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Oriente Médio e Palestina

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Feudalismo europeu - 1º ano -Texto 1


Texto complementar 1 ( feudalismo )1º ano ensino médio RELAÇÃO SOCIAL FUNDAMENTAL - servos eram subordinados aos senhores. Estes eram donos da terra e ofereciam aos servos proteção e o direito de utilização de seu solo em troca de trabalho. Parte da produção era destinada à subsistência dos servos; outra parte, a maior, era possuída pelos senhores. DESCENTRALIZAÇÃO POLÍTICA - na Idade Média, não existiam países como nós conhecemos hoje (Inglaterra, França, Brasil). Havia feudos, porções de terra sobre as quais os senhores tinham posse e poder político. Os senhores não eram só donos dos feudos eram também seus governantes. VASSALAGEM - os senhores feudais ou nobres mantinham entre si relações de fidelidade, visando a proteção mútua. O vassalo, que era um nobre, jurava fidelidade e dar apoio ao suserano, nobre de maior importância e em situação superior. MÍNIMO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - praticamente não havia comércio; a produção era destinada a abastecer o próprio feudo ("economia de subsistência") MORTE DAS CIDADES - na Idade Média, as cidades quase desapareceram e a maioria da população vivia no campo e se dedicava à agricultura e à pecuária. Em resumo, o feudalismo, sistema político, econômico e social que se consolidou por volta do século IX d.C., caracterizou-se como um modo de produção definido pelo regime da servidão: "uma obrigação imposta ao produtor pela força e independentemente de sua vontade, para que satisfaça a certas exigências econômicas de um senhor, quer tais exigências tomem a forma de serviços a prestar, ou taxas a pagar em dinheiro, ou artigos em trabalho ou presentes para a despesa do senhor" (Maurice Dobb, in "Evolução do Capitalismo".). Após séculos de absoluta pobreza (a chamada Alta Idade Média que se estendeu dos séculos V ao IX), a Europa feudal conheceu a "Revolução Tecnológica do Século X": o aprimoramento das técnicas de produção, tais como o surgimento da ferradura, a invenção do arado pesado, o atrelamento do cavalo pelo dorso e não pelo pescoço e, no trabalho agrícola, a transição da rotação bienal para a trienal, aumentando a produção de gêneros alimentícios. Essas inovações técnicas, que propiciaram uma melhor alimentação para o homem feudal, aliadas à "Paz de Deus", pela qual a Igreja Católica conseguiu pacificar relativamente a Europa Ocidental, geraram a explosão demográfica do século XI, quando se estima que a população aumentou de 20 milhões para 60 milhões de habitantes. Esse brutal surto populacional, ocorrendo num continente de horizontes geográficos limitados, causou uma severa crise: O cruzadismo, a "Guerra da Reconquista" e o avanço germânico em direção ao leste europeu fizeram o homem europeu, até então confinado aos seus feudos, ampliar seus espaços e horizontes, físicos e também culturais. Como conseqüência, surgiria o "comércio à longa distância", fator responsável pelo colapso da estrutura feudal. De fato, ao longo do período compreendido entre os séculos VI e XII, a Europa só conhecera o comércio à curta distância, no qual não existe a relação entre abundância e escassez. Noutros termos: duas regiões próximas entre si apresentam os mesmos característicos climáticos, geológicos, topográficos e tecnológicos. Dessa maneira, o produto que é abundante numa determinada região, também o é numa área próxima. Isso faz com que as trocas não valham a pena, em termos pecuniários. Exemplifiquemos: se uma região "A" produz laranjas, nas cercanias, também existirão laranjais. Assim, toda e qualquer troca será entre gêneros semelhantes. A partir do momento em que, o homem europeu entrou em contato com o Oriente e com áreas distantes de sua terra natal, surgiu o comerciante: o indivíduo que percebeu que um produto abundante, e portanto barato, numa determinada zona, se transportado para uma área distante, onde esse gênero fosse raro e, por conseguinte, caro, essa locomoção traria lucro. Nesse momento, tinha origem o capital comercial. Esse capital comercial seria importante para romper lentamente com a hegemonia agrícola, que passaria a concorrer com a nova atividade econômica. O comércio, atividade predominantemente urbana, proporcionaria uma nova dinâmica e contribuiria para a crise do sistema Feudal.

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