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Oriente Médio e Palestina

domingo, 27 de junho de 2010

Curso de Inglês em video aulas

 



Dando continuidade as dicas para os alunos 10 em tudo, segue um ótimo link para diversas mini aulas de Inglês.
Bons estudos!!!!

 http://estudosdiplomaticos.blogspot.com/search/label/v%C3%ADdeo-aula%20ingl%C3%AAs

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Na hora da Prova

O Bom resultado em uma prova depende da qualidade e da dedicação dispensada ao estudo. Considere-se um atleta, e a vitória não é gratuita, depende do treinamento e da disciplina. Pense que cada hora a mais de treinamento( estudos) corresponderá a um melhor resultado. A receita é simples, não tem segredo, Pergunte ao atleta da imagem ao lado. Entretanto, o momento da avaliação traz certa carga de tensão, que pode atrapalhar até mesmo o aluno mais bem preparado. Desejando o sucesso de todos postarei alguns "conselhos" com o objetivo de tornar o momento da avaliação uma experiência gratificante e recompensadora.

1- Você estudou, logo, está preparado para resolver todas as questões, mesmo que no primeiro momento ache o contrário.
2- Não tenha pressa de sair e não se importe com a pressa dos demais.
3- Se um colega ao sair te avisar que está te esperando "lá embaixo", dispense-o para que este fato não te apresse e contribua para tirar a sua concentração.
4- Utiliza todo o tempo da prova, isso é um direito seu. Não se esqueça: se no mercado tempo é dinheiro, na prova tempo é nota.
5- CUIDADO com as seguintes palavras: Exceto, Não, Incorreto. Muitos alunos erram questões, cujos assuntos dominam, por não observar os enunciados com cuidado.
6-Se uma questão está aparentando grande Dificuldade e aparentemente não és capaz de resolvê-la, passe adiante. Ao ler toda a prova, provavelmente uma outra informação ativará sua memória e serás capaz de resolver a questão anterior.
7- Leia com atençao o texto que acompanha as questões, pois eles podem te fornecer dados importantes para pensares tanto a questão em tela, quanto as demais.
8- Anter se entregar a avaliação, revise-a, revise-a. Tempo é nota. gaste todo o tempo que tiveres.
9- Você estudou, vc é capaz!!

Boa avaliação a todos e muitas notas "10"

Abraço

Arão

domingo, 20 de junho de 2010

2º ano - Questões para aquecimento - 2º bimestre

1-A história da Primeira República, ou República Velha, no Brasil, foi
marcada por tensões políticas e econômicas relevantes para o
entendimento da Revolução de 1930. A respeito desse período e de
suas contradições, julgue (C ou E) os itens a seguir.
Inspirado na Carta inglesa, o marco constitucional de 1891 reproduziu a deformação política do voto censitário, mantendo herança do Império e adotando fundamentos de constituição europeia.
(   )Certo       (   )Errado

2-A história da Primeira República, ou República Velha, no Brasil, foi
marcada por tensões políticas e econômicas relevantes para o
entendimento da Revolução de 1930. A respeito desse período e de
suas contradições, julgue (C ou E) os itens a seguir.

Nesse período, as oligarquias políticas dos estados, congregadas em partidos políticos, atuavam, na prática, em torno de bases, interesses e projetos locais e regionais.
(   )Certo      (   )Errado


3-Apesar da reconhecida habilidade política que demonstraram possuir, obtendo considerável apoio no Congresso Nacional, os governos dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto enfrentaram dificuldades incontornáveis, razão pela qual não conseguiram cumprir seus respectivos mandatos.

(  )Certo     (  ) Errado


4-Uma espécie de dessacralização do mundo, na percepção de Conselheiro e de seus seguidores, advinha de uma série de decisões tomadas pela República, a exemplo da separação entre Igreja e Estado, do reconhecimento do casamento civil, da nacionalização dos cemitérios e da aceitação dos direitos religiosos dos outros crentes, como protestantes e judeus.
 (   )Certo      (   ) Errado


5-Sobre as reformas urbanas do começo do século, no Brasil pode afirmar que:

a)Foram inspiradas pelas reformas de Londres e Nova York, na segunda metade do século XIX,
b)Tiveram uma preocupação com a preservação das construções coloniais, símbolos de nossa história.
c)Deslocaram as populações pobres e a baixa renda para as áreas reformadas.
d)Causaram pequeno impacto sobre os centros urbanos das principais cidades brasileiras.
e)tiveram por objetivo modernizar as cidades, abrindo avenidas e melhorando os serviços urbanos.



6---(CEFET-MG/CONCOMITÂCIA INTERNA-2002) A política dos governadores tinha por objetivo:

a)Evitar a fragmentação e o separatismo entre os estados da federação.
b)Eliminar a oposição e consolidar o governo oligárquico.
c)Favorecer as camadas médias urbanas atendendo às suas reivindicações.
d)Solucionar as graves questões sociais e combater as fraudes eleitorais.

Era Vargas - Questões para aquecimento



Marque (V) para Verdadeiro e (F) para Falso

(    ) Sob os efeitos da depressão dos primeiros anos da década de 1930, o governo Vargas propôs a reorientação da economia brasileira, estimulando a diversificação agrícola e, sobretudo, sinalizando para a necessária adoção de uma política industrial que inserisse o país no rítmo da economia mundial.

(    ) Por não ser um país industrializado, o Brasil passou incólume pela Crise de 1929 e, apenas tangencialmente, sentiu a impacto da grande depressão econômica do início dos anos 1930, o que explica o sucesso da política econômica adotada pelo governo Vargas.

(    ) A crise deflagrada nos Estados Unidos da América no último trimestre
de 1929 afetou as políticas econômicas implementadas e o desempenho
da economia brasileira. Acerca desse tema, julgue (C ou E) os itens
seguintes.
No Brasil, a manutenção de uma política de defesa do setor cafeeiro, a despeito das alterações introduzidas em sua implementação na década de 1930, contribuiu para minorar os efeitos adversos da crise de 1929 sobre a renda nacional.

(    ) Um caso típico de clara identificação entre política interna e política externa, na história republicana do Brasil, foi o ocorrido na Era Vargas. O projeto de modernização do país buscou na política exterior importante ponto de apoio, tanto na tentativa de equilíbrio em face de Berlim e Washington com vistas à obtenção de vantagens, quanto na negociação com os EUA, que culminou na entrada do país na Segunda Guerra Mundial.

(     ) Alterações na relação de preços entre bens produzidos internamente e bens importados incentivaram a produção para o mercado interno nos dois períodos de guerra.

A crise deflagrada nos Estados Unidos da América no último trimestre
de 1929 afetou as políticas econômicas implementadas e o desempenho
da economia brasileira. Acerca desse tema, julgue (C ou E) os itens
seguintes.
(    ) A queda de renda nos Estados Unidos da América reduziu proporcionalmente a quantidade demandada de café brasileiro e provocou redução no volume de exportações brasileiras desse produto.

sábado, 19 de junho de 2010

1º ano - Questões para "aquecimento" 2º bimestre

1 – [O individuo], orientando sua atividade de tal maneira que sue produção possa ser da maior valor, visa apenas o seu próprio ganho e, neste, como em muitos outros casos é levado como que por uma mão invisível a promover um objetivo que não fazia parte de suas intenções. (...) Ao perseguir seus próprios interesses, o individuo muitas vezes promove e interesse da sociedade muito mais eficazmente do que quando tencione realmente promovê-lo. (SMITH, A. A riqueza das nações. São Paulo: Abril Cultural, I 953, p.379-50,)
Sobre o liberalismo, considere as seguintes afirmativas:
I - O liberalismo econômico, cujos principios, como o Livre comércio, a propriedade privada e a lei de mercado, favoreceram o desenvolvimento do capitalismo, teve em Adam Smith um de seus principais fundadores.
II - A sistematização das análises econômicas no livro História da riqueza das nações contribuiu pera a definição da economia como ciência.
III - No trecho acima, Adam Smith denunciou os males do individualismo e do egoismo econômico.
V IV - A “mão Invisivei” citada por Adam Smith é uma metáfora que pode ser substituida pela definição liberal de mercado.
Assinale a alternativa correta.

a),apenas as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
b)apenas as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
c) apenas as afirmativas II e III são verdadeiras
d) apenas as afirmativas I e IV são verdadeiras.
e) todas as afirmativas são verdadeiras.

3 - Dentre as características do iluminismo, filosofia que alcançou sua maxima consagração na França do século XVIII, NÃO está presente
a) O combate ao absolutismo real, não necessariamente à monarquia.
b) A defesa do liberalismo no plano econômico, ou seja, combatia o intervencionismo estatal na economia.
c) A defesa da pena de morte como formada controle da criminalidade.
d) O ensino de que o homem deve governar-se observando a tradição, a religião e a fé.
e) A crença num Deus que pode ser alcançado pela razão, numa espécie de religião natural, dispensando dogmas e sacerdócio: o deísmo.

9- Identifique, nas sentenças a seguir citadas, aquela que expressa o pensamento de
Montesquieu:

a) (...) á preciso (...) encontrar uma formada associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associação, ‘.de qualquer força comum, e pela qual, cada um, não obedeça senão a si mesmo, ficando assim tão livre quanto antes.
b) uma verdade eterna: qualquer pessoa que tenha o poder, tende a abusar dele. Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido pelo poder.
c) O Estado está obrigado a proporcionar trabalho ao cidadão capaz, e ajuda e proteção aos incapacitados. Não se pode obter tais resultados a não ser por um Poder Democrático.
d) A única maneira de erigir-se um poder, capaz de defendê-ios contra a invasão e danos infligidos, uns contra os outros (...) consiste em conferir todo o poder e forças um só homem.

10- Os filósofos iluministas do seculo XVIII tinham o desejo de libertar o espírito humano do peso da barbarie que o obscurecia e de guia-lo para as luzes da razão. A respeito de suas idéias , é INCORRETO :

a)criticavam a influência da igreja católica sobre a sociedade nos campos da educação e cultura e da politica
b)queriam a limitação do poder real e o fim do direito divino dos reis .
c)defendiam a não intervenção do Estado no campo ecônomico.
d)incentivavam a formação de companhias reias de navegação e comércio para explorar as potencialidades do comércio colonial.
e)desejavam o fim da desigualdade de direitos e deveres entre os indíviduos.

Sobre a Revolução Francesa, é incorreto afirmar que:



a) os dois clubes mais importantes foram o Clube dos Cordeliers e o Clube dos Jacobinos;

b) a convocação dos Estados Gerais foi uma demonstração da força econômica do Antigo Regime;

c) ela representou uma ruptura estrutural, pois a burguesia, até então marginalizada em relação ao poder político, sublevou-se, tornando-se senhora do Estado;

d) a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi a síntese da concepção burguesa da sociedade;

e) a Bastilha, antiga prisão do estado, foi tomada de assalto por artesãos, operários, pequenos comerciantes,lavadeiras e costureiras.

A Revolução Francesa representou um marco na História Ocidental por seu caráter de ruptura em relação ao

Antigo Regime.

Entre as características da crise do Antigo Regime, na França, está:



a) a crescente mobilização do Terceiro Estado, liderado pela burguesia, contra os privilégios do clero e da nobreza;

b) o desequilíbrio econômico da França, decorrente da Revolução Industrial;

c) a retomada da expansão comercial francesa, liderada por Colbert;

d) o apoio da Monarquia às sucessivas rebeliões camponesas contrárias à nobreza;

e) o fortalecimento da Monarquia dos Bourbons, após a participação vitoriosa na Guerra de Independência dos EUA.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

2º ano - A 1º República - 2º Bimestre


O primeiro período republicano no Brasil, também chamado de Primeira República, e durou de 1889 a 1930. Foi controlado pelas oligarquias agrárias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, ligadas à cultura cafeeira.

De 1889 a 1894, o Brasil foi dominado pelos setores militares envolvidos diretamente na proclamação da República. Chefe do governo provisório, o marechal Deodoro da Fonseca assumiu a Presidência em 1891. Desfavorecido pela oposição do Congresso à sua política econômica, Deodoro renunciou em novembro do mesmo ano. Seu vice, Floriano Peixoto, assumiu o governo e usou o apoio popular para radicalizar a luta contra os monarquistas.

Presidência civil – Republicano histórico, Prudente de Moraes, que governou entre 1894 e 1898, inaugurou a fase dos governos civis e a sucessão de presidentes eleitos pelo Partido Republicano Paulista (PRP) – Campos Salles (gravura ao lado) (de 1898 a 1902) e Rodrigues Alves (1902 a 1906) – e pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) – Afonso Pena (1906 a 1909) e Wenceslau Braz (1914 a 1918). Formado pelas oligarquias paulista, mineira e fluminense, o núcleo central do republicanismo controlou as eleições, fez presidentes e dominou o país.

Política dos governadores – Com a intenção de garantir o domínio das grandes oligarquias sobre a república, o paulista Campos Salles montou um esquema de poder que ficou conhecido como "política dos governadores": o presidente da República dava suporte aos candidatos oficiais nas disputas estaduais e os governadores apoiavam seu indicado nas eleições presidenciais. Para dar certo, o plano dependeu do poder dos coronéis sobre o eleitorado local e do controle da Comissão de Verificação de Poderes do Congresso Nacional, responsável pelos resultados eleitorais finais e pela diplomação dos eleitos.

Café-com-leite – Com a política econômica voltada à cafeicultura e os governadores garantindo a sustentação das oligarquias regionais, implantou-se a república do café-com-leite – alusão à aliança que alternou paulistas e mineiros no poder. Nem o governo do marechal Hermes da Fonseca (1910 a 1914), dominado pelo senador gaúcho Pinheiro Machado e seu programa de "salvações militares", abalou a aliança. Na verdade, as salvações não passavam de intervenções do governo federal nos estados (Bahia, Alagoas, Pernambuco, Ceará) para substituir as oligarquias de oposição por grupos políticos aliados ao poder central.

Divisões – As primeiras rachaduras nessa estrutura aparecem no final da década de 1910. Em 1918, o paulista Rodrigues Alves é eleito para suceder o mineiro Venceslau Brás. Rodrigues Alves morre antes da posse, e paulistas e mineiros não chegam a um acordo para sua substituição. Lançam, então, o paraibano Epitácio Pessoa que governa de 1919 a 1922. Seu sucessor é o mineiro Artur Bernardes (1922 a 1926), que não tem a unanimidade de paulistas e mineiros. Bernardes desperta uma oposição militar que desemboca nas revoltas tenentistas, tendo de governar sob estado de sítio. O paulista Washington Luis (1926 a 1930) também assume a Presidência sem a sustentação das lideranças de seu estado. Enfrenta o endividamento interno e externo do país, a retração das exportações e, a partir de 1929, os problemas provocados pela crise econômica mundial.

Aliança Liberal – Pela política do café-com-leite, cabe ao PRM indicar o candidato à sucessão de Washington Luís. O partido já tem um nome, o do governador de Minas Gerais, Antônio Carlos. Sustentado pelo PRP, o presidente lança o nome de Júlio Prestes, governador de São Paulo. O gesto rompe o acordo das oligarquias paulista e mineira. Com o apoio do Rio Grande do Sul e da Parasíba, o PRM compõe a Aliança Liberal, que parte para a disputa tendo o gaúcho  getúlio Vargas como candidato a presidente e o paraibano João Pessoa, a vice. Em abril de 1930, a chapa de Júlio Prestes vence a eleição. Inconformados, os aliancistas provocam a Revolução de 1930, que põe fim à República Velha.

terça-feira, 15 de junho de 2010

3º ano - O Nazismo no Brasil - 2º bimestre

Em 1935, o comerciante alemão Hans Henning von Cossel descrevia a então bucólica Blumenau, em Santa Catarina: "Quem pode compreender a sensação que se tem ao encontrar no coração da América do Sul uma cidade em que é difícil ouvir uma palavra em português, em que as casas lembram uma pequena cidade da Alemanha central? Vêem-se aqui e ali palmeiras, mas elas parecem deslocadas num lugar onde até os poucos negros existentes falam alemão e se sentem como bons "alemães". Cossel não era apenas um entre os 230.000 imigrantes de origem germânica que habitavam o Brasil na década de 30. Oficialmente, tinha o cargo de adido cultural da Embaixada da Alemanha, no Rio de Janeiro. Na verdade, exercia uma função estratégica: instalar e comandar, no Brasil, uma célula do Partido Nazista. Foi eficientíssimo em sua missão. Documentos que hoje se encontram nos arquivos de órgãos federais alemães mostram que a seção brasileira teve o maior número de filiados (2.822) entre as 83 células espalhadas por todo o mundo, superando países que sofreram influência direta do III Reich, como Áustria e Polônia. A autora da descoberta é a historiadora paulista Ana Maria Dietrich, atualmente na Alemanha, onde conclui uma tese de doutorado sobre o tema.
Desde 2002, a historiadora, que é pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), tem escarafunchado relatórios, fotos e ilustrações guardados no Ministério das Relações Exteriores e no Arquivo Federal da Alemanha, em Berlim, e no Instituto de Relações Exteriores, em Stuttgart. O que emerge dessa papelada é o retrato inédito da etapa brasileira do mais ambicioso plano de Hitler: a internacionalização da ideologia nazista, através do povo alemão, não importa onde ele estivesse. Dentro dessa estratégia, Von Cossel, radicado no Brasil desde o início da década de 30, tinha um papel de destaque. Segundo o Ministério das Relações Exteriores alemão, era "um dos mais afortunados e confiáveis chefes dos Landesgruppe", como ficaram conhecidas as células do Partido Nazista em outros países. Além da pesquisa documental, Ana Maria conseguiu entrevistar duas filhas do comerciante. "Elas têm a lembrança de um homem que fazia muitas viagens pelo Brasil e para a Alemanha, mantinha uma boa relação com o então presidente Getúlio Vargas e chegou a ser recebido pelo próprio Hitler", conta a historiadora, que em 2001 escreveu a tese de mestrado "A caça às suásticas – o Partido Nazista em São Paulo sob a mira da polícia política". Nesse primeiro trabalho, foram pesquisados documentos do Departamento Especializado de Ordem Política e Social, o temido Deops da ditadura Vargas. Agora, ao ter acesso a fontes originais, na Alemanha, a pesquisadora foi além. É possível não só entender como funcionava o Partido Nazista no Brasil, que chegou a estar estruturado em dezessete Estados, mas descobrir como os alemães fiéis a Hitler enxergavam o país.
As peças de propaganda do departamento de imigração da Alemanha descreviam um paraíso tropical, mas os documentos trocados entre os chefes do Partido Nazista tupiniquim e o alto-comando do Führer mostram uma visão diferente. A miscigenação, característica marcante do povo brasileiro, era um insulto à política de pureza racial pregada por Hitler. Só aos alemães era permitido o ingresso no partido, e eles eram proibidos de casar com brasileiras. Os militantes também discriminavam os alemães que se dispusessem a trabalhar na lavoura com negros e judeus. Basta um trecho do relatório enviado pelo filiado Albrecht Andriessen ao Ministério das Relações Exteriores da Alemanha para ter uma noção da real opinião dos nazistas sobre o Brasil. "O solo não é nenhum Eldorado de abastança, que tudo dá. A selva é atroz. Eles (os brasileiros) assassinam nossa gente no corpo e na alma, porque os alemães são obrigados a viver junto com uma mistura de todas as raças", relata Albrecht, que encerra o documento com uma súplica: "Por favor, levem de volta os alemães, para que eles não naufraguem neste Volkstum (espírito do povo), que na verdade nada mais é do que um horrendo caldeirão das bruxas".
Apesar do preconceito, o Brasil tinha uma importância estratégica para a política hitlerista. O país exercia uma atração não apenas por seu tamanho e sua população, mas pela posição geográfica. Além da possibilidade de instalação de bases militares, poderia ser uma rota de escoamento de matérias-primas e um excelente ponto de comunicação, por rádio, com a frota naval dos países do Eixo, por causa do Oceano Atlântico. Havia, ainda, o componente político. O governo de Getúlio Vargas manteve uma política pendular, ora favorável aos aliados, ora simpática à Alemanha, até 1942, quando finalmente se uniu aos Estados Unidos e à Inglaterra. Isso permitiu que, apesar de vigiado pelo Deops, o Partido Nazista do Brasil funcionasse tranqüilamente por dez anos, até a edição de uma série de decretos-leis restringindo a participação política de estrangeiros. Nesse breve período, foi quase possível, no delírio nazista, realizar o sonho de uma Alemanha tropical.

domingo, 6 de junho de 2010

1º ano Revolução Francesa - texto 3 - 2º bimestre


A convocação dos Estados Gerais
Os reis da França não convocavam os Estados Gerais - organização integrada por representantes do clero, da nobreza e do povo - desde 1614. Centralizadores, convictos do absolutismo, os reis franceses desprezavam qualquer instituição que lhes criasse obstáculos ao uso irrestrito do poder. Naquele início de 1789, no entanto, Luís XVI resolveu chamar aquela antiga assembléia, cujas origens vinham dos tempos medievais, na tentativa de resolver a grave crise financeira que se alastrava pela França, ameaçando-a com o caos.
Em 24 de janeiro de 1789, o rei baixou um decreto instituindo as votações para a sua composição, tendo sua primeira reunião marcada para cinco de maio daquele ano, a ser realizada em Versalhes. O local não foi escolhido ao acaso: o Palácio de Versalhes, a morada do rei e sede do governo, era um templo de esplendor erguido por Luís XIV, o rei Sol, para celebrar a magnificência do absolutismo. Luís XVI pretendia de certa forma impressionar os deputados com a suntuosidade das instalações e também não interromper as suas caçadas pelos bosques vizinhos, enquanto os parlamentares tentariam tirar o reino do fundo do poço.
Thomas Jefferson, testemunha da cerimônia da abertura, comparou-a a uma imponente ópera, porém pouco conseguiu ouvir do discurso do mestre de cerimônias M. Dreux-Brézé, e quando chegou a vez de Jacques Necker, o celebrado ministro da Fazenda, além de sentir-se frustrado com o pouco espaço concedido por ele às grandes reformas constitucionais que o Rapport du Roi, o Relatório do rei, prometera anteriormente, ainda que criticasse "o desejo exagerado de inovação", fez um

J.J.Rousseau, inspirador teórico da revolução
discurso excessivamente técnico, recorrendo a palavras que poucos entenderam. Necker, além de mencionar que todos estavam ali por benemerência do rei, apresentou um déficit orçamentário de 56 milhões es (depois descobriu-se que chegava a 162 milhões!), o qual convocava a nação a pagar. Trocando em miúdos, a montanha parira um rato. Quando o rei e a rainha se retiraram, ouviu-se um uníssono Vive le Roi! Foi a última vez que escutou-se tal aclamação naquela assembléia. Em Versalhes, dois mundos se defrontaram. O primeiro deles era o mundo do privilégio composto pelos homens e mulheres dos salões, dos castelos, das mansardas, das grande propriedades fundiárias, um universo de bom gosto, de requinte e refinamento, que a renda da terra e os direitos feudais lhes asseguravam. Àquela altura, ele esteticamente se identificava com o rococó e com as paisagens bucólicas, antigas ou atuais, escapistas de um Boucher. A eles, muito próximo, encontrava-se a corporação clerical, os príncipes da Igreja, os teólogos e reitores eminentes, os altos dignatários que representavam os interesses de Roma no seio da sociedade francesa. Depois de terem neutralizado, no século anterior, a dissidência católica dos jansenistas, que tivera no filósofo Pascal a sua maior expressão, o corpo sacerdotal enfrentou um duríssimo embate com a família iluminista, particularmente contra o barão D'Holbach, um ateu assumido que exercera um grande influência, e contra Voltaire, que usara o gênio e a pena como um m A composição dos Estados Gerais
Os Estados Gerais de 1789 compunham-se de 1.154 representantes: 291 deles eram deputados do clero, 285 da nobreza e 578 do Terceiro Estado (ordem que, genericamente, abrigava o povo e a burguesia). Na época, dos 25 milhões de franceses, apenas 120 mil pertenciam ao clero e 350 mil à nobreza (subdividida em nobreza togada, e a de "sangue", isto é, a aristocracia). Na representação dos Estados Gerais convocados, o povo, que perfazia a imensa maioria, tinha só dois parlamentares a mais.
As diferenças entre os deputados do Terceiro Estado, da nobreza e do clero, não ocorriam só no comportamento e na maneira de vestir (os deputados do Terceiro Estado eram obrigados a usar o preto, enquanto os das ordens privilegiadas podiam trajar-se luxuosamente. Só não os fizeram falar de joelhos como se dava no costume antigo). Nos debates que convergiam para a formação de uma monarquia constitucional, os representantes do Terceiro Estado insistiam na abolição de antigos privilégios e na supressão da votação por estados. Desejavam que cada representante tivesse direito a um voto, o que daria maioria, ainda que apenas por dois votos, aos deputados do Terceiro Estado. Os eleitos pelo clero e pela nobreza resistiam, insistindo em manter o antigo sistema no qual cada ordem tinha um só voto, o que permitia aos nobres e ao clero continuar controlando a votação.
Por detrás da insistência do Terceiro Estado, alinhava-se um descontentamento generalizado com a monarquia, com a inépcia do rei e com os desatinos da rainha Maria Antonieta, a Austríaca, pessoa das menos estimadas pelo povo francês em todos os tempos.
ortífero florete para expor as contradições da vida cristã e a hipocrisia do sacerdócio.


A toalete da dama elegante
Naquele momento em Versalhes nobres e bispos irmanavam-se numa frente em comum contra o absolutismo (desejavam a restauração de antigas regalias suprimidas pelo rei) e contra o Terceiro Estado, que lá estava justamente para lhes podar as vantagens, os favores e prebendas escandalosas que ainda usufruíam.
O outro mundo, o mundo burguês, era o do trabalho, do comércio, do negócio, da pequena fábrica, da vida sóbria em casas modestas, do ter que suar para ganhar o pão de cada dia, de viver de empreendimentos, de assumir riscos e, por vezes, desabar por causa deles. O seu dia-a-dia era probo, economizando os tostões para não ter que mendigar na velhice. Do seu labor e dos seus próximos é que o reino extraía a prosperidade que conheceu no século XVIII. Cada vez mais lhe parecia odioso o sistema ainda vigente na França, onde justamente quem trabalhava de sol a sol era punido com uma pesada canga tributária que lhe caía sobre as costas. Sentia-se um atlas carregando um peso morto na garupa. Tinham, os burgueses, que pôr um fim naquilo, ainda que não sabendo como, nem quando. O sistema de ordens, os privilégios do sangue e da casta, repentinamente pareceu-lhes insuportavelmente arcaico, injusto, abominável. O mundo que almejavam era o dos talentos. O que eles representavam eram a produção, os lucros e os salários, enquanto o outro mundo, o do privilégio, vivia da renda, dos tributos e da servidão. Em Versalhes, a meritocracia se insurgiria contra a aristocracia.
A composição dos Estados Gerais
Os Estados Gerais de 1789 compunham-se de 1.154 representantes: 291 deles eram deputados do clero, 285 da nobreza e 578 do Terceiro Estado (ordem que, genericamente, abrigava o povo e a burguesia). Na época, dos 25 milhões de franceses, apenas 120 mil pertenciam ao clero e 350 mil à nobreza (subdividida em nobreza togada, e a de "sangue", isto é, a aristocracia). Na representação dos Estados Gerais convocados, o povo, que perfazia a imensa maioria, tinha só dois parlamentares a mais.
As diferenças entre os deputados do Terceiro Estado, da nobreza e do clero, não ocorriam só no comportamento e na maneira de vestir (os deputados do Terceiro Estado eram obrigados a usar o preto, enquanto os das ordens privilegiadas podiam trajar-se luxuosamente. Só não os fizeram falar de joelhos como se dava no costume antigo). Nos debates que convergiam para a formação de uma monarquia constitucional, os representantes do Terceiro Estado insistiam na abolição de antigos privilégios e na supressão da votação por estados. Desejavam que cada representante tivesse direito a um voto, o que daria maioria, ainda que apenas por dois votos, aos deputados do Terceiro Estado. Os eleitos pelo clero e pela nobreza resistiam, insistindo em manter o antigo sistema no qual cada ordem tinha um só voto, o que permitia aos nobres e ao clero continuar controlando a votação.
Por detrás da insistência do Terceiro Estado, alinhava-se um descontentamento generalizado com a monarquia, com a inépcia do rei e com os desatinos da rainha Maria Antonieta, a Austríaca, pessoa das menos estimadas pelo povo francês em todos os tempos.
A Assembléia Nacional
De certa forma era previsível o que aconteceu. A nação emudecida por dois séculos, tendo que assistir em silêncio respeitoso os desastres da monarquia Bourbon, só contando com os homens de letras como seus defensores, quando deixaram-na falar nos Estados Gerais, ela não mais se calou. O próprio rei havia aberto as comportas. A enxurrada em breve iria afogá-lo.
No dia 17 de junho, o Terceiro Estado, numa astuciosa manobra do abade Sieyès, já em fase de pré-rebelião, proclamou-se Assembléia Nacional, transformando-se em representante e órgão supremo do povo. Essa medida provocou a indignação de Luís XVI, pois ele convocara os Estados Gerais para que o auxiliassem a superar a crise, não para que se revoltassem contra a sua autoridade. Mas o seu poder rapidamente entrou em processo de corrosão. Parte da coragem dos representantes devia-se aos chamados cahiers doléances, os cadernos de queixas, que continham os reclamos do povo, trazidos por eles nas suas bagagens quando vieram para a reunião em Versalhes. A insatisfação com o regime era evidente, mas ainda estava longe de prever-se uma insurreição. As ordens privilegiadas, a nobreza e o clero, quando sentiram que o rei pouco mais poderia lhes dar, começaram a debandar para o lado do Terceiro Estado.
Em 20 de junho, o rei ordenou a dissolução da assembléia, mandando a guarda suíça evacuar a sala dos trabalhos legislativos. Os deputados, porém, contando com a defecção de vários parlamentares das ordens privilegiadas, não se renderam. Reuniram-se então num outro local, na sala do jogo de pela (antigo jogo de raquetes, semelhante ao tênis), e lá juraram que não se separariam enquanto não dotassem a França de uma Constituição. Com tal ato, o legislativo, assumindo estar falando em nome do povo inteiro, praticamente rompeu com o absolutismo. Foi nesse momento de grande tensão e forte emoção que despontou a oratória veemente de Honoré Gabriel Victor Riqueti, o controvertido conde de Mirabeau, fazendo dele o grande tribuno do Terceiro Estado e a primeira personalidade da revolução.
Eleito pelo Terceiro Estado, Mirabeau, com seu vozeirão tonitruante, enfrentou diretamente M. de Brézé, o enviado do rei quando esse viera, em 23 de junho, com a missão de dissolver a Assembléia. Disse-lhe que somente o povo francês, a quem os parlamentares representavam, podia cassar os deputados e que eles dali não sairiam: "declaro-lhe que, se está aqui para nos fazer sair, deve pedir ordens para usar a força, pois nós só deixaremos os nossos postos pela força das baionetas". Em seguida, proclamou-se a inviolabilidade parlamentar. Nenhum deputado doravante poderia ser preso pelo motivo que fosse sem autorização da Assembléia Nacional. No nove de julho, ela transformou-se em Assembléia Constituinte, com o propósito de instituir uma nova ordem social. Confirmava-se a rejeição da monarquia absolutista. O rei, desgastado, e como que atacado por uma paralisia, não pôde se opor. O absolutismo cambaleara mas ainda não caíra. Quanto a Mirabeau, mais tarde confirmaram-se uma série de suspeitas nas quais ele teria se vendido aos interesses da Corte. Marat, num artigo premonitório no seu jornal O Amigo do Povo, em maio de 1790, dissera dele: "reduzido à prostituição para viver (em certa época da sua vida, Mirabeau ganhara uns trocados escrevendo literatura licenciosa), ele venderá a sua consciência ao o que oferecer mais. Que se pode esperar de um homem sem princípios, sem costumes, sem honra? Alma dos gangrenados, dos conjurados e dos conspiradores".
A insurreição popular
Os amotinamentos, arruaças, incêndios e refregas, recrudesceram pela França inteira desde o início de julho. No dia 12, com a demissão do ministro Jacques Necker - considerado o único reformista do governo monárquico - as tropas reais concentraram-se em Versalhes e Paris para tentar evitar novas tropelias. O povo, protestando contra o afastamento da sua única esperança, saiu às ruas. Houve enfrentamentos. No dia seguinte, mais tumultos. Os motins de fome se alastravam. Logo pela manhã, após um alarme, os remediados de Paris encheram os largos e vielas armados de machados, pistolas, pedras e porretes. As tropas reais foram abandonando a cidade, bairro após bairro. Os revoltosos, então, assaltaram os armeiros e os arsenais militares, levando centenas de espingardas.
A grande prisão do estado terminou sendo invadida porque um jornalista, Camille Desmoulins, até então desconhecido, arengou em frente ao Palais Royal e pelas ruas dizendo que as tropas reais estavam prestes a desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo de Paris. Todos deviam socorrer-se das armas para defender-se. A multidão, num primeiro momento, dirigiu-se aos Inválidos, o antigo hospital onde concentravam um razoável arsenal. Ali, apropriou-se de três mil espingardas e de alguns canhões. Correu o boato de que a pólvora porém se encontrava estocada num outro lugar, na fortaleza da Bastilha. Marcharam então para lá. A massa insurgente era composta de soldados desmobilizados, guardas, marceneiros, sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes de vinhos, chapeleiros, alfaiates e outros artesãos, o povo de Paris enfim. A fortaleza, por sua vez, defendia-se com 32 guardas suíços e 82 "inválidos" de guerra, possuindo 15 canhões, dos quais apenas três em funcionamento.
Durante o assédio, o marquês de Launay, o governador da Bastilha, ainda tentou negociar. Os guardas, no entanto, descontrolaram-se, disparando na multidão. Indignado, o povo reunido na praça em frente partiu para o assalto e dali para o massacre. O tiroteio durou aproximadamente quatro horas. O número de mortos foi incerto. Calculam que somaram 98 populares e apenas um defensor da Bastilha.
Launay teve um fim trágico. Foi decapitado e a sua cabeça espetada na ponta de uma lança desfilou pelas ruas numa celebração macabra. Os presos, soltos, arrastaram-se para fora sob o aplauso comovido da multidão postada nos arredores da fortaleza devassada. Posteriormente a massa incendiou e destruiu a Bastilha, localizada no bairro Santo Antônio, um dos mais populares de Paris. O episódio, verdadeiramente espetacular, teve um efeito eletrizante. Não só na França mas onde a notícia chegou provocou um efeito imediato. Todos perceberam que alguma coisa espetacular havia ocorrido. Mesmo na longínqua Königsberg, na Prússia Oriental, atingida pelo eco de que o povo de Paris assaltara um dos símbolos do rei, fez com que o filósofo Emanuel Kant, exultante com o acontecimento, pela primeira vez na sua vida se atrasasse no seu passeio diário das 18 horas.
A Assembléia Nacional Constituinte, enquanto isso, continuava elaborando os artigos constitucionais. Uma pequena comissão de deputados, entre eles o marquês de La Fayette, Dupont, Barnarve, La Meth e Blancon, reunidos na casa de Thomas Jefferson, então embaixador norte-americano em Paris, pensaram em dotar a futura Constituição francesa com um preâmbulo, uma Declaração dos direitos do Homem e do cidadão que sintetizasse os anseios maiores da Revolução. Pronta a sua redação, na qual adotaram o mesmo formato das Tábuas da Lei, com uma introdução redigida por Mirabeau, aprovaram-na na sessão de 26 de agosto de 1789. Em apenas 17 artigos, facilmente aprendidos, expuseram os direitos básicos da modernidade e o desejo de autonomia da burguesia (que como classe universal, falava em nome do povo inteiro). Com ela, com a declaração dos direitos, a revolução francesa de 1789 irmanou-se com a revolução americana de 1776, selando o início do fim do absolutismo e consolidando as assim chamadas, por R.R. Palmer e Jacques Godechot, "Revoluções Atlânticas". O documento tinha também outras ambições, os 17 artigos que a compunham serviriam como um novo catecismo elaborado pela burguesia que assim se auto-delegava a tarefa de emancipar o mundo do feudalismo e dos privilégios herdados pelo nascimento.
Até aquele momento, na acurada observação de Chaussinand-Nogaret, três forças disputavam o poder na França. A Coroa apesar de combalida ainda contava com o apoio das guarnições militares, a fidelidade da alta nobreza, e o respeito do clero, e, bem ou mal, mantinha-se pela simples inércia da tradição que educara todos a ser obedientes ao rei. Mas estava em rápido processo de erosão. Emergente era o poder da Assembléia Nacional, que rapidamente transferiu-se de Versalhes para as Tulherias em Paris. Tinha mais de 700 parlamentares, mas sem nenhum poder de fogo além dos seus decretos legislativos. A seu favor tinha a simpatia e o apoio de boa parte da nação. Pode-se dizer que, nessa fase, os deputados, em seus discursos, apenas faziam eco, afinados com o que se dizia no reino inteiro. E por último, por vezes associado à Assembléia Nacional, outras totalmente incontrolável, o instável poder das ruas, a "hidra da anarquia" como disse o deputado Brissot, com a Comuna, com seus comitês de bairros e suas milícias e patrulhas cidadãs, seus amotinamentos, suas arruaças e violações de toda ordem, sua volúpia cada vez mais acentuada por derramar sangue que se combinava com a desgraça da fome e com uma afrontosa coragem. Ao entrar no ano de 1791, a Coroa, a Assembléia e a rua, a aristocracia, a burguesia, e os sans-culottes, se prepararam para travar a grande batalha pela conquista do coração e da mente de toda a nação.

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