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Oriente Médio e Palestina

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Os 10 primeiros colocados no simulado do 2º ano - teste 2º bimestre 2011


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sugestão de estudo para o provão de Historia 2º ano 2º Bimestre 2011

sábado, 18 de junho de 2011

Sugestão de estudo para o provão de História - 1º ano - 2º bimestre 2011

Sugestão de estudo para o provão de História 2º bimestre 1º ano

Com o objetivo de otimizar o estudo postei estes links, que considero relevantes na preparação para o provão. Aproveitem e bons estudos!

Arão Alves
Brasil - Video 1


Brasil - video 2



Disponibilizei através deste link um simulado on-line abordando os assuntos do provão, uma boa forma de testar seus conhecimentos:
1-      Ao entrar pela primeira vez você precisará fazer um pequeno cadastro com email e senha.
2-      Após  logar-se  abrirá uma página com os dados da lista de exercícios
3-      Click em iniciar e marque a caixa que oferece a opção de avançar após marcar a resposta
4-      Após marcar a resposta espere carregar que aparecerá a próxima questão
5-      Após terminar, caso não queira revisá-las click em gravar e aparecerá o resultado de sua avaliação.

http://www.sprweb.com.br/lista/?COD=54613335



Pequeno vídeo sobre Império Bizantino :
http://araoalves.blogspot.com/2011/04/imperio-bizantino-2-bimestre-1-ano.html

Pequeno vídeo sobre o Império islâmico:


Pequeno vídeo sobre Feudalismo:

Pequeno vídeo sobre a crise do Feudalismo:

Sugestão de estudo para o provão de História - 3º ano - 2º bimestre 2011

Questões para aquecimento:

Texto sobre Descolonização africana:

Texto sobre descolonização tardia:


texto sobre a conferência de Bandung:
http://araoalves.blogspot.com/2010/09/conferencia-de-bandung.html


Texto sobre Oriente médio: 


http://araoalves.blogspot.com/2011/06/o-movimento-sionista-desde-que-foram.html


Video aula com mapas e imagens google earth sobre questão árabe-israelense:

Parte 1

http://araoalves.blogspot.com/2011/06/video-aula-oriente-medio-1-parte-3-ano.html

Parte 2

http://araoalves.blogspot.com/2011/06/video-aula-oriente-medio-2-parte-3-ano.html


Um abraço e boms estudos!

Arão Alves

Simuladão 2º bimestre 2011

Este Simulado é composto de 20 questões e constitui-se em uma importante ferramenta para o aluno que deseja testar seu conhecimento e identificar as suas fraquezas.
Dicas:
procure, se possível, um local silencioso, onde sua concentração não seja afetada.

Um abraço e bons estudos!

http://www.sprweb.com.br/lista/?COD=54613335

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Hitler - os últimos dias


Em recente exposição organizada em Moscou, as autoridades russas expuseram uma parte superior do que se supõe ser o crânio de Adolf Hitler, ditador da Alemanha entre 1933 e 1945, que se suicidou no dia 30 de abril de 1945. Leia sobre os últimos dias que antecederam a sua morte.

A Morte de Hitler
Em recente exposição organizada em Moscou, as autoridades russas expuseram uma parte superior do que se supõe ser o crânio de Adolf Hitler, ditador da Alemanha entre 1933 e 1945, que se suicidou no dia 30 de abril de 1945. Leia sobre os últimos dias que antecederam a sua morte.

"Se não chegarmos a triunfar não nos restaria senão, ao soçobrarmos, arrastar conosco metade do mundo neste desastre". - Hitler a H.Rauschning, "Gesprache".

O ambiente no bunker era tenso, sufocante. Faziam mais de cem dias, entre entradas e saídas, que um pequeno grupo de funcionários, oficiais e oligarcas nazistas, estavam lá entocados como lobos acuados ao redor de Adolf Hitler. Construída nos jardins da Chancelaria do Reich, em Berlim, a casamata tinha a função de protegê-los dos ataques aéreos aliados que devastavam a capital da Alemanha. Acentuando ainda mais a situação troglodita e claustofóbica em que viviam, chegou-lhes a notícia que o Exército Vermelho estava às portas. No dia 18 de abril de 1945, um colossal vagalhão blindado de tanques, canhões e aviões, esparramou dois milhões e meios de soldados russos para as cercanias da cidade. Mais de um milhão deles combateram uma espetacular batalha de ruas, contra as derradeiras forças da resistência alemã. Ao preço de 300 mil baixas, os soviéticos penetraram-na por todos os lados.
A última aparição de Hitler

Hitler ainda recebeu alguns convidados mais próximos para seu aniversário em 20 de abril. Há uma foto dele na ocasião. Com a gola do capote levantada, ele cumprimenta, do lado de fora da Chancelaria do Reich destruída, alguns jovens garotos da juventude nazista que haviam se destacado na defesa desesperada da cidade. O Führer estava uma ruína humana. Os últimos acontecimentos haviam-lhe retirado a seiva. Sua tez acinzentou-se, o rosto encovou-se e os olhos adquiriram uma opacidade de semimorto. Para consolá-lo e sacudi-lo da letargia depressiva em que se encontrava, Joseph Gobbels, seu Ministro da Propaganda, lia-lhe diariamente trechos da "História de Frederico o Grande", de Carlyle, especialmente a passagem onde é narrada a milagrosa salvação daquele capitão-de-guerra prussiano na Guerra dos Sete Anos (1756-63), que escapou do destino dos derrotados devido a um desacerto ocorrido entre seus inimigos.

A determinação de ficar ali e travar a batalha final foi tomada numa reunião no dia 22. Inspirando-se na tradição nórdica do herói que morre solitariamente num último combate, ou no sepultamento do guerreiro viquingue incinerado no seu barco de comando, Hitler comunicou a todos a intenção de comandar pessoalmente as operações. Recebeu, porém, telefonemas de alguns seguidores e de outros generais que instaram para que se retirasse enquanto havia tempo. O Führer manteve-se intransigente. Ninguém o arrastaria para fora da liça.

O atentado de 20 de julho e o desencanto

Uma das razões, mais remotas, da aparência cinzenta e desencantada de Hitler, resultou do choque que ele teve, nove meses antes, do atentado cometido contra a sua vida. Naquela ocasião, no dia 20 de julho de 1944, um grupo de conspiradores, quase todos altos membros da hierarquia militar e integrantes da nobreza alemã, conseguiram fazer com que o coronel do estado maior Claus Schenk von Stauffenberg, colocasse uma bomba no quartel-general do Alto Comando. O artefato explodiu na sala de reuniões onde Hitler estava presente, mas apenas provocou pequenas escoriações nele. Refeito do susto, o ditador ordenou uma caçada em massa contra todos os envolvidos, que terminaram executados depois de serem sumariamente condenados à morte num Tribunal Popular. O outro motivo que levou Hitler a desejar suicidar-se, e em seguida ser incinerado, decorreu da notícia que ele recebeu do destino infausto do ditador fascista Benito Mussolini. O Duce fora capturado em Dongo, no norte da Itália, por partisans comunistas, e seu corpo foi exposto, pendurado de cabeça para baixo num posto de gasolina em Milão, junto ao da sua amante Claretta Petacci, em 28 de abril de 1945. Hitler temia que seu cadáver fosse profanado ou levado como troféu de guerra para a URSS.
Poucos dias depois de ter tomado a decisão definitiva, resolveu formalizar sua união com Eva Braun, encomendando um casamento de emergência dentro do abrigo. O casal decidira por fim à vida juntos. Hitler tinha-se mantido solteiro, até então, em nome da mística que sua solitária figura messiânica exercia sobre o povo alemão. O salvador não poderia ser um homem comum, com esposa e filhos, envolvido pela contabilidade doméstica, e na rotina matrimonial burguesa.

Teve ainda um espumante ataque de fúria quando soube (ele, mesmo nos estertores, ainda era informado de tudo), que Heinrich Himmler, o Reichsführer SS, havia, às suas costas, à socapa, contatado com o legatário sueco, o conde Bernadotte, para negociar uma paz em separado com os exércitos ocidentais, que avançavam Alemanha a dentro vindos do Rio Reno. Numa das suas derradeiras ordens, determinou a expulsão sumaria dele do Partido Nazista, exonerando-o de todos os cargos de chefia. Mas aquela altura de nada adiantava.
O momento final

No dia 29 de abril, deu-se a reunião final. O General Weidling, governador militar de Berlim, e comandante da LVI Panzer Corps, ainda aventou a possibilidade de uma escapada pelas linhas soviéticas, mas Hitler o dissuadiu. Não tinham nem tropas, nem equipamento, nem munições, para qualquer tipo de operação. Era ficar e morrer!

O Führer então despediu-se formalmente das pessoas mais próximas que ainda o seguiam até aquele momento. Pressentindo o suicídio, os que estavam no bunker reagiram de uma maneira inesperada. Muitos, após colocarem discos na vitrola, puseram-se a dançar e alegremente, confraternizaram com os demais, como se um esmagador peso, repentinamente, tivesse sido removido de cima deles. O fascínio de feiticeiro que Hitler exercera sobre eles cessara como que por encanto.

Depois do almoço, no dia 30 de abril, trancou-se com Eva Braun nos seus aposentos. Ouviu-se apenas um tiro. Quando lá penetraram encontraram-no com a cabeça estraçalhada à bala e com a pistola caída no colo. Em frente a ele, em languidez de morta, estava Eva Braun, sem nenhum ferimento visível. Ela ingerira cianureto, um poderosíssimo veneno. Eram 15:30 horas! Rapidamente os dois corpos, envolvidos num encerado, foram removidos para o pátio e, com o auxilio de 180 litros de gasolina que os embeberam, formaram, incendiados, uma vigorosa pira. Ao redor deles, uma silenciosa saudação fascista prestou-lhes a homenagem derradeira.

Lá fora, a capital do IIIº Reich também ardia num colossal braseiro. Monumentos, prédios públicos, palácios, edifícios, casas, praças e avenidas, pareciam um entulho só. Os sobreviventes, apavorados com o terrível rugido dos canhões e das bombas, que lhes soavam como se fosse o acorde final do "Gotterdammerung", o wagneriano "Crepúsculo dos Deuses", acreditavam que a hora do apocalipse chegara. Berlim, com 250 mil prédios destruídos, virara um cemitério lunar. A grande cidade, transformada em ruínas, assemelhava-se a um fantástico mausoléu erguido pela barragem de fogo aliada para sepultar uma das monstruosidades do século. Hitler suicidara-se aos 56 anos, e o seu regime, que segundo seus propagandistas mais pretensiosos deveria ser o Reich de Mil Anos, naufragou com ele doze anos depois dele ter assumido a Chancelaria da república alemã, em janeiro de 1933.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sionismo, palestina e Oriente Médio


O movimento sionista
Desde que foram forçados pelos romanos a deixar a Palestina, a partir do ano 70 d.C., os judeus se dispersaram pelo mundo. Porém, no decorrer da segunda metade do século XIX, surgiu na Europa o movimento sionista, que era um movimento político que afirmava a necessidade e o direito à existência de um Estado Judaico independente, que seria construído por meio da concentração populacional em um determinado território, conseguindo a maioria da população local, e assim o controle político, econômico e principalmente cultural da região. Esse movimento surge devido às perseguições e ao clima anti-semita estabelecido nos locais onde judeus haviam se estabelecido, como no leste europeu, onde milhares deles foram mortos devido ao Pogrom na Rússia (um ataque violento maciço a pessoas, com a destruição simultânea do seu ambiente) e ao caso Dreyfus, que para Perry Anderson foi o estopim para a deflagração do sionismo. Mas na Belle Époque o topo do judaísmo europeu ainda assim desfrutava de um acesso aos círculos governantes da Europa imperialista para além dos sonhos de qualquer outra nacionalidade oprimida da época. Sem esta paradóxica dupla determinação, de cima e de baixo, o sionismo jamais teria atingido os seus objetivos. Baseado nisso podemos concluir que sem o auxílio dos países imperialistas europeus na época, à causa judaica, seu êxodo para a Palestina não teria sucesso.No “apagar das luzes” do século XIX, o movimento sionista ganha força, liderado por um jornalista judeu europeu, Theodor Herzl que escreveu em 1896 o livro O Estado judeu, onde defendia a tese de que os judeus deveriam ter seu próprio país a fim de se proteger do anti-semitismo. No ano seguinte é feito o primeiro congresso sionista na Basiléia (Suíça), onde foi aprovada em caráter oficial a formação de um Estado judeu na Palestina, que na época era controlada pelo império Turco-Otomano e que sua população local era de árabe-muçulmanos. Outros lugares como Uganda e Argentina também foram cogitados, porém severamente rechaçados pela ala mais religiosa do movimento.Mas como é possível voltar a uma terra, onde há quase 2000 anos já não lhes pertence, sem criar nenhum atrito com o povo que lá se encontra. Cada povo tem sua cultura, sua economia, suas afinidades e rivalidades tanto internas quanto externas. Assim como o judeu tem seus hábitos próprios, os árabe-muçulmanos também os tem. A volta dos judeus à Palestina nos seus primórdios iniciou-se antes mesmo do primeiro congresso sionista e intensificou-se após 1897. O processo de volta a “terra sagrada” foi custeado por fundos que tinham por objetivos comprar terras na Palestina a fim de alojar judeus na região, como na criação das famosas e eficientes fazendas coletivas judaicas. Nos primórdios do movimento sionista, enquanto Theodor Herzl ainda cogitava regiões como Uganda e Argentina como possíveis locais para a construção nacional judaica, surgiam os argumentos a favor do território da Palestina: além de ter abrigado (há mais de dois milênios) os antigos reinos de Israel e Judá, este seria, naquele momento, uma porção menor do Império otomano, uma “terra sem povo para um povo sem terra”. A Palestina seria assim uma terra “vazia” que receberia o progresso das mãos dos colonizadores judeus. O que durante o processo migratório judeu para a região, mostrou ser uma idéia totalmente descabida sendo povoada a região, além de, em sua terra prometida e santa (Eretz Israel) desde a expansão árabe nos séculos VII e VIII a esmagadora maioria da sua população era muçulmana.A chamada “conquista da terra” era feita por compra de terras por organizações como a Agência Nacional Judaica, de proprietários notoriamente ausentes, seguida da expulsão dos camponeses que dela tiravam sua subsistência e implantação de assentamentos agrícolas exclusivamente judeus e a “conquista do trabalho”, que consistia no esforço para o emprego exclusivo de mão de obra judaica em todos os ramos da produção agrícola e industrial. Isto significava um boicote aos trabalhadores árabes, que vinha acrescido por um boicote aos produtos árabes.A ida desses judeus saídos da Europa em grandes quantidades teve o nome de Aliá e entre os anos de 1882 a 1939 houve cinco dessas ondas migratórias para a Palestina. Antes desse processo migratório viviam alguns judeus na região, mas em número muito pequeno em relação aos de árabe-muçulmanos.


As Aliás (ondas migratórias de judeus para a Palestina)
A primeira Aliá: Entre as próprias fontes israelenses não há consenso sobre os anos exatos que ocorreu essa migração, nem o exato número de pessoas que nela estavam. Mas essas mesmas fontes indicam números muito próximos uns dos outros, na questão da temporalidade. O período foi entre 1882 a 1903/04 e o número de pessoas, aí sim, com certa disparidade, entre 15.000 a 40.000 judeus, número que representa a minoria de judeus fugidos da Rússia e Romênia de onde a maioria migrou para os Estados Unidos, Canadá, Europa Ocidental e Argentina. Iniciou-se antes do primeiro congresso sionista. O que marcou significativamente essa primeira grande migração foi a ênfase no estabelecimento de colônias agrícolas e seus fundadores viram como o núcleo para um futuro Estado judeu. A região ainda era controlada pelos turco-otomanos. No início da primeira aliá ainda não existia um movimento sionista centralizado, organizado politicamente, sendo o resultado de uma iniciativa independente de grupos locais na Rússia e na Romênia.

A segunda Aliá: Ocorreu entre 1904-05 a 1914, sendo interropinda pelo início da primeira guerra mundial. As fontes hebraicas indicam que entre 30.000 a 40.000 judeus chegaram à Palestina nesse momento, vindos da Rússia. Sendo obrigatório o ensino na língua hebraica nas colônias judias.

Terceira Aliá: Ocorreu entre 1919 a 1923, chegando a Israel entre 25.000 a 36.000 pessoas. Nesse momento a Palestina já era dominada pela Inglaterra. Nesse período o movimento nacionalista palestino tornou-se especificamente palestino e não mais árabe como era quando a região era dominada pelo império Otomano. Não teve um predomínio de judeus de um determinado local.

Quarta Aliá: Ocorreu entre 1924 e 1932, participaram dessa onda migratória entre 55.000 a 68.000 pessoas. Marca o momento em que Israel passa a ser o destino preferido pelos judeus em todo o mundo, posto antes dos Estados Unidos, que nesse momento aumentaram o controle para seus imigrantes, fechando-lhes as portas e tornando a Palestina como seu destino mais natural e aceitável. Além de ter sido motivada pelo anti-semitismo do governo polaco da época, tendo predominância de Judeus da Polônia e sendo interrompida pela crise de 1929.

Quinta Aliá: Ocorreu entre 1933 a 1939, foi sem sombra de dúvida o ápice dos movimento migratórios de judeus para a Palestina. Segundo o censo de 1931 moravam na região por volta de 195.000 judeus, já as vésperas da segunda guerra mundial a população já era cerca de 472.000. E vieram imigrantes da Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Polônia.


O nacionalismo árabe
O nacionalismo árabe surge ideologicamente no século XIX, vale ressaltar que o oriente médio era controlado pelo Império turco-otomano que apenas no final da primeira guerra mundial perde o controle da região. Do início do século XX à Primeira Guerra Mundial, o movimento cresceu em proporções, organização e importância. Ele lutou pela derrubada do Império otomano, mas não pôde pôr em seu lugar a desejada Nação árabe, sendo confrontado a partir de agora com novas forças de dominação da região: o imperialismo, britânico e francês principalmente o sionismo. Na década de 1920 assumiu a forma de um nacionalismo especificamente palestino quando confrontado com a instauração do Mandato britânico da Palestina, o incremento da imigração judaica, e a ameaça de se tornarem uma minoria em seu próprio país. Porém, havia a debilidade estrutural do movimento, reflexo da organização social semelhante ao “feudal” na palestina e o domínio político nas mãos de alguns clãs familiares.Ao longo da primeira metade do século XX o nacionalismo árabe cresceu paralelamente ao avanço da ocupação judaica na Palestina. Um egípcio, um iraquiano, um saudita, um sírio não eram afetados do mesmo modo que um árabe palestino, mas todos tinham um sentimento de perda.


A Palestina durante o mandato britânico
Durante a primeira guerra mundial a Inglaterra lutou no lado da Tríplice Entente contra a Tríplice Aliança que tinha como um de seus membros o Império turco-otomano, que com a derrota na guerra teve seu território partilhado entre os vencedores do confronto, transferindo assim para a Inglaterra o controle da Palestina. O que determinou de forma definitiva, pelo menos até os dias atuais, os rumos que a região tomou desde então.Antes mesmo do início do mandato sobre a Palestina, o governo britânico já é bastante influente na região do Oriente médio e dita o ritmo e os rumos dos acontecimentos que seguiram. Em 1914, o Egito sob ocupação britânica desde 1882, se torna oficialmente protetorado da Grã-Bretanha, em detrimento ao controle Turco da região. Como reação a isso o sultão turco teria iniciado uma guerra contra as potências imperialistas européias que arregimentou os estados islâmicos a revoltar-se contra o domínio anglo-francês.No primeiro momento, certamente a guerra ajudou numa maior centralização do poder turco. No entanto, em províncias árabes mais distantes, como na Península Arábica, o desejo de emancipação era maior e a diplomacia britânica colaborou para o rompimento definitivo da unidade otomana. Os ingleses tentariam enfraquecer internamente o Império Otomano, incentivando a revolta das províncias árabes contra o poder turco. Estabeleceram-se, então, contatos com Hussein, que era o xerife de Meca, em sua qualidade de guardião dos lugares sagrados e de descendente do profeta Maomé, sua influência moral era bastante considerável. A Inglaterra, representado pelo alto comissário inglês, Sir Henri McMahon, deu o aval para o ambicioso projeto de Hussein: restabelecer um grande Estado Árabe unido e independente, sob a sua liderança. Hussein, então, prometeu à Grã-Bretanha colocar os seus exércitos tribais na campanha militar britânica contra a Turquia, desde que o governo inglês lhe assegurasse a coroa do futuro Reino Árabe, a ser criado após a guerra. Esse movimento começou após a troca de correspondência entre os britânicos e Hussein, nos anos de 1915 e 1916. Na verdade a promessa de unificação e independência árabe era uma farsa diplomática, pois a Inglaterra fechava acordos secretos paralelos com a França e a Rússia sobre a partilha do Império Otomano. Estes acordos impossibilitariam a implantação de um Estado árabe unido e independente, o que ficou conhecido como acordo Sykes-Picot e foi feito em 1916. Esses tratados secretos que foram acertados entre os aliados vencedores da Primeira Guerra, mostram uma enorme falta de atenção pelos desejos, ou mesmo interesses, dos habitantes daquelas regiões. Já a Rússia com a revolução socialista, sairia das negociações e o acordo limitou-se aos interesses franco-britânicos. Nas negociações que se seguiram, o governo britânico utilizou as pretensões sionistas para fazer frente aos interesses da França, sobre o controle da Palestina. Esse seria um motivo importante para os ingleses oficializarem seu apoio a causa sionista, concretizando-se em 1917.Em 1917, o chanceler britânico Lord Arthur Balfour comunicava ao representante do comitê político da Organização Sionista, Lorde Rothschild, que: “O governo inglês encara favoravelmente o estabelecimento, na Palestina, de um Lar Nacional, para o povo judeu, e empregará todos os esforços a fim de facilitar a realização desse objetivo, ficando, porém, claramente entendido que nada se fará que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas que vivem na Palestina oficializava o seu apoio ao movimento sionista judeu”. É extremamente importante salientar que a declaração Balfour ocorreu dias antes dos bolcheviques se apoderarem do poder na Rússia, acabando de vez com o poder czarista que foi um duro opressor dos judeus da região.A diplomacia britânica, ao longo das negociações, desfez a promessa de unificação e independência feita aos árabes, ao mesmo tempo em que passou a financiar a formação de um “lar nacional” para os judeus em território árabe.Há uma contradição muito importante na Declaração Balfour, que se destaca por ser a imigração condição fundamental para a formação do lar judeu, e tem em uma de suas frases, o destaque à manutenção dos direitos cívicos e religiosos dos não judeus, ou seja, dos árabes. Ora, se o princípio sionista provinha da imigração para a Palestina e essa transferência resultava na expulsão da população local, como que os direitos cívicos e religiosos do povo local poderiam ser respeitados?A partir de 1922, a Liga das Nações concede o mandato de responsabilidade sobre o Iraque e a Palestina. Seu projeto de mandato é notoriamente pró-sionista, a ponto de não usarem o termo árabe, e sim, população não-judia. Além de no decorrer de alguns de seus artigos a dominação é claramente pró-sionista, como: “...a responsabilidade de instituir no país um estado de coisas políticas, administrativas e econômicas, de tal natureza que se assegure o estabelecimento do Lar Nacional para o povo judeu...”, ”...o reconhecimento de uma agência judia apropriada para aconselhar a administração e cooperar com ela em todas as matérias concernentes ao estabelecimento do Lar Nacional judeu e aos interesses da população judia...”, ”...facilitar a imigração judia de mútuo acordo com o citado organismo judeu; de potencializar ‘o estabelecimento intensivo de judeus sobre as terras do país’, compreendidos os domínios do Estado...”, entre outras. O imperialismo britânico – foi um dos grandes responsáveis pela situação que se tornaria insustentável. Enquanto aos árabes foi negada a independência e impossibilitada a unificação, os sionistas foram os grandes beneficiados; e isso, não aconteceu simplesmente pela boa vontade da Grã-Bretanha em dar ajuda humanitária aos judeus, mas por uma política direcionada que visava principalmente um forte apoio internacional e o domínio da Palestina.


Acirramento dos ânimos
Em 1928, é fundado no Egito a Irmandade Muçulmana que idealizou o islamismo político idealizado pela Irmandade Muçulmana, que combatia principalmente a influência ocidental nos países muçulmanos; o domínio anglo-francês do pós-guerra no Oriente Médio e no nordeste africano colaborou para uma rápida divulgação dessas idéias, reforçando-se a idéia de um pan-islamismo, em que a afinidade religiosa seria a chave para uma unificação e o Islã funcionaria como sua base ideológica, sem divisões por origem étnica. Pregava a união dos Estados islâmicos.Também existia Pan-arabismo que era um movimento para a união dos povos árabes (independentes da religião), ambos tinham graves problemas internos, no que diz respeito a suas identidades. Mas na questão Palestina as ideologias tanto árabes, quanto islâmicas foram canalizadas e encontraram um vasto terreno de divulgação ideológica, devido à forma do projeto de colonização sionista, que segundo uma lista de documentos, como os artigos do estatuto da Agência Judaica, declarações feitas no congresso sionista em 1913 e no relatório britânico da Comissão Real, dão conta de práticas ilegais no que diz respeito à fixação em solo palestino. “Todas as terras compradas pelo Fundo Nacional Judeu tornaram-se legalmente, racialmente ‘judias’ e não podiam jamais ser readquirida por um não judeu. Os fazendeiros e trabalhadores árabes eram, respectivamente, desapossados ou expulsos pelo boicote racial sionista ao trabalho árabe, que se estendia a todas as possíveis empresas sionistas, tanto urbanas como rurais. Se árabes tinham de ser empregados sob instruções britânicas, recebiam salários mais baixos do que os judeus para o mesmo trabalho”.Na Palestina, nesse meio tempo (1936), a população árabe voltou-sesimultaneamente contra os ingleses e os sionistas. O Haganh (Exército Clandestino judeu, criado no início do século com o objetivo de defender as colônias judias), apoiado pela Grã-Bretanha, entrou em ação contra os árabes.Em 1939, a Grã-Bretanha lança um livro branco. Preocupada com os crescentes movimentos populares palestinos e as reações dos judeus, teria decidido limitar a imigração judia, efetivamente. Com a eclosão da guerra, em 1939, uma onda de imigração clandestina começou a desenvolver-se na Europa. Segundo fontes judaicas de 1945 a 1948 foram transportados cerca de 70.000 pessoas por barcos, e 13.000 por outras vias. O Governo Britânico opunha-se tenazmente, patrulhando o Mediterrâneo e capturando todos os barcos que podia. Os imigrantes capturados eram desembarcados de volta na Europa, ou em campos de refugiados no Chipre ou na própria Palestina. Porém, a descoberta do genocídio nazista aos judeus como a principal razão da insustentabilidade da política restritiva britânica à imigração sionista para a Palestina.Os conflitos entre os dois lados intensificam-se, Organizações terroristas judias, por sua vez , como o Irgun (surgido em 1938, de uma dissidência do Haganah) e o Stern (fundado em 1941), engajaram-se na luta contra o domínio britânico e os árabes, sobretudo após 1944. Um grande exemplo disso é o episódio ocorrido em outubro de 1945, quando Ben Gurion, o então presidente do diretório da Agência Judaica lançaria, em nome da comunidade judia, um apelo à luta armada. Essa seria marcada por atentados espetaculares, como a destruição, pelo Irgun, do Hotel King David de Jerusalém, sede do estado-maior inglês. Entre judeus, árabes e ingleses, dezenas de vítimas seriam retiradas dos escombros.No imediato pós-guerra é importantíssimo lembrar que a Inglaterra estava muito fragilizada. Por isso, declarava que deixaria o domínio da Palestina em maio de 1948, deixando a cargo da recém criada ONU (1945) a decisão sobre o futuro da região.


A ONU intermediando
Em 29 de novembro de 1947, a Assembléia Geral das Nações Unidas votava pela partilha da Palestina entre um Estado judaico e um Estado árabe. A cidade de Jerusalém, considerada uma entidade separada, seria colocada sob autoridade internacional (na época a cidade tinha uma população igual de judeus e de árabes). Nesse período a população judaica ainda era minoria, mas contariam com uma extensão territorial maior para o seu Estado. Por esse motivo, as declarações da ONU aumentariam ainda mais as tensões entre árabes e judeus, dando origem a conflitos ainda maiores; levando a guerra entre árabes e israelenses nos anos de 1948/49 o que delimitou uma nova fronteira nos territórios judeus e árabes na Palestina, ficando Israel com pouco mais de 70% do território palestino, gerando também problema dos 900.000 refugiados palestinos que foram expulsos de suas casas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Israel e o Oriente Médio

Conflito Israel X Palestina - Faixa de Gaza e Cisjordânia

O conflito israelo-palestino envolve a disputa dos dois povos pelo direito à soberania e pela posse da terra ocupada por Israel e pelos territórios palestinos.
O impasse teve início no século 19, quando judeus sionistas expressaram o desejo de criar um Estado moderno em sua terra ancestral e começaram a criar assentamentos na região, na época controlada pelo Império Otomano.
Desde então, houve muita violência e controvérsia em torno da questão, assim como vários processos de negociações de paz durante o século 20 e ainda estão em andamento.
Tanto israelenses quanto palestinos reivindicam sua parte da terra com base na história, na religião e na cultura. Os israelenses, representados pelo Estado de Israel, têm soberania sobre grande parte do território, que foi conquistado após a derrota dos árabes em duas guerras - o conflito árabe-israelense de 1948 e a Guerra dos Seis Dias, de 1967.
Os palestinos, representados pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), querem assumir o controle de parte dos territórios e estabelecer um Estado Palestino soberano e independente.
Grande parte dos palestinos aceitam as regiões da Cisjordânia e da faixa de Gaza como território para um futuro Estado palestino. Muitos israelenses também aceitam essa solução.
Uma discussão em torno dessa solução ocorreu durante os Acordos de Oslo, assinados em setembro de 1993 entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que permitiu a formação da ANP. No entanto, Israel e ANP não chegaram a uma posição comum.
Apesar de vários outros acordos e planos de paz, como os de Camp David e das negociações do chamado Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU), a situação ainda se vê hoje em um impasse.
Atualmente, as negociações esbarram na questão do governo palestino, que, liderado pelo movimento radical islâmico Hamas (que assim como o moderado Fatah possui braços armado e político) não reconhece o direito de existência de Israel. Após a vitória do Hamas (considerado pelos EUA e por Israel como um grupo terrorista) em 2006, a comunidade internacional iniciou um bloqueio financeiro à ANP que gera uma grave crise nos territórios palestinos. Saiba mais sobre o conflito Hamas X Fatah
O recente acordo entre o Hamas e o Fatah para a formação de um governo de coalizão ainda não permitiu o retorno de negociações que incluam os palestinos no processo de paz. O impasse é devido, principalmente, à resistência do Hamas em reconhecer Israel e à resistência da comunidade internacional em reconhecer a legitimidade do movimento islâmico como representante dos palestinos.

1917 - Declaração do Reino Unido
O Reino Unido divulga a Declaração de Balfour, que concede aos judeus direitos políticos como nação, e foi vista pelo povo judeu como uma promessa para a formação de um Estado Judeu nos territórios palestinos.

1947 - Plano de partilha da ONU
Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprova plano para partilha da Palestina, ou seja, a criação de Israel e de um Estado palestino. Até então, a região era uma colônia britânica. A partilha é rejeitada por árabes e palestinos, que prometem lutar contra a formação do Estado judaico.

1949 - Expansão das fronteiras
Em 1949 Israel vence guerra árabe-israelense e expande fronteiras. Cisjordânia e Jerusalém Oriental ficam com a Jordânia; Gaza, com o Egito.

Vários outros conflitos armados ocorreram entre o Estado de Israel e os árabes e palestinos tendo como foco Israel e seu território. No que concerne à conquista de terras, é importante destacar também a Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel conquista o deserto do Sinai, a faixa de Gaza (Egito), a Cisjordânia, Jerusalém Oriental (Jordânia) e as colinas do Golã (Síria).

Em 1982, seguindo um acordo entre Israel e o Egito alcançado três anos antes, os israelenses se retiram do Sinai.

1987 - Intifada



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