combate ao terrorismo. Tal prática justificava-se pela segurança da sociedade preconizada na Doutrina da Segurança Nacional em vigência na época. 

b) Integrado ao conjunto das medidas de exceção durante a Ditadura Militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985, o Ato Institucional nº 5 (AI – 5) foi considerado o “golpe dentro do golpe”, pois estabeleceu o efetivo fechamento do regime na medida em que determinou o fechamento do Congresso, a cassação de mandatos e a suspensão do habeas corpus, entre outras medidas.  

Resposta da questão 3:
 As duas fotos evidenciam, o uso de um evento de grande repercussão popular por governantes para promover a imagem positiva de seu governo. No caso, os então presidentes do Brasil, Juscelino Kubitschek em 1958 e Emilio Garrastazu Médici em 1970, exploram o êxito do Brasil nas respectivas Copas do Mundo de futebol.
As imagens relacionam-se aos contextos do populismo e desenvolvimentismo, com Juscelino Kubitschek e neopopulismo e "Milagre Econômico", com Médici. No entanto, politicamente o governo JK era democrático,  enquanto o governo Médici caracterizou o auge da ditadura militar.
O futebol caracteriza-se como um dos principais elementos da cultura de massa dos brasileiros e, por isso, é explorado politicamente, seja por dirigentes de clubes e astros do esporte para ascederem a cargos eletivos ou utilizado pelas autoridades políticas com finalidades eleitoreiras, além da exploração econômica pelos mais variados segmentos.  

Resposta da questão 4:
 Descrição: o país passava pelo que se denominou "milagre econômico", com crescimento acelerado do PIB, aumento e diversificação da produção industrial e das exportações, estabilização dos índices inflacionários e ampliação significativa do ingresso de capitais estrangeiros na forma de empréstimos e investimentos diretos. Em contrapartida, o governo adotou uma política de arrocho salarial, que acentuava a concentração de renda e riquezas nas mãos de poucos.

Explicação: o aparente sucesso do modelo econômico implantado permitiu que o governo militar utilizasse esse slogan ufanista para legitimar-se politicamente, em um contexto no qual essa legitimidade era confrontada pelas ações das guerrilhas urbana e rural e por vozes da oposição consentida.  

Resposta da questão 5:
 a) Na República Velha, os partidos tinham caráter local. No regime militar, o bipartidarismo deu aos partidos dimensão nacional.

b) A Ação Integralista Brasileira (AIB) tinha como características a defesa do Estado totalitário, o nacionalismo, o anticomunismo e o antisemitismo, caracterizando-se como um partido fascista.

c) A Preservação de partidos políticos na Ditadura Militar, tinha por finalidade manter a aparência democrática, a obtenção de apoio da classe política e o controle do governo sobre a oposição.  

Resposta da questão 6:
 a) Duas dentre as críticas:
- ausência do caráter amplo, geral e irrestrito proposto pelos movimentos sociais
- presença de dificuldades na reintegração de servidores públicos civis e militares anistiados
- proposta de benefícios aos agentes da repressão acusados de crimes cometidos em nome da segurança nacional
- exclusão do perdão aos condenados por crimes de terrorismo, assalto, sequestro e atentado pessoal, mesmo sem mortes

b) Duas dentre as prerrogativas:
- cassar mandatos parlamentares
- privar cidadãos de seus direitos políticos
- demitir / aposentar funcionários públicos
- decretar o recesso do Congresso Nacional  

Resposta da questão 7:
 a) O slogan propagado foi durante o governo Médici (1969-1974) e com forte teor ufanista como estratégia para valorizar o chamado "milagre econômico" e com isso conseguir o apoio da população.

b) A expressão "Ame-o ou deixe-o", veiculada pelo governo, sobretudo durante os chamados "Anos de Chumbo" (1970-1974) quando se desencadeou uma violenta perseguição aos opositores, procurava induzir a população a acreditar que quem se opunha ao regime, amava o Brasil e por isso deveria deixá-lo.

c) Entre os movimentos de oposição ao regime militar pode-se destacar a atuação dos Centros de Cultura Popular vinculados à UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Guerrilha urbana e rural, caracterizada pela luta armada, sob inspriração dos processos revolucionários de cunho socialista, particularmente o de Cuba.  

Resposta da questão 8:
 a) Podem ser apontados como caracterísiticas do processo de integração entre agricultura e indústria no Brasil por iniciativa dos governos militares, crescimento significativo de um setor industrial voltado para o desenvolvimento de máquinas e outros insumos agrícolas e a manutenção das regiões Norte e Nordeste como reservatório de mão de obra migrante para o setor urbano e reduto de uma agricultura tradicional não-industrial.

b) Apesar de caracterizar-se pela modernização em relação às estruturas anteriores, o modelo de desenvolvimento agrário implementado pelos governos militares no Brasil, promoveu a exclusão dos posseiros com poucos recursos e dos trabalhadores rurais desse processo, na medida em que dificultou possibilidade de redistribuição da propriedade fundiária e criou condições para a dispensa de mão de obra para dos assalariados temporários, os boias-frias. Diante desse quadro, esses trabalhadores rurais excluídos passaram a integrar movimentos organizados de luta pela terra como o MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.  

Resposta da questão 9:
 Duas dentre as ações:
-  adiamento das eleições presidenciais marcadas para 1965, sem nova data
-  instituição dos IPM e cassações de políticos que apoiavam o golpe em 1964
-  aumento da repressão, provocando divisões no interior das facções presentes no movimento de 1964
-  aumento da repressão ao movimento sindical e a eliminação dos partidos tradicionais, provocando maior controle sobre os oposicionistas
-  controle, de forma mais contundente, por parte das agências oficiais de informação e repressão, que se constituiu em um poder paralelo dentro do Estado  

Resposta da questão 10:
 O avanço político da oposição, com o crescimento do PMDB e o destaque da vitória do PDT no Rio de Janeiro, possibilitou maior organização da opinião pública e o amadurecimento da participação popular, levando-a à campanha das diretas já.  

Resposta da questão 11:
 a) Ao Regime Militar (1964-85)

b) Até a publicação do AI-5, a grande imprensa oscilava entre a neutralidade e a adesão aos militares. A partir daí, com a imposição da censura, parte da imprensa colocou-se contrária ao regime utilizando-se de textos literários ou receitas culinárias em lugar das matérias censuradas. A chamada "imprensa alternativa" se opunha ao regime através de textos cínicos e debochados.  

Resposta da questão 12:
 a) A recusa da Câmara dos Deputados em autorizar que o governo militar processasse o deputado federal Márcio Moreira Alves, do MDB, devido ao discurso por ele proferido, o qual fora considerado ofensivo pelas Forças Armadas.

b) Restabelecimento das cassações de mandatos e da suspensão de direitos políticos; suspensão do direito de "habeas corpus".

c) Na democracia, existe liberdade de expressão, a qual é cerceada na ditadura. Na democracia, há também a liberdade de organização político-partidária e, consequentemente, a liberdade de voto, as quais inexistem na ditadura.  

Resposta da questão 13:
 a) Elevação dos preços no mercado internacional e redução da produção.
b) A Crise do Petróleo comprometeu o "Milagre Econômico" aumentando a dívida externa e estimulando programas alternativos de produção de energia como o Proalcool e a produção de energia nuclear.  

Resposta da questão 14:
 a) Não houve distribuição de renda. Pelo contrário, houve uma concentração da riqueza gerada.
b) Foi o período de maior repressão política, social e cultural, culminando com desaparecimentos, torturas e mortos.  

Resposta da questão 15:
 a) Mobilização popular em prol da emenda do deputado Dante de Oliveira pelas eleições diretas.
b) Era o clamor popular exigindo, pela maioria, a democratização plena do país.  

Resposta da questão 16:
 a) Movimento estético artístico surgido no contexto do regime autoritário.
b) Entre os tropicalistas, supostamente, não havia um "engajamento" político-partidário.  

Resposta da questão 17:
 a) Foi decretado o AI no 5.
b) Costa e Silva.
c) Aumento do poder do presidente, implantação da censura, cassações, expurgos, suspensão do habeas corpus, etc.  


Video sobre o Regime militar

Uerj - Simulado FG Ciências humanas e suas tecnologias - 15º semana

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sugestão de estudo complementar para o teste de Historia 1º ano técnico


1. (Unicamp 2012)  Godrici de Finchale foi um mercador que viveu no século XI, na Baixa Idade Média, no leste da atual Inglaterra.

"Quando o rapaz, depois de ter passado os anos da infância sossegadamente em casa, chegou à idade varonil, principiou a aprender com cuidado e persistência o que ensina a experiência do mundo. Para isso decidiu não seguir a vida de lavrador, mas estudar, aprender e exercer os rudimentos de concepções mais sutis. Por esta razão, aspirando à profissão de mercador, começou a seguir o modo de vida do vendedor ambulante, aprendendo primeiro como ganhar em pequenos negócios e coisas de preço insignificante; e, então, sendo ainda um jovem, o seu espírito ousou pouco a pouco comprar, vender e ganhar com coisas de maior preço.”

(Adaptado de Reginald of Durnham, "Libellus de Vita et Miraculis S. Godrici", em Fernando Espinosa, Antologia de textos históricos medievais. 3ª ed., Lisboa: Sá da Costa Editora, 1981, p. 198.)

a) Segundo o texto, o ofício de mercador exigia uma preparação diferente daquela do lavrador. Quais eram as diferenças entre esses dois ofícios?
b) Cite duas características do renascimento comercial e urbano ocorrido no final do período medieval.
  
2. (Unicamp 2010)  A partir do século IX, aumentou a circulação da ciência e da filosofia vindas de Bagdá, o centro da cultura islâmica, em direção ao reino muçulmano instalado no Sul da Espanha. No século XII, apesar das divisões políticas e das guerras entre cristãos e mouros que marcavam a península ibérica, essa corrente de conhecimento virou um rio caudaloso, criando uma base que, mais tarde, constituiria as fundações do Renascimento no mundo cristão. Foi dessa maneira que o Ocidente adquiriu o conhecimento dos antigos. No quadro pintado pelo italiano Rafael, A escola de Atenas (1509), o pintor daria a Averróis, sábio muçulmano da Andaluzia, um lugar de honra, logo atrás do grego Aristóteles, cuja obra Averróis havia comentado e divulgado.

(Adaptado de David Levering Lewis, God’s Crucible: Islam and the Making of Europe, 570-1215. New York: W. W. Norton, 2008, p. 368-69, 376-77.)

a) Identifique no texto dois aspectos da relação entre cristãos e muçulmanos na Europa medieval.
b) Relacione as características do Renascimento cultural europeu à redescoberta dos valores da Antiguidade clássica.
  
3. (Unicamp 2010)  Até o século XII, a mulher era desprezada por ser considerada incapaz para o manejo de armas; vivendo num ambiente guerreiro, não se lhe atribuía outra função além de procriar. A sua situação não era mais favorável do ponto de vista espiritual; a Igreja não perdoava Eva por ter levado a humanidade à perdição e continuava a ver em suas descendentes os acólitos lúbricos do demônio.

(Adaptado de Pierre Bonassie, Amor cortês, em Dicionário de História Medieval. Lisboa: Publicações D. Quixote, 1985, p. 29-30.)

a) Identifique no texto as razões para a mulher ser considerada inferior na sociedade medieval.
b) Quais características da sociedade medieval configuraram um “ambiente guerreiro” até o século XII?
  
4. (Fuvest 2009)  No feudalismo, a organização da sociedade baseava-se em vínculos de dependência pessoal como os de vassalagem e servidão.

Descreva o que eram e como funcionavam, na sociedade feudal,
a) a vassalagem;
b) a servidão.
  
5. (Unicamp 2008)         "Em 1348 a peste negra invadiu a França e, dali para a frente, nada mais seria como antes. Uma terrível mortalidade atingiu o reino. A escassez de mão de obra desorganizou as relações sociais e de trabalho. Os trabalhadores que restaram aumentaram suas exigências. Um rogo foi dirigido a Deus, e também aos homens incumbidos de preservar Sua ordem na Terra. Mas foi preciso entender que nem a Igreja nem o rei podiam fazer coisa alguma. Não era isso uma prova de que nada valiam? De que o pecado dos governantes recaía sobre a população? Quando o historiador começa a encontrar tantas maldições contra os príncipes, novas formas de devoção e tantos feiticeiros sendo perseguidos, é porque de repente começou a se estender o império da dúvida e do desvio."
            (Adaptado de Georges Duby, "A Idade Média na França (987-1460): de Hugo Capeto a Joana D'arc". Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992, p. 256-258.)

a) A partir do texto, identifique de que maneira a peste negra repercutiu na sociedade da Europa medieval, em seus aspectos econômico e religioso.
b) Indique características da organização social da Europa medieval que refletiam a ordem de Deus na Terra.
  
6. (Unicamp 2006)  No contexto das invasões bárbaras do século X, os bispos da província de Reims registraram: "Só há cidades despovoadas, mosteiros em ruínas ou incendiados, campos reduzidos ao abandono. Por toda parte, os homens são semelhantes aos peixes do mar que se devoram uns aos outros." Naquele tempo, as pessoas tinham a sensação de viver numa odiosa atmosfera de desordens e de violência. O feudalismo medieval nasceu no seio de uma época conturbada. Em certa medida, nasceu dessas mesmas perturbações.
            (Adaptado de Marc Bloch, "A sociedade feudal". Lisboa: Edições 70, 1982, p. 19.)

a) Estabeleça as relações entre as invasões bárbaras e o surgimento do feudalismo.
b) Identifique duas instituições romanas que contribuíram para a formação do feudalismo na Europa medieval. Explique o significado de uma delas.
  
7. (Ufc 2006)  Leia o texto a seguir.

Às margens de dois grandes impérios, surgiu um movimento religioso. Em pouco tempo, em nome dessa nova religião, exércitos foram recrutados, países foram conquistados e foi fundado um novo império, que incluiu grande parte do território do Império Bizantino e todo o Sassânida, na Pérsia, e estendeu-se da Ásia Central até a Espanha.

A partir do texto e dos seus conhecimentos, responda:
a) A qual religião o texto se refere? Onde e quando ela surgiu? Quais são os dois grandes grupos em que ela está dividida?
b) Indique quatro conflitos do século XX ou XXI nos quais estejam envolvidos países ou populações ligados a essa religião. Escolha um desses conflitos e apresente uma das razões que o desencadeou.
  
8. (Unicamp 2004)  Nas entradas de muitas cidades da Liga Hanseática, estava escrito: "O ar da cidade liberta",
a) O que foi a Liga Hanseática?
b) Quais fatores impulsionaram o renascimento urbano europeu a partir do século XI?
c) Por que as cidades, naquele momento, eram concebidas como espaço da liberdade?
  
9. (Unicamp 1999)  No século XIII, um teólogo assim condenava a prática da usura:
"O usurário quer adquirir um lucro sem nenhum trabalho e até dormindo, o que vai contra a palavra de Deus que diz: 'Comerás teu pão com o suor do teu rosto'. Assim o usurário não vende a seu devedor nada que lhe pertença, mas apenas o tempo, que pertence a Deus. Disso não deve tirar nenhum proveito."
            (Adaptado de J. Le Goff, "A Bolsa e a Vida", Brasiliense, 1989)

a) O que é usura?
b) Por que a Igreja medieval condenava a usura?
c) Relacione a prática da usura com o desenvolvimento do capitalismo no final da Idade Média.
  
10. (Unicamp 1997)  A tomada da cidade de Jerusalém foi narrada assim pelo historiador árabe Ibn al-Athir:

"A população da Cidade Santa foi morta pela espada, e os franj(*) massacraram os muçulmanos durante uma semana. Na mesquita (...), eles mataram mais de 70 mil pessoas."
(*)franj: os francos, os soldados cruzados.

Para os árabes, os soldados invasores eram "bestas selvagens", atrasados, ignorantes das artes e das ciências e fanáticos religiosos que não hesitavam em queimar mesquitas e dizimar populações inteiras.
            (Baseado em Amin Maalouf, AS CRUZADAS VISTAS PELOS ÁRABES, São Paulo, Brasiliense, 1988, p. 56-57)

a) Descreva a visão que os árabes tinham dos europeus e a visão que os europeus tinham dos árabes no período das Cruzadas. Compare-as.
b) Quais foram as consequências das Cruzadas para a Europa?
  
11. (G1 1996)  O que foi o Cisma do Oriente em 1054?
  
12. (Unicamp 1996)  O Mediterrâneo e os mares Báltico e do Norte, ao final da Idade Média, eram rotas comerciais importantes.
a) Quem desenvolvia as atividades comerciais nesses mares?
b) Por que essas atividades contribuíram para a destruição da ordem feudal?
  
13. (G1 1996)  Cite três obrigações estabelecidas por Maomé aos muçulmanos.
  
14. (Unicamp 1995)  O feudo era a principal unidade de produção da Idade Média.
a) Como se dividia o feudo?
b) Explique a função de cada uma das partes do feudo.
  
15. (Unicamp 1994)  "A Igreja, durante toda a Idade Média, guiava todos os movimentos do homem, do batismo ao serviço fúnebre. A Igreja educava as crianças; o sermão do pároco era a principal fonte de informação sobre os acontecimentos e problemas comuns. A paróquia constituía uma importante unidade de governo local, coletando e distribuindo as esmolas que os pobres recebiam. Como os homens ficavam atentos aos sermões era frequente o governo dizer aos pregadores exatamente o que deviam pregar."
            (Adaptado de Christopher Hill, A REVOLUÇÃO INGLESA DE 1640, 1977)
           
A partir do texto acima escreva quais eram as funções sociais e políticas da Igreja Católica na Idade Média.
  
16. (Unesp 1990)  A Idade Média pode ser caracterizada por um longo processo de desenvolvimento e de lenta dissolução das relações servis de produção. Relacione os fatores históricos estruturais e conjunturais que contribuíram e influíram na formação do sistema feudal.
  
17. (Unesp 1990)  A Arábia, durante anos, viveu à margem do mundo antigo. A rapidez vertiginosa das conquistas não impediu a fraqueza relativa dos espaços ocupados. Demasiadamente extenso, o império árabe cedo se esfacelou, mas deixou as marcas da fé. Esclareça o principal objetivo de Maomé ao pregar o islamismo.
  
18. (Unesp 1990)  A Igreja encontrou nas instituições feudais um terreno propício para acrescentar poder político à hegemonia espiritual que já exercia. Esclareça o que foi a Querela das Investiduras e estabeleça a relação desta com a Concordata de Worms de 1122.
  
19. (Fuvest 1987)  Como estava organizada a estrutura da sociedade feudal?
  
20. (Fuvest 1982)  O crescimento do comércio e a expansão da burguesia, a partir do século XI, encontraram dificuldades resultantes de certas características do sistema feudal. Mencione duas dessas características.
 
Gabarito:  

Resposta da questão 1:
 a) O ofício de lavrador era o ofício tradicional, da maioria dos trabalhadores, pois a economia feudal era essencialmente agrária, que demandava conhecimento de técnicas agrícolas básicas, assim como sobre a terra e os períodos de chuva ou de estiagem. O ofício de mercador era uma exceção. Considera-se que a partir do século XI ele passou a se desenvolver, parte das transformações que caracterizaram a Baixa Idade Média. O mercador deveria ter conhecimento sobre moedas, sistema de pesos e medidas e as necessidades do pequeno mercado que se formava.

b) Durante a Baixa Idade Média houve a grande expansão do comércio na Europa, parte dele de produtos oriundos do oriente através de mercadores italianos, principalmente a partir das cruzadas. A intensidade do comércio foi fundamental para o desenvolvimento urbano e para a formação da classe burguesa. Nas cidades, além do comércio, a produção artesanal também conheceu grande desenvolvimento.
É importante ressaltar que, apesar do desenvolvimento urbano e comercial, essa situação era uma exceção, pois ainda predominavam as relações feudais.  

Resposta da questão 2:
 a) De acordo com o texto, pode-se considerar como aspectos da relação entre cristãos e muçulmanos na Idade Média, a transmissão conhecimentos da antiguidade clássica dos muçulmanos ao ocidente cristão e presença islâmica na península ibérica deu origem à guerra da Reconquista.

b) O Renascimento é assim chamado em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antiguidade clássica durante a passagem da Idade Média para a Idade Moderna, destacando-se o racionalismo, o antropocentrismo, o individualismo e o naturalismo.  

Resposta da questão 3:
 a) De acordo com o texto, a mulher era inferiorizada por ser considerada incapaz no manejo de armas e por ser considerada herdeira de Eva, responsável pela perdição da humanidade, o que na perspectiva da religiosidade medieval, tornava-a naturalmente pecadora.

b) As guerras medievais estavam associadas a diversos motivos, quais sejam, as disputas territoriais, saques, questões políticas e religiosas, rivalidades familiares e aumento de poder. Pode-se destacar as guerras contra os invasores bárbaros, as disputas por feudos e as Cruzadas, batalhas entre cristãos e muçulmanos.

As guerras eram tão importantes na sociedade medieval que a nobreza militarizada, principalmente a cavalaria, tinha uma posição de destaque nos feudos e reinos. Os guerreiros possuíam grande importância e prestígio social e econômico e preparavam-se desde a infância para serem eficientes, leais e corajosos. As relações de vassalagem e suserania mobilizavam grandes contingentes de cavaleiros e guerreiros para as guerras.  

Resposta da questão 4:
 a) A vassalagem era a submissão de um indivíduo denominado vassalo a um senhor ou suserano, jurando-lhe fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso. Tinha por base a concessão de um feudo, feita pelo suserano ao vassalo e implicava em fidelidade, lealdade e reciprocidade entre ambos.

b) Servidão feudal, consistia na relação de dependência entre o camponês (servo) preso às terras de um feudo e o senhor feudal. O primeiro devia ao segundo obrigações, pagas com parte da produção (talha) e trabalho (corveia), entre outras. Em contrapartida, o senhor devia proteção ao servo e à família dele.  

Resposta da questão 5:
 a) A peste negra insere-se no contexto da crise do século XIV e é considerada uma manifestação do esgotamento do sistema feudal. Quanto ao aspecto econômico, as altas taxas de mortalidade ocasionaram a escassez de mão de obra, levando à superexploração dos servos pelos senhores feudais e às consequentes revoltas camponesas, destacando-se as "jacqueries", além de mudanças nas relações de trabalho. Tais eventos acabaram por gerar a crise do trabalho servil.
Outro efeito da mortalidade foi a redução do mercado em um contexto de retomada do comércio que, juntamente à paralisação das rotas terrestres, em decorrência particularmente da Guerra dos Cem Anos, estimularam a Expansão Marítima e Comercial Europeia.
Quanto ao aspecto religioso, a peste serviu de argumento para perseguições aos grupos considerados heréticos, culpados de atrair a ira divina, em razão de as interpretações sobre a peste estarem inseridas à mentalidade medieval marcada pelo cristianismo.

b) A concepção de sociedade, na Europa medieval, era determinada pela Igreja e fundamentada no teocentrismo. Assim sendo,  a sociedade era estratificada, composta de três ordens: o clero, os que rezam; a nobreza, os que combatem; e os camponeses, os que trabalham.  

Resposta da questão 6:
 a) As "invasões bárbaras"  no séculos IX e X, notadamente as invasões normandas (vikings), associadas às invasões sarracenas e magiares, contribuíram para acentuar o processo de ruralização das populações da Europa Ocidental, decorrendo daí, a consolidação das relações feudais de produção que já vinham se configurando desde as invasões germânicas no século V.

b) As vilas (Villae) propriedades rurais voltadas para a auto-suficiência e colonato, modalidade de meação que possibilitava a fixação do camponês à terra, através da hereditariedade.  

Resposta da questão 7:
 a) Na Península Arábica, às margens de dois grandes impérios, o Bizantino e o Sassânida, surgiu, no século VII da era cristã, o Islamismo. Em nome da nova religião, criou-se um Império, e muitos territórios foram conquistados na Ásia, na África e na Europa. O Islamismo dividiu-se em dois grandes grupos: sunitas e xiitas.

b) No mundo contemporâneo, vários conflitos estão associados à religião islâmica: as duas guerras balcânicas (1912-1913), a participação do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, a  revolta das populações árabes, com guerrilhas durante esse mesmo conflito, a guerra da  Argélia, o conflito entre palestinos e israelenses, que envolveu frequentemente vários países árabes aliados contra Israel, o conflito entre Paquistão e Índia, a resistência à invasão soviética do Afeganistão, a invasão indonésia do Timor-Leste, a Guerra  Irã-Iraque, a guerra  civil na Somália, a Guerra do Golfo em 1991, a guerra na Bósnia e a guerra no Kosovo. No século XXI, presenciamos a continuidade do conflito entre palestinos e israelenses e a nova guerra do Iraque. Além desses, vivenciam-se os ataques terroristas da rede Al Qaeda, a guerrilha islâmica Abu Sayyaf nas Filipinas, as ações do Grupo Islâmico Armado, na Argélia, e da Irmandade Muçulmana, no Egito, as disputas entre Paquistão e Índia pelo território da Caxemira, os conflitos internos do Afeganistão e os conflitos entre a Chechênia e a Rússia.  

Resposta da questão 8:
 a) A Liga Hanseática congregava poderosos comerciantes de aproximadamente de 80 cidades do norte da Europa, lideradas por Lubeck, durante a Baixa Idade Média, sendo responsável pela dinamização do comércio e das cidades.
b) As transformações no modo de vida feudal em decorrência das contradições geradas pelo crescimento demográfico na Europa Ocidental, associadas à retomada do comércio Europa-Oriente após as Cruzadas.
c) Durante o Renascimento Comercial e Urbano, as cidades, ao atingirem um elevado grau de autonomia econômica, conquistavam a autonomia em relação aos feudos. Pode-se considerar ainda que nas cidades, as relações sociais dinamizadas pela atividade comercial levavam á individualização,
diferentemente dos feudos, cujas relações baseavam-se em laços de dependência pessoal.  

Resposta da questão 9:
 a) A prática de emprestar dinheiro com a cobrança de juros.

b) Porque a Igreja considerava o tempo como tendo sido criado por Deus; consequentemente, seu uso para obtenção de lucro era considerado imoral.

c) O desenvolvimento do capitalismo na Baixa Idade Média, levando a uma crescente circulação da moeda, provocou uma expansão das práticas usurárias, já que se tornou frequente recorrer a empréstimos para realizar alguma atividade lucrativa.  

Resposta da questão 10:
 a) Árabes e cristãos acusavam uns aos outros da mesma coisa, bárbaros fanáticos e assassinos, cada um baseado no seu mundo.
b) Retorno da navegação cristã ao mar mediterrâneo, reativação do comércio e da cidade.  

Resposta da questão 11:
 O rompimento da Igreja a partir do Império Bizantino, que deu origem à Igreja Católica Ortodoxa.  

Resposta da questão 12:
 a) Burguesia.
b) As condições precárias dos feudos contrastava com a possibilidade de crescimento das cidades, levando a população a abandonar os feudos.  

Resposta da questão 13:
 Orar cinco vezes ao dia em direção à Meca, jejuar no mês do Ramadã e a Djihad (Guerra Santa).  

Resposta da questão 14:
 a) Manso servil, senhorial, terras em descanso, bosques, vilas e o castelo, etc.
b) Terras do senhor, terras coletivas, habitantes prestadores de serviços, habitação do senhor, etc.  

Resposta da questão 15:
 A igreja, instituição já organizada na época medieval, determinava a teoria social, hierarquizava a sociedade, condenava a usura, monopolizava a cultura e a educação, influenciava governantes e era grande detentora de terras.  

Resposta da questão 16:
 Crise do escravismo romano, ruralização da economia romana, invasões bárbaras e as tradições bárbaras (comitatus).  

Resposta da questão 17:
 Formar um estado (Islão) com bases teocráticas e conquistar o ocidente (guerras santas), com a conversão dos infiéis.  

Resposta da questão 18:
 Conflito entre a Igreja e o sacro império romano-germânico pela nomeação dos bispos. A Concordata de Worms trouxe a paz.  

Resposta da questão 19:
 A política era descentralizada e estava nas mãos dos Senhores Feudais. O trabalho era servil. A Sociedade era estamental e a economia, auto-suficiente. A terra era a base do sistema.  

Resposta da questão 20:
 - O poder político dos senhores feudais impedindo o direito de passagem.
- O caráter despadronizado de pesos, medidas, impostos e etc.  

 Império Islâmico




Império Bizantino




Feudalismo


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